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segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

A terapia da pornografia: tentativa masculina de auto-cura através da fantasia

Por Joseph Sciambra

A vasta maioria dos rapazes que se "assumem como homossexuais" fazem-no depois de anos viciados na pornografia, muitas vezes um vício que remonta aos dias da sua adolescência ou até mesmo aos dias da sua infância. Eu comecei a olhar de forma mais séria para a pornografia quando tinha 8 anos.

Quando eu era criança, durante os anos 70 e 80, a selecção de pornografia encontrava-se bastante limitada ao que se poderia comprar na loja de conveniência local - normalmente, a Playboy, a Playgirl ou a Hustler. Hoje em dia, e devido à internet, existe uma variedade infindável de pornografia a satisfazer todos os nichos - desde a "bondage" ao transsexualismo.

Depois de, literalmente, ter falado com milhares de homens "gays", descobri que muitos têm reservars em falar de modo aberto sobre qualquer tipo de trauma que podem ter sofrido durante a juventude, que muito provavelmente contribuiu, ou determinou, o seu homossexualismo. No entanto, estes mesmos homens homossexuais estão frequentemente abertos para discutir que tipo de pornografia assistem ou assistiram quando eram jovens.

Porque é que isto é importante?

A minha teoria é que os homens tentam "curar" traumas da infância através da fantasia da pornografia. Por exemplo, os homens que se sentiram pouco amados ou negligenciados pelos seus pais ausentes ou fracos, tipicamente passam a ficar obsecados com a assim-chamada pornografia "do pai". Nesta forma de pornografia, os homens mais novos são frequentemente iniciados no estilo de vida homossexual por uma figura paterna mais velha e incrivelmente compassiva.

Hoje em dia, esta forma de pornografia é o sub-género mais popular no mundo "gay", incorporando um desejo específico de ver filmes onde há um desempenho de papéis a recriar o incesto entre o pai e o filho. E esta fixação não é fomentada pela indústria mas sim pelos consumidores. O lendário director de pornografia homossexual Joe Gage, que se especializa nos filmes "do paa", disse o seguinte em relação a todo este fenómeno:

Eu fiz o primeiro filme - ‘Dad Takes A Fishing Trip’ - e nesse filme o pai e o filho não tinham qualquer tipo de contacto um com o outro. Eles estão juntos em algumas cenas mas eles não se tocam. Eu fiz as coisas desta forma específica tal como o fiz no filme ‘Chainsaw.’ Mas foi então que as pessoas me ligaram e me falaram destas fantasias profundas e me disseram como queriam que eu levasse as coisas para o nível seguinte.

Um dos actores dos filmes "do pai" de Gage, um homem curiosamente pensativo, continuou a descrever a psique curiosa em redor destes filmes:

Estes rapazes pura e simplesmente lançam-se de forma constante para junto do pai; o seu rapaz quer que ele tenha sexo com ele. É uma fantasia. Olho para isto como uma fantasia e como aquele tipo de jogo de poder que a maior parte de nós sempre fantasiou....E quantos de nós não quis ter alguém mais velho que nos guiasse e que, pelo menos, nos aconselhasse para que nós não fiquemos entregues a nós mesmos?

O que o actor disse fundamenta-se em larga escala na verdade do homossexualismo - que muitos, se não todos, homens homossexuais secretamente desejam uma figura paterna como parceira sexual; dito de outra forma, "alguém que nos guie". Mas dentro desta fantasia há sempre a realização trágica de que "ficamos entregues a nós mesmos".

Com isto em mente, os rapazes que entram no mundo homossexual, inconscientemente
entram nesse mundo como pessoas claramente perdidas e mal amadas - buscando a afeição, a aprovação e a segurança dum pai que nunca chegaram a conhecer.

Antes disso, muitos já re-exploraram involuntariamente o trauma, vez após vez, ao buscaram infindavelmente e ao assistirem várias cenas pornográficas envolvendo o macho mais velho sexualmente encorajador. Quando estes rapazes entram no meio social "gay", quer seja através das redes sociais ou pela via tradicional dos bares "gay" e dos clubes de dança "gay", eles irão descobrir rapidamente um largo número de homens cronologicamente velhos o suficiente para serem seus pais, prontos e dispostos a orientá-los.

Só que, tal como a assistir a pornografia, estes tipos de reconstituições são apenas isso - um tipo falso de Teatro Kabuki, com a postura floreada a nunca chegar a substituir a realidade. De facto, o trauma torna-se profundamente submergido, e o desejo [de
aprovação e a segurança dum pai que nunca chegaram a conhecer ] intensifica-se.

Curiosamente, existe um tipo de comparação dentro do mundo heterossexual masculino com a implacável popularidade dos filmes "MILF"; a pornhub regularmente tem  "MILF" no topo, ou pelo menos entre os 3 primeiros, dos termos pornográficos mais procurados, e com a actriz porngráfica Lisa Ann como a mais popular actriz MILF de todas.

E porquê?

Semelhantemente à situação "gay", com a destruição da família centrada no pai-mãe na civilização Ocidental, os homens são cada vez mais criados em ambientes focados nas mulheres, com metade das crianças a fazer parte de famílias divorciadas, e frequentemente com a mulher a assumir o papel de disciplinadora e falsa figura paterna.

Junto de uma minoria (cerca de 2% os homens) este tipo de disfuncionalidade causa o homossexualismo junto dum rapaz sensível; junto da maioria, isto cria um homem heterossexual com várias reservas em relação à mulheres, quer seja pouca disposição em ter um relacionamento sério, até a um homem semi-castrado com um complexo de masturbação-pornográfico que precisa de Viagra quando está com mulheres de verdade.

Consequentemente, a maioria dos homens está fascinada com a pornografia da "mãe", um quadro pornográfico que frequentemente incorpora em si abusos e humilhações; para os homens que assistem a isto, é um tipo de reorientação da sua masculinidade devido à dominação feminina que ocorreu durante a sua infância.


- http://goo.gl/qpFvu8.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

"Aceitando a minha desordem homossexual e apercebendo-me que só Jesus me poderia curar"

Por Joseph Sciambra
"Deus criou-nos para amar e para sermos amados, e desde logo, é um teste de Deus escolher um caminho ou o outro. Qualquer negligência em amar pode levar uma pessoa a dizer Sim ao mal, e quando isso acontece, nós não temos ideia de como isso se pode propagar. Essa é a parte má. Quando alguém escolhe o mal, é então levantado um obstáculo entre essa pessoa e Deus, e a pessoa que se encontra sobrecarregada de maneira alguma consegue ver Deus." ~ Madre Teresa de Calcutá
É possível que eu tenha uma interpretação demasiado ampla, ou demasiado limitada, da citação prévia da Madre Teresa, mas a frase que é muito crucial em termos de homossexualismo é esta:

Qualquer negligência em amar pode levar uma pessoa a dizer Sim ao mal.

Tendo como base a minha experiência como um ex-homossexual, e a experiência de muitos outros que desesperadamente ou de forma convincente gritaram "Sim, sou homossexual!", a negligência a que ela se refere é aquela que ocorre na infância daqueles que ela chamou de "os sobrecarregados". 

Neste ponto, vários estudos demonstraram de forma consistente que os homossexuais adultos são significativamente mais susceptíveis de ter passado por abuso infantil, negligência, ou sentimentos de indiferença por parte de um ou dos dois pais (nos homens homossexuais, é com o pai), e/ou abuso sexual, violência física, ou intimidação por parte de pessoas do mesmo sexo. (Ver notas  1-3)

Desde logo, aqueles que estão sobrecarregados pela sua educação deficiente, ou sadista, são frequentemente abandonados como adultos que têm que lidar sozinhos em termos do seu homossexualismo. Aceitar a orientação e "sair do armário" são considerados actos de coragem, enquanto que pensamentos relativos à cura practicamente não existem ou são considerados como falsa ciência ou homofobia psiquiátrica.

No entanto, os homens homossexuais sofreram um certo tipo de negligência - quer tenha sido por parte dos pais ou devido à rejeição proveniente dos outros rapazes - resultando numa mal-canalizada atracção por pessoas do mesmo sexo. Consequentemente, o desejo por afeição e por amor masculino que os homens homossexuais têm é transferido para os homens, normalmente com a fantasia da afirmação masculina confirmada por uma figura paterna hiper-masculina.

Isto explica a imensa e perene popularidade da assim-chamada pornografia do "papá" dentro da comunidade homossexual. Por este motivo, não é de todo incomum descobrir uma enorme diferença etária entre os parceiros homossexuais masculinos, com o parceiro mais jovem a assumir com frequência o papel passivo e o parceiro mais velho o papel mais dominante. (Ver notas 4 e 5).

Quando são questionados sobre o porquê de voluntariamente enveredarem por comportamentos sexuais de elevado risco, a maior parte dos homossexuais mencionou:

... ansiedade, solidão, depressão....[e] uma forma de buscar prazer e união emocional com outros homens. (6)

Devido ao facto de se experimentar excitação imediata de afirmação masculina através do sexo, o jovem homossexual, já de si extremamente só e em busca de atenção masculina, mal ele entra no mundo homossexual embarca numa viajem normalmente desenfreada e, essencialmente, auto-destrutiva de excesso sexual porque pela primeira vez na vida, ele sente como se a necessidade há muito enterrada está a ser satisfeita.

Um estudo focado nos homens homossexuais e nos seus hábitos sexuais iniciais apurou que os mesmos "eram caracterizados por taxas relativamente elevadas de sexo anal sem protecção e por um reportório sexual em expansão acelerada." (7)

A minha própria vida encaixa-se de forma perfeita neste cenário do rapaz perdido e isolado que entra na comunidade homossexual inicialmente não em busca de sexo , mas simplesmente em busca de amor. Mas, e tal como avisou a Madre Teresa, sem nunca perceber o quão longe isto avançaria. Como o Homem foi feito para dar e receber amor, quando nos apercebemos que nem recebemos e nem damos amor, passamos a ficar inquietos e mais inclinados a fazer qualquer coisa para que isso aconteça.

Foi devido a isto que eu, e no ponto mais alto da primeira crise da SIDA, arrisquei a minha própria vida para encontrar o amor que eu desesperadamente precisava. Tal como muitos da minha geração, dei por mim com homens com o dobro da minha idade. Inicialmente, foi uma experiência surpreendente ser gostado e desejado por outros homens, depois de passar anos e anos à parte, fazendo amizade com as raparigas e não com os rapazes, e a desesperadamente admirar os homens de longe.

De repente, eu já não era um estranho e tudo parecia certo e bom. Era como se a minha vida anterior, cheia de dor, solidão e isolamento, tivesse finalmente chegado ao fim; que ser homossexual, e aceitar que eu era homossexual, tivesse dado início à realização de quem eu realmente estava destinado a ser; lá, pensei eu, iria por fim encontrar felicidade duradoura.

O problema é que o sexo é fugaz, e as associações e as relações dentro do mundo homossexual são normalmente transitórias, na melhor das hipóteses, e altamente susceptíveis à pervasiva monotonia sexual do homossexualismo masculino que rotineiramente precisa de "aberturas" da relação a parceiros externos. (8) Porque, ao contrário das duplas heterossexuais que envelhecem e vão ficando mais confortáveis um com o outro, a agitação normalmente é a regra dentro dos espinhosos relacionamentos 100% masculinos, que continuamente se desintegram à medida que a novidade das primeiras aventuras sexuais juntos se vão tornado mais rotineiras. (9)

Descobri que isto é o que aconteceu vez após vez, à medida que os meus namorados, que eram sempre mais velhos - especialmente nos primeiros anos depois de ter "saído do armário", -  terem de certa forma preenchido a minha necessidade adolescente por atenção e encorajamento masculino. De forma bem doentia, fiquei para sempre atrofiado como um rapaz.

Por exemplo, tu finges e começas a chamá-lo de "papá" durante o acto sexual, e de forma curiosa começas a sentir confiança e de certa forma reconhecido na tua masculinidade.  Só que mais tarde te apercebes que este homem não é o teu pai, e nem é o rapaz que gozou contigo quando eras criança, e nem é o rapaz heterossexual por quem te apaixonaste na escola secundária - aquele que nem sabia que existias.

Consequentemente, sentir atracção por homens e ter sexo com eles não resolve nada; de facto, quando nos conformamos com a orientação, subscrevemos a ideia de que estas atracções são saudáveis, ou pelo menos proporcionalmente benignas, e que, apesar da vasta maioria da população masculina ser heterossexual, nós não somos anormais mas apenas únicos.

É então que a dor da infância é enterrada mais profundamente a cada relação subsequente. Só que quanto mais tempo ficamos no mundo homossexual, mais rapidamente nos apercebemos que estamos longe de sermos excepcionais, e que quase todos os outros homens homossexuais partilham uma história espantosamente semelhante à nossa.

Depois de 10 anos no mundo homossexual, e depois de, involuntariamente, mas mesmo assim, de forma metódica, ter reencenado quase todos os traumas que ocorreram durante a minha infância - desde a minha obsessão pré-púbere pela pornografia para a minha tristeza sobrepujante por ter sido rejeitado por muitos dos homens da minha vida - entendi de maneira subconsciente que já nada estava a funcionar, e fiquei cada vez mais desesperado e disposto a correr ainda mais riscos.

Curiosamente, eu ainda busquei a salvação nos braços de outro homem; quem quer que fosse esse rapaz perturbado fosse dentro de si, ele apenas foi empurrado mais para o fundo. Na minha cabeça, a resposta ainda existia fora de mim, algures dentro da realidade da minha orientação homossexual; devido a isso, eu ainda precisava de um homem e tinha que ser amado por um. Por vezes esta fixação era tão forte que eu deixava tudo, e dirigia-me apressadamente para a loja pornográfica mais próxima, ou sauna mais próxima, como forma de me encontrar com qualquer estranho.

Tudo isto era triste e descuidado, mas pelo menos era alguma coisa. No entanto, esta atitude faz parte do estilo de vida homossexual: quanto mais tu ficas dentro dele, mais preso tu ficas. Invariavelmente tu és usado e largado pelos teus primeiros amantes, contrais algumas DSTs, vais ficando cada vez mais amargo e desconfiado, o tormento da infância regressa à medida que te começas a sentir rejeitado e esquecido por parte dos homens.

Podes até passar a ser seropositivo, e nesse ponto, ficas com a sensação de que pouco ou nada tens a perder. Mais perto do fim, não havia nada que eu não fizesse como forma de, duma vez por todas, acabar com esta dor no meu coração - mesmo que tivesse que morrer tentando.

Antes disso, assisti impotente os meus amigos a serem abatidos pela SIDA; um deles havia crescido sem o amor do pai; o outro havia sido [emocionalmente] sufocado pela mãe; o outro havia sido vítima dum horrível abuso infantil. Acho que todos nós lidávamos com as coisas como podíamos. A dada altura, os nossos caminhos convergiram até São Francisco, e de forma colectiva, nós pensamos que havíamos encontrado a nossa cidade sobre o monte.

Quando eles morreram, um a um, a minha reacção foi relativamente estanha; não cheguei a lamentar, mas caminhei penosamente para frente, rumo ao meu objectivo. Orgulhosamente, pensei comigo que seria diferente. Só que acabei por me afundar no mesmo poço de desolação e trevas dentro do qual eles haviam mergulhado. Mas mesmo assim, eu ainda acreditava. O sonho homossexual nunca chegou a morrer na minha imaginação. De alguma forma, e algum lugar para além do arco-íris, este peso iria milagrosamente desaparecer.

Só que não desapareceu. Lentamente, voltei ao isolamento da minha juventude; os meus amigos e os meus amantes morreram; os poucos que continuaram vivos envolveram-se em cenas fetiches bizarras. Outros houve que se uniram e saíram da ansiedade [da vida homossexual], e de modo intermitente convidaram-me para um trio sexual. Longe estava a explosão e excitação que senti quando, com 18 anos, fui pela primeira vez abordado quando me encontrava num bar homossexual, pouco depois de ter "saído do armário".

Eu sabia instintivamente que ninguém me iria salvar. Eu não sabia o que fazer visto que não havia nada mais em que acreditar. Devido a isso, não fiz nada. Eu não conseguia ver uma saída; eu era homossexual e não existiam outras opções.

Eu não sei o porquê de eu ter sido poupado enquanto outros não o foram, mas eu não sou diferente deles visto que eu teria ficado. No entanto, e totalmente do nada, apareceu um Homem. Inicialmente, tal como todos os homens que eu havia encontrado no passado, tive vontade de estar com Este Homem, mas ao mesmo tempo. tive medo. Dentro do meu deturpado sentido de cosmologia, unido com a percepção que unia tudo com o sexo homossexual, pensei para comigo:

Será que Ele será o meu Novo "papá", o meu novo Pai? Mas Ele não era também o Filho?

Pelo contrário, Cristo transcendia tudo isso, mas ao mesmo tempo, Ele transformava e preenchia tudo. Porque quando Cristo me tocou, Ele tocou-me como Pai e como Filho; como compassivo, protector, a Figura Forte que eu havia passado toda a minha vida em busca. Mas, Ele também era o Filho - no sentido Pai-Filho.

Elevado até ao Divino, passei por um processo de cura através do qual partilhei com Cristo a Sua infância até Se tornar num Homem. Tudo começou com a minha adopção como o "filho de José", "Não é Este o Filho de José?" (Lucas 4:22)

Muito provavelmente esta foi a parte mais dolorosa e mais realizadora do processo de cura - aceitar o papel e a importância da paternidade e da masculinidade na minha vida; como as coisas haviam corrido mal durante a minha infância, incluindo os meus sentimentos de inadequação, rejeição masculina, e o frequente e sobrepujante desejo de receber aprovação por parte dos outros homens - e estas conflituosas e dolorosas emoções que por fim me levaram a acreditar que era homossexual, e me levaram a entrar dentro do estilo de vida homossexual.

Durante esta viagem inicial, uma presença constante era o arquétipo masculino representado por São José - alguém que era forte e silencioso, mas pacientemente cuidadoso; enormemente masculino, mas só atingido o estado de perfeição ao dar amor ao Filho; em Cristo, este amor atinge a sua afirmação mais completa. Finalmente, consumado e recebido através do Espírito Santo; então, houve a cura decisiva quando ouvi as palavras:

Tu és o Meu Filho Amado, em Ti Me comprazo. - Lucas 3:22

Em Cristo, encontrei o Único homem que me poderia consertar: que poderia curar o amedrontado rapaz que se encontrava no interior, aquele que não sabia atirar uma bola, que foi espancado na escola, que se sentiu mal-amado, que pensou que era homossexual. Jesus tomou todo o peso e deu-me algo novo; Ele mostrou-me o que nenhum toque dum homem humano poderia suplantar, ou substituir, o que Deus já havia pré-determinado: que eu partilhava de modo infinito no Amor completo do Pai pelo Seu Filho.

- http://goo.gl/2YFWwU

1. “This retrospective study compares memories of the father-son relationship between lifelong socially well-adjusted, non-patient homosexual and heterosexual men. No homosexual subject reported the presence of a reasonably intact, positive relationship with his father or father surrogate during preadolescent years, whereas 12 of the 17 heterosexual men did. Previous investigators have hypothesized that a constructive, supportive father-son relationship precludes the development of homosexual orientation. This hypothesis stemmed from investigation of men who in general suffered from significant global psychopathology. The data in the present investigation supports the notion that a meaningful association, which is not attributable to confounding psychopathology, exists between quality of father-son relationship during early life and male sexual orientation.”
“Fathers, sons, and sexual orientation: replication of a Bieber hypothesis.”
Friedman RC, Stern LO.
Psychiatr Q. 1980 Fall;52(3):175-89.

2. “Homosexual/bisexual men reported higher rates than heterosexual men of childhood emotional and any physical maltreatment (including major physical maltreatment) by their mother/maternal guardian and major physical maltreatment by their father/paternal guardian. In contrast, homosexual/bisexual women, as compared to heterosexual women, reported higher rates of major physical maltreatment by both their mother/maternal guardian and their father/paternal guardian. Differences among individuals with differing sexual orientations were most pronounced for the more extreme forms of physical maltreatment.”
“Reports of parental maltreatment during childhood in a United States population-based survey of homosexual, bisexual, and heterosexual adults.”
Heather L. Corliss, Susan D. Cochran, corresponding author and Vickie M. Maysb
Child Abuse Negl. 2002 Nov; 26(11): 1165–1178.

3. “Results indicated that homosexual seminarians feel more emotional distance from their fathers than heterosexual seminarians. Whether these accurately reflect the emotional distance between the father and seminarian during earlier childhood is not definitive. Attachment theory (Bowlby, 1969, 1973, 1980) and family of origin theory posit that the structure of relationships with one’s parent is lifelong, a ‘straightforward continuation’ (Bowlby, 1969, p. 208) of attachments in childhood. More recent studies suggest that attachments can be modified through ongoing interactions (Bartholomew & Perlman, 1994; Shaver & Hazan, 1993). These findings are consistent with the ‘weak father’ theory of the etiology of homosexuality, however, cross-sectional associations do not directly address the underlying causal role of emotionally absent fathers. These findings can speak of a lack of childhood male role model (Bieber et al., 1962; Socarides, 1990), especially in the area of intimacy and relationships, or they could speak of the poverty of a present satisfying emotional connection with the father, needed to promote the development of a healthy sexual identity (Alexander, 1997).”
“Emotionally Absent Fathers: Furthering the Understanding of Homosexuality”
Ray A. Seutter, Martin Rovers
Journal of Psychology and Theology
2004, Vol. 32, No. 1, 43-49

4. http://www.josephsciambra.com/2015/06/gay-marriage-its-not-about-being-gay-or.html

5. “Do differences in age between sexual partners affect sexual risk behaviour among Australian gay and bisexual men?”
Prestage G, Jin F, Bavinton B, Scott SA, Hurley M.
Sex Transm Infect. 2013 Dec;89(8):653-8.

6. “Assessing motivations to engage in intentional condomless anal intercourse in HIV-risk contexts (“bareback sex”) among men who have sex with men.”
José A. Bauermeister, MPH, PhD, Alex Carballo-Diéguez, PhD, Ana Ventuneac, PhD, and Curtis Dolezal, PhD
AIDS Educ Prev. 2009 Apr; 21(2): 156–168.

7. “Early male partnership patterns, social support, and sexual risk behavior among young men who have sex with men.”
Glick SN, Golden MR.
AIDS Behav. 2014 Aug;18(8):1466-75.

8. “Specifically, 45% had monogamous agreements, 47% had open agreements, and 8% reported discrepant agreements.”
“Relationship Characteristics and Motivations behind Agreements among Gay Male Couples: Differences by Agreement Type and Couple Serostatus.”
Colleen C. Hoff, PhD et al.
AIDS Care. 2010 Jul; 22(7): 827–835.

9. “As relationship length increased, the proportion of couples who disagreed about their current agreement type increased. No direct trend was found for recent adherence to an agreement; however, the likelihood of ever breaking an agreement increased as relationship length increased.”
“Aspects of gay male couples' sexual agreements vary by their relationship length.”
Mitchell JW
AIDS Care. 2014;26(9):1164-70.

10. “…36.0% reported participating in at least one GSE [group sex event] in the prior year. In multivariable logistic regression analysis, attendance at a GSE in the past year was significantly associated with older age, full/part time employment and being HIV positive. Of the men who attended a GSE, more than half reported condomless anal sex (CAS) with at least one of their partners (insertive: 57.7%; receptive: 56.3%).”
“Engagement in group sex among geosocial networking mobile application-using men who have sex with men.”
Phillips G, Grov C, Mustanski B.
Sex Health. 2015 Aug 10.

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Joseph Sciambra: "O porquê de eu ter sido homossexual"

Por Joseph Sciambra

Todas as pessoas que conheci dentro do mundo homossexual chegaram a um ponto das suas vidas onde elas "saíram do armário" com uma história. E não era um história qualquer, mas uma história pessoal de tragédia, mágoa, solidão, luta interna e a eventual auto-afirmação. Algumas poucas tornaram-se adeptas em recontar a história, lembrando-se de quase tudo em relação a um intimidador ["bully"] do recreio infantil, das emoções que sentiram quando, depois de todos terem sido escolhidos, tu passas a ser a última pessoa de pé e ninguém te querer na equipa deles, ou da forma como o teu pai se zangou contigo porque tu estas a dançar de forma inocente como - nas palavras dele - um maricas.

Mais frequentemente, estas narrativas centram-se em redor do pai, que ou estava ausente, ou era desligado, ou era demasiado crítico, violento ou abusivo. Concomitantemente, havia também uma anormal relação de proximidade com a mãe, especialmente aqueles cujas mães vinham frequentemente a São Francisco para lhes visitar, nunca acompanhadas pelos pais mas que mesmo assim falavam de forma suspeitosamente positiva dos seus pais sem no entanto revelarem muitos detalhes.

Por essa altura, não pensei muito nisso porque eu tinha um bom número de memórias do meu passado. Algumas destas histórias eram semelhantes às histórias dos meus amigos, mas outras nem tanto, mas todos nós tínhamos a determinação comum de seguir em frente, superando aquelas dificuldades iniciais, vivendo segundo as nossas regras e tomando conta dos nossos destinos. Só que nós não nos apercebemos que esta falsa sensação de poder nos seria retirada para sempre através do desespero, das doenças, e da morte.

Quando eu era um pequeno rapaz, eu não queria ser gay. Gay era o estranho alter-ego de Jack Tripper em “Three’s Company;” era o primo demasiadamente-feminino do filme “Zorro - The Gay Blade,” e era o que os outros rapazes me chamavam quando eu deixava a bola cair de forma interminável durante as aulas de Educação Física. Eu não queria ser isso.

Mas quando as coisas estavam fora do meu controle - e quando eu não sabia mais do que sabia na altura - uma rapariga mais velha aproveitou-se de mim. Imediatamente fiquei assustado mas ao mesmo tempo fiquei fascinado. Muito provavelmente no mesmo ano, quando tinha cerca de 8 anos, fui exposto à pornografia. Aquelas mulheres estáticas das revistas eram objectos de desejo e evitação. Basta eu olhar para elas para ficar excitado, mas algo dentro de mim não gostava desse sentimento. 

Foi então, sendo já um rapaz circunspecto e tímido, que me tornei ainda mais recluso. Ainda me lembro de passar quase um dia inteiro sem dizer uma única palavra; eu tinha alguns poucos amigos, mas gradualmente comecei a acreditar que eu era tolerado por parte de um grupo similar de miúdos gordos e desajeitados hiper-activos. Quando eu me separava deles, vulnerável e sozinho, ocasionalmente ouvia a palavra "fag" a ser gritada na minha direcção.

Na maior parte das vezes, as raparigas assustavam-me, mas quando atingi a adolescência, por vezes senti-me mais à vontade junto delas do que junto de rapazes. Isto acontecia porque entre a minha primeira e aterradora experiência sexual e a puberdade, comecei a ficar cada vez mais incerto em relação às mulheres: as modelos sem vida da Playboy eram de modo franco do outro mundo no que toca à sua beleza, mas também distantes e icónicas - quase atingido proporções divinas; elas eram de alguma forma seres superiores. 

O feminino em osso e carne quente era aterrador; tal como as imgens pornográficas que ganhavam vida, elas eram controladoras e eu senti que poderia desabar rumo a feminilidade - que seria devorado por ela.  Por outro lado, os rapazes ofereciam algo. Primeiro, eles não eram mulheres, e eles eram mais familiares e menos ameaçadores.

Mas também eles se tornavam estranhos e de alguma forma distantes de mim e da minha percepção de quem eu era visto que eles eram masculinos, e isso era algo que eu admirava e precisava. Eu queria ser como eles, mas não sabia como. Durante o caminho as coisas ficaram confusas e, pensei eu, a masculinidade era algo que eles me poderiam dar, e eu acreditei que isso só poderia ocorrer através do sexo homossexual.

Com o passar dos anos, comecei a acreditar que o homossexualismo ocorre nos rapazes porque há um medo dos homens e uma adulação deles, simbolizado pelo desejo de ser amado pelo pai ausente ou pai que o rejeitou, mas também é medo das mulheres. Regressando para as as histórias dos homens homossexuais, uma amigo meu, que morreu de overdose de drogas, disse-me (alguns anos antes de morrer) que o seu pai abusava dele repetidamente quando ele era criança, e a sua mãe estava por perto, totalmente abstraída e a passando o seu tempo a orar.

Outro amigo meu, um homem que estava sempre a batalhar com o peso, falou da mãe sufocadora que o sobre-alimentou como se ele fosse o marido adulto que lhe abandonou (a ela e aos filhos). E [outro amigo meu], um homossexual rebelde punker, que foi expulso de casa no dia em que veio para casa com um mohawk e um anel no nariz, mas só depois de passar anos a ser depreciativamente comparado o seu colegialmente atlético irmão macho. Este último amigo meu morreu de SIDA.

Devido aos nossos panos-de-fundo igualmente difíceis, cada um de nós chegou a um ponto de auto-aceitação homossexual com experiências diferentes mas também espantosamente semelhantes de rejeição masculina e a inevitável busca por afeição masculina. Todos os nossos pais falharam das mais variadas maneiras, mas as nossas mães ou ficaram por perto sem emoção, e observaram tudo, ou protegeram-nos demasiadamente, e, consequentemente, transformaram-nos em rapazes perpétuos ou rapazes temerosos duma assumida hegemonia feminina.

Portanto, como grupo. nós estávamos tão focados na nossa atracção pelo mesmo sexo, numa tentativa de afirmar a nossa masculinidade, que nós nunca a poderíamos dar a outro. Descobrir que, à medida que fui envelhecendo e me tornei mais sexualmente agressivo e mais dominante com os meus parceiros sexuais, ao colocar a minha personalidade hyper-masculina, eu era elogiado pelos outros homens. Mas ao sobrepujá-los sexualmente eu nada mais estava a fazer do que a tentar provar o meu pervertido  sentido de masculinidade perdida.

Os homens homossexuais, com a nossa masculinidade nunca realizada na plenitude, instintivamente unimo-nos em bandos, quer seja a submetermo-nos perante aqueles que nós entendemos que exibem qualidades mais masculinas, ou a elevar as apostas e a tentar forçosamente provar a nossa superioridade tomando outros homens.

Neste cíclo sem fim de sempre buscar atingir a nossa masculinidade, acabando por perdê-la sempre, não há espaço para o feminino. De forma geral, os homens homossexuais relacionam-se melhor com a mulher quando ela está parcialmente masculinizada na forma de drag queen, ou através da adoração de mulheres agressivas e altamente determinadas, especialmente artistas facilmente caricaturadas - desde Joan Crawford e Beyonce.

Segundo esta ordem de ideias, os homens homossexuais frequentemente têm relacionamentos anormalmente próximos com mulheres, muitas vezes mulheres da família, ao mesmo tempo que ficam totalmente indiferentes aos homens da família. Numa recente Folsom Street Fair conheci um homem jovem, que só estava a usar um jock-strap e que frequentava pela primeira vez, acompanhado pela mãe e pela irmã. No entanto, isto não é anormal visto que as mulheres que têm homens homossexuais na família ou no círculo de amizades, tratam os homossexuais não como homens mas como amigas.

Semelhantemente, os homens homossexuais acham isto incrivelmente confortável, tal como eu fiz quando era adolescente e frequentemente andava perto das raparigas, porque estas mulheres tornam-se não-ameaçadoras tal como quem imita as mulheres. Na escola secundária, embora eu ainda não o tivesse aceite, todas as minhas amigas pensavam que eu era homossexual.

Então, o homossexualismo dos homens torna-se num escudo para com o feminino porque os homens homossexuais têm medo das mulheres; porque os homens heterossexuais são capazes de dar a sua masculinidade às mulheres e vice-versa, mas os homens homossexuais sabem que eles não têm masculinidade para oferecer; porque a busca pela masculinidade é sempre um trabalho em progresso; é o Santo Graal que nunca é atingido; e, consequentemente, nunca dado.

No fim de tudo, tudo o que os homens homossexuais fazem e agarrarem-se às suas histórias porque isto é tudo o que eles têm e é tudo o que lhes define. Consequentemente, os homossexuais nunca se podem mudar para fora deles mesmos, e eles não podem sair para fora do seu sexo visto que tudo aponta para dentro deles, tentando acalmar a criança magoada que se encontra lá escondida.

- http://goo.gl/5oNf4Y

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Nova vacina contra o vírus da SIDA pode tornar a doença "num mal menor"

O Conselho Superior de Pesquisa Científica de Espanha (CSIC) anunciou esta quarta-feira uma vacina capaz de provocar uma resposta imunológica contra o vírus da SIDA em 90% dos casos.

A pesquisa, que já está na fase clínica, está a ser testada em humanos, e mostrou que, um ano depois de tomar a vacina, 85% dos voluntários ainda mantinham a imunidade.

"Se tudo der certo, o HIV representará, no futuro, o que o vírus da herpes representa hoje: uma infecção menor que só atinge pessoas com o sistema imunológico debilitado”, afirmou o investigador Mariano Esteban, do Centro Nacional de Biotecnologia da Espanha, vinculado ao CSIC, responsável pelo desenvolvimento da vacina.

"Já provamos que a vacina pode ser preventiva. Em Outubro, vacinaremos pessoas infectadas com HIV", disse Felipe García, do Hospital Clínic de Barcelona, que participou dos testes com os voluntários.

Até à, a única vacina contra o HIV que chegou à terceira fase de testes clínicos foi desenvolvida na Tailândia. As duas primeiras fases testam a toxicidade do composto e sua eficácia, e a terceira e a quarta examinam a posologia do medicamento. Como gerou uma defesa de apenas 27%, não pôde ser utilizada na população.

(Fonte)

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