Dois apresentadores de rádio foram despedidos dos seus postos de
trabalho depois de terem tomado parto dum segmento radiofónico de 12
minutos onde criticaram a cidade por concordar em financiar
procedimentos de alteração de sexo para os seus funcionários e
dependentes, e terem sugerido que os potenciais "transsexuais" são
mentalmente doentes.
Beck e Kimberly, do programa
“The Morning Buzz”,
foram despedidos por comentários feitos um dia antes do despedimento no seu programa
matinal.
Durante o curso do segmento que se focou na cobertura de
saúde municipal aos auto-identificados "transgénero", a dupla atacou a
decisão da cidade qualificando-a de um desperdício do dinheiro dos
contribuintes, e questionando o porquê da dispendiosa operação de
"mudança de sexo", e os tratamentos associados, terem que ser pagos
pela cidade, mas o aumento dos seios ou as operações faciais para as
mulheres não o serem também, visto que elas também podem não estar
felizes com a sua aparência.
No entanto. Kimberly deu o seu apoio à provisão que confere
aconselhamento psicológico aos assim chamados "transgéneros",
afirmando que qualquer pessoa que queira uma operação médica de modo a que
possa passar a viver como uma pessoa do sexo oposto "provavelmente é
meio maluquinha".
A Entercom, companhia que é
dona da estação de rádio onde corre o programa (ou corria), suspendeu a
dupla mal eles saíram do ar (no próprio dia do em cima mencionado
segmento radiofónico) qualificando os seus comentários de "odiosos". Kimberly expressou a sua raiva no Twitter afirmando:
A liberdade de expressão inclui a liberdade para ofender os outros. Tu não tens o direito de não ficares ofendido nesta vida.
Mas na declaração que foi feita no dia seguinte (Quinta-Feira de manhã), foi anunciado que o par havia sido despedido. A Entercom escreveu:
Durante
esta manhã, a Entercom despediu Kimberly e Beck com efeitos imediatos.
Os seus comentários odiosos contra a comunidade transgénero [sic] não
representam a nossa estação e nem a nossa companhia. Pedimos sinceras desculpas à comunidade transgénero [sic], à comunidade de Rochester, e a
qualquer pessoa que possa ter ficado ofendida com os seus comentários.
Temos orgulho do trabalho passado que fizemos juntamente com a
comunidade lgbt local, e continuamos comprometidos com essa parceria.
Embora a declaração de Kimberly em relação às pessoas que sofrem de
confusão sexual possa ter pecado por falta de tacto, é verdade que a
"American Psychological Association" (APA) classifica a
disforia de género
– definida como a
“uma incongruência vincada entre o género
experimentado/expressado com o género definido” – como doença mental, e
os estudos revelam que 41% das pessoas que sofrem da mesma irão tentar
levar a cabo um suicídio em determinada altura das suas vidas.
Embora os proponentes do transgenerismo tenham levado a cabo esforços
intensos para passar a imagem de que os procedimentos de "alteração de
sexo" fazem parte dos cuidados médicos básicos e normais para aqueles
que sofrem de crises de identidade sexual, nem todos os profissionais
da psiquiatria concordam. O
Dr Keith Ablow tem sido
um vocal oponente da normalização das radicais operações de alteração de sexo e do tratamento
hormonal, especialmente à medida que os activistas pressionam os
médicos para que estes dêem início a estes tratamentos em crianças cada vez mais novas.
Depois de legislação em favor da aceitação da ideologia transgénera ter
sido aceite na California no princípio deste ano, Ablow disse ao site
LifeSiteNews que o que causa a que uma pessoa se sinta "presa no corpo
errado" tem que ser uma questão novamente discutida pela comunidade
psiquiátrica:
Como
psiquiatras, não sabemos de forma precisa a origem de uma crença fixa e
falsa, e se viermos a descobrir que as pessoas que pensam que se
encontram presas no género [sic] errado poderiam ter sido ajudadas com
algo mais do que um bisturi, então, nós, como membros duma área científica, seremos responsáveis por não termos sido mais diligentes na busca destas respostas em relação às origens disto.
O Dr. Kenneth Zucker, responsável pela task-force da
APA que lida com os assuntos em torno da identidade sexual, não só
concorda com Ablow, como compara a disforia de género como uma doença
mental análoga à depressão - que varia da situacional até à crónica:
Para
algumas pessoas, uma depressão de dimensões consideráveis é uma
condição de vida que nunca acaba. Mas há pessoas cujos sintomas podem
ser diminuídos através da terapia ou tratamento, e para algumas
pessoas, esta depressão desaparece para sempre - quer seja através de
tratamento e da medicação ou por si só. Sou de opinião que o mesmo se
verifica com disforia de género. Para algumas pessoas esta é uma
condição para toda a vida, e existem pessoas para quem a disforia vem e
vai, ou desaparece por completo.
Zucker disse que ele é de opinião de que o seu trabalho, como
terapeuta, é encontrar o tratamento que irá aumentar as probabilidades
da confusão sexual ou "disforia" acabar por completo - e não saltar
imediatamente para uns invasivos e irreversíveis procedimentos tais
como operações de "mudança de sexo" que podem, na verdade, piorar o
problema (tal como no caso da mulher Belga que
recebeu uma operação de "mudança de sexo"
e que mais tarde pediu (e recebeu) permissão para ser vítima de
eutanásia visto não ter ficado satisfeita com os resultados da
operação).
Rochester começará a oferecer operações de mudança de sexo aos seus
funcionários e seus dependentes no dia 1 de Janeiro de 2015.
Entretanto, o programa
"Morning Buzz" foi cancelado.
Fonte