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segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

A terapia da pornografia: tentativa masculina de auto-cura através da fantasia

Por Joseph Sciambra

A vasta maioria dos rapazes que se "assumem como homossexuais" fazem-no depois de anos viciados na pornografia, muitas vezes um vício que remonta aos dias da sua adolescência ou até mesmo aos dias da sua infância. Eu comecei a olhar de forma mais séria para a pornografia quando tinha 8 anos.

Quando eu era criança, durante os anos 70 e 80, a selecção de pornografia encontrava-se bastante limitada ao que se poderia comprar na loja de conveniência local - normalmente, a Playboy, a Playgirl ou a Hustler. Hoje em dia, e devido à internet, existe uma variedade infindável de pornografia a satisfazer todos os nichos - desde a "bondage" ao transsexualismo.

Depois de, literalmente, ter falado com milhares de homens "gays", descobri que muitos têm reservars em falar de modo aberto sobre qualquer tipo de trauma que podem ter sofrido durante a juventude, que muito provavelmente contribuiu, ou determinou, o seu homossexualismo. No entanto, estes mesmos homens homossexuais estão frequentemente abertos para discutir que tipo de pornografia assistem ou assistiram quando eram jovens.

Porque é que isto é importante?

A minha teoria é que os homens tentam "curar" traumas da infância através da fantasia da pornografia. Por exemplo, os homens que se sentiram pouco amados ou negligenciados pelos seus pais ausentes ou fracos, tipicamente passam a ficar obsecados com a assim-chamada pornografia "do pai". Nesta forma de pornografia, os homens mais novos são frequentemente iniciados no estilo de vida homossexual por uma figura paterna mais velha e incrivelmente compassiva.

Hoje em dia, esta forma de pornografia é o sub-género mais popular no mundo "gay", incorporando um desejo específico de ver filmes onde há um desempenho de papéis a recriar o incesto entre o pai e o filho. E esta fixação não é fomentada pela indústria mas sim pelos consumidores. O lendário director de pornografia homossexual Joe Gage, que se especializa nos filmes "do paa", disse o seguinte em relação a todo este fenómeno:

Eu fiz o primeiro filme - ‘Dad Takes A Fishing Trip’ - e nesse filme o pai e o filho não tinham qualquer tipo de contacto um com o outro. Eles estão juntos em algumas cenas mas eles não se tocam. Eu fiz as coisas desta forma específica tal como o fiz no filme ‘Chainsaw.’ Mas foi então que as pessoas me ligaram e me falaram destas fantasias profundas e me disseram como queriam que eu levasse as coisas para o nível seguinte.

Um dos actores dos filmes "do pai" de Gage, um homem curiosamente pensativo, continuou a descrever a psique curiosa em redor destes filmes:

Estes rapazes pura e simplesmente lançam-se de forma constante para junto do pai; o seu rapaz quer que ele tenha sexo com ele. É uma fantasia. Olho para isto como uma fantasia e como aquele tipo de jogo de poder que a maior parte de nós sempre fantasiou....E quantos de nós não quis ter alguém mais velho que nos guiasse e que, pelo menos, nos aconselhasse para que nós não fiquemos entregues a nós mesmos?

O que o actor disse fundamenta-se em larga escala na verdade do homossexualismo - que muitos, se não todos, homens homossexuais secretamente desejam uma figura paterna como parceira sexual; dito de outra forma, "alguém que nos guie". Mas dentro desta fantasia há sempre a realização trágica de que "ficamos entregues a nós mesmos".

Com isto em mente, os rapazes que entram no mundo homossexual, inconscientemente
entram nesse mundo como pessoas claramente perdidas e mal amadas - buscando a afeição, a aprovação e a segurança dum pai que nunca chegaram a conhecer.

Antes disso, muitos já re-exploraram involuntariamente o trauma, vez após vez, ao buscaram infindavelmente e ao assistirem várias cenas pornográficas envolvendo o macho mais velho sexualmente encorajador. Quando estes rapazes entram no meio social "gay", quer seja através das redes sociais ou pela via tradicional dos bares "gay" e dos clubes de dança "gay", eles irão descobrir rapidamente um largo número de homens cronologicamente velhos o suficiente para serem seus pais, prontos e dispostos a orientá-los.

Só que, tal como a assistir a pornografia, estes tipos de reconstituições são apenas isso - um tipo falso de Teatro Kabuki, com a postura floreada a nunca chegar a substituir a realidade. De facto, o trauma torna-se profundamente submergido, e o desejo [de
aprovação e a segurança dum pai que nunca chegaram a conhecer ] intensifica-se.

Curiosamente, existe um tipo de comparação dentro do mundo heterossexual masculino com a implacável popularidade dos filmes "MILF"; a pornhub regularmente tem  "MILF" no topo, ou pelo menos entre os 3 primeiros, dos termos pornográficos mais procurados, e com a actriz porngráfica Lisa Ann como a mais popular actriz MILF de todas.

E porquê?

Semelhantemente à situação "gay", com a destruição da família centrada no pai-mãe na civilização Ocidental, os homens são cada vez mais criados em ambientes focados nas mulheres, com metade das crianças a fazer parte de famílias divorciadas, e frequentemente com a mulher a assumir o papel de disciplinadora e falsa figura paterna.

Junto de uma minoria (cerca de 2% os homens) este tipo de disfuncionalidade causa o homossexualismo junto dum rapaz sensível; junto da maioria, isto cria um homem heterossexual com várias reservas em relação à mulheres, quer seja pouca disposição em ter um relacionamento sério, até a um homem semi-castrado com um complexo de masturbação-pornográfico que precisa de Viagra quando está com mulheres de verdade.

Consequentemente, a maioria dos homens está fascinada com a pornografia da "mãe", um quadro pornográfico que frequentemente incorpora em si abusos e humilhações; para os homens que assistem a isto, é um tipo de reorientação da sua masculinidade devido à dominação feminina que ocorreu durante a sua infância.


- http://goo.gl/qpFvu8.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Se é possível deixar de ser heterossexual, é possível deixar de ser homossexual?

Por Joseph Sciambra

Eu nasci heterossexual; a minha primeira paixão infantil foi por uma pequena menina loira que fazia parte da minha turma da 2ª classe. Um ano depois apaixonei-me por   Lindsay Wagner do filme “The Bionic Woman”. As coisas começaram a mudar com a minha próxima paixão - Dorothy Stratten, Playmate Playboy do Ano de 1980. Por essa altura, eu tinha cerca de 10 anos, e já estava a ler revistas da Playboy há cerca de 2 anos. Isso foi o princípio do meu vício pela pornografia.

Lentamente, comecei a ficar imune a um leque cada vez mais decadente de imagens sexuais. Da Playboy passei para a Hustler, e da Hustler passei para vídeos pornográficos; a pornografia com sexo lésbico, os menage-à-trois, e o Sadomasoquismo tomaram o lugar das mulheres das páginas centrais. 

Por volta da minha adolescência eu era practicamente inexcitável. Durante os anos 80, e sob o estigma da SIDA, a última grande perversão ainda por explorar era o homossexualismo masculino; era depravado, proibido e até mortífero; (infelizmente, hoje em dia, a última fronteira pornográfica ainda por explorar é normalmente a pornografia infantil.) Finalmente, na pornografia homossexual, encontrei algo que nunca tinha visto anteriormente. Com isso, gradualmente sucumbi à ideia de que eu deveria ser homossexual.

A pornografia homossexual também desempenhou um papel no que toca os meus medos, as minhas vergonhas e os sentimentos de inadequação masculina; por alguns momentos, consegui resolvê-los.

O passo lógico seguinte era viver as fantasias mal eu atingisse os meus 18 anos. Dentro do mundo homossexual, encontrei uma lista infindável de homens dispostos a aceitar-me como um deles. E com isso, a pergunta parece respondida e aceitação da orientação consolida-se.

Para mim, rumar em direcção ao homossexualismo começou com a pornografia. Ou não? Durante a maior parte das vezes, a minha atracção imediata pela pornografia era um sintoma e não a doença. Como um rapaz relativamente solitário, a dimensão imaginária da pornografia servia como um escape ideal - mais ainda quando eu atingi a puberdade e fui ficando cada vez menos seguro da minha identidade: eu era inseguro e sensível, admirando frequentemente os rapazes que pareciam ser confiantes, destemidos, fisicamente coordenados.

No mundo da pornografia. pude viver essa fascínio. Logo, na minha opinião, o ponto de maior maleabilidade continua a ser a minha infância; mal a pessoa passa da imaginação para o mundo físico, é por vezes demasiado tarde para reverter o processo. Então, fica a pergunta: pode o homossexualismo ser revertido?

Sem dúvida que as crianças podem ser curadas da mentalidade homossexual. A resposta encontra-se em escavar e curar a causa ou as causas principais. No meu caso, a fixação pela pornografia escondia uma mágoa e um rapaz assustado que encontrou consolo dentro da falsa beleza da pornografia.

Na actual idade da internet, o processo de se descobrir dentro da pornografia é mais rápido e mais facilidado ainda pelos média pró-homossexualismo; as crianças definem-se numa idade mais jovem e daí a tendência alarmante de adolescentes travestidos. Na internet há um palpável sub-conjunto de fetishes criados como forma de mascarar todas as feridas emocionais: pais e filhos, twinks aterrorizados, gag the fag ["amordaça o homossexual"]. A instabilidade psicológica passa a ficar codificada com uma imagem 

Ao remover o acesso à pornografia, é menos provável que a criança que é susceptível a sentimentos de atracção homossexual se fixe; sem a pornografia a nublar e a complicar o o problema, um terapeuta profissional Cristão será capaz de detectar a origem da ferida, e com a ajuda dos pais, curar a criança.

Uma vez que eu já era adulto, e totalmente indoutrinado com as mentiras do homossexualismo, foi muito mais difícil desfazer os estragos que haviam sido feitos em mim. Mas mesmo assim, é possível, e eu sou a prova viva de que,  “A perdida buscarei, e a desgarrada tornarei a trazer, e a quebrada ligarei, e a enferma fortalecerei” (Eze 34:16)


sábado, 28 de fevereiro de 2015

O porquê do homossexualismo deixar os seus practicantes insatisfeitos

Por Joseph Sciambra

Momentos seminais das nossas vidas por vezes ocorrem da maneira mais inexplicável possível e em situações que parecem ser fugazes e insignificantes. Um de tais incidentes ocorreu durante uma visita de rotina bastante triste a uma muito conhecida área de "cruzeiro" do Oeste de Hollywood; no mundo homossexual, existem certos locais que são conhecidos pelos outros homossexuais como sítios bons para se engatar outros homens homossexuais para encontros sexuais rápidos. Normalmente, isto causa a que duplas anónimas caminhem para as mais próximas ruelas sombrias ou para carros estacionados como forma de levar a cabo encontros anónimos.

Numa dessas noites, fiz um cruzeiro através do estacionamento que se encontrava junta a uma livraria adulta, bem na Santa Monica Blvd. Olhando através das sombras pude ver formas disformes de vários homens (as caras e as figuras eram difíceis ou impossíveis de ser ver claramente). Durante algum tempo fiquei na retaguarda, perto do cruzamento e perto do brilho das luzes. Vários homens mais velhos aproximaram-se de mim, mas senti uma satisfação enorme em recusar os seus avanços, os seus elogios e o seu dinheiro. A emoção de poder os rejeitar era um grande elixir.

Foi então que reparei em alguém que pensava conhecer, mas era impossível; menos de um ano antes eu havia conhecido o meu ídolo quando, por uma vez, eu andei lado a lado com um amigo meu que havia entrado no mais ilustre mundo da cena pornográfica homossexual de Los Angeles; quanto a mim, todos os meus empreendimentos em Hollywood haviam resultado em nada, e eu era sempre relegado para uma aparição ocasional num filme-fetiche dentro dum apartamento ou dum quarto de hotel em San Francisco.

Inicialmente, à distância, nessa noite dentro do clube nocturno admirei a fonte da minha admiração - o rei incontestável da pornografia homossexual: Joey Stefano. Mais tarde, nessa noite, tive a chance de falar com ele e finalmente realizar um sonho. No entanto, olhando para trás, esse encontro está longe de ter sido elevador. Embora eu ainda tivesse estrelas nos meus olhos, Joey já tinha visto o quão famoso um rapaz homossexual se poderia tornar e o quão longe uma estrela pornográfica poderia ir, e ele estava insatisfeito. Eu estava confuso.

De volta para estrada; lá estava ele. Mas o que é que Joey Stefano estava a fazer neste estacionamento? Os mais ricos correctores de poder homossexuais no armário pagariam para estar com ele, e como tal, porque é que ele estava lá? De certa forma, eu tinha vergonha de lhe perguntar, e eu não queria abordá-lo, mas tinha que o fazer. Ele não se lembrava de mim; eu não fiquei magoado nem surpreendido.

Embora eu tenha sido sóbrio em toda a linha, a perversidade sem rosto era a minha droga; ele parecia nadar através duma neblina invisível. Para mim, era a emoção da caça e da perseguição; Joey, por outro lado, estava totalmente gasto e acabado para a perseguição.

Mais tarde, pensei nisto; durante esse período da minha vida, eu estava absurdamente obcecado com a Marilyn Monroe, lendo quase todas as biografias rascas sobre ela. Em várias destas biografias foi mencionado que para o final da sua vida, ela tornou-se incrivelmente promiscua envolvendo-se com estranhos - desde os taxistas que andavam com ela dum lado para o outro, até aos homens da construção, que remodelavam a sua nova casa. A mulher mais desejável do mundo poderia ser tua facilmente.

Isto fez-me pensar no Joey visto que no início dos anos 90, ele era a versão homossexual dela. Aos meus olhos, ele tinha tudo: fama, dinheiro, uma legião de fãs adoradores, e um lugar de admiração dentro da comunidade homossexual. Quaisquer que tivessem sido os fantasmas que haviam atormentado a sua infância, eles haviam sido superados.

Ou não?

Dentro da comunidade homossexual, há muitas formas de salvação aparente: aceitação num nível que nenhum rapaz efeminado alguma vez experimentou durante a sua vida repleta de bullying; a liberdade para expressar todos aqueles sentimentos interiores imersos na vergonha que tu passaste anos a tentar negar e suprimir; e os homens que serão os teus pais adoptivos - alguns deixar-te-ão chamar-lhes "paizinho" durante o acto sexual. Mal tu tenhas tudo isto, as coisas ficarão bem, certo?

Só que não.

Tu ainda és tu; as dores duma infância nervosa são as mesmas, e a livre expressão, o companheirismo, e o sexo deixam-te de alguma forma vazio; tu ainda queres mais, embora tu não saibas exactamente o que queres. Então, depois de encontrares o amante, amigo, marido perfeito, tu regressas às mesmas loja de vídeos pornográficos, às mesmas casas de banho públicas, aos mesmos lugares de "cruzeiro", em busca de algo que perdeste. Tu nunca o vais encontrar. Passas a tua vida a perseguir fantasmas, e os mortos só morrem sozinhos.

Cerca de um ano mais tarde, Joey deixou esta existência quando buscava um instantâneo blackout entorpecedor da mente - morrendo aidético com uma overdose num sombrio motel de Hollywood.

- http://goo.gl/eh7IIH

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Pornografia homossexual involuntariamente revela as causas do homossexualismo

Por Joseph Sciambra

Na pornografia homossexual, uma das cenas mais antigas que há é a do pai envolvido sexualmente com o filho: esta cena normalmente nada mais é que um homem mais velho a seduzir um homem mais novo. Por vezes ocorrem referências simuladas a um relacionamento incestuoso entre um pai e o seu filho, ou um tio e o sobrinho, ou ainda um irmão com um irmão mais novo.

Na cultura pop, este truísmo remota às novelas homossexuais de celulose dos anos 50 e 60; essas novelas foram as primeiras manifestações da pornografia homoerótica comercialmente produzida. Um dos primeiros filmes pornográficos que eu alguma vez vi foi um vídeo dos anos 80 com o título de “Chip off the Old Block”, que descrevia detalhadamente um acampamento levado a cabo por um grupo de pais e os seus filhos. Durante o fim de semana, todos eles envolvem-se nas mais variadas relações sexuais.

Com a explosão da pornografia nos anos 90 e no início do século 21, a maior parte dos homens dispostos a se envolver na pornografia, incluindo aqueles com mais de 50 e 60 anos, expandiram o sub-texto incestuoso; consequentemente, houve também um grande influxo de homens bem jovens, muitos só com 18 anos, a entrar na indústria do sexo. Infelizmente, os octogenários mais velhos e os adolescentes eram frequentemente emparelhados. E da mesma forma que a pornografia heterossexual banaliza e distorce o acto conjugal entre o homem e a mulher, a pornografia homossexual corrompe o Divinamente ordenado laço entre o pai e o filho.

Mas de que forma é que esta obsessão com o sexo intergeracional está relacionada com as origens do homossexualismo? Tal como escrevi no meu livro, muitos, se não a larga maioria, dos homens homossexuais que conheci eram frequentemente assombrados com relacionamentos inexistentes ou insatisfatórios com os seus pais. Isto gerou um ânsia subconsciente por amor e aceitação masculina. Esta ferida é subsequentemente mal interpretada, ou determinada por outros, como homossexualismo.

Depois disto, tem início a busca pelo amante final que irá, de maneira mágica, apagar toda a dor. Tragicamente, isso nunca acontece. E um amante segue-se atrás de outro amante, até que passam a ser demasiados para serem contados. A pornografia homossexual alimenta esta busca por uma figura paterna ao publicitar um rol infindável de devaneios sexuais que falsamente caracterizam os deformados emparelhamentos de pais protectores e afectuosos preocupados com os seus alienados e necessitados filhos homossexuais.

É um ciclo que também ressoa no "mundo real" homossexual. Tal como eu rapidamente descobri, quando entrei no estilo de vida homossexual, quando era um miúdo estúpido de 19 anos, a primeira coisa que encontrei na Castro [zona homossexual da Califórnia] foi uma enorme parede de homens homossexuais mais velhos a babar através dos quais todos tinham que passar de modo a que fossem aceites no universo masculino do sexo homossexual. No final de tudo, a pessoa sai disto tudo não a sentir-se amada mas sim usada.

A maior verdade a emergir da cultura homossexual nas últimas décadas provavelmente foi a música de Elton John com o nome de “The Last Song” (1992), que fala dum jovem rapaz a morrer de SIDA, e que pôde finalmente seguir o seu caminho em paz depois da visita do seu alienado pai. Inevitavelmente, tudo isto é triste.

A imagem predominante: o pai a levantar o seu filho no ar, algo feito pelo artista Keith Haring (que também morreu de SIDA nos anos 90 com 31 anos.) Este é o clamor definitivo do século 20: a necessidade que o rapaz tem que o pai o sustente acima dos males do mundo e o proteja de todo o mal

sábado, 5 de julho de 2014

Como funciona a propaganda


A forma mais eficaz de propaganda é aquela que é feita sem ser detectada; ela é inócua e apela à nossa humanidade e às nossa emoções. Havendo estudado a propaganda e o seu efeito nas sociedades por mais de 50 anos, posso declarar inequivocamente que o filme Brokeback Mountain é uma das obras de propaganda mais flagrantes dos nossos dias. Numa sociedade que foi propositadamente e eficazmente emburrecida, a comodidade mais rara e valiosa é o discernimento. 

Cada vez mais crucial, o discernimento é um atributo dos homens astutos, e vital, visto que o nosso inimigo usa de subtileza astuta. Como pessoas, perdemos o nosso discernimento. O raciocínio lógico, racional e intelectual é afastado da esfera pública; as impressões, os sentimentos emotivos e a compaixão já não são temperados com a razão inteligente. Hoje em dia a verdade é sacrificada no altar da "tolerância".

O mero acto de falar de um modo racional sobre este filme irá causar reacções automáticas feitas com slogans: "homofóbico", "intolerante", "mente estreita", etc. E Deus vos livre de insinuar que há uma agenda por trás de tão óbvia propaganda visto que isso causará que oiçam as duas palavras criadas com o propósito de terminar todas as discussões ou considerações em torno dos factos: "Teoria da Conspiração".

Iremos lidar com as agendas e com os propósitos por trás do que estamos a ver, mas antes disso, falemos do filme.

Sim, eu vi o filme Brokeback Mountain, mas não, eu não gastei dinheiro. Uma actriz, minha amiga, emprestou-me o seu DVD de "consideração académica" (crime que em muitos casos acarreta uma penalidade mais dura que o assassínio). Antes de mais, ainda estou à espera que alguém diga o quão chato este filme é. O mesmo é tediosamente longo e na maioria dos segmentos, enfadonho. Mas analisemos alguns dos aspectos da sua propaganda.

De facto, a natureza é linda, e a sua grandiosidade é caracterizada com música edificante ao mesmo tempo que paisagens arrebatadoras incutem em nós um sentimento de admiração e esplendor. Claro que é neste cenário que o "romance homossexual" floresce. Mas mais significativo ainda é o facto deste ser o local onde estes homens discutem as grandes questões, a teologia, o sentido da vida, etc.

Contrastem isto com as cenas do casamento. Todas as vezes que o casamento é caracterizado no filme, a filmagem ocorre num sombrio, pequeno e esquálido casebre, com crianças aos berros e tudo num pandemónio absoluto. A casa está uma confusão, e a esposa nunca comunica de forma minimamente significativa. De facto, as esposas são caracterizadas como incómodos constantes, e mais irritantes que compreensivas. Mas as crianças recebem o pior tratamento neste discurso preconceituoso contra a família. Elas estão frequentemente a chorar, às vezes duas ao mesmo tempo, ou a partir coisas; a ideia geral com que ficamos é que estes diabinhos sem alegria são uma intrusão na nossa vida, uma sobrecarga e um peso terrível.

Como forma de garantir que a mensagem fique bem clara, o filme varia constantemente entre estes dois contrastes. Os grandes espaços naturais, selvagens e livres, perto da ambiente, perto de Deus, perto do sexo homossexual tórrido sem qualquer tipo de consequências negativas. De volta para o interior da confusa, pequena e sombria caixa do casamento, com sogros horríveis, esposas chatas, crianças demoníacas, pressão sem fim, e até o sexo sem paixão e sem amor têm sobre si a ameaça de produzir mais descendência parasítica.

Nota especial para a música e para a luminosidade, e para a forma como ambas são cuidadosamente manipuladas para acentuar estes contrastes da forma descrita aqui, causando um impacto ainda maior para a mensagem de propaganda. Ferramentas maravilhosas, música e luminosidade, causam respostas emocionais e penetram as pessoas de forma a afectar os seus valores nucleares.

O uso dos adereços na justaposição das imagens aumenta o poder do veículo de transmissão da mensagem. Há uma cena onde a personagem desempenhada por Heath Ledger se encontra sobrecarregada com a esposa e os filhos, buscando formas de assistir ao fogo de artifício. A cena inicial mostra o marido e a esposa, cada um com uma criança debaixo dum braço e com sacos quadrados enormes cheios de coisas para bebés no outro braço. O enquadramento da cena é idêntico à uma outra que veio antes desta onde se vê um conjunto de mulas de carga cheias de mantimentos com sacos de aparência similar. O casamento transformou esta personagem num burro de carga, uma cena reforçada por todo o filme.

Outro tema comum dos dias actuais é, obviamente, também retratado nos filme: a "tolerância religiosa". Lembrem-se: os homens homossexuais amantes da natureza estão mais perto de Deus, situados nos espaços mais elevados, enquanto que as pessoas que vão às igrejas são caracterizadas como pessoas que pregam "o fogo do inferno e enxofre". O filme mostra também dois assassinatos horríveis, e a ligação não é deixada de parte: é precisamente este tipo de pensamento religioso que contribui para este tipo de violência. A implicação - e isto é a força fulcral da propaganda - é que se de alguma forma tu és contra dois homens "amarem-se", então tu és a favor do seu assassinato violento.

Observaram a forma como estas coisas são subtilmente insinuadas? Isto é como dizer que, se tu não és a favor do aborto, então és a favor de quem mata os médicos que fazem abortos. Este é um dos objectivos da propaganda, nomeadamente, reduzir a análise crítica para o nível de slogans bem comuns, removendo desde logo o debate e causando posteriormente a polarização total dos proponentes e dos detractores para extremos radicais. Claro que isto se enquadra de forma perfeita com o método daqueles que usam da propaganda visto que eles escolheram a dialética Hegeliana para nos dividir e conquistar.

Mencionei previamente a forma como o sexo homossexual é caracterizado como não tendo qualquer tipo de consequência negativa; algumas pessoas podem não concordar com esta minha posição. Eles podem até dizer: mas e as mortes violentas? Como é que podes dizer "sem consequências"? Pensem outra vez no filme: a violência apresentada no filme não é o resultado do sexo, mas sim resultado de pessoas retrógradas, camponeses ignorantes, cuja intolerância religiosa e atitude acusadora matou aqueles lindos mártires. Viram como funciona?

O filme prega bastante sobre o sexo e ficamos com a ideia de que a "necessidade" do homem por ele aparentemente só é suplantada pela sua necessidade de respirar oxigénio. As mentiras ditas sobre o acto de pescar demonstra que o sexo homossexual era até mais importante que a alimentação.

Claro que quando a personagem de Jake Gyllenhaal se vê privada desta necessidade vital, ela não tem outra escolha senão abandonar a sua esposa e os filhos e procurar prostitutos Mexicanos. Quando até isto o deixa incapaz de encontrar suficiente "amor masculino", ele vê-se forçado a baixar o seu padrão e levar a cabo uma relação adúltera com uma mulher por quem ele não sente nada. Claro que tudo isto é justo porque a sociedade maligna impediu o acesso total aos dois homossexuais.

E o que dizer do "amor" - será que este filme é mesmo sobre amor? Havendo falado com muitas mulheres sobre isto, posso dizer que, sim, elas pensam que sim. "Oh, mas é claro que é uma verdadeira história de amor," dizem elas. Uma mulher casada disse-me o seguinte:

Uma vez que é sobre dois homens, a história é muito mais interessante; um homem e uma mulher seria banal.

(...) Quando uma mulher me diz que a história é sobre "amor verdadeiro", eu pergunto-lhe como é que ela sabe disso. Elas não têm muito mais a dizer para além do que o filme apresenta. Quando elas são confrontadas com as estatísticas que revelam que a maioria dos homens homossexuais constituem o segmento  mais promíscuo da população mundial, tendo mais parceiros sexuais anónimos por ano que qualquer outro grupo, estas mulheres calam-se. "Ah, mas eu não estou interessada no sexo homossexual; eu apenas tenho interesse na história de amor," disse-me uma. "Ah, então tu és uma Verdadefóbica," disse eu.

O que se passa aqui é que os factos, as estatísticas e os dados registados em torno do assunto não interessam. De facto, eles podem até ser lembretes de algo que nós preferimos ignorar. A verdade é algo que nós queremos alinhar com o nosso escapismo, e devido a isso a fantasia é mais desejada que a mundana existência da realidade.

A promoção dos homens homossexuais junto das mulheres tem aumentado de forma significativa nos últimos 10 anos. Todas as sitcom têm um homossexual engraçado e, claro, ele é o mais engraçado e o mais capaz de comunicar, sem inibições, com as mulheres. A série Queer Eye For The Straight Guy diz às mulheres que os homens homossexuais são superiores ao antiquados neandertais que elas têm em casa. Quando os cinco homossexuais da série Queer Eye estiveram presentes no programa da Oprah, "as donas de casas tradicionais gritaram e desfaleceram como meninas em idade escolar a saudar estrelas de rock".

Mas a agenda vai mais a fundo que isto; o plano é fazer com que as mulheres se interessem por pornografia homossexual e usar isso como uma isoladora e viciante arma de divisão. O programa Sex In The City mostra as mulheres a rirem-se como meninas enquanto assistem pornografia homossexual. O maior impulso desta onda chega-nos do Japão, tem como alvo as meninas pré-adolescentes, e tem o nome de YAOI.

O Yaoi é uma gigantesca e multi-milionária subcultura que disponibiliza histórias em quadradinhos às jovens raparigas, bem como filmes animados exibindo cenas homoeróticas entre rapazes atraentes, culminado em cenas de pornografia homossexual hardcore. A onda deste tipo de material representa uma geração de raparigas cuja sexualidade mal-direccionada está a ser deformada rumo a anormalidade.

Havendo viajado de modo extenso posso avisá-los de que esta epidemia está galopante através da Europa, Russia, Ásia e está agora a entrar no continente Americano. Os pais não sabem o que as filhas têm escondido nos seus colchões, ou guardado nos seus armários e nos seus computadores. Dezenas de sites dedicam-se à ficção das jovens raparigas em torno das suas fantasias sobre jovens homens da música popular, da TV, dos filmes, etc, envolvidos em "amor" romântico e sexo homossexual.

As raparigas estão rapidamente a ficar obcecadas com Yaoi e descobrem que isso é uma droga de entrada para programas tais como Queer As Folk, bem como para o homossexualismo hardcore. Muitas discutem abertamente a sua confusão em torno do sexo, não querendo um marido ou filhos, ou cheias de angústia devido às suas experiências com o bissexualismo ou o lesbianismo. Claro que elas ficaram todas excitadas com o filme Brokeback.

Ninguém está mais excitado que os críticos que estão literalmente a cair uns sobre os outros tentando superar os outros críticos na bajulação a este filme. É triste mas previsível, visto que para os prémios cinematográficos, o homoerotismo é a sua causa politicamente correcta deste ano, tal como no ano passado foram os negros e tudo o que era negro venceu tudo.

Não importa que se diga que a vencedora de um Óscar Halle Berry tenha um parente negro e outro branco, significando que ela é tão negra como é branca. No admirável mundo novo da sociedade inundada pela propaganda, a verdade já não é preta ou branca; hoje em dia, tudo é cinzento, tudo está turvo. Ou, como se pode ler numa popular música dos Blur:
"Girls who are boys
Who like boys to be girls
Who do boys like they're girls
Who do girls like they're boys
Always should be someone you really love
"
Confuso? Ainda bem. É precisamente isso que eles querem.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Os livros eram fachada para a pornografia - Parte 5

Esta é a parte 5 do artigo iniciado aqui.

Noutra ocasião, enquanto eu me queixava das minhas desilusões a uma amiga lésbica, ela fez uma confissão espantosa. Ela tinha um filho adolescente que, até essa altura, não tinha exibido interesse sexual por nenhum dos sexos. Ela sabia que como lésbica não se importaria com qualquer que fosse o caminho que ele escolhesse. Mas ela confessou-me que ela importava-se sim com o caminho que ele viesse a escolher. Baseando-se nas vidas dos amigos homossexuais que ela conhecia, ela dava por ela a orar secretamente para que o seu filho viesse a ser heterossexual. Como mãe, ela não queria que o seu filho vivesse o estilo de vida homossexual.

Uma definição de insanidade é continuar a fazer as mesmas coisas vez após vez, esperando obter algum tipo de resultado diferente. Foi isso que aconteceu comigo durante o período em que batalhava para me tornar num homossexual feliz. Eu era lunático. Por várias vezes eu busquei aconselhamento junto de homens homossexuais que pareciam melhor ajustados que eu. Primeiro, eu queria confirmação de que as minhas percepções estavam certas e de que a vida dos homens homossexuais realmente era tão horrível como parecia ser. Depois eu queria saber o que é que eu poderia fazer em relação a isso. Quando é que as coisas melhorariam? O que é que eu poderia fazer para melhorar as coisas?

Obtive dois tipos de reacções a estas questões, e ambas deixaram-me magoado e confuso. A primeira reacção foi a negação, normalmente negação amarga, em relação ao que eu estava a sugerir. Foi-me dito que havia algo de errado comigo, que a maior parte dos homossexuais estavam a viver duma forma maravilhosa, que eu estava a generalizar com base na minha própria experiência (com base em que experiências é que eu deveria generalizar?), e que eu me deveria calar e parar de perturbar os outros com a minha "homofobia internalizada".

Quando eu era um estudante de pós-graduação, comecei a visitar um conselheiro. Matt (nome falso) era um homem casado e feliz, com flhos em idade universitária. Tudo o que ele sabia do homossexualismo havia sido aprendido com outros membros da sua profissão, que o haviam assegurado que o homossexualismo não era doença mental e que não havia motivos para que os homossexuais não tivessem vidas vidas felizes e produtivas. Quando eu lhe comecei falar do mal que me apoquentava, Matt disse que eu nunca havia verdadeiramente saído do armário. (Até hoje, eu não faço ideia do que é que ele estava a falar, mas suspeito que era algo do tipo "uma vez salvo, sempre salvo" que os Baptistas usam para responder aos que se afastam da fé, dizendo-lhes que eles nunca haviam sido realmente salvos.)

Matt disse-me que eu precisava de voltar atrás, voltar a tentar, e continuar a procurar as experiências positivas que ele estava seguro existirem, segurança essa fundamentada   em nada mais que as decisões da "American Psychiatric Association". Ele quase que não tinha experiência com homossexuais, mas os seus colegas garantiram-no que a secção de livros da livraria Lobo era a verdadeira iamgem da vida dos homossexuais. Eu sabia que ele não fazia ideia nenhuma do que falava, mas mesmo assim eu quis acreditar que ele estava certo.

O Matt e eu desenvolvemos uma relação terapêutica, e durante o ano que passamos juntos, ele aprendeu mais comigo do que eu com ele. Tentei seguir o seu conselho. Por essa altura eu partilhava a casa com outro aluno pós-graduação que se encontrava no processo de sair do armário e a experimentar as suas próprias desilusões. Uma vez que eu havia sido o seu único amigo homossexual, e o havia encorajado a sair do armário, a sua amargura foi dirigida a mim, e o nosso relacionamento sofreu devido a isso.

Entretanto, desenvolvi uma amizade com um membro do corpo docente que era abertamente homossexual. Quando eu disse isto ao Matt, ele ficou extático, e pensou que eu estava finalmente a sair do armário como deveria ser. O membro do corpo docente era o tipo de amigo que eu precisava, mas, como fiquei a saber mais tarde, e apesar da sua imaculada fachada profissional, ele era um homem profundamente perturbado que fazia todos os seus amigos passar por um inferno emocional, algo que, obviamente, eu partilhei com um silencioso e chocado Matt. (Tentei ter encontros amorosos, mas, como era normal, tive as mesmas experiências que caracterizavam os meus relacionamentos homossexuais.A amizade durou o mesmo tempo que durou a excitação sexual. Mal esta última esfriou, o interesse do meu parceiro por mim como pessoa dissipou-se.)

Foi um bom ano. No final do mesmo, lembro-me de ver o Matt a olhar para mim, com olhos vidrados, e com um olhar de quem está em estado de choque, e a admitir:

Sabes duma coisa? Ser homossexual é muito mais difícil do que eu pensava

Nem todas as pessoas com quem eu falei através dos anos rejeitaram à partida o que eu tinha para lhes dizer. Certa vez correspondi-me com um Inglês ex-Domincano. Eu estava extático por ficar a saber que ele era homossexual, e que eventualmente ele foi expulso da sua ordem por se recusar a manter no armário. Ele incluiu a sua morada num do seus livros, e eu escrevi-lhe, querendo saber se as suas experiências de vida como homossexual eram significativamente diferentes das minhas. Presumi que deveriam ser, visto que ele havia escrito alguns livros apaixonantes defendendo o direito dos homossexuais terem o seu lugar na Igreja.

A sua resposta foi um dos últimos pregos da minha vida como homossexual. Para surpresa minha, ele admitiu que as suas experiências não eram de todo distintas das minhas. Tudo o que ele poderia dizer era que eu continuasse a tentar que eventualmente as coisas iriam funcionar. Dito de outra forma, este homem brilhante, cujos livros haviam significado muito para mim, não tinha nada mais para sugerir para além de me dizer para continuar a fazer as mesmas coisas esperando um resultado diferente. Só havia uma conclusão razoável: eu seria louco se eu seguisse o seu conselho.

Demorei 20 anos, mas cheguei finalmente à conclusão de que não queria ser louco.

Então, onde é que me encontro hoje? Estou a frequentar uma paróquia militantemente ortodoxa em Houston, e ela é uma das dádivas mais espectaculares da minha vida. O meu melhor amigo, o Mark (nome falso), é, tal como eu, um refugiado do manicómio homossexual. Ele é também um crente fervoroso, embora seja Presbiteriano (ninguém é perfeito). Com o Mark aprendi que é possível dois homens amarem-se mutuamente de um modo profundo mantendo sempre as suas roupas.

É-nos dito que a Igreja opõe-se ao amor entre pessoas do mesmo sexo, mas isto é falso. A Igreja é contra o sexo homogenital, que segundo a minha experiência, não se centra no amor, mas na obsessão e numa compensação resultante duma masculinidade comprometida.

Não sinto orgulho da vida que levei. De facto, sinto-me profundamente envergonhado com ela. Mas se ler estas palavras impedirem que um homem ingénuo e crédulo faça os mesmos erros que eu fiz, então com a assistência da Nossa Senhora de Guadalupe, de São José, o seu esposo casto, do meu santo padroeiro Edmund Campion, de São Josémaria Escrivá, dos abençoados mártires Carmelitas de Compiégne; e, por fim, do meu guia e mentor sobrenatural, o Venerável John Henry Newman, eu posso pelo menos esperar a prorrogação de alguns dos muitos séculos de Purgatório que me aguardam.

Dito isto, o que é que nós como Igreja e como cultura temos que fazer? Destruir a fachada respeitável e revelar a pornografia que se encontra por trás dela. Começar a pressionar os homossexuais de modo a que eles digam a verdade sobre as suas vidas. Parar de debater a interpretação correcta de Génesis 19. Deixar os homens de Sodoma e Gomorra enterrados no enxofre que eles merecem. Actualmente, Sodoma encontra-se escondida à vista de todos.

Por uma vez, quando  preparava uma palestra sobre o Cardeal Newman, resumi o seu clássico "Essay on the Development of Christian Doctrine" desta forma: a Verdade amadurece, o erro apodrece. O movimento dos pelos direitos dos homossexuais está podre até o seu centro. Ele não tem futuro e nem há vida nele. Mais cedo ou mais tarde aqueles que foram apanhados por ele irão acordar do sonho do desejo desenfreado ou morrer. A pergunta é: quanto tempo? Quantas crianças serão sacrificadas a este Moloque?

Até há alguns anos atrás havia também uma livraria Lobo em Houston. Sem surpresa alguma, o seu layout era idêntico ao layout da livraria em Austin, e ela encontrava-se a apenas alguns quarteirões do posto de gasolina onde eu levo o meu carro para assistência. Recentemente, estava eu a andar pela vizinhança enquanto os pneus do meu carro estavam a ser rodados quando reparei numa coisa: havia um cadeado no porta da livraria Lobo, e um sinal lá colocado dizia:

O inquilino anterior foi despejado por falta de pagamento da renda.

Os livros e a pornografia, a fachada e tudo o que ela esconde, desapareceram. Glória a Deus.

---Ronald G. Lee é um bibliotecário em Texas.

Fonte: http://bit.ly/1ueSg9N


quinta-feira, 26 de junho de 2014

Os livros eram fachada para a pornografia - Parte 4

Esta é a 4ª Parte do artigo iniciado aqui.

Mas o que dizer de todos aquelas duplas homossexuais que estão desejosas de se "casar", e que são objecto de devoção incessante por parte dos média? Dantes, isto era confuso para mim. Parece que o New York Times não tem dificuldade em encontrar duplas homoeróticas bem sucedidas para fotografar e entrevistar. Mas apesar dos meus esforços, eu nunca fui capaz de encontrar o tipo de duplas que regularmente aparecem no programa da Oprah. Os média são preconceituosos e não têm interesse em dizer a verdade sobre o homossexualismo.

Conheci online o Wyatt (nome falso) e durante 5 anos ele esteve num relacionamento desastroso. O seu parceiro era infiél, alcoólico e tinha problemas com a droga. O relacionamento era dum tipo que daria pesadelos a Strindberg. Quando Vermont legalizou o "casamento" homossexual, Wyatt olhou para isso como uma última oportunidade de salvar o seu relacionamento: ele e o seu parceiro voariam para Vermont para se "casarem". 

Esta notícia chegou aos ouvidos do jornal local, e ele levou a cabo uma história em torno da dupla com fotos da recepção do "casamento". Na história contada pelo jornal. Wyatt e o parceiro foram caracterizados como uma dupla feliz que finalmente tinha a chance de celebrar publicamente o seu compromisso. Nada foi dito das drogas ou do alcoolismo ou da infidelidade

Mas o "casamento" foi um fracasso, e "acabou em chamas" poucos meses depois. E nenhum jornal seguiu com história. Por outras palavras, o jornal mais importante de uma das cidades mais importantes dos Estados Unidos publicou uma história enganadora em torno dum relacionamemto [homossexual], história essa que provavelmente persuadiu um jovem rapaz a pensar que era possível ele um dia vir a ser tão feliz como Wyatt e o seu "parceiro". E essa é a parte mais triste.

Mas nós raramente ouvimos falar de pessoas como o meu amigo "Harry" (nome falso). Harry era um homem de meia-idade em processo de envelhecimento e com uma barriga proeminente. Ele era casado e tinha duas filhas crescidas. Mas ele não era feliz. Harry convenceu-se de que o motivo da sua infelicidade era o facto de ser homossexual. Harry divorciou-se da esposa, que está agora casada com outro homem, as suas filhas deixaram de falar com ele, e ele descobriu agora que homens barrigudos, carecas e de meia-idade não são populares nos bares gay. De alguma forma, Oprah esqueceu-se de mencionar isso. Actualmente Harry toma anti-depressivos como forma de impedir o suicídio.

Houve também aquele caso de outro conhecido meu, que tinha o mesmo nome que o homem acima mencionado. Harry (nome falso) tinha cerca de 30 anos (mas facilmente passava por alguém com 20 anos), e vinha dum lar Mórmon, com toda a ingenuidade que isso sugere. Ao contrário do primeiro Harry, este Harry não tinha dificuldade em obter encontros amorosos, ou mesmo relacionamentos. O problema é que esses relacionamentos não duravam mais do que algumas semanas. Para além disso, Harry tinha também um problema com a bebida. (Lá se vai a tese das palavras sábias Mórmon.) Se por acaso tu te encontrasses no bar por volta das duas da manhã, era bem provável que pudesses possuir o Harry, se estivesses interessado. Ele estava tão bêbado que nem se lembrava de nada no dia seguinte, e o que ele queria por essa altura era alguém para abraçar.

A cultura homossexual é um paradoxo; a maior parte dos homossexuais tende a ser Democrata-liberal, ou apoiantes do Partido Trabalhista no Reino Unido. Eles gravitam rumo a estes Partidos porque acreditam que as políticas destes são mais compassivas e mais sensíveis para com as necessidades dos fracos e dos oprimidos. Mas não há nada há nada de compassivo dentro duma bar homossexual. Esses sítios representam o livre mercado laissez fairedo tipo mas Darwiniano imaginável. Não há espaço para aqueles que não estão prontos a competir, e as regras do jogo são impiedosas e implacáveis. 

Lembro-me dum incidente que ocorreu quando eu estava num bar homossexual  no centro de Londres. A maior parte dos homens eram musculados e tonificados, e tinham idades que se encontravam entre os 20 ao princípio dos 30. Por essa altura entrou um homem mais velho, que parecia estar na casa dos 70. Quando ele entrou no bar, parecia que o Anjo da Morte tinha entrado. Nesse bar repleto, abriu-se um espaço à sua volta e ninguém queria ficar por perto. A sua sombra transmitia contágio. Era óbvio que a sua presença causava nervosismo nos outros clientes. Ele permaneceu quieto no seu canto, e pediu uma bebida. Ninguém falou com ele e ele não falou com ninguém.

Quando eventualmente ele acabou a sua bebida e abandonou o bar, quase que se podai ouvir um suspiro de alívio de todos aqueles homens musculados e tonificados. Agora eles podiam voltar a fingir que os homens homossexuais são jovens e bonitos eternamente. Caro leitor, sabes o que é um "bug chaser"? Um "bug chaser" é um jovem homem homossexual que quer contrair o HIV de modo a que ele nunca venha a envelhecer. E esse foi por esse mundo que Harry abandonou a sua esposa, e o outro Harry abandonou a sua Igreja, como forma de encontrar felicidade.

Eu conheci muitas pessoas como os dois Harrys mencionados em cima, mas conheci muito poucos que tinham pouco mais que a aparência superficial com as imagens idealizadas que vemos em filmes vencedores de Óscares, tal como o filme Filadélfia, ou na secção magazine do jornal New York Times. O que eu acho suspeito é o facto dos média ignorarem a existência de pessoas como os dois Harrys. 

A infelicidade tão comum entre os homossexuais é varrida para debaixo do tapete, ao mesmo tempo que exemplos irrealístas são oferecidos para consumo público. Creio que, pelo menos, há motivos para um debate sério em torno da proposição "gay is good," mas tal debate não está a ocorrer, muito devido ao facto dos média já terem tomado a sua (e a nossa) decisão.

Mas é difícil esconder a pornografia para sempre. Quando eu vivia em Londres, tive uma amiga maravilhosa. Maggie (nome falso) era uma esquerdista; o seu enorme coração doía-lhe em prol dos oprimidos. Tal como a maioria dos esquerdistas, ela tinha orgulho no facto de ter uma mente aberta e usava isso como uma medalha de honra. Maggie vivia numa casa do tamanho do seu coração e todos os seus filhos tinham crescido e saido de casa. Ela tinha dois quartos para aluguer, e aconteceu que ambos os jovens homens que se tornaram seus inquilinos eram homossexuais.

A primeira reacção de Maggie foi de entusiasmo. Ela nunca havia conhecido homossexuais, e pensava que a experiência de alugar quartos a dois homossexuais iria confirmar nela mesma o quanto que ela tinha uma mente aberta. Ela acreditava que seria um momento de aprendizagem. De facto, isso foi o que veio a acontecer, mas não da maneira que ela pensava. Um dia ela contou-me dos seus problemas e confessou as suas dúvidas. Ela falou do que era acordar todas as manhãs rumo à mesa do pequeno almoço, e encontrar dois estranhos sentados lá, os dois estranhos que os seus dois inquilinos haviam trazido para casa na noite anterior. Raramente eram os mesmos dois estranhos todas as manhãs.

Um dos inquilinos estava envolvido num relacionamento de longa distância, mas durante a ausência do parceiro, sentiu-se com a liberdade de buscar consolo noutro lugar. Maggie falou do que era ter que lidar diariamente com o tumulto emocional que eram as vidas tumultuosas dos dois inquilinos. Ela disse-me o que era abrir a porta de casa uma tarde, e encontrar um polícia a entrada - polícia que buscava um dos seus inquilinos que havia sido acusado de tentar vender drogas a crianças. O mesmo inquilino estava envolvido na prostituição.

A Maggie não sabia como ordenar estas coisas no seu pensamento. Ela tentou desesperadamente manter uma mente aberta, acreditando que os homossexuais não eram piores que as outras pessoas, mas apenas diferentes. Mas ela não conseguia harmonizar a sua experiência com essa suposição "tolerante". A realidade do factos é que quando os dois finalmente se mudaram, evento que ela aguardava com algum entusiasmo, e chegou a altura de colocar um anúncio para o aluguer dos quartos, ela queria incluir a seguinte provisão:

Os homossexuais não precisam de enviar aplicação.

Eu não sabia o que dizer à Maggie uma vez que eu estava tão confuso como ela. Apesar de todas as evidências, eu queria agarrar-me à minha ilusão.

Tenho a profunda convicção de que a maioria, se não todos, que estão familiarizados com o estilo de vida homossexual sabem da verdade, mas recusam-se a aceitar. O meu melhor amigo envolveu-se com o movimento homossexual quando era um estudante em pós-graduação. Ocasionalmente, ele e a sua colega lésbica davam aconselhamento a jovens homossexuais que tinham problemas com a sua sexualidade. 

Um dia, os dois conheceram um jovem rapaz que estava excessivamente acima do seu peso, para além de ter acne. O jovem rapaz falou de um modo eloquente em torno da felicidade que ele esperava encontrar mal ele "saiu do armário". Ele iria encontrar um parceiro, e os dois iriam viver felizes e juntos para sempre. Enquanto o rapaz falava, o meu amigo só pensava que, se alguém assim tão gordo e pustulento entrasse num bar, seria dobrado, empalado e mutilado antes mesmo de se sentar. Depois do rapaz se ter indo embora, a amiga lésbica virou-se para ele e disse:

Sabes, às vezes é melhor ficar dentro do armário

O meu amigo disse-me que, para ele, esse foi o momento decisivo. A lésbica alegava amar e admirar os homens homossexuais. Ela nunca parava de louvar a bondade deles, bem como a sua compaixão e criatividade, mas com esse comentário ela disse de modo efectivo o que ela sabia que era a vida homossexual. 

Essa vida centra-se na carne, e se tu não tens boas carnes, nem te dês ao esforço de ires ao supermercado.

domingo, 22 de junho de 2014

Os livros eram fachada para a pornografia - Parte 3

Esta é a terceira parte do artigo iniciado aqui

À luz da legítima preocupação com a pornografia na internet, pode parecer irónico afirmar que a internet ajudou-me a ver-me livre do homossexualismo. Durante 20 anos eu pensei que havia algo de errado comigo. Dezenas de pessoas bem intencionadas asseguraram-me que havia por aí um mundo de homens homossexuais totalmente diferente, um mundo que por alguma razão eu nunca fui capaz de encontrar, um mundo repleto de homossexuais tementes a Deus, agindo como heterossexuais, defensores da monogamia, e practicantes da fidelidade.

Essas pessoas asseguraram-me que eles mesmos sabiam (factualmente e de verdade) que tais homossexuais existiam. Eles mesmos conheciam homens assim (ou pelo menos tinham ouvido falar deles por parte de pessoas que conheciam homossexuais tais como esses). E eu acreditei, embora com o passar dos anos tenha ficado cada vez mais difícil. Foi então que eu comprei um computador e subscrevi-me na AOL. Foi então que eu pensei:

Então vamos lá! Claramente os homossexuais moralmente conservadores são tímidos e assustadiços e pessoas que temem movimentos bruscos. Eles não gostam de bares nem de balneários [homossexuais]. Nem eu. Eles não se fazem presentes em encontros na "Dignity" e nem nos cultos da "Metropolitan Community Church" porque essas "igrejas" homossexuais são, na verdade, balneários homossexuais mascarados de lugares de oração. Mas não há motivo que impeça um homossexual moralmente conservador de se subscrever a AOL e submeter o seu perfil. Se eu posso fazer isso, qualquer pessoa pode.

E foi isso que eu fiz. Criei um perfil a descrever-me como um Católico conservador (mais ou menos) que gostava de música clássica, teatro, bons livros e conversas cintilantes sobre esses tópicos. Disse que gostaria muito de conhecer homossexuais com o mesmo tipo de pensamento tendo o vista uma amizade e romance. Tentei ser o mais claro possível. Não estava interessado em encontros só de uma noite. Passados alguns minutos depois de ter publicado o meu perfil, obtive a minha primeira resposta. Essa resposta tinha apenas três palavras: "Quantos centimetros tens?" A partir daí, a minha experiência com a AOL foi sempre a descer.

Quando eu me assumi como homossexual (no princípio dos anos 80), era comum os apologistas do movimento homossexual afirmar que a promiscuidade entre os homens homossexuais era resultado da sua "homofobia internalizada". Os homens homossexuais, tal como os Afro-Americanos, internalizaram e agiram em conformidade com as mentiras que eles haviam aprendido na cultura Americana mainstream. Para além disso, os homossexuais eram forçados a buscar por amor em bares com luzes fracas, balneários e parques públicos devido ao medo da perseguição feita pelo mainstream homofóbico. Foi-nos dito que a solução para este problema era permitir que os homossexuais viessem a público, sem medo de retribuição.

Uma variante deste argumento é ainda avançada por activistas tais como Andrew Sullivan como forma de legitimar o "casamento" entre pessoas do mesmo sexo. Há trinta anos atrás isto parecia razoável, mas já se passaram 35 anos desde os infames tumultos de Stonewall, em 1969 (New York), o "Lexington" e "Concord" do movimento de emancipação dos homossexuais. Durante estes anos, os homossexuais encontraram o seu espaço público nas maiores cidades Americanas, bem como em muitas das cidades menores. Eles tiveram a hipótese de criar o que eles quisessem nesses espaços, e o que foi que eles criaram? Novos espaços e novas formas de encontrar novos parceiros sexuais.

Para além do valor propagandístico, as livrarias tais como a Lobo, que disponibilizam poesia e pornografia, existem por outro motivo: sem a pornografia, estas livrarias rapidamente fechariam por falta de clientes. De facto, apesar da pornografia, a maior parte das livrarias [homossexuais] fecharam precisamente por falta de clientes. Depois do eclodir do entusiasmo que ocorreu nos anos 70 e 80, as publicadoras homossexuais entraram em declínio, e não revelam sinais de "sair do armário" da bancarrota financeira.

Mal o brilho da novidade acabou, os homens homossexuais aborreceram-se de ler sobre outros homens a ter experiências sexuais com outros homens, preferindo em seu lugar usar as suas posses para buscar as suas próprias experiências. Os centros comunitários gays e lésbicos têm grande dificuldade em manter as suas portas abertas. As "igrejas" homossexuais sobrevivem como lugares onde os adoradores podem ir apagar o que está nas suas mentes e limpar suas consciências sujas depois de passarem o dia anterior em bares em busca de sexo. E aí não há o perigo de alguma vez ouvir uma palavra do púlpito sugerindo que saltar de bar em bar em busca de sexo não está de acordo com a Bíblia.

Quando eu vivia no Reino Unido, fiquei espantado com o quanto que a cultura homossexual de Londres replicava a cultura homossexual dos Estados Unidos. O mesmo acontecia em Paris, Amesterdão e Berlim. O homossexualismo é uma das mais bem sucedidas exportações dos Estados Unidos. E o foco dos espaços sociais homossexuais Europeus é idêntico ao foco dos espaços homossexuais Americanos: sexo. O ciberespaço é actualmente a mais recente conquista do espantoso e mais novo Magalhães: o homem homossexual em busca de novas conquistas sexuais. 

Mas por esta altura, de que forma é que é possível culpar a promiscuidade entre os homens homossexuais à homofobia, internalizada ou não? Com base nas evidências  pouco mais robustas que wishful thinking, Andrew Sullivan quer que acreditemos que a legalização do "casamento" homossexual irá domesticar os homens homossexuais, e toda aquela energia dedicada à construção de bares e balneários homossexuais será canalizada para a construção de cercas e garagens para dois carros.

O que Andrew Sulllivan se recusa a aceitar [bem como todos os idiotas úteis do homoerotismo] é que os homens homossexuais não são promíscuos devido à "homofobia internalizada", ou devido a leis que proíbem o "casamento" homossexual. Os homens homossexuais são promíscuos porque, quando têm a liberdade para escolher como agir, eles escolhem em larga maioria viver como promíscuos. E destruir o tijolo de construção mais importante da nossa civilização, a família, não irá alterar isso.

Certa vez, li um irrefutável e honesto desabafo de Andrew Sullivan onde ele admitia o verdadeiro propósito do seu apoio à causa do "casamento" homossexual. Ele encarou a natureza sórdida da sua vida sexual, que é mais do que a maior parte dos activistas homossexuais está disposto a fazer, e lamentou-se por ela. Ele desejava ter vivido uma tipo de vida diferente, e aparentemente ele acredita que se o casamento fosse uma opção, ele teria sido capaz de viver um outro tipo de vida.

Eu tenho mais respeito por Andrew Sullivan do que pela maior parte dos activistas homossexuais. Acredito que ele realmente gostaria de reconciliar os seus desejos sexuais com as exigências da sua consciência. Mas com o devido respeito, será que estamos preparados para sacrificar a instituição da família com base numa esperança (sem evidências) de que se assim fizermos, pessoas como Sullivan estarão mais dispostas a não abrir os fechos das suas calças?

Mas será que não é teoricamente possível que os homossexuais se possam conter dentro de algo parecido com a ética sexual Católica, excepto na parte em torno da procriação - isto é, relacionamentos monogâmicos para toda a vida? Claro que é teoricamente possível. Em 1968 também era teoricamente possível que o uso dos contraceptivos pudesse ser restrito aos casados, e que o revoltante declínio para a anarquia sexual dentro da qual vivemos hoje pudesse ter sido evitado. É teoricamente possível, mas é practicamente impossível. E é impossível porque toda a noção da orientação sexual estável sobre a qual todo o movimento homossexual se baseia não tem fundamento nos factos.

René Girard, o crítico literário Francês e sociólogo da religião, alega que toda a civilização humana se baseia no desejo. Todas as civilizações rodearam os objectos de desejo (incluindo o desejo sexual) com uma elaborada e insuperável parede de tabus e restricçôes.

Até hoje.

O que estamos a observar actualmente no mundo ocidental não é a legitimação de, até hoje, formas de amor desprezadas mas honradas, mas sim a redução da humanidade ao mínimo denominador comum: desejo desenfreado e irrestrito. 

Afimar que abrimos a Caixa de Pandora seria um gigantesco eufemismo. Apertem os vossos cintos de segurança, senhoras e senhores, porque parece que vamos ter um milénio cheio de perturbações.

Quando eu estava em idade de crescimento, era suposto todos nós sermos heterossexuais. Foi então que o homossexualismo foi introduzido. Inicialmente, isto não parecia ser uma revisão de dimensões consideráveis porque, exceptuando a procriação, o homossexualismo, pelo menos em teoria, deixava o resto da ética sexual intacta. Duas pessoas com o mesmo sexo poderiam (teoricamente) gostar uma da outra e viver uma vida de compromisso monogâmico.

Foi então que o bissexualismo foi introduzido e as implicações reais da revolução sexual tornaram-se claras. A monogamia foi lançada fora. As normais morais foram também rejeitadas. A sexualidade faz-o-que-quiseres tornou-se padrão. Se alguém quer saber o que é isso, nada mais precisa de fazer do que ficar online. A internet disponibiliza de forma bem clara lugares privilegiados para quem quer observar o circo da desintegração da nossa civilização. 

Tomemos como exemplo a Yahoo; esta organização tornou possível que pessoas com interesses comuns criassem grupos com o propósito de estabelecer contactos e partilhar informação. Se isto gera em ti a imagens de genealogistas e coleccionadores de selos, estás enganado. Existem actualmente milhares de grupos da Yahoo que atendem a todo o tipo de perversão sexual possível e imaginária. Muitos desses grupos iriam provavelmente desafiar a imaginação do Marquês de Sade.

Pessoas que até poucos anos atrás nada mais poderiam fazer que fantasiar, hoje podem-se entreter sabendo que há a possibilidade de realizarem as suas taras. Certa vez conheci um homem online cujo desejo mais valioso era o de levar palmadas com uma carteira de couro. Tinha que ser de couro. Tinha que ser uma carteira. E tinha mesmo que levar palmadas dessa forma. A antiquada fricção genital era opcional. 

Este homem queria uma etiqueta Gucci tatuada no seu traseiro. Ele não conseguia imaginar ponto de paixão mais elevado. E ele insistia que o seu desejo era tão fundamental para a sua natureza sexual como ir para a cama com um homem o era para mim. Para além disso, ele criou um grupo Yahoo que tinha mais de 300 membros, todos eles com a mesma paixão.

Não há um objecto no mundo, nenhuma parte corporal humana ou animal que não possa ser erotizada. Dito isto, é o desejo de levar palmadas com uma carteira de couro uma "orientação sexual"? Se não, qual é a diferença? Houve uma período da minha vida durante o qual eu teria dito algo do tipo:

Mas é claro que é diferente. Tu não podes partilhar uma vida comum com uma carteira de couro. Não podes amar uma carteira de couro. Tu estás a falar dum fetiche e não duma orientação sexual. Isso são coisas completamente diferentes.

Mas a realidade dos factos é que todos os homens homossexuais que eu encontrei tinham um fetiche pela pele masculina, com toda a objectificação e despersonalização que ela envolve, e eu hoje olho para essa distinção um sofisma. Afinal de contas, o couro também é pele. A diferença real entre o homem da internet e o homossexual comum é que o primeiro preferia que a sua pele fosse italiana, bovina e bronzeada.

Através dos anos, frequentei várias "igrejas" homossexuais ou simpatéticas com o homossexualismo. Todas elas partilhavam duma característica comum: era acordo tácito nunca dizer nada do púlpito - ou de qualquer outra localização - sugerindo que deveria haver restrições ao comportamento sexual humano

Se alguém está familiarizado com as igrejas "Dignity", "Integrity" ou a "Metropolitan Community", ou pode-se dizer, com o Protestantismo mainstream e maior parte do Catolicismo pós-Vaticano II, deixem-me fazer uma pergunta: Quando foi a última vez que ouviram um sermão em torno da ética sexual? Será que alguma vez ouviram um sermão em torno da ética sexual? Assumo que a resposta seja negativa. Será que os nossos pastores e padres honestamente acreditem que os Cristãos Americanos não precisam de sermões em torno da ética sexual?

Eis aqui um facto assustador: se nós, como nação e como Igreja deixamo-nos levar pela vigarice das duplas homossexuais monogâmicas, estaremos a aceitar no nosso Trilho da Comunhão (assumindo que eles ainda existem) não só o estatisticamente irrelevante número de duplas homoeróticas que vivem juntas há mais do que alguns anos (a maioria das quais comprou a "estabilidade" afrouxando a monogamia); estaremos também a aceitar e a dar legitimidade a todo os tipos de gosto sexual - desde a antiquada masturbação e o adultério, até a mais estranha forma de fetiche sexual. Estaremos, dito de outra forma, a abençoar o suicídio da civilização Ocidental.

Continua na 4ª Parte.....

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