terça-feira, 28 de julho de 2015

A "desordem" do estilo de vida homossexual: uma defesa do Catolicismo

Por Joseph Sciambra

A maior consternação relativa aos ensinamentos da Igreja em relação ao homossexualismo, até mesmo entre aqueles que abandonaram o estilo de vida homoerótico e estão a abraçar a castidade, centra-se em torno do uso do termo "desordem" no Catecismo da Igreja Católica. Um padre Jesuíta disse o seguinte:

Nos meus mais de 20 anos de ministério lgbt Católico, não houve nada que tivesse gerado mais raiva, e mais dúvida e mais confusão, que o uso do Vaticano dos termos "intrinsecamente desordenados" ou "objectivamente desordenada" para descrever, respectivamente, os actos homossexuais e a orientação homossexual. Estes são termos que não são facilmente entendidos, e, mesmo quando são, eles causam muito dano pastoral e mais má-informação.

Mas a ligação de "desordenada" com o homossexualismo vai mais além dentro da História da Igreja que apenas o Catecismo.

No ano de 1975, a "Sacred Congregation for the Doctrine of the Faith" publicou “Persona Humana: Declaration on Certain Questions Concerning Sexual Ethics,” que incluia a declaração: "....os actos homossexuais são intrinsicamente desordenados e não podem de maneira alguma ser aprovados." Só que esta não é apenas uma construção moderna visto que São Tomás de Aquinas escreveu o seguinte na "Summa Theologica:"

O homem, tal como qualquer outro ser, tem um apetite natural pelo bem; e como tal, se o seu apetite se inclina para o mal, isto deve-se à corrupção ou à desordem de alguns dos princípios do homem: porque é assim que o pecado ocorre na acção das coisas naturais
.
Ele continua:

Quando as potências inferiores são movidas de forma poderosa rumo aos seus objectos, o resultado é que as potências superiores são impedidas e desordenadas nos seus actos. O efeito de tal defeito da vontade é que o apetite inferior, nomeadamente, o concupiscível, fica de modo mais firme focado no seu objecto, a saber, o objecto do seu prazer, segundo a veemência do prazer. Consequentemente, os poderes superiores, nomeadamente, a razão e a vontade, são gravemente desordenados pela luxúria.

No entanto, existe um exemplo ainda mais antigo, de Santo Agostinho, nos seus Sermões em torno do Novo Testamento:

Portanto, também o olho do coração, quando é desordenado e ferido, vira-se para longe da luz da justiça e não se atreve e não pode contemplá-la.

E aqui, com a sabedora de Santo Agostinho, é revelado o motivo por trás de tais dificuldades em torno da palavra "desordem": porque nós fomos feridos, nós estamos desordenados; e é a ferida com a qual ninguém quer lidar.

Como apurou Agostinho, quando estamos feridos e confusos, a resposta instintiva é afastar; é parte medo, parte vergonha: vergonha pelo que aconteceu connosco; nos homens, esta é uma reacção arquetípica visto que a masculinidade, especialmente junto daqueles que nunca foram totalmente ou adequadamente formado em homens, é falsamente baseada na noção de força e solidez inexpugnáveis..

É por isso que os homossexuais são sempre atraídos para fantasia do ideal hiper-masculino: forte, sexualmente potente, mas ilusório; um padrão altamente errático de busca do macho e depois recuando para os encontros de uma noite e promiscuidade alimentada pelas doenças; um anseio indescritível pela masculinidade mas um medo de chegar a atingi-la.

Devido a isto, os homens homossexuais estão encurralados num ciclo interminável de imprudência sexual e purga emocional; eles estão literalmente e metaforicamente em busca da next big thing.

Eventualmente, isto fica triste e desesperante; e, então, a desordem verdadeiramente domina sobre tudo. Eu vi isto em primeira mão à medida que rapazes tímidos e reservados provenientes de zonas remotas da América chegavam à zona homossexual de São Francisco, e no espaço de alguns meses descendiam para a  degeneração sexual.

A obsessão actual pelo "casamento" homossexual - conceito que foi de modo firme desconsiderado como uma mediocridade Victoriana, mesmo no ponto mais alto da crise da SIDA - é um último esforço de tentar fazer algum sentido dum estilo de vida que se tem tornado cada vez mais sem sentido.

Só que, e mais uma vez, este acto nega a causa da infelicidade: a falta de vontade de curar, ou de admitir a necessidade de cura; é a negação da desordem presente nas nossas vidas. No entanto, fingir que tudo está bem, não muda as coisas. A defesa do auto-esquecimento só prova o quão confusos nós realmente nos temos tornado

 - http://bit.ly/1KdSHxi.

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