segunda-feira, 21 de julho de 2014

O verdadeiro propósito do "casamento" homossexual

Por Bill Muehlenberg

Muitos homossexuais - talvez a maioria - não estão interessados no "casamento" e como tal, é importante perguntar o porquê de alguns homossexuais insistirem tanto nos "direitos" matrimoniais. O que causa este impulso para "casar" tão forte por (pelo menos) parte de alguns membros da comunidade homossexual?

Tal como muitos homossexuais admitem, um dos grandes motivos que leva a que eles queiram "casar" não é para serem iguais aos heterossexuais, nem é porque eles querem abandonar o seu estilo de vida livre e promiscuo, mas sim devido ao valor simbólico. O "casamento" dar-lhes-á reconhecimento público, aprovação e aceitação, e este tem sido o propósito final do lobby homossexual: aprovação e avalização pública e social, total e completa. Logo, ao obterem os "direitos" matrimoniais, e por sua vez, todos os direitos de adopção - o último obstáculo para os homossexuais - eles irão atingir o seu grande objectivo: a legitimação do estilo de vida homossexual.

Tal como a revista Time admitiu num artigo relativo ao "casamento" homossexual, o verdadeiro propósito é a aceitação social total e a validação do estilo de vida homossexual:

Claro que por fim, a batalha em torno do casamento [sic] homossexual tem sido muito mais do que apenas obter o desconto de segundo motorista no balcão da Avis. De facto, o indivíduo que mais fez pelo casamento [sic] homossexual - um brilhante advogado activista de 43 anos chamado Evan Wolfson - nem se quer tem um namorado. Ele e outros que durante a última década deram entrada a processos legais, não querem nada menos que a igualdade social plena - a validação total e não só o direito de herdar o Cadillac da sogra. Tal como Andrew Sulllivan, a (persistentemente solteira) força intelectual por trás do casamento [sic] homossexual escreveu, "Incluir os homossexuais dentro do casamento seria um meio de conferir a forma mais elevada de aprovação social que se pode imaginar."

Jonathan Rauch, um dos líderes do movimento homossexual americano, que tem também batalhado em favor do "casamento" homossexual, admite que este será um dos efeitos importantes do "casamento" homossexual:

Isso ["casamento" homossexual] irá dar nobreza e dignidade ao amor e ao sexo homossexual, tal como o fez para o amor e para o sexo heterossexual.

Exactamente; mas tal ameaça à saúde e à segurança pública não deveria ser enobrecida e dignificada, muito menos por parte de governos que têm o dever e a responsabilidade de promover a saúde e o bem estar dos cidadãos.

Os activistas homossexuais australianos já admitiram também que a sua tentativa de se juntarem aos heterossexuais no "casamento" centra-se na legitimidade e na aceitação. Tomemos como exemplo as palavras do activista homossexual de longa data Rodney Croome:

Isto não se centra no sexo mas sim no simbolismo. Apesar do, ou se calhar por causa do, um aumento dos relações de facto e dos divórcios, muitos australianos ainda têm o casamento em elevada consideração. Para o bem ou para o mal, o casamento confere ao relacionamento o selo de aprovação social por excelência. É por isso que os conservadores sociais desprezam profundamente a igualdade matrimonial e, como herdeiros dum estigma milenar, é por isso que muitas duplas homossexuais anseiam por ela.

É isto que Rodney Croome e muitos como ele querem: aprovação social. É precisamente por isso que existe um esforço enorme por parte do lobby homossexual tendo em vista a redefinição do casamento. De facto, a base de todo o activismo homossexual é essencialmente esse: aprovação e aceitação social completa. Tal como Kirk e Madsen afirmaram em 1989,

Obter a tolerância e aceitação por parte dos heterossexuais não é só um propósito legítimo do activismo homossexual; ele tem que ser o objectivo principal.

Muitos outros activistas homossexuais admitiram precisamente isto. Por exemplo, Arthur Leonard, defensor do "casamento" homossexual", coloca as coisas desta forma:

O reconhecimento legal das duplas homossexuais teria o efeito de "normalizar" tais relacionamentos. . . . . Aquelas pessoas que alegam que o movimento dos direitos dos homossexuais tenciona transformar a sociedade fazendo com que as pessoas olhem para os homossexuais como "normais" estão totalmente correctos.

Exactamente. Os activistas sabem que a maioria das pessoas não irá aceitar a "normalidade" do estilo de vida homossexual, e como tal, eles recorrem à táctica de passar por cima da vontade pública e do processo legislativo, usando em seu lugar o contundente instrumento do activismo judicial. São os tribunais activistas que estão a forçar o estilo de vida homossexual no resto da sociedade, quer a sociedade queira ou não. Tal como o Afro-Americano Shelby Steele ressalva num artigo onde ele demonstra como o "casamento" homossexual não é um assunto que se centra nos direitos civis,

Dentro do movimento em favor do "casamento" homossexual, o casamento é mais um meio do que um fim, uma arma contra um estigma. O facto do movimento homossexual falar muito pouco da instituição do casamento em si sugere que esse movimento encontra-se mais motivado por um desejo de normalizar a homossexualidade do que algum desejo que esteja relacionado com o casamento em si.

Stanley Kurtz coloca as coisas desta forma:

Por fim, até pode ser que o que se encontra por trás da exigência pelo "casamento" homossexual - quer seja apresentado duma forma conservadora ou como assunto dos "direitos civis" - seja uma tentativa de apagar por completo o estigma associado à homossexualidade. Esta tentava é utópica; tal como os homossexuais radicais como Michael Bronski reconhecem, o estigma nasce da separação fundamental entre a homossexualidade e a reprodução, que é uma forma de dizer que o mundo é, na sua esmagadora maioria, heterossexual. Mesmo assim, na sua busca por este fim utópico, é-nos pedido que transformemos - sem levar em conta os desconhecidos custos que isso pode ter para nós e para as gerações futuras - a instituição central da nossa sociedade.

Ou tal como disse o pesquisador familiar Peter Sprigg:

A resposta mais lógica parece ser que esta campanha não tem nada a ver com o casamento, mas sim com o desesperado desejo que os homossexuais têm que a sociedade como um todo afirme que a homossexualidade (não só os homossexuais como pessoas mas também os actos homossexuais em si) é, de todas as formas - moralmente, socialmente e legalmente -  um equivalente pleno da heterossexualidade.

É precisamente isto. O movimento homossexual nada mais é que uma campanha gigantesca de convulsão social, criada para alinhar a relutante sociedade com as exigências dum pequeno - mas bastante vocal - grupo activista. Toda esta engenharia social centra-se em forçar o resto da comunidade a aceitar por inteiro a agenda homossexual e o estilo de vida homossexual, quer a sociedade queira ou não.

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