domingo, 29 de março de 2015

Homossexual Irlandês é contra o "casamento" homossexual

Por Keith Mills

"O casamento tem que permanecer como a pedra angular da unidade familiar, e não precisa de ser redefinido."

Quando o debate público em torno do vindouro referendo relativo ao casamento [sic] homossexual começou a avançar durante a semana passada, poderia-se pensar que os dois lados em guerra resumiam-se a toda a comunidade homossexual e todos os partidos políticos em favor da redefinição do casamento, com a oposição a vir apenas da Igreja Católica e organizações Católicas tais como o Iona Institute. A verdade, no entanto, é mais complexa e eu sei muito bem o quão complexa ela é, sendo eu um homossexual agnóstico em favor do voto no "Não" em Maio próximo. [ed: "Não" à redefinição do casamento]

Embora eu não tenha dúvidas de que a maior parte das pessoas da comunidade homossexual "fora do armário" seja em favor do voto "Sim", sei que não sou a única voz a apelar por uma rejeição, mas sou um dos poucos dispostos a elevar a minha cabeça acima do parapeito. É bem sabido que vários políticos tiveram algumas reservas em relação à mudança da legislação, mas não estão preparados para falar em público visto temerem o chicote partidário.

As minhas objecções ao casamento [sic] entre pessoas do mesmo sexo baseiam em dois princípios: o Estado, as suas agências e os outros responsáveis pelo bem estar das crianças, deveriam ser capazes de favorecer a unidade familiar que disponibiliza uma mãe e um pai, e, em segundo lugar, acredito também que as parcerias civis são uma melhor forma de reconhecer legalmente os relacionamentos homossexuais, e também de conferir todos os direitos e benesses associadas ao casamento civil (para além de serem também uma melhor forma de expressar a diversidade).

Infelizmente para muitos daqueles que apoiam a sua redefinição, não se pode discutir o casamento na Irlanda sem discutir a família. Para além das limitações em torno dos divórcios, a única vez que o casamento é mencionado na Constituição é na secção 41, onde o Estado se compromete a proteger o casamento como a instituição sobre a qual se baseia a família. Vários Procuradores-Gerais já disseram aos seus colegas do governo que o casamento [sic] homossexual encontra-se em conflicto com isto.

Claro que existem outras unidades familiares, e as crianças podem ser muito bem educadas fora do casamento tradicional, e embora todas as crianças devam ser igualmente protegidas perante a lei, o casamento permanece como a pedra angular da unidade familiar, e a melhor forma de fazer isso é não o redefinindo-o.

A consequência de se permitir que as duplas homossexuais se casem [sic] é que as agências a quem se confiou a tarefa de encontrar pais para adopção e para a manutenção de crianças não podem legalmente favorecer famílias que fornecem uma mãe e um pai, que todas as evidências sugerem ser o melhor ambiente para as crianças.

Vale a pena lembrar que outros países tais como Portugal separaram a introdução do casamento [sic] homossexual do direito [sic] de adopção homossexual e embora as duplas homossexuais se possam casar [sic], elas não podem adoptar. Na Irlanda, os assuntos em torno à família e aos direitos de adopção devem ser resolvidos na vindoura "Children & Family Relationships Bill", que foi prometida há mais de um ano. Quando esta projecto de lei se tornar numa lei, as crianças que vivem com duplas homossexuais, ou pais solteiros, etc, terão os mesmos direitos que todas as outras crianças. Se esta lei não tivesse sido atrasada, ela poderia ter permitido um debate mais claro sobre os perigos e os méritos da redefinição do casamento.

Mesmo que não se veja mérito algum no favorecimento do Estado, e das suas agências, das famílias que podem dar às crianças um pai e uma mãe, existem outros motivos para se votar no "Não" no referendo de Maio próximo. 

Há cinco anos atrás nós demos entrada às parcerias civis com o apoio de todos os partidos do Dail, e estas têm sido muito bem sucedidas, permitindo que as duplas homossexuais vejam os seus relacionamentos reconhecidos pela lei. A taxa de adopção desta medida demonstrou que os homossexuais claramente olham para a união civil como uma instituição com mérito próprio no apoio aos direitos de herança, estatuto de parente-próximo, e benefícios laborais, etc.

Em quase todas as áreas onde a união civil é distinta do casamento civil essas áreas encontram-se relacionadas com crianças e a sua educação, e quaisquer que sejam as deficiências, elas serão removidas pela "Children & Family Relationships Bill". Consequentemente, fico irritado quando aqueles que promovem o casamento [sic] homossexual tentam caracterizar a união civil como um "casamento de segunda classe". Certamente que essa não é a forma como eu e a maioria das pessoas olha para ela.

As uniões civis são distintas dos casamentos civis porque as uniões são dissolvidas sem forçar as duplas homossexuais a passar por um processo de divórcio difícil e por vezes dispendioso, e o adultério não é considerado motivo para se dissolver a união civil, embora o seja para o casamento civil. Esta diferença centra-se no facto das uniões civis não serem consumadas da mesma forma que os casamentos, e os casamentos não-consumados podem também ser dissolvidos.

Se as duplas homossexuais querem alterar as uniões civis, permitindo que o adultério possa ser base para se colocar um ponto final na união, forçando todas as duplas a enfrentar processos de divórcio em nome da "igualdade", em acho bem que tenhamos esse debate em vez de se redefinir o casamento - instituição que foi criada para apoiar as crianças e que não reflecte a realidade da maioria dos relacionamentos homossexuais.

Pessoalmente, acho que as uniões civis são uma forma mais adequada de reflectir a realidade da maioria das uniões homossexuais e a ideia de que o método dum casamento civil "de tamanho único e para todos",  como forma de reconhecer todas as uniões, falha ao não levar em conta o facto do relacionamento que um homem forma com um homem sr intrinsecamente diferente do relacionamento que um homem forma com outra mulher. A diferença é tão fundamental como o homem o é da mulher.

Na Irlanda temos a sorte das pessoas terem o direito de decidir se o casamento deve ser protegido da forma como está, ou se deve ser redefinido segundo as intenções duma pequena e vocal minoria. O pequeno número de países que legalizou o casamento [sic] homossexual fê-lo sem um voto e muitas vezes contra os desejos da opinião pública, causando doses elevadas de ressentimento.

Como um homossexual, penso em formas melhores de gastar os €20m que este referendo irá custar, como forma de beneficiar a comunidade homossexual e a sociedade como um todo. Este referendo é desnecessário e deveria ser rejeitado como forma de manter como especial a posição única das mães e dos pais, e para reconhecer legalmente a diversidade dos relacionamentos homossexuais.

  - http://goo.gl/Tl9MK6


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Em Portugal, a Esquerda política (a verdadeira força por trás do "casamento" homoerótico) já tentou por 4 vezes em 4 anos legalizar a adopção homoerótica mas o seu projecto de lei, graças a Deus, chumbou sempre.


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terça-feira, 24 de março de 2015

Adopção homoerótica é violência psicológica contra as crianças

Por Lindsey Bruce

A pergunta mais comum que oiço da parte dos defensores do "casamento" homossexual é "Quem é que será prejudicado?", e esta é uma boa questão. Se dois homens ou duas mulheres se querem "casar", isso não me afecta de maneira alguma visto que o meu dia-a-dia não sofrerá qualquer tipo de alteração. Logo, porque é que esse assunto deveria ser da minha conta? O problema é que crianças são trazidas para dentro da questão, e a pergunta citada em cima torna-se perigosa.

Recentemente 4 adultos educados por duplas homossexuais - conhecidos como o "quarteto da verdade" - submeteu um depoimento ao "5th U.S. Circuit Court of Appeals" em oposição aos "casamentos" homossexuais. O tribunal, que está a deliderar se deve ou não manter as leis que defendem o casamento homem-mulher intactas no Texas, na  Louisiana  e no Mississippi, irá ouvir os argumentos em New Orleans na 6ª-Feira.

Uma mulher, Dawn Stefanowicz, disse que o seu pai estava tão obcecado no sexo que quando ela trouxe para casa um colega de escola, tanto o pai como o seu parceiro sexual propuseram sexo ao rapaz.

B.N. Klein, outra mulher criada por uma dupla homossexual, disse que a sua mãe e a sua parceira lésbica desdenhavam por completo as famílias heterossexuais. Ela não teve  pista alguma sobre a interacção diária entre um marido e a sua esposa até que foi para um orfanato.

Robert Oscar Lopez cresceu emocionalmente tão confuso relativo ao relacionamento lésbico da sua mãe que quando era adolescente envolveu-se em prostituição homossexual e em relacionamentos homossexuais e bissexuais já na idade adulta.

Claro que não é isto que acontece em todos os casos de adopção homossexual; Will Miller, de 28 anos, foi educado por duas amorosas parceiras lésbicas, e disso ao tribunal que, enquanto crescia no Mississippi com as suas duas mães, elas "deixaram bem claro" que ele não tinha nada que mentir ou esconder a sua vida perante elas. Miller escreveu:

Elas amavam-me e isso é o que importa. A minha infância foi extraordinária porque ela foi normal.

Will destacou-se na vida académica e está agora a viver uma vida bem sucedida, tal como as duas mães biólogas que o educaram.

Infelizmente não foi isso que aconteceu no caso da senhora Stefanowicz, que afirmou que a sua vida era tudo menos normal. "Tu acabas por não ter um lar de verdade. Os nossos ambientes familiares têm características únicas e instáveis" devido à presença ou ausência dos pais biológicos, pais legais ou guardiões ou vários parceiros sexuais dos pais, escreveu Stefanowicz, que passou os primeiros 30 anos da sua vida associada à subcultura gay, lésbica, bissexual e transsexual, e alguém que já falou com dezenas de adultos que foram educados por duplas homossexuais.

"Passas a tua infância a tentar agradar os adultos", escreveu ela, explicando que muitos adultos - até os antigos parceiros sexuais dos pais - sentem que podem falar sobre "o local onde vives, a quem é que visitas, em que escola tu andas, quais os médicos que visitas, quais os procedimentos médicos que executas, qual é a fé/religião que prácticas. Fui exposta a actividades sexuais evidentes tais como a sodomia, a nudez, a pornografia, o sexo em grupo, o sadomasoquismo, e todas essas coisas,"  escreveu a senhora Stefanowicz, adicionando que às vezes acontecia o seu pai levá-la para as suas visitas de "cruzeiro" a galerias de arte homossexual, praias de nudismo e parques públicos.

Tal como outras filhas de homens homossexuais com quem ela falou, a senhora Stefanowicz disse que sentia que ela, e a sua feminidade, não foram valorizadas e afirmadas. Isto não quer dizer que ser educado num ambiente homossexual é garantia de infância doentia. Deus sabe que existem famílias heterossexuais que negligenciam as suas crianças e educam-nas em ambientes desastroso. Quer apoiemos ou não o acto de duplas homossexuais educarem crianças, o facto permanece que a criança está a ver-lhe negada a possibilidade de ter um pai e uma mãe.

Em alguns casos esse facto não importa, mas noutros é devastador.

quinta-feira, 19 de março de 2015

O porquê dos homossexuais buscarem a salvação através do sexo.

Por Joseph Sciambra (ex-homossexual)

"O desejo de Deus é um sentimento inscrito no coração do homem, porque o homem foi criado por Deus e para Deus. Deus não cessa de atrair o homem para Si e só em Deus é que o homem encontra a verdade e a felicidade que procura sem descanso." ( http://goo.gl/Gosjci )

Eu vi constantemente por todo o mundo homossexual uma polaridade entre o belo e o feio; entre a busca pelo céu, e o colapso até ao inferno; entre o sacrifício abnegado e o egoísmo que consome tudo; entre o mais profundo desejo por amor e o inflexível desespero da solidão.Tal como eu, todas as pessoas buscavam a excitação mais elevada, mas sempre acabavam com a ressaca mais profunda.

Desde a fase inicial da nossa infância que vemos a salvação através do sexo; afirmação, protecção e cura nos braços de outro homem - algo que nós sempre sentíamos que nos havia sido negado. No nosso mundo caído, isto automaticamente se transforma em actividade sexual.

No "Catecismo da Igreja Católica" é dito que através do pecado original, "Adão e Eva perderam imediatamente a graça da santidade original. Eles passaram a ter medo de Deus" (CIC #399). E, tal como os nossos primeiros pais fizerem, nós ficamos com vergonha e fugimos; passamos a ficar ocos e cobrimos a nossa dor com coisas terrenas; agarramo-nos a folhas da figueira e a pessoas - quem quer que se encontre por perto.

Desta forma, o estilo de vida homossexual torna-se solitário, auto-absorvido, e co-dependente; nós instintivamente encolhemos para a posição fetal; nós caminhamos lado a lado com aqueles que pensam como nós, somos muito sensíveis e muito desconfiados; passamos a ter medo e repulsa por qualquer coisa que aos nossos olhos seja uma ameaça.


Dentro do homossexualismo encontramos consolo embora temporariamente. Uma vez que temos medo de Deus, visto ser Ele a Fonte Primária da felicidade duradoura, voltamos a nossa atenção para o imediato e para o familiar; encontramos consolo no físico e no que conseguimos entender com os nossos sentidos.

Neste mundo físico nós passamos a estar totalmente estabelecidos, no entanto, o que nós tão desesperadamente queremos agarrar e manter continua a fugir; o corpo envelhece, murcha e morre. A transcendência que tanto perseguimos entra em colapso à nossa frente; no mundo homossexual isto ocorreu catastroficamente e com proporções quase-Bíblicas durante o ponto mais elevado da crise da SIDA.

Só na pornografia é que a imagem do macho perfeito se manteve viva; a pornografia simbolizava a busca eterna de todos os homens homossexuais: atingir proporções angelicais ao mesmo tempo que se mantém agarrado à carne. O problema é que este sonho é uma fantasia que se transforma numa farsa - uma mentira tão antiga como o próprio homem; a mesma mentira que a serpente disse a Eva: "....sereis como Deus, sabendo o bem e o mal."

Só que, para termos este conhecimento, nós temos também que ser enganados, para só vermos o caminho da salvação à nossa frente -a via fácil e rápida, e não o caminho que Deus preparou para nós. E, à medida que vamos andando nessa via, deslizamos com tanta facilidade que nos esquecemos dos problemas e das dores do passado; passamos a ser complacentes, por alguns instantes, pensamos que tudo vai ficar bem.

Mas subitamente, alguém nos trai, alguém vai-se embora, alguém morre, ou então apanhamos uma doença, e então estamos sozinhos outra vez. Aquilo que nós pensávamos que nos agarrava à felicidade perde-se. Ocasionalmente, então, nós apercebemo-nos que nada é eterno a não ser Deus.

- http://goo.gl/aV80yD

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A mensagem de Deus para todo  o homossexual que busca a salvação dum estilo de vida auto-destrutivo é a mesma mensagem para todo o ser humano:

Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. - Mateus 11:28

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quarta-feira, 18 de março de 2015

A "homofobia" de Domenico Dolce e de Stefano Gabbana

Os dois homossexuais responsáveis pela marca Dolce & Gabbana - uma das marcas de moda mais importantes do mundo - afirmam que as "famílias" homossexuais não são famílias no verdadeiro sentido do termo.

Domenico Dolce e Stefano Gabbana, ícones do mundo da moda, parceiros de negócios há décadas, e parceiros sexuais até se terem separados há alguns anos atrás, não só não apoiam o "casamento" homossexual, como vêem a público criticá-lo.

Numa entrevista dada à revista Panorama e traduzida para a LGBT News Italia, a antiga dupla e designers bilionários veio a público de maneira decidida:

A única família que existe é a família tradicional. Nenhuma descendência química ou útero alugado: a vida tem o seu ciclo natural, e há coisas que não deveriam ser alteradas.

O site de noticias Italiano ABC.es disponibilizou mais comentários à sua entrevista para a Panorama. A procriação "tem que ser um acto de amor", disse Domenico Dolce. "Eu chamo às crianças provenientes da química, crianças sintéticas;: úteros alugados, sémen escolhido num catálogo."

"A família não é uma moda" adiciona Stefano Gabbana. "Nela há a sensação sobrenatural de pertença."

A sua posição contra o "casamento" homossexual não é nova - é  uma que eles já defendem há anos - mas atacar "famílias" lideradas por duplas homossexuais é nova. Numa entrevista de 2013  dada ao Londrino The Telegraph, Dolce menciona, “Sou Católico practicante."

Foi perguntado aos dois designers se eles alguma vez consideraram "casar" um com o outro. "O quê?!! Nunca!" responderam eles em coro. "Não acredito no casamento [sic] homossexual" ri-se Dolce. Na Itália Católica, a sua sexualidade alguma vez foi um problema? "Não. Nunca," responde Dolce. "O mundo da moda está cheio de homossexuais."

Em 2006, Stefano Gabbana disse ao Daily Mail que "Sou contra a ideia duma criança crescer com dois pais homossexuais."


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sábado, 14 de março de 2015

Argumento secular contra o "casamento" homossexual

Por Adam Kolasinksi

O debate sobre se o estado deveria reconhecer os "casamentos" homossexuais tem-se focado na questão dos direitos civis, mas tal tratamento está errado visto que o reconhecimento estatal do casamento não é um direito universal. Os estados regulam os casamentos de muitas formas, para além de negar aos homens o direito de casar com homens, e mulheres de casar com mulheres.

Em todos os estados [Americanos] é ilegal tentar casar com mais do que uma pessoa, ou citar mais do que uma pessoa como sua cônjuge. Alguns estados proíbem o casamento para as pessoas que sofrem de sífilis ou de outra doença venérea. Logo, os homossexuais não são o único grupo social a quem lhes é negado casar com a pessoa da sua escolha.

Não estou com isto a dizer que todos estes outros tipos de casais (a quem é restrito o casamento com  a pessoa da sua escolha) sejam equivalentes às duplas homossexuais; estou apenas a ilustrar o facto do casamento já ser fortemente regulado e por bons motivos.

Quando um estado reconhece o casamento, ele confere ao casal certos benefícios que são dispendiosos tanto para o estado como para os outros indivíduos. Ficar com o dinheiro da segurança social do parente morto, alegar mais uma isenção de imposto para o cônjuge, e ter o direito de ser coberto pelo plano de saúde do cônjuge são apenas alguns dos exemplos dos benefícios dispendiosos associados ao casamento.

Olhando para as coisas desta forma, um casal recebe um subsídio. E porquê? Porque o casamento entre dois heterossexuais sem parentesco é susceptível de gerar uma família com crianças, e a propagação da sociedade é um interesse estatal convincente. Por este motivo, os estados, e das mais variadas formas, impedem o casamento às pessoas menos susceptíveis de produzir crianças.

Certamente que estas restrições não são absolutas; uma pequena minoria de casais são inférteis, no entanto, impedir as duplas estéreis de casar, em todos menos nos casos mais óbvios tais como parentes de sangue, seria dispendioso. Poucas pessoas que são estéreis sabem que são estéreis, e os testes de fertilidade são demasiado dispendiosos e penosos de se mandatar.

Pode-se alegar que a exclusão dos parentes de sangue do casamento só é necessária como forma de impedir a concepção de crianças geneticamente deficientes, mas os parentes de sangue não se podem casar mesmo que se submetam a uma esterilização. Alguns casais que se casam não planeiam ter filhos, mas sem tecnologia que permita ler as mentes, é impossível excluí-los. Os casais idosos podem-se casar mas esses casos são tão raros que excluí-los nem merece o esforço.

As leis maritais, portanto, garantem, embora de modo imperfeito, que a larga maioria dos casais que venham a desfrutar dos benefícios do casamento sejam aqueles que podem gerar filhos.

Os relacionamentos homossexuais não servem os interesses do estado na propagação da sociedade, e como tal, não há motivos para o estado conferir a estas uniões os dispendiosos benefícios do casamento (a menos que sirvam algum outro interesse do estado). O ónus da prova, portanto, está sobre aqueles que promovem o "casamento" homossexual; eles é que têm que mostrar de que forma é que o estado fica a ganhar com os mesmos. Até hoje, esse ónus ainda não foi resolvido.

Pode-se alegar que as lésbicas são capazes de procriar através da inseminação artificial, e como tal, o estado tem sim um interesse em reconhecer os "casamentos" lésbicos; mas o relacionamento sexual lésbico, com ou sem compromisso, não tem a capacidade de gerar uma descendência. 

Pode ser que seja do interesse do estado reconhecer o "casamento" homossexual como forma de facilitar a adopção homossexual, no entanto existem numerosas evidências (vejam, por exemplo, "Life Without Father" de David Popenoe) de que as crianças precisam tanto do pai como da mãe como forma de terem um desenvolvimento adequado.

Infelizmente, amostras pequenas e outros problemas metodológicos tornam impossível obter algum tipo de conclusão a partir dos estudos que examinam de modo directo o efeito da paternidade homossexual. No entanto, a  empiricamente verificada sabedoria comum sobre a importância da mãe e do pai no desenvolvimento da criança tem que fazer com que os defensores da adopção homossexual parem para pensar. 

As distinções entre os homens e as mulheres vão para além da anatomia, e como tal, para a criança é essencial ser educada por pais de ambos os sexos se o propósito é levar a criança aprender a funcionar numa sociedade composta por ambos os sexos.

Será sensato ter políticas sociais que encorajam arranjos familiares que negam às crianças coisas tão essenciais? Os homossexuais não são necessariamente maus pais, e eles não irão necessariamente causar a que os seus filhos sejam homossexuais, mas eles não podem conferir às crianças um conjunto paternal que inclui tanto o homem como a mulher.

Algumas pessoas chegam a comparar a proibição do "casamento" homossexual com a proibição do casamento interracial. Esta analogia falha porque a fertilidade não depende da raça, o que faz da raça algo irrelevante para o interesse estatal no casamento. Por contraste, o homossexualismo é altamente relevante visto que o mesmo preclui a procriação.

Algumas pessoas alegam que os "casamentos" homossexuais servem os interesses do estado porque permitem que os homossexuais vivam dentro duma relação com compromisso. No entanto, nada impede os homossexuais de viveram tais relacionamentos hoje

Os defensores do "casamento" homossexual afirmam que as duplas homossexuais precisam do casamento como forma de virem a ter direitos de visitas hospitalares e direitos de herança, mas eles podem facilmente obter estes direitos escrevendo um testamento e fazendo com que cada um dos parceiros designe o outro como um administrador e herdeiro.

Não há nada que impeça os homossexuais de assinar um contracto de locação conjunta ou serem donos conjuntos duma casa, tal como muitos heterossexuais fazem com parceiros de quarto. Os únicos benefícios do casamento dos quais as duplas homossexuais estão impedidas de obter são aqueles que são dispendiosos para o estado e para a sociedade.

Algumas pessoas alegam que a ligação entre o casamento e a procriação já não é tão forte como era, e eles estão certo. Até recentemente, e em todas as sociedades do mundo, o propósito primário do casamento era a procriação. Com a chegada do século 20, muitas sociedades Ocidentais minimizaram o aspecto procriativo do casamento, muito para seu detrimento. Como resultado, a felicidade dos parceiros de casamento, e não o bem das crianças e a ordem social, passaram a ser o fim primário do casamento, com as consequências desastrosas que conhecemos.

Quando as pessoas que se encontram dentro dum casamento se preocupam mais com elas mesmas do que com as responsabilidades para com os seus filhos e as responsabilidades para com a sociedade, elas ficam mais susceptíveis de abandonar essas responsabilidades, causando lares desfeitos, uma taxa de natalidade em queda livre, e muitas outras patologias sociais que se tornaram galopantes durante os últimos 40 anos.

O "casamento" homossexual não é a causa de nenhuma destas patologias, mas ele irá exacerbá-las visto que conferir benefícios maritais a uma categoria de relacionamentos sexuais que são necessariamente estéreis só irá alargar ainda mais a separação entre o casamento e a procriação.

O maior perigo que o "casamento" civil homossexual apresenta é o encapsulamento em lei da noção de que o amor sexual, independentemente da sua fecundidade, é o critério único para o casamento. Se o estado tem que reconhecer o "casamento" entre dois homens apenas e só porque eles se "amam", então com que base se pode negar o reconhecimento marital a um grupo de dois homens e três mulheres, ou um irmão estéril e a sua irmã que alegam que se amam? Os activistas homossexuais protestam de que só querem que todos os casais sejam tratados de forma igual. Mas porque é que o amor sexual entre duas pessoas vale mais que o amor sexual entre três? Ou cinco?

Quando o propósito do casamento é a procriação, a resposta torna-se óbvia. Se o amor sexual se torna no propósito primário, então a restrição do casamento apenas para casais perde toda a sua base lógica, o que gera o caos marital.

http://goo.gl/tDs8lI

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