segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

A terapia da pornografia: tentativa masculina de auto-cura através da fantasia

Por Joseph Sciambra

A vasta maioria dos rapazes que se "assumem como homossexuais" fazem-no depois de anos viciados na pornografia, muitas vezes um vício que remonta aos dias da sua adolescência ou até mesmo aos dias da sua infância. Eu comecei a olhar de forma mais séria para a pornografia quando tinha 8 anos.

Quando eu era criança, durante os anos 70 e 80, a selecção de pornografia encontrava-se bastante limitada ao que se poderia comprar na loja de conveniência local - normalmente, a Playboy, a Playgirl ou a Hustler. Hoje em dia, e devido à internet, existe uma variedade infindável de pornografia a satisfazer todos os nichos - desde a "bondage" ao transsexualismo.

Depois de, literalmente, ter falado com milhares de homens "gays", descobri que muitos têm reservars em falar de modo aberto sobre qualquer tipo de trauma que podem ter sofrido durante a juventude, que muito provavelmente contribuiu, ou determinou, o seu homossexualismo. No entanto, estes mesmos homens homossexuais estão frequentemente abertos para discutir que tipo de pornografia assistem ou assistiram quando eram jovens.

Porque é que isto é importante?

A minha teoria é que os homens tentam "curar" traumas da infância através da fantasia da pornografia. Por exemplo, os homens que se sentiram pouco amados ou negligenciados pelos seus pais ausentes ou fracos, tipicamente passam a ficar obsecados com a assim-chamada pornografia "do pai". Nesta forma de pornografia, os homens mais novos são frequentemente iniciados no estilo de vida homossexual por uma figura paterna mais velha e incrivelmente compassiva.

Hoje em dia, esta forma de pornografia é o sub-género mais popular no mundo "gay", incorporando um desejo específico de ver filmes onde há um desempenho de papéis a recriar o incesto entre o pai e o filho. E esta fixação não é fomentada pela indústria mas sim pelos consumidores. O lendário director de pornografia homossexual Joe Gage, que se especializa nos filmes "do paa", disse o seguinte em relação a todo este fenómeno:

Eu fiz o primeiro filme - ‘Dad Takes A Fishing Trip’ - e nesse filme o pai e o filho não tinham qualquer tipo de contacto um com o outro. Eles estão juntos em algumas cenas mas eles não se tocam. Eu fiz as coisas desta forma específica tal como o fiz no filme ‘Chainsaw.’ Mas foi então que as pessoas me ligaram e me falaram destas fantasias profundas e me disseram como queriam que eu levasse as coisas para o nível seguinte.

Um dos actores dos filmes "do pai" de Gage, um homem curiosamente pensativo, continuou a descrever a psique curiosa em redor destes filmes:

Estes rapazes pura e simplesmente lançam-se de forma constante para junto do pai; o seu rapaz quer que ele tenha sexo com ele. É uma fantasia. Olho para isto como uma fantasia e como aquele tipo de jogo de poder que a maior parte de nós sempre fantasiou....E quantos de nós não quis ter alguém mais velho que nos guiasse e que, pelo menos, nos aconselhasse para que nós não fiquemos entregues a nós mesmos?

O que o actor disse fundamenta-se em larga escala na verdade do homossexualismo - que muitos, se não todos, homens homossexuais secretamente desejam uma figura paterna como parceira sexual; dito de outra forma, "alguém que nos guie". Mas dentro desta fantasia há sempre a realização trágica de que "ficamos entregues a nós mesmos".

Com isto em mente, os rapazes que entram no mundo homossexual, inconscientemente
entram nesse mundo como pessoas claramente perdidas e mal amadas - buscando a afeição, a aprovação e a segurança dum pai que nunca chegaram a conhecer.

Antes disso, muitos já re-exploraram involuntariamente o trauma, vez após vez, ao buscaram infindavelmente e ao assistirem várias cenas pornográficas envolvendo o macho mais velho sexualmente encorajador. Quando estes rapazes entram no meio social "gay", quer seja através das redes sociais ou pela via tradicional dos bares "gay" e dos clubes de dança "gay", eles irão descobrir rapidamente um largo número de homens cronologicamente velhos o suficiente para serem seus pais, prontos e dispostos a orientá-los.

Só que, tal como a assistir a pornografia, estes tipos de reconstituições são apenas isso - um tipo falso de Teatro Kabuki, com a postura floreada a nunca chegar a substituir a realidade. De facto, o trauma torna-se profundamente submergido, e o desejo [de
aprovação e a segurança dum pai que nunca chegaram a conhecer ] intensifica-se.

Curiosamente, existe um tipo de comparação dentro do mundo heterossexual masculino com a implacável popularidade dos filmes "MILF"; a pornhub regularmente tem  "MILF" no topo, ou pelo menos entre os 3 primeiros, dos termos pornográficos mais procurados, e com a actriz porngráfica Lisa Ann como a mais popular actriz MILF de todas.

E porquê?

Semelhantemente à situação "gay", com a destruição da família centrada no pai-mãe na civilização Ocidental, os homens são cada vez mais criados em ambientes focados nas mulheres, com metade das crianças a fazer parte de famílias divorciadas, e frequentemente com a mulher a assumir o papel de disciplinadora e falsa figura paterna.

Junto de uma minoria (cerca de 2% os homens) este tipo de disfuncionalidade causa o homossexualismo junto dum rapaz sensível; junto da maioria, isto cria um homem heterossexual com várias reservas em relação à mulheres, quer seja pouca disposição em ter um relacionamento sério, até a um homem semi-castrado com um complexo de masturbação-pornográfico que precisa de Viagra quando está com mulheres de verdade.

Consequentemente, a maioria dos homens está fascinada com a pornografia da "mãe", um quadro pornográfico que frequentemente incorpora em si abusos e humilhações; para os homens que assistem a isto, é um tipo de reorientação da sua masculinidade devido à dominação feminina que ocorreu durante a sua infância.


- http://goo.gl/qpFvu8.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Os 10 mandamentos do comentador responsável:
1. Não serás excessivamente longo.
2. Não dirás falso testemunho.
3. Não comentarás sem deixar o teu nome.
4. Não blasfemarás porque certamente o editor do blogue não terá por inocente quem blasfemar contra o seu Deus.
5. Não te desviarás do assunto.
6. Não responderás só com links.
7. Não usarás de linguagem profana e grosseira.
8. Não serás demasiado curioso.
9. Não alegarás o que não podes evidenciar.
10. Não escreverás só em maiúsculas.
.......
Os editores do blogue reservam para si o direito humano de remover comentários que não estejam de acordo com o propósito e a política do mesmo.

ShareThis

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...