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domingo, 31 de janeiro de 2016

A origem diabólica do homossexualismo e a "voz interior do inferno"

Por Joseph Sciambra

Tal como a própria natureza humana resiste de forma profunda estes males, e falta da distinção sexual é uma aberração, é mais claro que a luz que eles nunca se teriam atrevido a ter qualquer envolvimento em tais perversões a menos que espíritos malignos os tivessem possuído como "os vasos da ira, preparados para a perdição."

Mas quando eles os começam a possuir, eles derramam o veneno infernal da sua malícia por dentro do corpo que eles estão a possuir, de forma que eles podem agora desejar avidamente não aquelas coisas que são o movimento natural que o corpo exige, mas aquilo que só o diabólico fornece.

Porque quando o homem se empurra sobre outro homem para cometer actos impuros, isso não vem dum impulso natural, mas é apenas o estímulo do impulso diabólico. 


Líder espiritual lgbt Bob Barzan escreveu:

As pessoas homossexuais que saem do armário descobrem o bem fundamental da sexualidade e do amor seguindo a sua voz interior. [ênfase de Barzan]

O padre homossexual não-assumido Henry Nouwen escreveu um livro inteiro em torno da "voz interior". No livro “The Inner Voice of Love,” no capítulo com o título de “Trust the Inner Voice,” Nouwen recomendou:

Tens que confiar na voz interior que te mostra o caminho. Tu conheces a voz interior. Tu voltas-te a ela com frequência. [ênfase de Nouwen]

No entanto, embora não existam evidências de que Nouwen chegou a violar o seu celibato, ele estava claramente em conflicto em relação a este assunto:

Os meus pensamentos e as minhas emoções em relação a este assunto estão em conflicto. Anos de educação Católica e formação no seminário levaram a que eu internalizasse a posição da Igreja Católica. Mesmo assim, o meu desenvolvimento emocional e as minhas amizades com pessoas homossexuais, bem como a mais recente literatura em torno do assunto, levantaram questões em mim. Há uma diferença enorme entre a minha homofobia internalizada e a minha convicção crescente de que a homossexualidade não é uma maldição mas sim uma bênção para a nossa sociedade.

Independentemente dos seus méritos, ou da importância dos seus muitos livros, Nouwen e várias das suas obras são tidas pela comunidade homossexual Cristã [sic] como um tipo de mapa generalizado para a felicidade, com um ênfase específico na "voz interior". Mas o que o foco na "voz interior" faz dentro do contexto homossexual moderno é acentuar a experiência já-de-si totalmente personalizada e egoísta do que a espiritualidade e a religião são - ou podem não ser.

Esta atitude flutuante e totalmente relativista é parte integral das discussões infindáveis e do "diálogo" que ocorre em muitas redes homossexuais Cristãs [sic], e por vezes dentro da Igreja Católica. (Ver: “Living the Truth in Love” author to speak at pro-gay conference -  http://bit.ly/1KjcYOq)

Só que, um ênfase num tipo de revelação pessoal pode ser especialmente perigoso nesta população, visto que, na maior parte das vezes, estamos a lidar com um grupo de pessoas que, segundo a sua própria propaganda, sofreram com a homofobia intensa da sociedade e da cultura, e que, segundo a homossexual Católica [sic] Eve Tushnet, também foram ".....profundamente magoados pela forma como as igrejas lidam com a homossexualidade." Na verdade, a maior parte do abuso que ocorreu dentro da comunidade "gay", ocorre com o rapaz ou com a rapariga pré-homossexual nas suas casas, e normalmente como resultado de negligência emocional e/ou abuso físico ou sexual.

(Ver:

1) Scientific Studies Prove That Homosexuality is Trauma Based http://bit.ly/1lhRLxA
2) Homosexuality as the universal untreated mental illness http://bit.ly/1PXngKn
3) Why some parents would rather embrace “gay” than face the truth http://bit.ly/1OwVXC5 )

Isto coloca em acção uma situação onde aqueles que foram psicologicamente e emocionalmente abandonados e torturados tornam-se ainda mais insulares, mesmo enquanto crianças, associando-se a subculturas perversas; isto causa coisas como a recente história dum rapaz de 8 anos que ficou tão obcecado pelo tatuado maquilhador drag  Jeffree Star que a sua própria mãe permitiu que ele recebesse instrução sobre a nobre arte de pintar sombras nos olhos e aplicação do bâton por parte dum homem homossexual.

Também se pode ver isto na obsessão dos homens homossexuais (normalmente acompanhada por um conhecimento volumoso de factos de bisbilhotice) pela falsa beleza de entretenimento: desde Rex Reed a Perez Hilton. Num fenómeno mais amplo, e mais sombrio, este movimento transregressivo pode ser visto de forma clara nos exemplos de transgenerismo adolescente que frequentemente inclui terapia pré-operação sexual.

De onde vem isto tudo?

Por vezes, e devido à atracção sexual, aqueles que por vezes experimentam estes sentimentos não desejados, e devido ao facto da sua vida familiar estar num caos perpétuo, a criança em particular irá criar um mundo de fantasia interior para ela mesma. Na era da internet, isto inclui sempre a pornografia. Dentro do mundo da pornografia, as crianças são submergidas numa dimensão quase-ritualista de submissão sexual e dominação.

Mesmo assim, por vezes isto existe, ao mesmo tempo, como um universo dualista excitante e assustador, e, também como algo a ser visto como algo acolhedor e confortante. Para o rapaz pré-homossexual, o mundo de sonho homossexual que existe dentro da sua fantasia torna-se num lugar onde homens incrivelmente masculinos e confiantes te querem amar, tal como os “The Village People” cantaram em YMCA:

“Young man, are you listening to me?
I said, young man, what do you want to be?
I said, young man, you can make real your dreams.
But you got to know this one thing!”

Isto foi feito mais uma vez nos anos 80 com a música “Smalltown Boy” dos Bronski Beat e outra vez em 2012 com a música “Same Love” dos Macklemore: todas são dirges de iniciação que exigem a auto-aceitação - ou então ficarás miserável para sempre.

A provocante escritora lésbica Camille Paglia, falando das formas extremas da pornografia homossexual, disse que elas ".....tinham a solenidade e as trevas dum ritual pagão.” O famoso historiador “queer” Michael Bronski escreveu o seguinte em relação aos clubes homossexuais
comercializados:


..... como sempre, em algumas dimensões, era uma igreja. Todas as noites, isto era para mim algo surpreendente e sagrado, chegando a ser até santo.

E normalmente, é isto que forma e informa a "voz interior" homossexual.

Como um rapaz solitário e perturbado a viver na década 70, posso confirmar que este processo pode até ocorrer através das aparentemente inócuas páginas da revista "Playboy". Por exemplo, quando se está a ser implacavelmente gozado na escola, quando se está a ter dificuldade para encontrar novos amigos, e quando os teus pais estão demasiado ocupados para notar, um homem bonito (ou uma mulher bonita) a olhar para ti através da superfície lustrosa da página central rapidamente se torna na tua musa, porque eles acenam, seduzem, e prometem. E, de forma real, isto torna-se na tua "voz interior".

Para outros, nascidos um pouco mais tarde que eu, a "voz interior" era algo ainda mais tortuoso. Um dos meus primeiros amigos dentro da comunidade homossexual em Castro [São Francisco] era um jovem saloio excessivamente efeminado do Midwest que viajou para o distrito por necessidade visto que ele era o único homossexual da sua povoação.

Havendo crescido nos anos 80, era normal ele agitar-se pela casa - ao ritmo de música da Madonna - com uma jaqueta amarrada à cintura e a usar as jóias da sua mãe, tentando desesperadamente imitar as saias e o rosário usados pela cantora. Ele disse-me de forma bem clara, e visto que ambos amávamos a Madonna e nunca parávamos de falar nela, que as músicas dela falavam directamente para ele; ela disse ao rapaz para pura e simplesmente "se expressar" [“Express Yourself”].

Tal como vim a aprender, a sua experiência não era incomum.

O que era na altura uma inclinação semi-privada de alguns rapazes confusos tornou-se numa indústria gigantesca através da mercantilização em massa de
decadentes máscaras Halloween de “Katy Perry”, para raparigas.....e para rapazes, através da aceitação de rapazes como "rainhas de baile", e através da punição legal de escolas Católicas que se recusam a aceitar que rapazes tragam os seus namorados para as danças escolares. Levando as coisas até ao seu extremo, o programa de televisão com o nome de “My Strange Addiction” traçou recentemente o perfil dum homem que passou por 19 operações como forma de se parecer mais com a Madonna.

É opinião minha que isto aconteceu porque existe um fenómeno colectivo de possessão demoníaca a ocorrer - especialmente dentro da comunidade homossexual - através da influência dos média, da música, da televisão, e, de maneira mais pervasiva, da internet. A forma através da qual a possessão ocorre é  através da introdução e tomada de poder por parte da "voz interior", ou, de forma mais exacta, a mal-informada, ingénua e corrompida "voz interior".


Embora em pessoas tais como Henry Nouwen, que são pessoas altamente cultas e espiritualmente maduras, a "voz interior" esteja, simultaneamente, totalmente formada e venha dum lugar de genuína santidade, no homossexual comum ninguém pode afirmar o mesmo. Na maior parte das vezes essa "voz interior" deriva desses ícones homossexuais dentro da cultura popular: seguindo uma linha directa desde Madonna através de Britney Spears até chegar a Lady Gaga, Miley Cyrus e Ariana Grande; tudo mulheres que são maiores do que a vida e têm um largo número de seguidores homossexuais masculinos.

Para selar o acordo, as músicas, os vídeos e os concertos destas figuras geralmente têm imagens pseudo-espirituais; os exemplos maiores são “Like a Prayer” de Madonna; “Wild Horses” de Katy Perry; e “Born this Way” de Lady Gaga.

Na maior parte da cultura homossexual, canções tais como estas tornaram-se em assim-chamados "hinos gay", enfeitiçando gerações futuras através do seu aparentemente inocente apelo para o entendimento e para a felicidade. Mas tal como todas as decepções demoníacas, o glamour cobre de forma leve a verdade do que tu estás realmente a adquirir: no caso da homossexualismo masculino, é o desespero, a doença, e por fim, a morte.


Soluções possíveis:

Pelo menos inicialmente, aqueles que estão a sair do homossexualismo têm que aprender a não ouvir de forma tão atenta, ou a não ouvir de todo, a "voz interior" visto que foi essa mesma "voz" que os fez mergulhar no estilo de vida homossexual.

No meu caso, eu fui totalmente abençoado visto que depois de ter sido salvo dessa existência infernal, o Senhor enviou-me um orientador espiritual. Embora eu estivesse excessivamente emotivo, magoado e totalmente seguro da minha auto-suficiência, ele era uma pessoa mais moderada, um homem completo, e continuamente humilde perante Deus; enquanto que eu queria seguir este ou aquele caminho, ele orientava-me quase sempre na direcção contrária; por vezes, eu odiava os seus conselhos porque eu sabia mais; e por vezes eu escutava e por vezes eu não escutava; e quando eu não escutava, as coisas acabavam em desastre.

Mas eu precisava de mais tentações e testes como forma de chegar mais perto da orla da humildade. O meu orientador espiritual não era do tipo de ter conversinhas femininas; nós nunca "dialogamos" ou "discursamos". Quando eu tentava impor a minha vontade, explicando de modo infindável as minhas razões (que na verdade eram tentativas de o convencer e de me convencer), ele cortava-me a meio e afirmava "Não! Isto é o que tu tens que fazer."

De forma quase universal, os homens homossexuais precisam de homens assim: resolutos, de pensamento claro, e confiantes (em Cristo); a minha "voz interior" foi transformada.

E é aqui que Nouwen se torna numa figura trágica porque, rumo ao final da sua vida, a "voz interna" homossexual tornou-se "na voz", e daí a sua declaração: "Anos de educação Católica e formação como seminarista causaram a que eu internalizasse a posição da Igreja Católica", e consequentemente, essa internalização causou "a minha homofobia internalizada."

O mantra da assim chamada homofobia "internalizada" realmente tornou-se na resposta de grupo dos psicólogos modernos e dos apologistas homossexuais para explicar tudo desde as elevadas taxas de doenças mentais ao explosivo número de infecções com o HIV dentro da comunidade homossexual.
(Ver: http://www.josephsciambra.com/2016/01/homosexuality-as-universal-untreated.html)

E é aqui que se encontra a tragédia, nomeadamente, que Nouwen tenha mudado a sua posição, não porque a Igreja mudou, mas sim porque "....o meu desenvolvimento emocional e as minhas amizades com muitas pessoas homossexuais, bem como a literatura mais recente em torno o tópico...." Mais uma vez, este tipo de "discurso" está a influenciar o pensamento Católico e o pensamento Cristão em relação à forma de abordar o homossexualismo com ênfase no "escutar" e no "diálogo".

Mas, inexoravelmente associada à "voz interior" está a consciência, tal como São João Paulo disse:
Alegar que alguém tem o direito de agir de acordo com a consciência, mas sem, ao mesmo tempo, reconhecer o dever de conformar a consciência de acordo com a verdade e de acordo com lei que o Próprio Deus escreveu nos nossos corações, pouco mais significa que a imposição da limitada opinião pessoal 
 - http://goo.gl/Ek9gyU
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segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Os meus momentos de "monogamia" como homem homossexual e a impossibilidade dum mundo sem mulheres.

Por Joseph Sciambra

Embora eu não o soubesse na altura, a minha primeira e genuína relação "homossexual" foi também a minha primeira incursão para dentro da "monogamia" homossexual. 

Por essa altura, eu não estava conscientemente em busca de algo a longo prazo mas uma vez que eu estava tão sozinho, amedrontado e desesperadamente carente, eu teria ido para casa com qualquer pessoa que me esse a mínima atenção.

Quando alguém me deu atenção, e como normalmente acontece, ele era um homem mais velho e mais experiente, uma incrível sensação de aceitação, afirmação e segurança varreram-me como a droga mais poderosa da Terra; eu não conseguia estar satisfeito e queria ficar nesse estado semi-dormente para sempre.

Durante algum tempo, o facto de nós os dois estarmos junto era o suficiente para gerar uma quantidade incrível d calor, e esse fogo era o que me levava a voltar como forma de sentir o amor. Quase imediatamente, paramos de sair - quer fosse individualmente ou como casal [sic]. Ficávamos em casa muitas vezes, e só ocasionalmente é que socializávamos com duplas igualmente emparelhadas. Mas, e de modo rápido, comecei a perceber que ele estava a ficar farto. Olhando para trás, posso dizer que eu precisava mais dele do que ele de mim.

Numa noite, enquanto estávamos com outro assim-chamada dupla "monogâmica", o meu namorado sugeriu que os quatro fôssemos para o quarto. Eu não estava de maneira alguma chocado visto que, embora eu fosse relativamente novo na cena homossexual, eu já sabia como era que as coisas funcionavam. E, mais ainda, eu faria de tudo para agradar alguém que eu pensava que se preocupava comigo e que me amava.

Esta situação prosseguiu durante algumas semanas até que todos nós avançamos a festa para os bares e para os clubes de dança na Castor [distrito homossexual de São Francisco]; não muito lentamente, o nosso círculo de parceiros sexuais casuais expandiu-se e então nós tornamo-nos numa daquelas duplas que fingia ser um casal; inicialmente, eu pensei que fazia o que fazia para o manter feliz, mas apercebi-me mais tarde que estava a ficar mais e mais atraído a outros homens.

Eu reparava que este homem era mais masculino que o meu namorado, ou que aquele outro era mais agressivo, ou que outro ainda tinha uma voz mais grossa ou braços mais longos ou mãos maiores. Na minha mente, eu estava a criar e a procurar por um tipo de ícone homossexual masculino - um ídolo perfeito da masculinidade que me poderia salvar. Era uma fixação incessante derivada da minha infância passada com uma obsessão pela pornografia, e período durante o qual o corpo masculino se havia transformado num super-homem, e depois monstruoso nas suas proporções exageradas e foco compulsivo no tamanho.

Depois disto, a minha primeira relação homossexual "monogâmica" acabou calmamente: numa visita particular a um dos antros homossexuais da Castro,  e dentro dum dos jogos mutuamente aceites, eu pura e simplesmente sai com outro homem.

Com cerca de 25 anos, e no meio da minha carreira dentro da vida homossexual, voltei-me a juntar com outro homem, mas com alguém com uma idade mais próxima da minha. Desta vez, no entanto, em vez de ser o rapaz fracote em busca de orientação e segurança, senti-me como alguém no mesmo nível e queria ter esta união dentro das minhas regras.

Mas o que realmente me levou a buscar um tipo de abrigo no relacionamento um-com-um foi o meu medo crescente da morte e a minha frustração total com um estilo de vida que matou cada um dos amigos que eu havia feito quando tinha 18 anos. Agora, a meio dos meus anos 20, estava a pressentir uma solidão crescente que me fazia sentir como se eu tivesse voltado a ser um rapaz.

Eu não sabia o que fazer, e como tal, tomei a decisão de viver na periferia do homossexualismo; voltar para casa todas as noites com o mesmo homem, mas mantendo ainda a minha aliança com tudo: tomando parte das paradas, festivais e comícios como um pleno homem homossexual.

No entanto, este auto-exílio só durou alguns meses visto que, tal como tinha acontecido com o meu namorado de há 8 anos atrás, comecei gradualmente a ficar aborrecido e inquieto. Igualmente, o meu parceiro estava a sentir o mesmo e devido a isso, abrimos as coisas um bocado e convidamos um terceiro homem, e depois um quarto, e depois um quinto. Finalmente, dentro do nosso grupo de amigos, nós havíamos criado a nossa pequena sauna gay.

Mais uma vez, eu avancei, e à medida que o círculo de parceiros homossexuais continuou a expandir, ele eventualmente consumiu qualquer sentido de relacionamento e nós passamos a ser o que muitos dão o nome de "f##kbuddies".

Alguns anos mais tarde, eu voltei a tentar tudo outra vez, só que desta vez eu estava perto dos meus 30 anos, e o meu parceiro tinha 40 e qualquer coisa. Uma vez que eu já estava dentro do estilo de vida homossexual há mais de 10 anos, já havia tentado quase tudo, ficado desiludido vez após vez, e ainda estava mesmo assim decidido e ainda em busca, as coisas tornaram-se particularmente doentias para mim.

Quase todas as semanas o meu novo parceiro trazia para casa um homem jovem pateticamente inexperiente e normalmente demasiado drogado. As coisas tornaram-se canibalescas; havia sempre este sensação sombria de conquistar e submeter: o impulso era avançado através duma fome insaciável que nunca permitia ficar de barriga cheia; era um certo tipo de bulimia: o devorar e a satisfação temporária seguida duma auto-purga e depois então o regresso imediato do desejo sobrepujante de voltar a ser satisfeito.

A psique pervasiva de todos envolvidos é o desconhecimento avassalador da nossa imperfeição; logo, a nossa existência centra-se em obter algum tipo de inteireza.

Depois de duas décadas a experimentar todas estas fúrias e estes devaneios, cheguei a uma conclusão: um mundo sem mulheres é impossível. Parece simples, mas para mim foi uma revelação. Porque, havendo crescido durante o "poder feminino" dos anos 70, do ERA, e dos anúncios publicitários da Charlie, sempre pensei que a única diferença que existia entre os homens e as mulheres resumia-se a algo entre as pernas.

Inicialmente, a realidade das distinções entre os sexos tornou-se totalmente óbvia quando me envolvi pela primeira vez com uma mulher prostituta, e, para choque e desalento  meu, ela revelou-se um bocado puritana. Vejam: até aquele momento, todas as minhas experiências sexuais haviam sido com homens homossexuais. Estupidamente, eu pensei que as mulheres se comportavam da mesma maneira - pelo menos as mulheres mais promiscuas.

Só que não era verdade.

Em Berkeley, durante uma prolongada fase bissexual, namorei outra estudante, uma rapariga hippie sem qualquer tipo de inibição que, apesar da sua forma livre de pensar, precisava de ser romanceada constantemente antes que pudesse ocorrer algo físico. Como alguém habituado a usar outros homens como escape sexual, rapidamente descobri que as mulheres eram demasiado exigentes e faziam com que eu perdesse muito tempo.

No distrito de Castro, eu nem precisava de falar com um potencial parceiro; um contacto visual através da discoteca cheia era o suficiente - tu simplesmente ias para a casa de banho e esperavas. 

Nenhuma mulher, nem mesmo a mulher de rua (a menos que seja mentalmente doente), irá seguir um homem desconhecido para uma casa de banho (sem porta) e terá relações sexuais com ele perto dum banheiro público sujo. No entanto, os homens "gays" fazem isto todos os dias.

Os excessos sexuais do mundo homossexual masculino são indisputáveis, só que, ao contrário de muitos que promovem uma nova imagem higienizada, livre de doenças, do homem homossexual moderno, esta perversidade é inevitável - até mesmo entre os assim-chamados "casados" e "monogâmicos". Isto prende-se principalmente com o simples facto de que uma sociedade totalmente masculina entrará em colapso porque a testosterona dos homens nunca é moderada com o estrogénio das mulheres.

Na verdade, o domínio não controlado dos hormonas masculinos gera o síndrome sexual da China, onde os homens, e especificamente os homens homossexuais que cresceram alienados e desesperados por afeição masculina, congregam-se juntos, encontram um fornecimento infindável de outros homens igualmente magoados dispostos a ter sexo. Então, e sem malícia, e através dos seus excessos, eles dão início a uma cascata de morte.

Depois do movimento de emancipação homossexual dos anos 70, este desastre tomou a forma da SIDA; hoje, embora a ciência tenha aperfeiçoado novas formas de manter os homens homossexuais vivos, o colapso continua com um sempre crescente número de infecções sexualmente transmitidas resistentes a anti-bióticos que só parecem surgir dentro das entranhas dos homens homossexuais.

O inevitável destino parece ser sempre a doença e a morte, até mesmo entre aqueles que tentam escapar a este horror fazendo uma parceria e abraçando alguma forma estranha de "monogamia homossexual" - quando mais de metade das infecções com o HIV entre os homens homossexuais ocorrem quando estes estão num relacionamento.

A inquietação generalizada e a necessidade de idolatrar a masculinidade sempre mostra a sua cara feia; em termos de homens e mulheres, há uma diferença incrível entre o fascínio que os homens têm com a pornografia, com a muito menor percentagem das mulheres que assistem a pornografia; "os homens são 543% mais susceptíveis de assistir a pornografia que as mulheres."

Logo, os homens que têm atracção um pelos outros formam uma cultura sem mulheres, e as forças sexuais dentro do masculino são libertadas sem que haja a moderação das mulheres: o corpo é objectificado até a um ponto que se torna doentio; o sexo é constante e desenfreado, e a única coisa que pára a perversidade é a doença.

O todo-feminino mundo das lésbicas, embora tenha taxas muito baixas de DST, também têm os seus problemas.

Sem a testosterona, o excesso de estrogénio gera um universo de emocionalismo excessivo que tende para drama excessivo a roçar a violência.
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The evidence:
“Almost half of the participants (48.7%) were monogamous, slightly fewer (42.1%) reported non-monogamous sexual agreements with some conditions or restrictions, and a relatively small number (9.2%) reported sexual agreements with absolutely no restrictions on sex with outside partners. A third of the participants (32.4%) reported breaking their agreement in the preceding 12 months and 14.8% reported having UAI in the preceding 3 months with an outside partner of discordant or unknown serostatus.”
“Development and Validation of the Sexual Agreement Investment Scale”
Torsten B. Neilands, PhD, et al.
J Sex Res. 2010 Jan; 47(1): 24–37.

“Ninety nine percent of couples reported having an agreement. Specifically, 45% had monogamous agreements, 47% had open agreements, and 8% reported discrepant agreements.”
Relationship Characteristics and Motivations behind Agreements among Gay Male Couples: Differences by Agreement Type and Couple Serostatus
Colleen C. Hoff, PhD, et al.
AIDS Care. 2010 Jul; 22(7): 827–835.

“Nearly 70% of HIV+ MSM (men who have sex with men) are estimated to have contracted HIV from a main partner…Our data suggest that reported monogamy may sometimes reflect intent or a non-traditional definition of monogamy rather than engagement in sex with only one partner. Nearly a quarter of men who indicated that they had only had sex with their partner for the duration of their relationship also reported engagement in anal sex with at least one non-main partner in the past 90 days. This supports previous research showing “monogamy” to be an ambiguous term…”
“Open, Closed, or In Between: Relationship Configuration and Condom Use among Men Who Use the Internet to Seek Sex with Men”
Sonya S. Brady, et al.
AIDS Behav. 2013 May; 17(4): 1499–1514.

“The Monopoly data indicate that while a majority of gay and bisexual men report having a ‘regular partner’, a very substantial proportion of these, probably more than half, may be ‘f##kbuddy’‐style arrangements rather than the ‘boyfriend’‐style ‘relationships’ that is often implied by the use of the term ‘regular partner.’”
“Monopoly A study of gay men’s relationships 2014”
Garrett Prestage, et al.
The Kirby Institute, University of New South Wales. 2015.

“Sixty-eight percent of HIV transmissions were from main sex partners…”
Estimating the proportion of HIV transmissions from main sex partners among men who have sex with men in five US cities.
Sullivan PS, et al.
AIDS. 2009 Jun 1;23(9):1153-62.

“78% of lesbians report that they have either defended themselves or fought back against an abusive partner.”
“Domestic Violence and Lesbian, Gay, Bisexual and Transgender Relationships”
The Public Policy Office of the National Coalition Against Domestic Violence
http://www.uncfsp.org/projects/userfiles/file/dce-stop_now/ncadv_lgbt_fact_sheet.pdf.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

A terapia da pornografia: tentativa masculina de auto-cura através da fantasia

Por Joseph Sciambra

A vasta maioria dos rapazes que se "assumem como homossexuais" fazem-no depois de anos viciados na pornografia, muitas vezes um vício que remonta aos dias da sua adolescência ou até mesmo aos dias da sua infância. Eu comecei a olhar de forma mais séria para a pornografia quando tinha 8 anos.

Quando eu era criança, durante os anos 70 e 80, a selecção de pornografia encontrava-se bastante limitada ao que se poderia comprar na loja de conveniência local - normalmente, a Playboy, a Playgirl ou a Hustler. Hoje em dia, e devido à internet, existe uma variedade infindável de pornografia a satisfazer todos os nichos - desde a "bondage" ao transsexualismo.

Depois de, literalmente, ter falado com milhares de homens "gays", descobri que muitos têm reservars em falar de modo aberto sobre qualquer tipo de trauma que podem ter sofrido durante a juventude, que muito provavelmente contribuiu, ou determinou, o seu homossexualismo. No entanto, estes mesmos homens homossexuais estão frequentemente abertos para discutir que tipo de pornografia assistem ou assistiram quando eram jovens.

Porque é que isto é importante?

A minha teoria é que os homens tentam "curar" traumas da infância através da fantasia da pornografia. Por exemplo, os homens que se sentiram pouco amados ou negligenciados pelos seus pais ausentes ou fracos, tipicamente passam a ficar obsecados com a assim-chamada pornografia "do pai". Nesta forma de pornografia, os homens mais novos são frequentemente iniciados no estilo de vida homossexual por uma figura paterna mais velha e incrivelmente compassiva.

Hoje em dia, esta forma de pornografia é o sub-género mais popular no mundo "gay", incorporando um desejo específico de ver filmes onde há um desempenho de papéis a recriar o incesto entre o pai e o filho. E esta fixação não é fomentada pela indústria mas sim pelos consumidores. O lendário director de pornografia homossexual Joe Gage, que se especializa nos filmes "do paa", disse o seguinte em relação a todo este fenómeno:

Eu fiz o primeiro filme - ‘Dad Takes A Fishing Trip’ - e nesse filme o pai e o filho não tinham qualquer tipo de contacto um com o outro. Eles estão juntos em algumas cenas mas eles não se tocam. Eu fiz as coisas desta forma específica tal como o fiz no filme ‘Chainsaw.’ Mas foi então que as pessoas me ligaram e me falaram destas fantasias profundas e me disseram como queriam que eu levasse as coisas para o nível seguinte.

Um dos actores dos filmes "do pai" de Gage, um homem curiosamente pensativo, continuou a descrever a psique curiosa em redor destes filmes:

Estes rapazes pura e simplesmente lançam-se de forma constante para junto do pai; o seu rapaz quer que ele tenha sexo com ele. É uma fantasia. Olho para isto como uma fantasia e como aquele tipo de jogo de poder que a maior parte de nós sempre fantasiou....E quantos de nós não quis ter alguém mais velho que nos guiasse e que, pelo menos, nos aconselhasse para que nós não fiquemos entregues a nós mesmos?

O que o actor disse fundamenta-se em larga escala na verdade do homossexualismo - que muitos, se não todos, homens homossexuais secretamente desejam uma figura paterna como parceira sexual; dito de outra forma, "alguém que nos guie". Mas dentro desta fantasia há sempre a realização trágica de que "ficamos entregues a nós mesmos".

Com isto em mente, os rapazes que entram no mundo homossexual, inconscientemente
entram nesse mundo como pessoas claramente perdidas e mal amadas - buscando a afeição, a aprovação e a segurança dum pai que nunca chegaram a conhecer.

Antes disso, muitos já re-exploraram involuntariamente o trauma, vez após vez, ao buscaram infindavelmente e ao assistirem várias cenas pornográficas envolvendo o macho mais velho sexualmente encorajador. Quando estes rapazes entram no meio social "gay", quer seja através das redes sociais ou pela via tradicional dos bares "gay" e dos clubes de dança "gay", eles irão descobrir rapidamente um largo número de homens cronologicamente velhos o suficiente para serem seus pais, prontos e dispostos a orientá-los.

Só que, tal como a assistir a pornografia, estes tipos de reconstituições são apenas isso - um tipo falso de Teatro Kabuki, com a postura floreada a nunca chegar a substituir a realidade. De facto, o trauma torna-se profundamente submergido, e o desejo [de
aprovação e a segurança dum pai que nunca chegaram a conhecer ] intensifica-se.

Curiosamente, existe um tipo de comparação dentro do mundo heterossexual masculino com a implacável popularidade dos filmes "MILF"; a pornhub regularmente tem  "MILF" no topo, ou pelo menos entre os 3 primeiros, dos termos pornográficos mais procurados, e com a actriz porngráfica Lisa Ann como a mais popular actriz MILF de todas.

E porquê?

Semelhantemente à situação "gay", com a destruição da família centrada no pai-mãe na civilização Ocidental, os homens são cada vez mais criados em ambientes focados nas mulheres, com metade das crianças a fazer parte de famílias divorciadas, e frequentemente com a mulher a assumir o papel de disciplinadora e falsa figura paterna.

Junto de uma minoria (cerca de 2% os homens) este tipo de disfuncionalidade causa o homossexualismo junto dum rapaz sensível; junto da maioria, isto cria um homem heterossexual com várias reservas em relação à mulheres, quer seja pouca disposição em ter um relacionamento sério, até a um homem semi-castrado com um complexo de masturbação-pornográfico que precisa de Viagra quando está com mulheres de verdade.

Consequentemente, a maioria dos homens está fascinada com a pornografia da "mãe", um quadro pornográfico que frequentemente incorpora em si abusos e humilhações; para os homens que assistem a isto, é um tipo de reorientação da sua masculinidade devido à dominação feminina que ocorreu durante a sua infância.


- http://goo.gl/qpFvu8.

domingo, 15 de novembro de 2015

Ex-homossexual afirma: A Igreja Católica está certa em qualificar o homossexualismo de "desordem"

Por Joseph Sciambra

Um dos Bispos do Sínodo afirmou que uma nova abordagem das iniciativas de alcance que a Igreja faz junto dos homossexuais deveria incluir uma revisão da terminologia:

Há um apoio muito forte em favor duma abordagem menos condenatória e a linguagem está no centro disso.

Há já muitos anos que tem existido controvérsia em torno do termo "intrinsecamente desordenados". Durante a década 70, Dignity, uma organização homossexual Católica compostas por membros leigos, suprimida na maior parte das dioceses Católicas Americanas, fez desta queixa parte integral da sua plataforma oficial:

Oramos e trabalhamos pelo dia de reconciliação quando a Igreja Católica Romana passar a não considerar os seus filhos GLBT como "intrinsecamente desordenados", mas irá receber e aceitar todas as pessoas como filhos de Deus, possuidores e abençoados com dons, talentos e orientações únicos que têm que ser apoiados, celebrados e desenvolvidos para o louvor e gloria de Deus.

Desde então, pouco mudou em relação ao que muitos consideram como ofensivo e, nas melhor das hipóteses, uma descrição não-pastoral do homossexualismo; há pouco tempo atrás, um membro do grupo “Spiritual Friendship”, um agrupamento de "homossexuais Católicos" que superficialmente apoia a posição Católica em relação ao sexo for do casamento mas que, ao mesmo tempo, agarra-se à orientação "gay", disse o seguinte em relação ao assunto:

Mais importante do que ser de direita ou de esquerda, no entanto, é o clamor aturdido da pessoa que se encontra no meio, a pessoa que é ou ama alguém que é homossexual. O uso e o mau uso da descrição da inclinação homossexual como "objectivamente desordenada" faz com que a pessoa olhe para isso, não como âncora moral, mas como a negação total da pessoa, fazendo com que a conversa em torno da dignidade das pessoas humanas se esvazie de conteúdo. Sou de opinião de que estas pessoas são o motivo pelo qual nós deveríamos ter cuidado no uso desta linguagem.

Eu nunca me senti assim: quando me deparei pela primeira vez com os termos "intrinsecamente desordenados" e "objectivamente desordenados" no "Catecismo da Igreja Católica", fui de opinião de que os mesmos eram relativamente simpáticos e bastante generosos. Antes disso, eu havia passado anos dentro do estilo de vida "gay" em busca de paz e de contentamento, sem no entanto encontrar. Logo, quando li pela primeira vez o "Catecismo", eu já era uma alma severamente abatida e ferida. Porque, durante algum tempo, toda a minha "pessoalidade" estava indelevelmente associada à minha crença de que eu era "homossexual".

No entanto, durante todos esses anos, a minha fé em todas as coisas "gay" começaram-se a deteriorar tal como o meu corpo em decadência; durante os meus dias finais dentro do mundo "gay", eu fiquei escruciantemente magro, o meu ânus sofreu um prolapso, e os antibióticos que engolia continuamente já não faziam qualquer efeito contra a série infindável de DSTs.

No passado, eu havia tido orgulho; agora, a minha aparência tinha desaparecido. Com frequência eu molhava as minhas calças com sangue e com fezes, e eu cheirava mal. Eu passava noites inteiras nas casas de banho públicas, mas mesmo lá eu era rejeitado por homens que, 10 anos antes, eu nem sequer me rebaixaria para falar.

Mas eu havia sido teimoso. Humilhado e quase completamente sozinho, havia Alguém que me queria. Não tendo opções, eu dirigi-me a Ele. Não podia sequer começar a entender o porquê DEle me ter salvo; afinal de contas, muitos daqueles que eu havia conhecido e amado, que era muitos menos perversos que eu, assisti impotente à medida que caíam esquecidos nos túmulos.

Embora eu me sentisse abençoado, eu olhava para o Nosso Senhor Jesus como Um Deus Imprevisível que ajudava uns, mas deixava que outros apodrecer. Consequentemente, eu queria conhecer mais sobre Ele, mas ao mesmo tempo, eu temia-O; e eu não confiava NEle. Rapidamente, Cristo colocou dois livros nas minhas mãos: "A Bíblia Sagrada" e "O Catecismo da Igreja Católica;" num, eu iria aprender sobre Ele, no outro, sobre a Sua Lei.

Nas Escrituras, eu ficava mais atraído ao Poder de Cristo para curar; todas as pessoas em que Ele tocava, o pecador, o doente, o possuído - eram imediatamente curadas. Eu queria ser um deles, mas eu tinha medo de ficar perto DEle. No "Catecismo", abri o livro, olhei para o índex, e abri imediatamente na secção relativa ao homossexualismo. A minha primeira reacção foi "É isso!"

Parecia haver tão pouco na página, mas foquei-me nessa palavra: "desordenada". Olhei imediatamente para o meu corpo destruído. Eu conseguia ver a desordem porque o sexo "gay" havia literalmente desequilibrado todos os órgãos, todos os membros, e todas as células; e eu estava a sofrer devido a isso. Mas, e mais uma vez, o meu foco estava no facto de eu querer ser curado.

Instintivamente eu sabia que a cura de alguma forma dependia dessa palavra: "desordenada". Mas, pensei eu inicialmente, visto que eu já não me envolvia com sexo homossexual, a parte "desordenada" de mim tinha acabado. Só que não tinha. Dentro de mim havia algo que não estava bem. Imediatamente, eu culpei a Deus. Eu pensava, orgulhosamente, que já havia dado da parte mais importante da minha vida a Ele, eu havia abdicado da minha habilidade de expressar o meu amor por outros seres humanos, e de receber o mesmo amor por parte deles - "Porquê, então, é que Ele não cura este meu desejo?"

Na minha cabeça, este Deus, Aquele que me havia criado com estas atracções, era uma divindade sadista e vingativa; dando a alguns de nós a inclinação, ao mesmo tempo que proibia que qualquer pessoa agisse segundo a mesma. Eu pensava que haveria de passar o resto da minha vida como um  emagrecido rapaz das ruas - olhando constantemente através da janela da padaria, quase sempre louco de fome, mas nunca recebendo permissão para entrar e comer.

Mas, por alguma razão desconhecida, eu permaneci casto, totalmente "gay", mas gradualmente pesaroso por algo mais; algo melhor - talvez um dia sem esta dor roedora dentro de mim. Na minha tristeza e na minha frustração, voltei-me repetidamente para as Escrituras; as minhas passagens favoritas - o poder curador de Cristo e a simplicidade quase infantil daqueles que O buscavam e daqueles em quem Ele reparava: a pecadora pública que fugia dos seus atormentadores; o homem aleijado que não conseguia rastejar suficientemente rápido para as águas curativas; e a mulher que freneticamente alcançou a bainha do casado de Cristo.

Lentamente, passei a olhar para mim como um destes; o rapaz solitário e intimidado que sempre se sentia isolado e rejeitado, fugindo não para o perdão mas rumo ao sempre elusivo arco-íris "gay" da felicidade; o pervertido homem homossexual, tão acostumado à sua "desordem" da vida inteira que Cristo teve que lhe perguntar: "Queres ficar são?" E, finalmente, o pobre miserável que se estava a esvair em sangue, precariosamente perto da morte, que ele esticou a sua mão como o seu último acto de desespero.

Finalmente entendi: a "desordem" dentro da minha vida tinha que ser curada, mas eu também tinha que ser curado. O que começou como a minha realização inicial, embora, levando em conta as minhas horríveis experiências dentro do estilo de vida "gay", não fosse difícil de entender, que todos os actos homossexuais eram "desordenados", depois de muita oração e trabalho, comecei a entender que eu mesmo estava "desordenado".

Em retrospectiva, pode-se dizer que foi uma conclusão simples: afinal de contas, de que forma é que a escolha de me envolver em actos homossexuais, que emergiu dos meus desejos homossexuais, ter surgido em alguém que se encontrava totalmente saudável e livre de qualquer desordem? A minha conclusão final: o sexo em si, e o desejo por esse sexo, certamente que eram doentios, mas eu também estava doente.

Quando eu recebi a Graça, tornei-me mais como uma criança, passei a ser mais como aqueles que Jesus curou. Permiti que Cristo entrasse em todos os aspectos da minha vida, mesmo até dentro daquelas memórias que há muito se encontravam esquecidas e suprimidas. Sem qualquer esforço, Cristo passou pela multitude de impostores que eu havia passado anos a criar: o rapaz hipersensível que pensava que era homossexual, o adolescente impressionável que seguia qualquer pessoa até à sua casa, o aspirante a estrela de pornografia, o sadista cheio de ódio, o auto-destrutivo prostituto de rua; todos eles eram uma fachada colectiva que escondiam o rapaz chorão que se encontrava na parte de trás do quarto. Cristo dirigiu-Se directamente a ele, ignorando todos os outros, visto que quando o rapaz doente foi curado, todos os outros desapareceram. E o "homossexual" desapareceu com eles.

E traziam-lhe meninos, para que lhes tocasse, mas os discípulos repreendiam aos que lhos traziam. Jesus, porém, vendo isto, indignou-se, e disse-lhes: Deixai vir os meninos a mim, e não os impeçais; porque dos tais é o reino de Deus. Em verdade vos digo que, qualquer que não receber o reino de Deus como menino, de maneira nenhuma entrará nele. E, tomando-os nos seus braços, e impondo-lhes as mãos, os abençoou. - Lucas 10:13-16

Eu estava finalmente livre, finalmente curado, e, por fim, já não estava "desordenado".

Mas o que é que teria acontecido se os termos "intrinsecamente desordenados" e "objectivamente desordenados" não estivessem incluídos na secção relativa ao homossexualismo do "Catecismo", ou se, mais tarde, esses termos tivessem sido removidos, e e eu nunca tivesse visto a palavra "desordenados"?

Olhando para trás, acho que as coisas teriam sido muito diferentes para mim.

Recentemente, o Arcebispo Chaput comentou o tipo de linguagem que está a ser usado no Sínodo, escrevendo:

....... de forma geral, o texto produz um tipo de desespero. Isto causa um espírito de transigência com certos padrões de vida pecaminosos e à redução das verdades Cristãs em torno do casamento  e da sexualidade para um conjunto de ideias bonitas - o que, então causa um impedimento à missão redentora da Igreja. Temos que apelar às pessoas à perseverança na graça e na confiança na grandeza que Deus planeou para eles - e não fechá-los dentro dos seus erros.

Numa declaração posterior, ele prosseguiu afirmando:

Tal como os pensamentos moldam a linguagem que usamos, também a linguagem que usamos molda o nosso pensamento bem como conteúdo das nossas discussões. Linguagem imprecisa leva a um pensamento confuso, e por vezes isso pode ter resultados infelizes.

Com um "Catecismo" mais simpático e mais gentil, há a grande possibilidade de isso poder ter acontecido comigo - de eu ter ficado para sempre confirmado nos meus erros, preso à orientação homossexual e nunca curado da mesma; porque a palavra "desordem", apesar da sua aparente severidade e falta de amor, foi incrivelmente desafiadora.

Ela foi uma palavra desconfortável, tal como o conselho que obtemos dos nossos pais quando eles estão no seu melhor, ou dos nossos amigos de verdade, a alma corajosa que não te apadrinha ou que não concorda com todos os seus desejos, pensando que é isso que um bom "amigo" faz. A palavra "desordem" chocou-me para longe da minha complacência homossexual e forçou-me a questionar a forma como eu me olhava e a sempre olhar de forma mais profunda.

Em contraste, certos prelados da Igreja já expressaram a sua opinião sobre s origens do homossexualismo, fazendo frequentemente declarações erradas que não ajudam em nada, e que só causarão a que aqueles que sofrem com atracção homossexual fiquem encurralados dentro da orientação homossexual.

"Para mim, esta inclinação é um ponto e interrogação: não reflecte o design original de Deus mas no entanto, ela é uma realidade porque tu nasces homossexual".

Certamente que para os perdidos, para os vulneráveis, e para aqueles que buscam respostas, ouvir declarações como esta, especialmente se eles se encontram reticentes sobre o deixar para trás a orientação homossexual - tal como eu estive - irá "confirmar" as suas aderências frequentemente flutuantes à crença de que tu apenas foste feito assim; portanto; como é possível tu lutares contra, mudar ou seres curado de algo que faz parte inerente do teu ser porque "tu nasceste homossexual"?

Ninguém nasce homossexual, tal como ninguém nasce "desordenado" - nós tornamo-nos homossexuais e nós tornamo-nos "desordenados". Com frequência, nós não conseguimos ver isto porque a "desordem" entra na nossa vida numa idade incrivelmente jovem; consequentemente, aquilo que é claramente desarticulado sempre nos pareceu pleno aos nossos sentidos.

Só que quando deixamos que o homossexualismo siga o seu caminho, e nós emergimos do outro lado com nada, só então é que começamos a questionar essas pressuposições inicias. Para aqueles que passaram um longo período de tempo no intestino do homossexualismo, nós saímos de lá vazios de qualquer armadura. Então, na nossa humilhação, voltamos a ser crianças, a mesma criança rejeitada que abraçou o homossexualismo como se fosse resposta a uma oração; por fim, também passamos a ser mais uma vez a mesma criança "desordenada" e desconsiderada - aquela que o Senhor Jesus simplesmente quer curar.

- http://bit.ly/1KM8A94

Como a "desordem" entra na vida dos homens e das mulheres:

1. Across all studies, the highest estimates reported were for LSA (lifetime sexual assault victimization) of LB (lesbian and bisexual) women (85.0%), CSA (childhood sexual assault) of LB women (76.0%), and CSA (childhood sexual assault) of GB (gay and bisexual) men (59.2%).
“The Prevalence of Sexual Assault Against People Who Identify as Gay, Lesbian, or Bisexual in the United States: A Systematic Review”
Emily F. Rothman
Trauma Violence Abuse April 2011 vol. 12 no. 2 55-66

2. “Sexual minorities tend to be disproportionately exposed to ACEs (adverse childhood experiences.) Associations between ACE domains and age at sexual debut differed by sexual orientation. The strongest association between physical/psychological abuse, sexual abuse, and parental incarceration and psychopathology and age at sexual debut =14 years was observed among MSM.”
“Sex and sexual orientation disparities in adverse childhood experiences and early age at sexual debut in the United States: Results from a nationally representative sample”
Monique J. Brown et al.
Child Abuse Negl. Author manuscript; available in PMC 2015 Aug 6.

3. “…for same-sex attracted men stressful childhood experiences might reflect an aspect of etiology.”
“Depression and anxiety in patients with and without same-sex attraction: differences in clinical expression, lifestyle factors, and vulnerability indicators”
Henny M W Bos et al.
Brain Behav. 2015 Sep; 5(9): e00363.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

"Aceitando a minha desordem homossexual e apercebendo-me que só Jesus me poderia curar"

Por Joseph Sciambra
"Deus criou-nos para amar e para sermos amados, e desde logo, é um teste de Deus escolher um caminho ou o outro. Qualquer negligência em amar pode levar uma pessoa a dizer Sim ao mal, e quando isso acontece, nós não temos ideia de como isso se pode propagar. Essa é a parte má. Quando alguém escolhe o mal, é então levantado um obstáculo entre essa pessoa e Deus, e a pessoa que se encontra sobrecarregada de maneira alguma consegue ver Deus." ~ Madre Teresa de Calcutá
É possível que eu tenha uma interpretação demasiado ampla, ou demasiado limitada, da citação prévia da Madre Teresa, mas a frase que é muito crucial em termos de homossexualismo é esta:

Qualquer negligência em amar pode levar uma pessoa a dizer Sim ao mal.

Tendo como base a minha experiência como um ex-homossexual, e a experiência de muitos outros que desesperadamente ou de forma convincente gritaram "Sim, sou homossexual!", a negligência a que ela se refere é aquela que ocorre na infância daqueles que ela chamou de "os sobrecarregados". 

Neste ponto, vários estudos demonstraram de forma consistente que os homossexuais adultos são significativamente mais susceptíveis de ter passado por abuso infantil, negligência, ou sentimentos de indiferença por parte de um ou dos dois pais (nos homens homossexuais, é com o pai), e/ou abuso sexual, violência física, ou intimidação por parte de pessoas do mesmo sexo. (Ver notas  1-3)

Desde logo, aqueles que estão sobrecarregados pela sua educação deficiente, ou sadista, são frequentemente abandonados como adultos que têm que lidar sozinhos em termos do seu homossexualismo. Aceitar a orientação e "sair do armário" são considerados actos de coragem, enquanto que pensamentos relativos à cura practicamente não existem ou são considerados como falsa ciência ou homofobia psiquiátrica.

No entanto, os homens homossexuais sofreram um certo tipo de negligência - quer tenha sido por parte dos pais ou devido à rejeição proveniente dos outros rapazes - resultando numa mal-canalizada atracção por pessoas do mesmo sexo. Consequentemente, o desejo por afeição e por amor masculino que os homens homossexuais têm é transferido para os homens, normalmente com a fantasia da afirmação masculina confirmada por uma figura paterna hiper-masculina.

Isto explica a imensa e perene popularidade da assim-chamada pornografia do "papá" dentro da comunidade homossexual. Por este motivo, não é de todo incomum descobrir uma enorme diferença etária entre os parceiros homossexuais masculinos, com o parceiro mais jovem a assumir com frequência o papel passivo e o parceiro mais velho o papel mais dominante. (Ver notas 4 e 5).

Quando são questionados sobre o porquê de voluntariamente enveredarem por comportamentos sexuais de elevado risco, a maior parte dos homossexuais mencionou:

... ansiedade, solidão, depressão....[e] uma forma de buscar prazer e união emocional com outros homens. (6)

Devido ao facto de se experimentar excitação imediata de afirmação masculina através do sexo, o jovem homossexual, já de si extremamente só e em busca de atenção masculina, mal ele entra no mundo homossexual embarca numa viajem normalmente desenfreada e, essencialmente, auto-destrutiva de excesso sexual porque pela primeira vez na vida, ele sente como se a necessidade há muito enterrada está a ser satisfeita.

Um estudo focado nos homens homossexuais e nos seus hábitos sexuais iniciais apurou que os mesmos "eram caracterizados por taxas relativamente elevadas de sexo anal sem protecção e por um reportório sexual em expansão acelerada." (7)

A minha própria vida encaixa-se de forma perfeita neste cenário do rapaz perdido e isolado que entra na comunidade homossexual inicialmente não em busca de sexo , mas simplesmente em busca de amor. Mas, e tal como avisou a Madre Teresa, sem nunca perceber o quão longe isto avançaria. Como o Homem foi feito para dar e receber amor, quando nos apercebemos que nem recebemos e nem damos amor, passamos a ficar inquietos e mais inclinados a fazer qualquer coisa para que isso aconteça.

Foi devido a isto que eu, e no ponto mais alto da primeira crise da SIDA, arrisquei a minha própria vida para encontrar o amor que eu desesperadamente precisava. Tal como muitos da minha geração, dei por mim com homens com o dobro da minha idade. Inicialmente, foi uma experiência surpreendente ser gostado e desejado por outros homens, depois de passar anos e anos à parte, fazendo amizade com as raparigas e não com os rapazes, e a desesperadamente admirar os homens de longe.

De repente, eu já não era um estranho e tudo parecia certo e bom. Era como se a minha vida anterior, cheia de dor, solidão e isolamento, tivesse finalmente chegado ao fim; que ser homossexual, e aceitar que eu era homossexual, tivesse dado início à realização de quem eu realmente estava destinado a ser; lá, pensei eu, iria por fim encontrar felicidade duradoura.

O problema é que o sexo é fugaz, e as associações e as relações dentro do mundo homossexual são normalmente transitórias, na melhor das hipóteses, e altamente susceptíveis à pervasiva monotonia sexual do homossexualismo masculino que rotineiramente precisa de "aberturas" da relação a parceiros externos. (8) Porque, ao contrário das duplas heterossexuais que envelhecem e vão ficando mais confortáveis um com o outro, a agitação normalmente é a regra dentro dos espinhosos relacionamentos 100% masculinos, que continuamente se desintegram à medida que a novidade das primeiras aventuras sexuais juntos se vão tornado mais rotineiras. (9)

Descobri que isto é o que aconteceu vez após vez, à medida que os meus namorados, que eram sempre mais velhos - especialmente nos primeiros anos depois de ter "saído do armário", -  terem de certa forma preenchido a minha necessidade adolescente por atenção e encorajamento masculino. De forma bem doentia, fiquei para sempre atrofiado como um rapaz.

Por exemplo, tu finges e começas a chamá-lo de "papá" durante o acto sexual, e de forma curiosa começas a sentir confiança e de certa forma reconhecido na tua masculinidade.  Só que mais tarde te apercebes que este homem não é o teu pai, e nem é o rapaz que gozou contigo quando eras criança, e nem é o rapaz heterossexual por quem te apaixonaste na escola secundária - aquele que nem sabia que existias.

Consequentemente, sentir atracção por homens e ter sexo com eles não resolve nada; de facto, quando nos conformamos com a orientação, subscrevemos a ideia de que estas atracções são saudáveis, ou pelo menos proporcionalmente benignas, e que, apesar da vasta maioria da população masculina ser heterossexual, nós não somos anormais mas apenas únicos.

É então que a dor da infância é enterrada mais profundamente a cada relação subsequente. Só que quanto mais tempo ficamos no mundo homossexual, mais rapidamente nos apercebemos que estamos longe de sermos excepcionais, e que quase todos os outros homens homossexuais partilham uma história espantosamente semelhante à nossa.

Depois de 10 anos no mundo homossexual, e depois de, involuntariamente, mas mesmo assim, de forma metódica, ter reencenado quase todos os traumas que ocorreram durante a minha infância - desde a minha obsessão pré-púbere pela pornografia para a minha tristeza sobrepujante por ter sido rejeitado por muitos dos homens da minha vida - entendi de maneira subconsciente que já nada estava a funcionar, e fiquei cada vez mais desesperado e disposto a correr ainda mais riscos.

Curiosamente, eu ainda busquei a salvação nos braços de outro homem; quem quer que fosse esse rapaz perturbado fosse dentro de si, ele apenas foi empurrado mais para o fundo. Na minha cabeça, a resposta ainda existia fora de mim, algures dentro da realidade da minha orientação homossexual; devido a isso, eu ainda precisava de um homem e tinha que ser amado por um. Por vezes esta fixação era tão forte que eu deixava tudo, e dirigia-me apressadamente para a loja pornográfica mais próxima, ou sauna mais próxima, como forma de me encontrar com qualquer estranho.

Tudo isto era triste e descuidado, mas pelo menos era alguma coisa. No entanto, esta atitude faz parte do estilo de vida homossexual: quanto mais tu ficas dentro dele, mais preso tu ficas. Invariavelmente tu és usado e largado pelos teus primeiros amantes, contrais algumas DSTs, vais ficando cada vez mais amargo e desconfiado, o tormento da infância regressa à medida que te começas a sentir rejeitado e esquecido por parte dos homens.

Podes até passar a ser seropositivo, e nesse ponto, ficas com a sensação de que pouco ou nada tens a perder. Mais perto do fim, não havia nada que eu não fizesse como forma de, duma vez por todas, acabar com esta dor no meu coração - mesmo que tivesse que morrer tentando.

Antes disso, assisti impotente os meus amigos a serem abatidos pela SIDA; um deles havia crescido sem o amor do pai; o outro havia sido [emocionalmente] sufocado pela mãe; o outro havia sido vítima dum horrível abuso infantil. Acho que todos nós lidávamos com as coisas como podíamos. A dada altura, os nossos caminhos convergiram até São Francisco, e de forma colectiva, nós pensamos que havíamos encontrado a nossa cidade sobre o monte.

Quando eles morreram, um a um, a minha reacção foi relativamente estanha; não cheguei a lamentar, mas caminhei penosamente para frente, rumo ao meu objectivo. Orgulhosamente, pensei comigo que seria diferente. Só que acabei por me afundar no mesmo poço de desolação e trevas dentro do qual eles haviam mergulhado. Mas mesmo assim, eu ainda acreditava. O sonho homossexual nunca chegou a morrer na minha imaginação. De alguma forma, e algum lugar para além do arco-íris, este peso iria milagrosamente desaparecer.

Só que não desapareceu. Lentamente, voltei ao isolamento da minha juventude; os meus amigos e os meus amantes morreram; os poucos que continuaram vivos envolveram-se em cenas fetiches bizarras. Outros houve que se uniram e saíram da ansiedade [da vida homossexual], e de modo intermitente convidaram-me para um trio sexual. Longe estava a explosão e excitação que senti quando, com 18 anos, fui pela primeira vez abordado quando me encontrava num bar homossexual, pouco depois de ter "saído do armário".

Eu sabia instintivamente que ninguém me iria salvar. Eu não sabia o que fazer visto que não havia nada mais em que acreditar. Devido a isso, não fiz nada. Eu não conseguia ver uma saída; eu era homossexual e não existiam outras opções.

Eu não sei o porquê de eu ter sido poupado enquanto outros não o foram, mas eu não sou diferente deles visto que eu teria ficado. No entanto, e totalmente do nada, apareceu um Homem. Inicialmente, tal como todos os homens que eu havia encontrado no passado, tive vontade de estar com Este Homem, mas ao mesmo tempo. tive medo. Dentro do meu deturpado sentido de cosmologia, unido com a percepção que unia tudo com o sexo homossexual, pensei para comigo:

Será que Ele será o meu Novo "papá", o meu novo Pai? Mas Ele não era também o Filho?

Pelo contrário, Cristo transcendia tudo isso, mas ao mesmo tempo, Ele transformava e preenchia tudo. Porque quando Cristo me tocou, Ele tocou-me como Pai e como Filho; como compassivo, protector, a Figura Forte que eu havia passado toda a minha vida em busca. Mas, Ele também era o Filho - no sentido Pai-Filho.

Elevado até ao Divino, passei por um processo de cura através do qual partilhei com Cristo a Sua infância até Se tornar num Homem. Tudo começou com a minha adopção como o "filho de José", "Não é Este o Filho de José?" (Lucas 4:22)

Muito provavelmente esta foi a parte mais dolorosa e mais realizadora do processo de cura - aceitar o papel e a importância da paternidade e da masculinidade na minha vida; como as coisas haviam corrido mal durante a minha infância, incluindo os meus sentimentos de inadequação, rejeição masculina, e o frequente e sobrepujante desejo de receber aprovação por parte dos outros homens - e estas conflituosas e dolorosas emoções que por fim me levaram a acreditar que era homossexual, e me levaram a entrar dentro do estilo de vida homossexual.

Durante esta viagem inicial, uma presença constante era o arquétipo masculino representado por São José - alguém que era forte e silencioso, mas pacientemente cuidadoso; enormemente masculino, mas só atingido o estado de perfeição ao dar amor ao Filho; em Cristo, este amor atinge a sua afirmação mais completa. Finalmente, consumado e recebido através do Espírito Santo; então, houve a cura decisiva quando ouvi as palavras:

Tu és o Meu Filho Amado, em Ti Me comprazo. - Lucas 3:22

Em Cristo, encontrei o Único homem que me poderia consertar: que poderia curar o amedrontado rapaz que se encontrava no interior, aquele que não sabia atirar uma bola, que foi espancado na escola, que se sentiu mal-amado, que pensou que era homossexual. Jesus tomou todo o peso e deu-me algo novo; Ele mostrou-me o que nenhum toque dum homem humano poderia suplantar, ou substituir, o que Deus já havia pré-determinado: que eu partilhava de modo infinito no Amor completo do Pai pelo Seu Filho.

- http://goo.gl/2YFWwU

1. “This retrospective study compares memories of the father-son relationship between lifelong socially well-adjusted, non-patient homosexual and heterosexual men. No homosexual subject reported the presence of a reasonably intact, positive relationship with his father or father surrogate during preadolescent years, whereas 12 of the 17 heterosexual men did. Previous investigators have hypothesized that a constructive, supportive father-son relationship precludes the development of homosexual orientation. This hypothesis stemmed from investigation of men who in general suffered from significant global psychopathology. The data in the present investigation supports the notion that a meaningful association, which is not attributable to confounding psychopathology, exists between quality of father-son relationship during early life and male sexual orientation.”
“Fathers, sons, and sexual orientation: replication of a Bieber hypothesis.”
Friedman RC, Stern LO.
Psychiatr Q. 1980 Fall;52(3):175-89.

2. “Homosexual/bisexual men reported higher rates than heterosexual men of childhood emotional and any physical maltreatment (including major physical maltreatment) by their mother/maternal guardian and major physical maltreatment by their father/paternal guardian. In contrast, homosexual/bisexual women, as compared to heterosexual women, reported higher rates of major physical maltreatment by both their mother/maternal guardian and their father/paternal guardian. Differences among individuals with differing sexual orientations were most pronounced for the more extreme forms of physical maltreatment.”
“Reports of parental maltreatment during childhood in a United States population-based survey of homosexual, bisexual, and heterosexual adults.”
Heather L. Corliss, Susan D. Cochran, corresponding author and Vickie M. Maysb
Child Abuse Negl. 2002 Nov; 26(11): 1165–1178.

3. “Results indicated that homosexual seminarians feel more emotional distance from their fathers than heterosexual seminarians. Whether these accurately reflect the emotional distance between the father and seminarian during earlier childhood is not definitive. Attachment theory (Bowlby, 1969, 1973, 1980) and family of origin theory posit that the structure of relationships with one’s parent is lifelong, a ‘straightforward continuation’ (Bowlby, 1969, p. 208) of attachments in childhood. More recent studies suggest that attachments can be modified through ongoing interactions (Bartholomew & Perlman, 1994; Shaver & Hazan, 1993). These findings are consistent with the ‘weak father’ theory of the etiology of homosexuality, however, cross-sectional associations do not directly address the underlying causal role of emotionally absent fathers. These findings can speak of a lack of childhood male role model (Bieber et al., 1962; Socarides, 1990), especially in the area of intimacy and relationships, or they could speak of the poverty of a present satisfying emotional connection with the father, needed to promote the development of a healthy sexual identity (Alexander, 1997).”
“Emotionally Absent Fathers: Furthering the Understanding of Homosexuality”
Ray A. Seutter, Martin Rovers
Journal of Psychology and Theology
2004, Vol. 32, No. 1, 43-49

4. http://www.josephsciambra.com/2015/06/gay-marriage-its-not-about-being-gay-or.html

5. “Do differences in age between sexual partners affect sexual risk behaviour among Australian gay and bisexual men?”
Prestage G, Jin F, Bavinton B, Scott SA, Hurley M.
Sex Transm Infect. 2013 Dec;89(8):653-8.

6. “Assessing motivations to engage in intentional condomless anal intercourse in HIV-risk contexts (“bareback sex”) among men who have sex with men.”
José A. Bauermeister, MPH, PhD, Alex Carballo-Diéguez, PhD, Ana Ventuneac, PhD, and Curtis Dolezal, PhD
AIDS Educ Prev. 2009 Apr; 21(2): 156–168.

7. “Early male partnership patterns, social support, and sexual risk behavior among young men who have sex with men.”
Glick SN, Golden MR.
AIDS Behav. 2014 Aug;18(8):1466-75.

8. “Specifically, 45% had monogamous agreements, 47% had open agreements, and 8% reported discrepant agreements.”
“Relationship Characteristics and Motivations behind Agreements among Gay Male Couples: Differences by Agreement Type and Couple Serostatus.”
Colleen C. Hoff, PhD et al.
AIDS Care. 2010 Jul; 22(7): 827–835.

9. “As relationship length increased, the proportion of couples who disagreed about their current agreement type increased. No direct trend was found for recent adherence to an agreement; however, the likelihood of ever breaking an agreement increased as relationship length increased.”
“Aspects of gay male couples' sexual agreements vary by their relationship length.”
Mitchell JW
AIDS Care. 2014;26(9):1164-70.

10. “…36.0% reported participating in at least one GSE [group sex event] in the prior year. In multivariable logistic regression analysis, attendance at a GSE in the past year was significantly associated with older age, full/part time employment and being HIV positive. Of the men who attended a GSE, more than half reported condomless anal sex (CAS) with at least one of their partners (insertive: 57.7%; receptive: 56.3%).”
“Engagement in group sex among geosocial networking mobile application-using men who have sex with men.”
Phillips G, Grov C, Mustanski B.
Sex Health. 2015 Aug 10.

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