quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Revisão dos estudos que avaliaram a preferência sexual das crianças educadas por homossexuais

Por Trayce Hansen, Ph.D.

Levei a cabo uma revisão a todos os estudos que consegui localizar que avaliavam a preferência sexual das crianças educadas por duplas homossexuais. Nesta minha avaliação eu estabeleci dois critérios: Primeiro: os autores tinham que ser pesquisadores pró-homossexualismo visto que de outra forma, os críticos poderiam desqualificar os seus resultados. Segundo: eu só busquei estudos que utilizavam sujeitos com 18 anos, ou mais, visto que muitos indivíduos não se auto-identificam como homossexuais até depois dessa idade (Patterson, 1992).

Infelizmente, poucos estudos preencheram o critério dos 18 anos, e devido a isso, e como forma de maximizar o número de estudos presentes na minha pesquisa, inclui estudos com sujeitos com idades que poderiam chegar ao 14 anos. Devido à inclusão de estudos com sujeitos com tão baixa idade, a percentagem reportada de crianças não-heterossexuais pode ser sub-estimativa.

Os pesquisadores pró-homossexualismo alegam com frequência que os estudos levados a cabo "não apuram qualquer diferença" entre as crianças educadas por heterossexuais e crianças educadas por homossexuais. Surpreendentemente, estas alegações são feitas nos resumos de estudos de pesquisa que, na verdade, apuram diferenças entre os dois tipos de crianças (Williams, 2000). A tendência de negar ou minimizar as diferenças já foi reparada por pesquisadores pró-homossexualismo. Depois de rever 21 estudos, Stacey e Biblarz (2001) concluíram que em relação ao género [sic], comportamento sexual, preferência sexual,  as crianças homossexualmente educadas são diferentes das crianças heterossexualmente educadas.

Mas apesar destas diferenças, muitos continuam a alegar que "não existem diferenças" entre os dois tipos de crianças, e isto é feito como forma de galvanizar o apoio para o acesso homossexual às clínicas d fertilidade, à adopção, à custodia, e ao "casamento" homossexual. Encorajar o apoio a uma causa é normal, desde que esse apoio se fundamente na disseminação de informação verdadeira. Mas neste caso, isso não acontece.

Outros pesquisadores reviram os estudos em torno da paternidade homossexual e concluíram que 1) ou eles são demasiado problemáticos para se fazer qualquer tipo de alegação conclusiva (Belcastro, Gramlich, Nicholson, Price, e Wilson, 1993; Baumrind, 1995), 2) ou são metodologicamente tão inadequados que não se podem extrair conclusões a a partir deles (Lerner and Nagai, 2001).

Os pesquisadores pró-homossexualismo, bem como os outros activistas, não podem defender as duas posições: Ou os dados apurados por estes estudos são válidos e as duplas homossexuais são mais susceptíveis de educar crianças não-heterossexuais, ou estes estudos não são válidos e as suas alegações de que "não existem diferenças" não fazem sentido.

Eu sou de opinião de que, embora não se possam fazer conclusões definitivas com base nestes estudos, eles sugerem que os pais homossexuais estão a criar um número desproporcional de crianças não-heterossexuais. Isto não é surpreendente visto que os pais são as influências primárias na vida das crianças. Crianças educadas com pais com um estilo de vida, valores e atributos distintos são mais susceptíveis de se tornarem distintas das outras crianças (Baumrind 1995).

Stacey e Biblarz (2001) escreveram:

É difícil conceber uma teoria de desenvolvimento sexual credível que não espere que as crianças adultas de pais lesbigays não exibam de alguma forma uma maior incidência de identidade, comportamento e desejo homoerótico que as crianças de pais heterossexuais.

Finalmente, e talvez o mais importante, as falhas metodológicas nos estudos existentes em torno da paternidade homossexual (tais como amostras não representativas, falta de grupos de controle, e especificações não longitudinais) ressalvam a necessidade duma pesquisa rigorosa e imparcial, de modo a que conclusões mais rigorosas em relação à identidade sexual e genérica das crianças educadas por duplas homossexuais possam ser extraídas. Até lá, olhemos para os estudos que já existem de modo a apurar as tendências sugestivas.

A Revisão:

Esta revisão é uma pesquisa feita a nove estudos que se enquadra nos critérios acima delineados, e os resultados encontram-se limitados pelas fragilidades, limitações, e problemas já descritos (Belcastro, et. al., 1993; Baumrind, 1995; Lerner e Nagai, 2001). Ela é descritiva na sua natureza, e apenas disponibiliza informação geral.

Com base na média encontrada nos 9 estudos que se seguem, 14% das crianças educadas por pais homossexuas desenvolvem preferências homossexuais ou bissexuais. Estes estudos reportaram que as taxas de não-heterossexualidade variam dos 8% aos 21%. As percentagens mais frequentemente reportadas foram de 14% e 16% (dois estudos cada um). Como termo de comparação, dados das melhores pesquisas nacionais revelam que aproximadamente 2% da população é não-heterossexual (Laumann, Gagnon, Michael, e Michaels,1994).

Logo, se estas percentagens forem confirmadas através de estudos com melhor construção, as crianças educadas por homossexuais parecem ser sete vezes mais susceptíveis de desenvolverem preferências homossexuais ou bissexuais, quando comparadas com as crianças educadas por heterossexuais. E, tal como ja foi explicado previamente, 14% pode ser uma sub-estimativa devido à baixa idade de muitos dos sujeitos destes estudos.

Os nove estudos, ordenados alfabeticamente, são pesquisados a seguir e eles incluem os resumos dos autores ou as descrições disponibilizadas por outros, seguidos pelos meus comentários e/ou análise.

1. Bailey, J. M., Bobrow, D., Wolfe, M, & Mikach, S. (1995). Sexual orientation of adult sons of gay fathers. Developmental Psychology, 31(1), 124-129.

Abstracto do autor:

O desenvolvimento sexual dos pais gays ou lésbicos é interessante, tanto por motivos científicos como por motivos sociais. O presente estudo é, até hoje, o maior a focar-se na orientação sexual dos filhos adultos dos homens gays. Com base na publicidade em publicações gays, foram recrutados 55 homens gays ou bissexuais que reportaram 82 filhos com pelo menos 17 anos de idade. Mais de 90% dos filhos cuja orientação podia ser avaliada reportaram ser heterossexuais. Para além disso, os filhos gays e heterossexuais não se distinguiam em variáveis potencialmente relevantes tais como o tempo de vivência com os seus pais. Os resultados sugerem que qualquer influência ambiental dos pais gays sobre a orientação sexual dos filhos não é grande.

Os meus comentários:

Este estudo usou duas formas para classificar a não-heterossexualidade dos filhos adultos criados por homens homossexuais. Primeiro, perguntaram aos pais para classificar se os seus filhos eram heterossexuais ou não-heterossexuais. Os pais que reportaram estar pelo menos "virtualmente certos" da preferência sexual dos filhos, reportaram que  7 entre 75 dos filhos, ou 9%, era não-heterossexuais. Convém ressalvar que dois filhos cujos pais só estavam "moderadamente certos" da não-heterossexualidade dos seus filhos foram excluídos da análise. Se esses dois filhos tivessem sido incluídos, a percentagem dos não-heterossexuais teria subido para 12%.

O segundo método usado para averiguar o número de filhos não-heterossexuais de pais homossexuais era a auto-classificação por parte dos filhos. Dos 43 filhos que se classificaram a eles mesmos, seis dos 43, ou 14%, auto-identificaram-se como não-heterossexuais. Certamente que a percentagem de filhos não-heterossexuais é apurada de melhor forma pelas próprias palavras dos filhos, e desde logo, a percentagem dos 14% é provavelmente um número mais acertado para esta amostra.

Na sua discussão, os autores reconhecem que com base em várias pesquisas populacionais em larga escala, "pode ser alegado que a taxa de homossexualidade nos filhos (9%) é várias vezes mais elevada que aquela que é sugerida pelas pesquisas populacionais." E a taxa de 14% de auto-identificados filhos não-heterossexuais é ainda mais elevada. Note-se na forma como o resumo dos próprios autores minimiza estes achados.

2. Bozett, F.W. (1988). Social control of identity of children of gay fathers. Western Journal of Nursing Research, 10(5), 550-565.

Descrição demográfica de Bozett:

[O estudo de Bozette incluiu] 19 sujeitos, 13 fêmeas e 6 machos, representando 14 pais homossexuais. A idade das crianças variava dos 14 aos 35; 9 encontravam-se na sua adolescência, 6 na casa dos 20, e 4 estavam entre os 30 e os 35. Todos os filhos eram biológicos, excepto 1 que havia sido adoptado por parte dum homem solteiro quando tinha dois anos. Dois dos seis homens identificaram-se como gays, uma mulher disse que era bissexual, e os restantes reportaram serem heterossexuais.

Os meus comentários:

De forma abrangente, 16% das pessoas presentes na amostra de Bozett auto-identificaram-se como não-heterossexuais, um número 8 vezes mais elevado que a média nacional. Para além disso, muitos teóricos acreditam que podem existir impactos distintos nas crianças educadas por homossexuais dependendo do sexo do parente homossexual e o sexo da criança. Devido a isto, talvez o achado mais dramático feito por Bozett é o facto de 33% das crianças masculinas educadas por homens homossexuais se identificarem como homossexuais, e estes resultados podem ser uma sub-estimativa visto que quase metade dos sujeitos de Bozett eram adolescentes (que mais tarde podem eventualmente se auto-identificar como não-heterossexuais).

3. Goldberg, A. (2007). (How) does it make a difference? Perspectives of adults with lesbian, gay, and bisexual parents. American Journal of Orthopsychiatry, 77(4), 550-562.

O abstracto do autor:

Poucos estudos lidaram com as experiências e as percepções das crianças adultas criadas por pais lésbicos, gay ou bissexuais (lgb). Neste estudo, foram entrevistadas 46 crianças adultas de pais lgb, e foram examinadas as suas percepções sobre como o facto de terem sido educadas por pais lgb os influenciou como adultos. Análises qualitativas revelaram que os adultos eram mais tolerantes, com mente aberta aberta, e tinham ideias mais flexíveis em torno do género e da sexualidade como função do facto de terem crescido com pais lgb. Com frequência, os participantes sentiam-se no papel de protectores dos seus pais e da comunidade gay, e alguns desenvolveram esforços para os defenderem perante os seus pares, membros familiares, e perante a sociedade.

Alguns participantes batalharam com questões de confiança durante a idade adulta, que eles relacionaram com a experiência inesperada dos pais de "saírem do armário"
, bem como com as experiências de serem vítimas de gozo e de intimidação [bullying]. É discutida a importância de se entender estes dados dentro do contexto do heterossexismo social.

Os meus comentários:

As idades dos sujeitos do estudo de Goldberg variavam dos 19 aos 50 anos. Neste estudo, 91% deles acreditava que ter tido pais não-heterossexuais "influenciou as suas ideias em torno do género e dos relacionamentos", e "sentiam que ter tido pais lgb os havia levado a desenvolver noções menos rígidas e mais flexíveis sobre a sexualidade e sobre o género".

Com base nestas crenças, não é de estranhar que 17% dos sujeitos do estudo de Goldberg se tenham identificado como não-heterossexuais (lésbicas, bissexuais, ou "gender-queer"). Goldberg sumarizou os seus achados e os achados de outros declarando que as crianças de pais lgb "haviam sido socializadas para questionar noções rígidas em torno da sexualidade e do género, e para olhar para uma vasta gama de identidades sexuais e de género como apropriadas.....". O estudo de Goldberg apoia de modo directo a crença disponibilizada por outros pesquisadores (Baumrind, 1995; Stacey & Biblarz, 2001) de que as atitudes sexuais e os estilos de vida dos pais influenciam as atitudes e os estilos de vida dos filhos.

4. Golombok, S. & Tasker, F. (1996). Do parents influence the sexual orientation of their children? Findings from a longitudinal study of lesbian families. Developmental Psychology, 32, 3-11.

O abstracto dos autores:

Os dados apresentados são de um estudo longitudinal da orientação sexual de adultos que foram criados por famílias lésbicas. Vinte e cinco crianças de mães lésbicas e um grupo de controle de 21 crianças de mães solteiras heterossexuais foram inicialmente analisadas quando tinham uma média de 9.5 anos, e analisadas outra vez quando tinham uma média de 23.5 anos. Foram usadas entrevistas-padrão como forma de se obterem dados em torno da orientação sexual dos jovens adultos no estudo procedente, e como forma de se apurarem as características familiares e o comportamento de género por parte das mães e das suas crianças que fizeram parte estudo inicial.

Embora aqueles provenientes de famílias lésbicas fossem mais susceptíveis de explorar os relacionamentos homossexuais, particularmente se o seu ambiente familiar se caracterizasse pela abertura e pela aceitação dos relacionamentos lésbicos e gays, a larga maioria das crianças que haviam crescido dentro de famílias lésbicas identificavam-se como heterossexuais.

Os meus comentários:

Devido ao seu design longitudinal, e embora falho, este estudo é considerado um dos melhor arquitectados na avaliando as distinções entre as crianças de lares homossexuais e crianças de lares heterossexuais (Williams, 2000). O estudo apurou que 8% das crianças adultas criadas por mães lésbicas auto-identificavam-se como não-heterossexuais, mas de forma a poderem ser classificadas como não-heterossexuais, as crianças tinham que se identificar como não-heterossexuais no momento presente e comprometerem-se a se auto-identificarem como não-heterossexuais no futuro - um método pouco usual de classificar a não-heterossexualidade.

Com base em tal método, é bem provável que muitas pessoas que actualmente se identificam como não-heterossexuais não tenham sido classificadas como tal. No entanto, esta classificação pouco usual pode explicar outro dado apurado pelo mesmo estudo. Quando se examina Avaliação de Kinsey listada no Quadro 2, um total de 16% dos participantes indicaram níveis de atracção sexual bissexuais ou homossexuais. Se compararmos ambos os grupos (crianças educadas por lésbicas versus crianças educadas por heterossexuais) usando a percentagem de 16%, existem diferenças significativas entre os dois grupos (Throckmorton, 2004).

Os autores não mencionaram este ponto nem disponibilizaram uma explicação ou um comentário em relação ao mesmo. Mesmo assim, 16% daqueles educados por lésbicas tinham níveis de atracção sexual bissexuais ou homossexuais, enquanto que aqueles que haviam sido educados por heterossexuais tinham 0% de nível de atracção bissexual ou homossexual.

Adicionalmente, 67% das crianças de famílias lésbicas disseram que haviam "previamente considerado, ou imaginado uma futura possibilidade, de virem a experimentar uma homo-atracção ou ter um relacionamento homossexual, ou ambos", comparados com apenas 14% das crianças das famílias heterossexuais. Isto são 67% comparados a 14%.

Para além disto, 24% das jovens adultos de lares homossexuais haviam tido, de facto, um ou mais relacionamentos homossexuais, enquanto que nenhum dos adultos de lares heterossexuais havia tido. Isto são 24% comparados a 0%. E finalmente, se subtrairmos os 16% (a percentagem de adultos-crianças deste estudo que se encontram atraídos a membros do próprio sexo) dos 24% (a percentagem de adultos-crianças nesta amostra que realmente se envolveu em relacionamentos homossexuais) ficamos com 8%.

Isto significa que 8% das pessoas desta amostra e adultos-crianças educados por lésbicas haviam tido um relacionamento homossexual embora elas não tivessem algum tipo de atracção por pessoas do mesmo sexo. Claramente, este estudo apurou diferenças enormes entre as crianças educadas por heterossexuais e crianças educadas por homossexuais, e essas diferenças estão de acordo com a crença de que a paternidade homossexual pode e influencia de facto o comportamento sexual das suas crianças.

Mas apesar das intrigantes distinções reveladas entre os dois grupos deste estudo, os autores do abstracto ou minimizam essas distinções, ou omitem-nas de todo. Mais ainda, este estudo é frequentemente citado pelos pesquisadores pró-homossexualismo como um que demonstra que não existem distinções entre as crianças educadas por homossexuais e as crianças educadas por heterossexuais.

5. Hays, D.& Samuels, A. (1989). Heterosexual women's perceptions of their marriages to bisexual or homosexual men. In F. Bozett (Ed.), Homosexuality and the family (pp. 81-100). New York: Harrington Park Press.

O sumário parcial dos autores:

Vinte e uma mulheres heterossexuais que eram ou haviam estado casadas com homens bissexuais ou homossexuais e haviam tido crianças com eles, responderam a um questionário com 28 paginas que explorava as suas experiências como esposas e mães.

Os meus comentários:

Hays e Samuels apuraram que aproximadamente 12% das crianças da sua amostra, que tinham 16 ou mais anos, foram reportadas pelas suas mães como sendo homossexuais. Infelizmente, os autores não reportaram a divisão por sexo das crianças não-heterossexuais, e devido a isto, a avaliação das distinções entre os rapazes e as raparigas dos pais não-heterossexuais não pôde ser calculado. Mais ainda, a percentagem reportada de crianças não-heterossexuais foi apurada com base nas declarações das mães, embora a auto-declaração tivesse sido preferível. Este foi outro estudo que pode ter subestimado o número de crianças não-heterossexuais devido à tenra idade de muitos dos seus sujeitos.

6. Haack-Moller, A. & Mohl, H. (1984). Born af lesbiske modre [Children of lesbian mothers]. Dansk Psykolog Nyt, 38, 316-318.

Descrição do estudo de Haack-Moller & Mohl:

Haack-Moller e Mohl levaram a cabo um estudo-procedente, com a duração de 10 anos, às crianças com mães lésbicas. O estudo original foi levado a cabo por Nini Leick e John Nielsen. Haack-Moller e Mohl foram capazes de entrar em contacto com 13 das 15 crianças originais, e as 13 concordaram em se submeter a outra entrevista. A amostra de crianças era composta por 6 rapazes e 7 raparigas com idades compreendidas entre os 14 aos 31. Deste pequena amostra, foi reportado que uma das crianças com uma mãe lésbica tinha uma preferência homossexual, representando 8% do total.

Haack-Moller e Mohl declararam que o lesbianismo das mães havia sido problemático para as crianças. De forma geral, foi mais difícil para os rapazes embora ambos os sexos tenham reportado reacções negativas e problemas com os seus pares. Mais ainda, todas as crianças haviam, a dada altura, expressado o desejo de ter um pai e uma "família de verdade".

Os meus comentários:

Mais uma pequena amostra que usou crianças com idades que poderiam chegar aos 14 anos, aumentando desde logo as chances dos 8% serem uma sub-estimativa das percentagens genuínas de não-heterossexuais nesta amostra. Infelizmente, o sexo da única criança homossexual não foi indicado, e como tal, a avaliação do impacto distinto sobre os rapazes e sobre as raparigas não pôde ser explorado.

7. Miller, B. (1979). Gay fathers and their children. The Family Coordinator, 28(4), 544-552.

O abstracto do autor:

Entrevistas profundas foram levadas a cabo com uma amostra-bola-de-neve de 40 pais gays e 14 das suas crianças. As questões lidaram com a natureza e a qualidade da paternidade por ambos os homens e pela descendência. Quatro tópicos frequentemente levantados nos casos de custódia gay foram examinados. Os dados indicam que as noções do comportamento compensatório da paternidade gay, o abuso de crianças, a influência negativa no desenvolvimento das crianças, e a instigação de assédio são largamente sem fundamento. Quando o pai "sai do armário" perante os filhos, isso tende a aliviar a tensão familiar e a fortalecer o laço pai-filho.

Os meus comentários:

As crianças de pais homossexuais presentes neste estudo tinham idades compreendidas dos 14 aos 33. Com base nas declarações dos pais, 8% das crianças eram homossexuais. No entanto, 14% destas crianças que foram directamente entrevistadas identificaram-se como homossexuais. Mais uma vez, a auto-identificação tem mais credibilidade que a identificação paternal. E este é mais um estudo que incluiu crianças com idades abaixo dos 18, um grupo mais susceptível de não se identificar como não-heterossexual no futuro. Infelizmente, o autor não dividiu a amostra por idades, e como tal, não se sabe a percentagem de crianças com menos de 18 anos.

8. O'Connell, A. (1993). Voices from the heart: The developmental impact of a mother's lesbianism on her adolescent children. Smith College Studies in Social Work, 63, 281-299.

O abstracto do autor:

Este artigo tem como base um estudo que explora o impacto da orientação sexual das mães lésbicas divorciadas nos seus filhos, à medida que eles atravessam a adolescência dentro duma cultura homofóbica. As questões em torno da identidade sexual, bem como as amizades, são ressalvadas. Os dados apurados indicam uma atitude leal e protectora para com a mãe, abertura à diversidade, e sensibilidade para com os efeitos do preconceito.

Os sujeitos reportaram necessidades fortes de afiliação e sigilo por parte dos seus pares em relação ao lesbianismo da mãe como algo necessário para a preservação da relação. Outras preocupações, que diminuíam com o passar do  tempo, foram medos não-consumados de desvalorização masculina e homossexualidade. Tristeza pervasiva em torno da separação dos pais permaneceram, e os desejos duma reunificação foram colocados de parte quando a mãe "saiu do armário".

Os meus comentários:

A amostra de O'Connell foi bastante pequena, consistindo apenas de 6 mulheres jovens (idades: 16-23) e 5 homens (19-23). Nove porcento da amostra de O'Connell auto-identificou-se como não-heterossexual. As duas maiores preocupações expressas pelas crianças após a revelação da homossexualidade das mães foram "confusão e medo de se tornarem homossexuais". Adicionalmente, muitas das crianças verbalizaram abertamente "sentimentos de raiva, desapontamento, e ressentimento." (...)

9. Paul, J.P. (1986). Growing up with a gay, lesbian, or bisexual parent: an exploratory study of experiences and perceptions. Unpublished doctoral dissertation, University of California at Berkley, Berkeley, CA.

Descrição da dissertação de Paul por parte de Patterson (1992):

Um estudo que envolveu entrevistas com jovens adultos - filhos e filhas de pais lésbicos, gays ou bissexuais - foi reportado por Paul (1986). Durante a entrevista, foi perguntado aos inquiridos (com idades entre os 18 e os 28 anos) qual era a sua orientação sexual. Das 34 pessoas que responderam, 2 identificaram-se como bissexuais, 3 como lésbicas, e 2 como homens gays. Logo, cerca de 15% das pessoas da amostra identificaram-se como gays e lésbicas. Mais uma vez, este número encontra-se dentro do intervalo normal de variabilidade dentro da população.

Os meus comentários:

Embora 15% da amostra de Paul se tenha auto-identificado como gay ou lésbica,, outros 6% auto-identificaram como bissexuais. Parece estranho que embora os pais bissexuais tenham sido incluídos e contabilizados como tal, as criança bissexuais tenham sido excluídas do total citado em cima. O motivo pelo qual Patterson omitiu as crianças bissexuais do total é desconhecido, mas apesar do motivo, 21% da amostra de Paul (de adultos educados por pais não-heterossexuais) identificou-se como não-heterossexual.

Mais ainda, o comentário de Patterson de que o número de 15% está "dentro do intervalo normal de variabilidade dentro da população" não foi explicado. Como dito em cima, os mais acertados dados actuais revelam que aproximadamente 2% da população geral é não-heterossexual. Portanto, mesmo comparando com a mais baixa taxa de 15%, a amostra de Paul de não-heterossexuais é 7.5 vezes mais elevada da que seria de esperar, ao mesmo tempo que a taxa de 21% é 10.5 vezes mais elevada.

Breve sumário à revisão e comentários finais

Os 9 estudos precedentes sugerem que as crianças educadas por pais homossexuais ou bissexuais são sensivelmente 7 vezes mais susceptíveis que a população geral de desenvolver uma preferência sexual não-heterossexual. Estes dados não são surpreendentes. Em referência ao trabalho de Ford e Beach, Amy Butler (2005) da Universidade de Iowa escreveu:

O comportamento sexual, incluindo o género do parceiro sexual preferido, é largamente socialmente aprendido. Desde a mais tenra idade, as crianças são ensinadas em relação à forma como devem expressar os seus impulsos sexuais ao serem recompensadas pelas actividades aprovadas, e castigadas pelos comportamentos socialmente desaprovados.

Obviamente que os pais não-heterossexuais serão mais abertos ao comportamento não-heterossexual por parte dos seus filhos. E, de facto, alguns estudos revelaram que algumas mães lésbicas preferem que as suas filhas sejam lésbicas e muitas filhas alegadamente reportam saber disso (Tasker and Golombok, 1997).

Butler (2005) conclui:

Os dados apurados a partir das pesquisas antropológicas e sociológicas, e a partir de estudos em torno de gémeos, sugerem que existe uma componente ambiental substancial a influenciar a escolha da pessoa de optar ou não por obter um parceiro do mesmo sexo.....

Ser educado por pais que exibem comportamento não-heterossexual certamente que seria considerado uma força ambiental potente, e como tal, o facto dum desproporcional número de crianças educadas por pais homossexuais desenvolverem atracção homossexual não deveria deixar as pessoas surpresas.

Em seguimento da sua revisão a 21 estudos, os pesquisadores pró-homossexualismo Stacey and Biblarz (2001) concluíram:

As crianças de pais lesbigays parecem ser menos tradicionalmente genericamente-tipificados e mais abertos às relações homoeróticas.... As evidências, embora escassas e sub-analisadas, sugerem que a orientação sexual dos pais está positivamente associada com a possibilidade das crianças virem a ter a mesma orientação.

Ann Pelligrini, professora-adjunta na NYU colocou as coisas duma forma mais directa:

As famílias queer irão produzir crianças queer. (Bronski, 2001).

Quando Stacey e Biblarz (2001) revelaram que a pesquisa "não há diferenças" havia na verdade revelado diferenças entre as crianças educadas por pais homossexuais e pais heterossexuais, Paula Ettlebrick do grupo National Gay and Lesbian Task Force disse que eles haviam "arrebentado a bolha dum dos mais bem guardados segredos comunitários." Manter o véu em torno deste segredo tem sido uma estratégia inteligente, e uma que tem servido bem à comunidade homossexual, influenciando tanto as decisões dos tribunais bem como a opinião pública (Clarke, 2002).

O propósito desta revisão é garantir que os dados apurados após pesquisas em torno das consequências nas crianças educadas por duplas homossexuais sejam reveladas de forma honesta e frontal ao público. Embora largamente falhas, os estudos de pesquisa levados a cabo até aos dias de hoje sugerem que a educação não-heterossexual é bem mais susceptível de gerar crianças não-heterossexuais do que a educação heterossexual.

Se as opiniões sócio-políticas de longa data e a restrições legais relativas à paternidade homossexual estão em vias de serem alteradas, é justo que isso seja feito por cidadãos plenamente informados..

domingo, 14 de dezembro de 2014

5 razões pelas quais o "casamento" homossexual é mau para as crianças

Por Trayce Hansen, Ph.D.

Os defensores do "casamento" homoerótico acreditam que a única coisa que as crianças precisam é de amor. Tendo como base esta crença, eles concluem que é igualmente benéfico as crianças serem educadas por dois pais homossexuais amorosos, tal como o é serem educadas por dois pais heterossexuais amorosos. Infelizmente, esta pressuposição básica - e tudo o que procede da mesma - é falsa uma vez que só o amor não chega!

Em igualdade de circunstâncias, as crianças educadas por um pai e por uma mãe dentro dum casamento desenvolvem-se melhor. É dentro deste ambiente que as crianças são mais susceptíveis de ficar expostas a experiências psicológicas e emocionais que são necessárias para o seu desenvolvimento. Os homens e as mulheres trazem diversidade para a paternidade; cada um faz contribuições únicas para a educação das crianças - contribuições essas que não podem ser replicadas pelo outro. As mães e os pais pura e simplesmente não são permutáveis. Duas mulheres podem ambas ser boas mães, mas nenhuma delas pode ser um bom pai.

Eis aqui, portanto, cinco razões do porquê ser do melhor interesse das crianças elas serem educadas tanto pela mãe como pelo pai:

Primeiro: o amor de mãe e o amor de pai - embora ambos importantes - são qualitativamente distintos e produzem tipos de ligação pai-filho distintos. Especificamente, é a combinação do amor de tendência incondicional da mãe e o amor de tendência condicional do pai que é essencial para o desenvolvimento da criança. A presença duma destas formas de amor sem a presença da outra pode ser problemático visto que o que a criança precisa é do equilíbrio complementar que os dois tipos de amor paternal e apego possibilitam.

Só pais heterossexuais oferecem à criança a oportunidade de desenvolver relacionamentos com um pai do mesmo sexo, e outro do sexo oposto [ed: o termo certo é sexo complementar e não "oposto"]. Relacionamentos com ambos os sexos cedo na vida facilitam os relacionamento com ambos os sexos mais tarde na vida. Para a menina, ela irá entender melhor e interagir melhor com o mundo dos homens e sentir-se mais confortável no mundo das mulheres. Para os rapazes, o contrário é também verdade. Ter um relacionamento com o "outro" - pai do sexo oposto - aumenta também a probabilidade da criança ser mais empática e menos narcisista.

Segundo: as crianças crescem segundo etapas de desenvolvimento previsíveis e necessárias. Algumas etapas requerem mais da mãe, ao mesmo tempo que outras requerem mais do pai.. Por exemplo, durante a infância, os bebés de ambos os sexos tendem a se desenvolverem melhor sob os cuidados da mãe. As mães estão mais sintonizadas com as necessidades subtis dos seus filhos, e desde logo, são apropriadamente mais sensíveis. No entanto, a dada altura, se queremos que o jovem rapaz se torne num homem competente, ele tem que se desligar da sua mãe e identificar-se mais com o seu pai. Um rapaz sem pai não tem um homem com quem se identificar e é desde logo mais susceptível de ter problemas na formação duma identidade masculina saudável.

O pai ensina o rapaz a forma como canalizar de forma certa a sua agressividade e os seus impulsos sexuais. Uma mãe não pode ensinar a um filho como controlar os seus impulsos porque ela não é um homem e não tem os mesmos impulsos que um homem. O pai também coloca em práctica uma forma de disciplina junto do filho que a mãe não coloca - um tipo de disciplina e respeito mais prováveis de manter o rapaz controlado. Estas são as razões principais que fazem com que os rapazes que crescem se um  pai sejam mais susceptíveis de se tornarem delinquentes e serem, consequentemente, colocados na prisão.

A necessidade do pai também está embutida na psicologia das meninas. Existem momentos da vida das meninas onde só o pai tem lugar. Por exemplo, o pai oferece um ambiente seguro não-sexual onde ela pode ter a sua primeira relação homem-mulher e ter a sua essência feminina afirmada. Quando a menina não tem um pai para preencher esse lugar, ela é mais susceptível de se tornar promiscua numa tentativa equivocada de tentar satisfazer a sua natural necessidade por atenção e validação masculina.

De forma geral, os pais [homens] desempenham um papel moderador na vida dos filhos. Eles restringem os filhos de agir de forma anti-social, e as filhas de agir de forma sexual. Quando não há um pai para levar a cabo estas funções, terríveis consequências ocorrem tanto para as crianças sem um pai, como para a sociedade onde estas crianças agem segundo os seus instintos não-controlados por um pai.

Terceiro: os rapazes e as raparigas precisam da figura paterna do sexo oposto para os ajudar a moderar as inclinações naturais associadas ao seu sexo. Por exemplo, os rapazes normalmente colocam a razão acima da emoção, as regras acima dos relacionamentos, correr riscos acima da precaução, e padrões acima da compaixão; as raparigas normalmente fazem o contrário. Pais de sexos opostos ajudam as crianças a manter as suas tendências naturais controladas, ao lhes ensinarem - verbalmente ou não - o valor das tendências do sexo oposto. Esse ensino não só facilita a moderação, mas expande também o mundo da criança - ajudando o rapaz ou a rapariga a olhar para além do seu limitado ponto de vista.

Quarto: o "casamento" homossexual irá aumentar a confusão sexual e as experiências sexuais entre os jovens. A mensagem explícita e implícita do "casamento" homossexual é que todas as escolhas são igualmente válidas e desejáveis. Portanto, mesmo as crianças dos lares tradicionais - educadas pela mensagem de que todas-as-opções-sexuais-são-iguais - crescerão a pensar que não importa com quem se relaciona sexualmente ou com quem a pessoa se casa. Adoptar tal crença irá levar alguns - se não muitos - jovens impressionáveis a considerar arranjos sexuais e maritais que de outra forma eles nunca iriam contemplar. E as crianças de lares homossexuais,  que já são mais susceptíveis de levar a cabo mais experiências sexuais, irão levar a cabo estas experiências sexuais em números ainda maiores visto que a sua sexualidade  não só teve o exemplo dos seus "pais", como também foi aprovada pela sociedade dentro da qual elas cresceram.

Não existem dúvidas e que a sexualidade humana é maleável. Levemos em contra a Grécia antiga, ou a Roma antiga - entre muitas outras sociedades antigas - onde a homossexualidade masculina e a bissexualidade eram quase omnipresentes. Isto não acontecia porque estes homens nasciam com o "gene homossexual" mas sim porque nessas civilizações o homossexualismo era tolerado. [ed: Homossexualismo na Grécia.] Aquilo que a sociedade sanciona, a sociedade obtém em maior número.

Quinto: se a sociedade permitir os "casamentos" homossexuais, ela terá também que permitir os outros tipos de "casamento". A lógica legal é simples: se proibir o "casamento" homossexual é discriminação, então proibir "casamentos" polígamos, poliamorosos, ou qualquer outro tipo de agrupamento marital é também considerado discriminação. As ramificações emocionais e psicológicas destes arranjos variados na psique e na sexualidade das crianças será desastroso.

E o que acontecerá às crianças quando um destes "casamentos" alternativos se dissolver e cada um dos "pais" voltar a "casar"? As crianças podem dar por si com 4 pais, ou dois pais e 4 mães, ou...coloquem a vossa sugestão.

Certamente que as duplas homossexuais pode ser tão amorosas como as duplas heterossexuais, mas a crianças precisam de muito mais do que isso. Elas precisam de disciplina e das naturezas complementares do pai e da mãe. A sabedoria acumulada de mais de 5,000 anos revela que a configuração marital e paternal ideal é composta por um homem e por uma mulher. Colocar de lado arrogantemente esta sabedoria validada pelo tempo, e usar as crianças como cobaias numa radical experiência é, na melhor das hipóteses, arriscado, e, na pior das hipóteses, cataclísmico.

O "casamento" homossexual certamente que não é no melhor interesse das crianças, e embora nós possamos ter empatia pelos homossexuais que anseiam casar e ter filhos, não podemos deixar que a nossa compaixão por eles seja colocada acima da nossa compaixão pelas crianças. Numa luta entre os desejos dos homossexuais e as necessidades das crianças, não podemos deixar que as crianças percam.

Fonte: http://bit.ly/1ojf4IG

Mais artigos da Drª Trayce Hansen:

Crianças educadas por duplas homoeróticas mais susceptíveis de se envolverem no homossexualismo

De que forma é que o "casamento" homossexual prejudica as crianças?

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Jornalistas e a cortina de fumo pedófila

Por Trayce Hansen, Ph.D.

Eis aqui uma pergunta: Uma vez que a maioria dos jornalistas sabe qual é a definição de pedófilo, e consequentemente devem-se aperceber que a larga maioria dos padres envolvidos nos actuais escândalos de abusos sexuais não se ajustam a essa definição, porque é que eles (os jornalistas) insistem em continuar a chamá-los de "pedófilos"?

Deixem-me sugerir uma resposta.

A maior parte dos jornalistas propositadamente dá o nome errado de pedófilos aos padres abusadores como forma de criar uma cortina de fumo; o seu propósito é o de  obscurecer o facto da maioria dos homens serem, na verdade, predadores homossexuais. Os outros jornalistas - um subconjunto menor - apenas repete a frase "padre pedófilo" - sem levar em conta as definições - e desde logo participam inadvertidamente esta obfuscação.

Mas já avancei demais. Talvez seja melhor começar com uma definição básica do termo "pedófilo". Um pedófilo é qualquer adulto que tenha tido um desejo sexual por crianças pré-púberes. Uma vez que a maioria dos padres atacou sexualmente rapazes adolescentes, eles não são, segundo a definição, pedófilos.

Uma significativa maioria dos padres que abusam sexualmente os adolescentes são, na verdade, pederastas, Pederastas são homens homossexuais adultos que buscam rapazes menores pós-púberes como forma de agir segundo as suas inclinações sexuais. Na minha área de psicologia, eles são chamados de predadores sexuais; na área das forças da lei, eles são chamados de violadores estatutários, ou de modo mais simples, criminosos. Mas independentemente disto, eles não são pedófilos.

Eis aqui mais factos adicionais relacionados com o tópico. Primeiro, segundo a maior parte das estimativas publicadas, entre 25% a 50% dos padres são homossexuais. Isto é um contraste estatístico óbvio com o facto de apenas 3% a 5% da população geral ser homossexual. Logo, os homossexuais estão desproporcionalmente representados nas fileiras do sacerdócio.

Segundo: aproximadamente 85% a 95% dos casos de abuso sexual conhecidos perpetrados pelos padres foi contra rapazes adolescentes. Uma vez que iríamos prever estatisticamente que apenas 25% a 50% dos casos de abusos sexual seriam homossexuais - tomando como base as suas percentagens dentro da população total de padres - ficamos surpreendidos com o facto destes padres homossexuais estarem a abusar os rapazes segundo percentagens muito mais elevadas que aquelas que seriam de esperar, e desde logo, em muito maior percentagem que os seus pares heterossexuais.

Os homossexuais masculinos com quem falei não só não estão surpreendidos com estas percentagens, como reconhecem de maneira franca que uma substancial porção dos homens homossexuais - padres ou não - busca rapazes adolescentes para os fazer de "parceiros sexuais" - dentro da comunidade homossexual estes homens são conhecidos por vários nomes tais como “chicken-hawks.”

Como nota marginal, é interessante notar que aqueles que atacam os Escuteiros por impedir lideres de escuteiros abertamente homossexuais terem emudecido duma forma ensurdecedora desde que o escândalo dos padres teve início. Será que isso se deve ao facto dos receios implícitos através dos regulamentos dos Escuteiros parecerem agora totalmente razoáveis à luz do comportamento predador de demasiados padres homossexuais?

Mas voltando ao tópico em questão - verdade jornalística. Embora cerca de 95% dos casos de abuso sexual reportados até agora envolverem homossexuais a abusar de rapazes adolescentes, a maior parte dos jornalistas ignora o ângulo da orientação sexual [sic], e erradamente caracteriza os padres abusadores de pedófilos. De forma geral, isto não é um erro.

Parece que muitos intencionalmente usam a palavra "pedófilo" porque ela é não-específica em relação à preferência sexual e desde logo, esconde o facto de que um número  desproporcionalmente elevado dos padres predadores serem homossexuais. Estes jornalistas - que tendem a ser politicamente e socialmente esquerdistas - querem esconder este facto porque isso seria prejudicial para a sua agenda homossexual, que há muito alegou que os homossexuais não mais susceptíveis de abusar os menores que os heterossexuais - uma alegação falsa neste caso. E uma vez que a maior parte dos jornalistas prefere ajudar do que prejudicar a agenda homossexual, eles levam a cabo esta obfuscação.

Jornalistas imparciais - uma frase que deveria ser redundante - deveriam reportar os factos sem levar em consideração os seus efeitos - positivos ou negativos - para uma dada agenda. O encobrimento da verdade por trás duma cortina de fumo ideológica e politicamente correcta não só é anátema para a ética da profissão de jornalista, neste caso esse encobrimento coloca em perigo os jovens da nossa nação. Se queremos resolver o problema dos padres que são predadores sexuais, temos que tem em mente a verdadeira natureza do problema. E tendo como base na informação que temos até agora, o problema principal não são os pedófilos.

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©2002 Dr. Trayce Hansen. All rights reserved.


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Claramente, o problema é o comportamento homossexual e o vídeo que se segue - feito por um homossexual - disponibiliza mais evidências em favor desta posição.

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sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Estudo confirma correlação positiva entre aceitação do homossexualismo e o aumento da pedofilia homoerótica

Num novo estudo baseado em reportagens provenientes da Google News, o controverso cruzado que batalha pelos valores familiares, Paul Cameron, afirma que encontrou evidências de que sempre que as atitudes sociais e políticas em relação ao homossexualismo são positivas, os crimes sexuais com elementos homossexuais são mais numerosos.

Cameron, que lidera o Family Research Institute sediado em Colorado Springs e que publicou os seus resultados na semana passado em Roma, esperando com isso influenciar o Sínodo Extraordinário sobre a Família que tem os líderes Católicos de todo o mundo na Cidade Eterna, disse o seguinte ao site LifeSiteNews:

A Igreja Católica está a fazer algo muito importante. Espero que eles levem em consideração esta informação. Creio que serei considerado um Protestante Evangélico, mas o que acontece dentro do Cristianismo no seu todo, é importante para mim.

A equipa de pesquisa de Cameron analisou 3,000 notícias retiradas da Google News em torno de molestações sexuais reportadas em países tais como a China, o Taiwan, a Rússia, a Moldávia, o Reino Unido, a Itália, a totalidade da União Europeia, o Canadá e os Estados Unidos. Cameron afirma que o estudo revelou um correlação clara e positiva entre a aceitação do homossexualismo (através duma gama de países) com a proporção de crimes sexuais de natureza homossexual.

Assim, apenas 5 porcento das molestações na China eram de natureza homossexual, país onde o homossexualismo é menos aceite. Mas na vizinha Taiwan, com uma história cultural e etnia similares, mas que, segundo Cameron, é ao mesmo tempo, o "líder asiático" dos direitos dos homossexuais, "30 porcento das crianças vítimas abuso sexual haviam sido vitimizadas em actos de natureza homossexual."

Entretanto, na Rússia, outro país hostil ao homossexualismo, 20 porcento da violência sexual contra crianças era de cariz homossexual, enquanto que nos países simpatéticos com o homossexualismo essa proporção era maior: no Reino Unido, 59 porcento dos abusos sexuais infantis eram de natureza homossexual, na Itália o número era de 60 porcento, no Canadá 82 porcento. Nos mais conservadores Estados Unidos o número era de 51 porcento.

Embora os activistas homossexuais ainda não tenham reagido ao estudo, eles já declararam no passado a inexistência de algum tipo de correlação entre o homossexualismo e os crimes sexuais, e já rejeitaram as pesquisas passadas de Cameron. O Prof. Gregory Herek, uma celebridade entre os académicos homossexuais, docente na Universidade da Califórnia, e autor de tais livros como "Stigma and Sexual Preference", já comentou pesquisas anteriores de Cameron, afirmando que "os seus dados de pesquisa estão sujeitos a tantas falhas metodológicas que os tornam virtualmente insignificantes. Mesmo assim, as suas declarações são por vezes citadas por organizações anti-homossexuais nas suas tentativas de estabelecer uma ligação entre a homossexualidade e o abuso sexual de crianças."

No seu site, e durante as últimas décadas, Herek tentou desacreditar numerosos estudos que fazem uma ligação entre o homossexualismo e o abuso de crianças, alegando que a violência sexual de homem para homem nem sempre é homossexual [??], e que os predadores sexuais condenados não são necessariamente representativos dos predadores sexuais "não-capturados", e nem da população homossexual adulta generalizada.

Outros cientistas fizeram também críticas a Cameron. Um respeitado pesquisador do comportamento sexual criminoso, o Canadiano Dr. Vernon Quinsey, professor emérito de psicologia na Queen’s University em Kingston, Ontário, colocou vincadamente em causa o actual estudo extraído da Google News. Quinsey disse ao site LifeSiteNews através duma troca de email, que vários factores tornam o estudo problemático. O facto de se colocar no mesmo conjunto todas as vítimas pré-púberes e pós-púberes é algo que ele qualificou de "inescusável". De igual modo, Quinsey alegou que o que Cameron tem em mente com as palavras "abuso" e "molestação" não foi definido, o que faz com que casamentos infantis e prostitutos com 17 anos não sejam distinguidos do incesto convencional ou das vítimas de agressão.

Mais sério, segundo Quinsey, era a dependência de notícias como forma de recolher dados, visto que o processo de atribuição e escrita de notícias é subjectivo:

Se as pessoas têm atitudes negativas em relação à homossexualidade, eles são mais susceptíveis de reportar crimes homossexuais do que crimes heterossexuais, mesmo que tais crimes sejam semelhantes em natureza.

Cameron respondeu às objecções de Quinsey, afirmando que a sua equipa de pesquisa usou a definição legal de criança, que cobre ambos os lados da puberdade. Ele alegou também que muitos predadores "molestaram crianças am ambos os lados desta divisão teórica". Quanto ao que era um crime sexual contra uma criança, a equipa deixou que os “algoritmos da Google determinassem a base de dados", afirmou ele.

Em resposta à queixa final de Quinsey em torno dum viés na redacção de notícias, Cameron afirmou que "pode existir algo dessa natureza." No entanto, Cameron alegou que qualquer viés jornalístico provavelmente iria colocar-se contra as conclusões do seu estudo, "visto que os média dos países Ocidentais são conhecidos pelo seu víes pro-homossexualismo" e podem tender a censurar referências homossexuais.

Cameron tem muitos apoiantes entre as organizações dedicadas a defender os valores familiares tradicionais, um deles sendo Brian Clowes, pesquisador junto da Human Life International:

Eu sou levado a concordar com o Dr. Cameron.

Clowes levantou as mesmas questões no seu estudo de 2005, "Child Molestation by Homosexuals and Heterosexuals", (Homelitic and Pastoral Review, May, 2005). Nele, Clowes e o seu colaborar Brian Sonnier listaram muitos estudos académicos que demonstravam uma ligação entre o abuso sexual e o homossexualismo.

Um desses estudos, feito pelo renomeado pesquisador de sexualidade depravada, o Checo-Canadiano Karl Freund, citou 17 estudos anteriores demonstrando que, embora os agressores sexuais masculinos cometam duas vezes mais crimes "heterossexuais" (contra vítimas femininas menores) do que os crimes "homossexuais" que eles cometem contra machos que ainda são menores, o número de homens heterossexuais adultos na população geral é vinte vezes maior que o número de homens homossexuais.

Isto significa que o homossexualismo está desproporcionalmente representando nos crimes sexuais contra crianças.

Clowes disse ao LifeSiteNews que fez esse estudo porque "grupos homofílicos Católicos tais como Dignity USA estavam a negar a existência de alguma evidência científica conectando o homossexualismo com o abuso sexual. Eu descobri que isso não era de todo verdade."

Mas o que dizer do estudo do John Jay College em torno do escândalo dos abusos do clero? Comissionado pelo U.S. Conference of Catholic Bishops, a equipa de John Jay estudou os registos das dioceses da maior parte do Estados Unidos, e apurou que 80 porcento dos padres sexualmente abusadores eram machos, mas concluiu que o homossexualismo não era a causa. Clowes respondeu:

Os dados do seu relatório claramente mostram a conexão. Só posso concluir que eles foram intimidados a declarar uma conclusão diferente.

A intimidação por parte do lobby homossexual é um factor enorme dentro do mundo académico, afirmou Clowes, acrescentando que ninguém sabe isto melhor que o Dr. Cameron:

Ele viu a sua reputação a ser manchada de forma brutal.

Entre os ataques estavam acusações de que a sua pesquisa era de má qualidade, que a mesma não aparecia em jornais científicos revistos por pares, que ele odiava os homossexuais, e que ele havia sido "expulso" da American Psychological Association devido a estas ofensas. Todas estas alegações são falsas, afirmou Clowes. O que é verdade é que o Southern Poverty Law Center, sediado no Alabama, qualificou a Family Research Institute de Cameron de intolerante, acusação que foi feita a todos os grupos sem fins lucrativos Americanos que defendem os tradicionais valores Cristãos e familiares.

Clowes especulou que a ligação entre o homossexualismo e o abuso de menores seja o facto de ambos procederem dum desenvolvimento sexual incompleto. Cameron afirma que não sabe o porquê desta ligação existir, mas diz que a mesma estende-se para o passado, até ao tempo dos Gregos clássicos. Ele explica também os dados por ele apurados - que países que mais aceitam o homossexualismo testemunham uma maior percentagem de homossexualismo nas taxas dos seus crimes sexuais - com uma palavra: "acesso".

Actualmente, em países mais simpatéticos em relação ao homossexualismo, tais como a Europa Ocidental e a Commonwealth Britânica, os homossexuais podem ser professores, pastores, treinadores, líderes de Escuteiros, pais adoptivos, disse ele, alegando que uma maior oportunidade está a gerar mais casos criminosos.

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domingo, 30 de novembro de 2014

Luis Pabon: "Já não quero ser homossexual"

Por Luis Pabon

Já não quero ser homossexual. Sei que superficialmente esta declaração tresanda a negação, auto-aversão, e homofobia internalizada, coisas tipicamente associadas à aceitação e à integração da sua própria homossexualidade, mas a verdade é que eu já não quero ser homossexual. Este estilo de vida durou para além do seu prazo de utilidade. Vivi todos os aspectos dessa vida e posso afirmar com segurança que ela já não está de acordo com a pessoa que sou ou quero vir a ser.

Nem sempre me senti assim. Inicialmente vim para esta comunidade em busca de amor, intimidade, e irmandade. Em vez disso, obtive trevas, infidelidade, solidão e desunião. A auto-aversão que existe dentro da comunidade homossexual leva-nos a encontrar uma série de homens emocionalmente desequilibrados que são auto-destrutivos, nocivos, cruéis e vingativos uns para com os outros.

Lutei para modificar o meu código moral de modo a que se ajustasse aos comportamentos concomitantes inerentes ao estilo de vida, mas parece que esse estilo de vida está a forçar-me para longe de tudo o que amo e valorizo. Por mais que eu tente purgar a minha percepção das suas crenças estabelecidas e preconceitos distorcidos, os mesmos estereótipos clássicos dos homens homossexuais continuam a aparecer na minha mente. O sexo indiscriminado, a superficialidade, os relacionamentos instáveis, o auto-ódio, o síndrome Peter-Pan, as uniões ocultas, o preconceito com a idade ["ageism"], os momentos sombrios, a solidão, a preocupação com o sexo, o preconceito, e a aversão à intimidade são coisas que parecem surgir do chão onde eu pensava que elas estavam enterradas.

Parece que os homens homossexuais têm dificuldade em transcender os estereótipos e os clichés associados ao seu estilo de vida, e isso está tornar-se desanimador.

Já se passaram 7 anos desde que tomei a decisão de abertamente viver a minha vida como um homem homossexual, e a caminhada não tem sido fácil. A mesma tem estado  cheia de dor e angústia, que inicialmente eu tentei esconder com o álcool, com as drogas, com o sexo e com as festas. Inicialmente, foi difícil admitir que eu gostava de outros homens, mas gostava de homens e isso era uma experiência libertadora. Ela deu-me a oportunidade de afirmar a minha identidade depois de ter passado anos a batalhar com isto. Ela deu-me também a oportunidade de ser o meu próprio activista e enfrentar a oposição da minha família, dos meus amigos, e da sociedade como um todo.

Eu sentia orgulho no meu orgulho homossexual, e sentia como se isso fizesse parte de algo maior do que a minha vida - um movimento de homens que amava outros homens e que não tinha receios em exibi-lo. Era suposto o nosso amor ser um acto revolucionário, mas a realidade dos factos é que nós não nutríamos amor uns pelos outros; nós apenas estávamos apaixonados com a ideia de pertencermos a algo, e com a ideia de estarmos na contra-mão.

Nós gostávamos da liberdade e do tabu de nos revoltarmos contra os costumes sociais. O amor que nós pensávamos que fazia parte da afirmação da nossa revolução nada mais era que uma faca que nós viramos contra nós próprios sob a máscara de entretenimento e de momentos de diversão.

Pessoalmente, eu acho que amor é sacrifício, e actualmente não há muitos homens homossexuais que estejam dispostos a se sacrificar pelos seus irmãos. Inicialmente, o espírito de auto-sacrifício esteve saliente durante a crise da SIDA, no princípio dos anos 80, quando os recursos eram poucos e as pessoas estavam assustadas. Mas hoje, parece existir uma preocupação com a sedução do risco à medida que os homens homossexuais vão brincando com o fogo, tentando dar início a uniões com significado na sua perpétua auto-descoberta.

O prémio maior da intimidade é normalmente deixado de lado em favor da gratificação imediata dum encontro casual na craigslist ou num encontro geo-social no Grindr. Os carros passaram a ser os novos quartos, e o sexo não precede conversas de almofada mas sim conversas do tipo, "Blo and Go", “Pump and Dump” e “Skeet and Leave”. Esta vida começa a parecer (e muito) como uma morte lenta a ferver sobre fogo brando, e para mim, ela já não tem o mesmo apelo que no passado chegou a ter. Esta é uma vida a precisar desesperadamente de renovações.

Antigamente os homens eram homens, e aproximavam-se de ti com uma pitada de coragem cavalheiresca. Hoje em dia, eles escondem-se por trás de máscaras electrónicas ou posicionam-se na tua vizinhança dentro dos clubes, esperando que tu dês início ao contacto apenas e só para arrogantemente recusar os teus avanços numa tentativa de projectar o seu desconforto. Eles querem homens que não os querem, homens que se assemelham à distância emocional ou ausência dos seus pais.

Sou demasiado novo para ter saudades dos bons dias do passado, mas esta vida faz com que tenhas saudades do que significava ser homossexual. Faz com que tenhas saudades dos tempos em que um homem te saudaria e te ofereceria uma bebida, em oposição a ele dizer-te o tamanho do seu pénis e as suas estatísticas sexuais. O meio termo da cortesia foi eliminado e em seu lugar foi colocado um diabo imoral que diariamente te assiste na tua destruição.

Embora eu reconheça a minha atracção por homens, escolho não mais me associar com uma vida que existe fora da moralidade e da bondade. O estilo de vida homossexual é como o amor dum bad boy cuja atenção e amor tu inicialmente buscas, mas eventualmente avanças para além desse estado. Já não é aí que eu me revejo.

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