sábado, 15 de novembro de 2014

A espada de Jeú e a derrota das mulheres

"E há-de ser que, o que escapar da espada de Hazael, matá-lo-á Jeú" - 1 Reis 19:17

Por Rivka Edelman

O recente artigo de Janna Darnelle publicado pelo site Public Discourse com o título de Breaking the Silence:Redefining Marriage Hurts Women Like Me—and Our Children,” revela o que se encontra por trás das imagens reconfortantes de famílias [sic] homossexuais segundo o ponto de vista da mãe. Como alguém que foi educada por uma mãe lésbica, gostaria de deixar a minha opiniâo. Eu não só irei comentar como antiga criança que era toda sorridente nessas fotos, mas também como uma académica, mulher, mãe e feminista.

O artigo de Darnelle atingiu um nervo que tornou-se viral. Não é surpreendente que no espaço de algumas horas, os activistas lgbt se tenham organizado contra ela. Os guerreiros do teclado pegaram nos baluartes, e pouco tempo depois os bandidos do costume pegaram nos seus tacos e nos seus forcados.

Para aqueles de entre vós que evita a paisagem subterrânea dos debates em torno da paternidade homossexual que ocorrem online, é importante que fiquem a conhecer Scott “Rose” Rosenzweig, um activista lgbt virulentamente misógino. 

Mal o artigo de Darnelle foi publicado, Rose entrou em acção, enviando dardos a partir do seu blog Good As You para outros sites num esforço levado a cabo como forma de destruir Darnelle pessoalmente. (Os comentários obsessivos de Scott Rose feitos na internet atraíram também a atenção de outras agências noticiosas.) 

O ex-marido de Darnelle deu também a sua opinião: sendo um homem bastante prestável, ele deixou a informação pessoal dela na secção de comentários de vários blogues activistas [lgbt], incluindo o seu nome completo.

Janna Darnelle escreveu sob um pseudónimo como forma de proteger a sua família, mas infelizmente os comentários do seu ex-marido ajudaram Scott Rose a embarcar numa campanha de assédio e intimidação. Tal como irei discutir mais embaixo, Scott Rose não se limitou a tentar levar a cabo um assassinato de carácter pela internet, mas chegou a entrar em contacto com o patrão de Darnelle como forma de tentar que ela fosse despedida.

Os leitores certamente que se lembrarão que o artigo de Darnelle fala do seu divórcio com o seu ex-marido e a sua luta como mãe solteira levada a cabo como forma de providenciar algum tipo de orientação à sua família. Embora as suas conclusões sejam controversas, a sua história está bem escrita e bem articulada. Infelizmente, a resposta motivada pelo ódio da parte dos activistas lgbt extremistas e dos blogueiros confirma o que muitas mulheres começam a reparar. Embora estes activistas elogiem o ex-marido dela por "viver a sua verdade", eles têm as mulheres e as crianças em tão pouca consideração que se recusam a reconhecer a legitimidade das difíceis experiências vividas por ela como mãe.

Embora eles aleguem representar os desfavorecidos, certas alas do movimento pelos direitos dos lgbt funcionam como um grupo dos direitos dos homens totalmente composto só por homens brancos. No nosso clima actual, estes homens têm permissão para causar grandes males às mulheres e às crianças impunemente.

Apagando e Explorando as Mulheres

Superficialmente, o que Darnelle descreveu poderia ter paralelos com um divórcio heterossexual. Na maioria dos casos, o padrão de vida das mulheres cai significativamente depois dum divórcio, enquanto que o dos homens sobe de modo significativo [ed: ?]. Portanto, segundo este mentalidade, não houve nada de surpreendente na história da Janna: o juiz favoreceu o marido, que tinha um rendimento estável.

Os blogueiros e os activistas do blogue Good as You, de Jeremy Hooper, usaram a decisão do juiz para sugerir que Darnella era uma mãe incapaz. O artigo de Darnelle nõ forneceu detalhes sobre o arranjo feito em torno da custódia, já confirmei que a mãe tem 60% da custódia das crianças. Isto indica que ela não foi considerada "incapaz" de forma alguma.

O tropo de "mãe incapaz" é muito importante para os homens tais como Hooper e Rose, uma vez os ajuda a justificar a remoção dos filhos das mulheres, os seus ovos, ou o uso do seu útero. Darnella tem razão. A maior parte das famílias lideradas por duplas homossexuais masculinas são construídas na exploração das mulheres. Falando de forma práctica, Jeremy Hooper, Scott Rose, e os seus compatriotas formaram um grupo grupo dos direitos dos homens que busca forma de usar as mulheres como reprodutoras. Estas doadoras de ovos e mães de aluguer fornecem crianças para um movimentado mercado cheio de duplas homossexuais, para quem a reprodução é naturalmente e biologicamente impossível.

Em nome da igualdade, grupos tais como a GLAAD (que emprega Jeremy Hooper) avançaram com leis em torno da identidade de género que apagaram legalmente as mulheres. O termo "mulher" pode legalmente ser usado em referência a um homem que escolha identificar-se desta forma. Mal as mulheres tenham sido legalmente apagadas como grupo e como indivíduos, não é difícil apagar as "mães". Isto apoia a práctica de usar os ovos das mulheres e o útero de outra mulher como forma de fornecer crianças para as duplas homossexuais, obscurecendo o conceito de maternidade e tornando-o descartável.

Guia para a Cartilha de Scott Rose e de Jeremy Hooper

A publicação da história de Janna Darnelle gerou uma onda de posts cheios de vitríolo, chamando-a de "criatura lamentável", acusando-a de instabilidade mental, e questionado a sua própria existência. Com a ajuda dos comentários do ex-marido dela, Scott Rose dedicou o seu tempo a descobrir e a publicitar o máximo de informação pessoal possível sobre Darnelle, tais como notas da escola secundária e registos imobiliários. Scott Rose atacou Darnelle com mensagens ameaçadoras, entrou em contacto com o patrão dela, deixando a seguinte mensagem no Facebook da companhia:

Isto é uma QUEIXA contra [....], uma assistente-executiva na [...]. Sob o nom de plume de "Janna Darnelle", [...]  publicou uma horripilante, deformatório e longa opinião anti-gay no site “Public Discourse.” O primeiro problema será que ela está a gerar um clima de hostilidade para com os anciões gays e/ou os seus amigos ou familiares em visita. O segundo problema é que no seu texto, ela revela-se como uma pessoa desequilibrada. As suas palavras públicas de ataque anti-gay reflectem-se duma forma pobre na LLC.

Infelizmente, tudo isto esté de acordo com o previsível padrão de ataque. Se estudarem as rotinas que ocorrem sempre que Jeremy Hooper e Scott Rose conspiram para eliminar alguém, observarão padrões bem mecanizados.  Quatro passos são normalmente levados a cabo quando eles estão concentrados no assassinato de carácter.

Primeiro, eles chamam a pessoa de mentirosa e afirmam que a existência da pessoa não pode ser verificada sem qualquer outro tipo de dados sobre ela. Segundo, mal Hooper e Scott Rose estão na posse de tais dados, eles escrevem ao patrão da pessoa como forma de tentar que eles despeçam essa pessoa ou destruam a carreira profissional da mesma. Terceiro, se eles não conseguirem que a pessoa seja despedida, Hooper e Scott Rose atacam os membros familiares. Quarto, se eles não conseguirem voltar a família da pessoa contra ela, Hooper e Rose emitem ataques infindáveis contra a pessoa, tentando fazer com que a pessoa sinta medo ou se sinta insegura a todo o momento.

Eles têm também um saco cheio de truques retóricos. Aprendam quais são.

Descarrilamentos suaves:

E o que dizer dos divórcios, adopções e famílias misturadas dos heterossexuais?

Tais pontos marginais têm o propósito de distrair e gerar falsas equivalências. A realidade dos factos é que, todas as famílias lideradas por homens homossexuais tiveram que retirar a criança dos braços de outra pessoa. De forma a aceitar isto, tem que se aceitar que os homens têm o digito de usar os corpos das mulheres e comprar os filhos dela.

Descarrilamentos de choque:

Olhem quão péssimos pais os heterossexuais são.

A existência de tais pais, embora trágico, não dá aos homens o direito colher os ovos das mulheres, e usá-las como reprodutoras, ou tomar delas os seus bebés e os seus filhos.

Apelos emotivos:

Nós queremos filhos. O que é que deveríamos que fazer?

Esta rotina tenta fazer com que as pessoas se sintam culpadas ou envergonhá-las de forma que elas forneçam mulheres pobres de modo a serem usadas por homens ricos. A minha resposta: Eu não vos pedi que resolvam os meus problemas, ou pedi? Vocês não podem exigir que a sociedade legisle uma subclasse especial de mulheres de modo a que elas sejam explicitamente usadas como reprodutoras de modo a que vocês se sintam felizes.

A biologia "nasci assim":

Não vivam uma mentira; sejam honestos com vocês mesmos.

Esta táctica torna-se numa outra maneira de apagar as mulheres. Dentro deste esquema, é-nos pedido que aceitemos a importância da biologia masculina. Nunca poderia a um homem que sente atracção por outros homens que fique com a sua esposa visto que ele está biologicamente destinado a sentir atracção pelos corpos de outros homens. No  entanto, e ao mesmo tempo, é-nos dito que a biologia das mulheres - especialmente o seu laço biológico com a sua criança - não tem importância. Apesar ds evidências científicas da união maternal e fetal durante a gravidez, e apesar das longas histórias de mulheres que sofreram dor por toda a su vida devido ao facto de terem visto os seus filhos retirados dos seus braços, é suposto nós olharmos para as mulheres como animais reprodutores e acreditar que os homens têm o direito de criar os filhos de outras pessoas.

És um homem e queres-te casar [sic] com um homem? A sociedade não te deve os filhos das mulheres, os ovos das mulheres, ou os corpos das mulheres.

Não Nos Podem Calar Para Sempre

Ao escrever este artigo sei que corro o risco de ser chamada de intolerante. Tal como a Janna Darnelle, é bem provável que tenha que aguentar uma vasta gama de termos  misóginos. Serei chamada de maluca, desequilibrada, risível, amarga, gorda, velha, e feia. Dito de outra forma, sou uma mulher que se atreve a dizer que os privilegiados e ricos homens brancos não têm direito ao corpo ds mulheres ou às suas partes corporais.

Há já muitos anos que o prazer sexual dos homens tem sido um negócio protegido - tanto para os homossexuais como para os heterossexuais. De forma geral, a indústria explora as mulheres e as crianças e agora temos um novo negócio: as barrigas de aluguer. Quão progressista. E ao mesmo tempo, quão antigo e previsível.

Fonte: http://bit.ly/1rn1Y7m

* * * * * * *

Não deixa de ser tragicamente previsível a forma como as mulheres (feministas e não só) descobrem que o movimento que elas tanto apoiam - o movimento homossexual masculino - nutre por elas um ódio maior que o ódio que esse mesmo movimento nutre por outras facções da sociedade.

Sinceramente, será que as mulheres nunca se haviam apercebido que o sucesso da agenda homossexual masculina é a derrota das mulheres? Seria preciso elas começarem a ver os seus filhos a serem arrancados dos seus braços, e entregues às duplas homoeróticas masculinas, para se aperceberem disso?

De que forma é que as mulheres pensavam que os homens homossexuais iriam obter crianças?

Qualquer pessoa minimamente inteligente vê que qualquer que seja o poder que a mulher tem sobre os homens, esse pode centra-se em larga medida na sua sexualidade e na forma como ela usa  a sua sexualidade para obter o que ela quer dos homens. Mas se os homens conseguem evitar sexualmente as mulheres (isto é, buscando gratificação sexual uns com os outros), as mulheres tornam-se sexualmente irrelevantes e descartáveis. Esta é uma das muitas formas como o movimento lgbt masculino torna as mulheres irrelevantes.

Outra coisa a levar em conta é que os homens homossexuais têm uma preferência clara por homens heterossexuais. Isto significa que, enquanto que no passado as mulheres tinham que competir umas pelas outras pela atenção masculina, elas agora têm que competir com outros homens pela atenção masculina (!). Há já muito tempo que vários quadrantes da sociedade têm avisado que a agenda homossexual é prejudicial para a sociedade, mas as mulheres só começaram a reparar nisso quando essa agenda começou a afectar a sua vida pessoal.

Por mais que esta feminista queira fazer deste ponto uma guerra "entre homens e mulheres" a realidade dos factos é que esta guerra é entre as mulheres e os homens homossexuais (e não "os homens"). Por mais difícil que isso possa ser para as mulheres, se elas querem ser mais eficazes na  defesa dos seus filhos e da inviolabilidade dos seus corpos, elas têm que se focar precisamente onde existe o problema, isto é, junto dos homens homossexuais (brancos ou não) que querem gerar "famílias" tirando crianças dos braços das suas mães.

Não deixa de ser irónico que as mulheres tenham batalhado tanto contra o "patriarcado" e contra a família natural, só para descobrirem que sem a protecção dessa instituição, os seus desejos e as suas vontades ficam ainda mais à mercê da vontade dos homens da elite ("homens brancos ricos e privilegiados"). As feministas e as mulheres têm escolhas complicadas a fazer:

1) Continuar a apoiar a agenda homossexual, o que aumentará o número de "famílias" lideradas por homens homossexuais e a busca destes por crianças; 
2) Colocarem-se do lado da normalidade, e desenvolver esforços para a preservação da instituição do casamento como a união entre um homem e uma mulher (a tal "opinião controversa" aludida por Rikva).
Do ponto de vista das feministas, elas escaparam do "patriarcado maligno" (a "espada de Hazael") e agora têm à sua frente o movimento homossexual masculino (a "espada de Jeú"). Uma vez que para elas estas são as únicas opções à sua disposição, elas que se preparem para se submeter a uma delas. Curiosamente, (e daí talvez não) foi o Rei Jeú quem matou a rainha Jezabel, grande ícone feminista:
E Jeú veio a Jezreel, o que ouvindo Jezabel, se pintou em volta dos olhos, e enfeitou a sua cabeça, e olhou pela janela. E, entrando Jeú pelas portas, disse ela: Teve paz Zimri, que matou a seu senhor? E levantou ele o rosto para a janela, e disse: Quem é comigo? quem? E dois ou três eunucos olharam para ele. Então disse ele: Lançai-a de alto a baixo. E lançaram-na de alto a baixo: e foram salpicados com o seu sangue a parede e os cavalos, e ele a atropelou. - 2 Reis 9:30-33


1 comentário:

  1. Olha só: me perdoe se a autora estiver lendo essa resposta, mas o que eu penso é:

    BEM FEITO!

    Vocês, mulheres, são as primeiras a aceitaram e a apoiarem os homossexuais, agora tomem!
    Cara: quase 6.000 anos de Civilização, e vocês ainda não aprendem?!

    Paz.

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