sábado, 1 de outubro de 2016

Pesquisadora lésbica afirma que ninguém nasce homossexual

Pe. Mark Hodges

Pesquisadora renomeada que trabalhou com a American Psychological Association (APA), e activista lésbica, reconheceu que os homossexuais não "nasceram assim". A Dra. Lisa Diamond, co-editora-chefe do "APA Handbook of Sexuality and Psychology" e uma das "mais respeitadas associadas" da APA, afirmou que a orientação sexual é "fluída" e não imutável.

Como psicóloga clínica, a Dra. Laura A. Haynes resumiu os capítulos de Diamond no "APA Handbook", no seu livro e nas palestras do YouTube, afirmando, "A batalha para refutar a crença 'Nascidos assim e não dá para mudar' terminou, e (Diamond) está a dizer aos activistas LGBT para pararem de promover o mito."

Ao contrário do argumento típico de que os homossexuais "nascem homossexuais", e "é assim que eles são", e que não conseguem mudar, a APA reconheceu oficialmente (em 2011) que a orientação sexual pode mudar. Diamond resumiu achados importantes na sua palestra na "Cornell University" (2013),  declarando que pesquisas abundantes têm agora confirmado que a orientação sexual - incluindo a atracção, o comportamento e a auto-identidade - são fluídas tanto para os adolescentes como para os adultos de ambos os sexos.

Estas novas alegações chocam de frente com as leis recentes, promovidas pelos activistas homossexuais e aprovadas por vários estados, banindo a "terapia reparativa", que visa ajudar os pacientes que sofrem de atracção homossexual indesejada.

A justificação usada para as leis banindo a "terapia reparativa" é que todas as pessoas que sentem atracção homossexual não só são homossexuais nascidas homossexuais, mas também que isso é um facto imutável, e a a "terapia reparativa" (dizem eles) não só é infrutífera como é também cruel. O argumento é mais ou menos assim: "Tu não consegues mudar quem tu és".

Para além disso, muitos activistas homossexuais qualificam a sua orientação sexual de "o assunto actual mais importante em relação aos direitos civis", análogo à raça.  No entanto, a APA e Diamond refutam este argumento.

O Padre Johannes Jacobse, fundador do "The American Orthodox Institute", qualificou o "correcção de curso" de Diamond de "reversão surpreendente" em relação às frequentemente repetidas justificações dos homoeróticos:

O desejo sexual é fluido, o desejo homossexual não está "fixo"; o slogan "nasci assim e não posso mudar" é um mito; os sentimentos não superam a vontade (o comportamento é uma escolha, e as pessoas não precisam de agir segundo todos os sentimentos - especialmente no que toca aos sentimentos sexuais); o argumento "nasci assim" é um argumento político e não científico; a orientação sexual encontra-se sujeita à mudança, tal como outros sentimentos.

A ideia de que o que a pessoa sente é o que ela é - o que Deus lhe criou para ser - é falsa. Se a pessoa sente desejos homossexuais, isso não significa que Deus lhe tenha criado homossexual. Se pessoa decide enveredar pelo comportamento homossexual, essa é uma decisão tomada livremente, mesmo que o desejo não o seja. Se a pessoa sente o desejo homossexual mas deseja mudar para uma heterossexualidade mas normativa, existem evidências abundantes que revelam que tal mudança é de facto possível.


O comentador Hieromonk Mark salientou que esta revelação "tem implicações profundas nas acções políticas dos anos recentes, basicamente invalidando quaisquer apelos feitos à ciência para justificar a legislação recente em áreas relacionadas com a sexualidade, tais como o reconhecimento do "casamento" homossexual, a imposição de acesso aos lavabos com base nos "sentimentos" ou na "auto-identificação" dos indivíduos em torno do seu sexo, e a restrição de liberdade de escolha em torno das opções terapêuticas, especialmente em relação aos menores, nas áreas da atracção sexual indesejada, confusão sexual ou disforia."

O Padre Jacobse disse à LifeSiteNews que a admissão de Diamond e da APA "assola as bases dos activistas homossexuais que alegam que o homossexualismo está embutido na pessoa, da mesma forma que a heterossexualidade o está. O 'nascido assim' já não vai voltar a funcionar"

Em vez disso, a APA descobriu que o desejo sexual é fluído, pode mudar, e frequentemente é isso que acontece. Dito isto, pode-se dizer então que o desejo sexual está fundamentado em algo mais que a genética, e que as questões em torno do que são as divisórias válidas e necessárias no que toca à sexualidade humana - as áreas da lei natural, moralidade, e religião - são muito importantes em moldar as nossas ideias em torno do florescimento pessoal e social.
 
O Padre Jacobse disse que as implicações da pesquisa de Diamond significa que os terapeutas podem ajudar aqueles que se querem ver livres de atracção homossexual não-desejada.

Têm que ser dadas mais considerações às pessoas que podem estar a sentir desejo homossexual indesejado. Antigamente, os conselheiros eram desaconselhados a ajudar os clientes nas suas tentativas de mudar duma orientação homossexual rumo à heterossexualidade natural sob a rubrica da ideologia "nascido assim". Até os estados foram envolvidos ao banirem a "terapia reparativa" (entre outras abordagens) em resposta ao activismo homossexual.

A realidade dos factos é que as pessoas mudam o tempo todo, e os conselheiros que têm uma pré-disposição ideológica em favor do homossexualismo deveriam ser excluídos do aconselhamento a clientes que não têm essa pré-disposição, em vez de dissuadirem o cliente de que mudar é algo de anti-natural.

~ http://bit.ly/2dcF5V

21 comentários:

  1. Excelente artigo.
    Quem usa a negação como argumento de que não se pode mudar, o faz somente para proteger seu EGO e defender que sua conduta homoerótica é "natural e saudável", quando na verdade sabermos que não é.
    Isso precisa ser divulgado em todo o mundo.
    Deus abençoe

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  2. Terapia de reorientação sexual

    Não existe qualquer estudo com rigor científico para concluir se as chamadas terapias de reorientação sexual funcionam para mudar a orientação sexual de uma pessoa. Essas "terapias" têm sido controversas devido às tensões entre as organizações com base religiosa que as realizam e as organizações profissionais, científicas e de direitos LGBT. Essas terapias podem incluir técnicas comportamentais, cognitivo-comportamentais e psicanalíticas, além de abordagens médicas, religiosas e espirituais.

    O consenso de longa data das ciências comportamentais e sociais e das profissões de saúde e saúde mental é de que a homossexualidade, por si só, é uma variação normal e positiva da sexualidade humana. A Associação Americana de Psicologia, afirma que a maioria das pessoas "têm pouco ou nenhum senso de escolha sobre sua orientação sexual". Alguns indivíduos e grupos têm promovido a ideia de que a homossexualidade é um sintoma de defeitos espirituais, de desenvolvimento ou de falhas morais e têm argumentado que os esforços para mudar a orientação sexual, incluindo a psicoterapia e os esforços religiosos, poderiam alterar os sentimentos e comportamentos homossexuais. Muitos desses indivíduos e grupos estão incorporados dentro de um contexto mais amplo de movimentos políticos religiosos conservadores que apoiam a estigmatização da homossexualidade por motivos políticos ou religiosos.

    Nenhuma organização de profissionais de saúde mental apoia esforços para mudar a orientação sexual e praticamente todas elas adotaram declarações políticas advertindo profissionais e o público sobre os tratamentos que se propõem a mudar a orientação sexual. Estas incluem a Associação Americana de Psiquiatria, Associação Americana de Psicologia, Associação Nacional dos Trabalhadores Sociais dos Estados Unidos, Associação Americana de Aconselhamento, o Royal College of Psychiatrists, Sociedade Australiana de Psicologia e o Conselho Federal de Psicologia do Brasil. A Associação Americana de Psicologia e oRoyal College of Psychiatrists expressaram que as posições defendidas por grupos como o NARTH não são apoiadas pela ciência e criam um ambiente no qual o preconceito e a discriminação podem florescer

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  3. A Associação Americana de Psiquiatria condena este tipo de terapia e afirma que "profissionais éticos evitam tentativas de mudar a orientação sexual dos indivíduos." O psicólogo Douglas Haldeman escreveu que esse tipo de procedimento se dá por meio de técnicas que incluem tratamentos aversivos, como "a aplicação de choques elétricos nas mãos e/ou genitais" e "medicamentos indutores de náuseas ... administrados simultaneamente com a apresentação de estímulos homoeróticos," recondicionamento masturbatório, visualização, treinamento de habilidades sociais, terapia psicanalítica e intervenções espirituais, tais como "oração e grupo de apoio e pressão". A Associação Americana de Psicologia "incentiva os profissionais de saúde mental para evitar desvirtuar a eficácia dos esforços de mudança de orientação sexual promovendo ou prometendo mudar a orientação sexual ao prestarem assistência aos indivíduos angustiados por conta própria ou por outras pessoas quanto a sua orientação sexual e conclui que os benefícios relatados pelos participantes nos esforços de mudança de orientação sexual podem ser obtidos através de abordagens que não tentam mudar a orientação sexual".

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  4. Em 2001, Robert Spitzer apresentou um trabalho controverso na reunião anual de 2001 da Associação Americana de Psiquiatria (AAP), em que argumentava ser possível que alguns indivíduos altamente motivados conseguissem mudar a sua orientação sexual de homossexual para heterossexual. Um artigo de 2001 doWashington Post indicou que Spitzer tinha 45 minutos de entrevistas telefônicas com 200 pessoas que afirmavam que as suas respectivas orientações sexuais mudaram de homossexual para heterossexual. Spitzer afirmou que a sua pesquisa "mostrou que algumas pessoas podem mudar de homossexual para heterossexual e nós devemos reconhecer isso." Considerando o quão difícil foi encontrar os 100 participantes, e que esses eram considerados os melhores casos de terapia de conversão, Spitzer concluiu que embora a mudança pudesse ocorrer, ela é provavelmente muito rara.

    A AAP emitiu um comunicado oficial desmentindo a pesquisa de Spitzer, salientando que o trabalho não havia sido revisado e afirmando que "não há nenhuma evidência científica publicada em apoio a eficácia da terapia reparativa como um tratamento para mudar de orientação sexual." A pesquisa de Spitzer foi criticada por seus métodos de amostragem e os critérios usados para definir o sucesso da terapia.

    Em 2012, no entanto, Spitzer se retratou publicamente pela conclusão de sua pesquisa e afirmou: "Eu acredito que devo desculpas à comunidade gay por meu estudo trazer alegações não comprovadas da eficácia da terapia reparadora."

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  5. Os principais defensores contemporâneos desse tipo de terapia tendem a ser grupos cristãos conservadores e outras organizações religiosas. A principal organização que defende formas seculares de terapia de conversão é a Associação Nacional de Pesquisa e Terapia da Homossexualidade(NARTH - sigla em inglês); no entanto, a entidade frequentemente faz parcerias com grupos religiosos.

    As principais organizações médicas e científicas norte-americanas têm expressado preocupação com a terapia de conversão e consideram-na potencialmente prejudicial. A Associação Americana de Psiquiatria afirma que esse procedimento é um tipo de tratamento psiquiátrico "baseado na suposição de que a homossexualidade per seé um transtorno mental ou com base na suposição a priori de que um paciente deve mudar a sua orientação sexual homossexual.

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  6. O consenso de longa data das ciências comportamentais e sociais e dos profissionais de saúde mental e geral é de que a homossexualidade, per se, é uma variação normal e positiva da orientação sexual humana. Pesquisas já realizadas têm falhado consistentemente em fornecer qualquer base empírica ou científica para considerar a homossexualidade como uma doença ou anormalidade. Existem pessoas que passam por terapias de reorientação sexual e tendem a ter visões religiosas fortemente conservadoras que as levam a procurar uma forma de mudar a sua orientação sexual. Não há estudos de suficiente rigor científico para concluir que os recentes esforços de mudança de orientação sexual têm sido eficazes. Embora dados de confiança sobre a segurança dessas terapias sejam extremamente limitados, algumas pessoas relataram terem sido prejudicadas por esse tipo de técnica. Angústia e depressão foram exacerbadas. A crença na esperança de mudar a orientação sexual seguida pela falha do tratamento em alcançar tal objetivo, foi identificada como uma importante causa de sofrimento e de uma autoimagem negativa.

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  7. As terapias de reorientação sexual têm gerado controvérsia devido às tensões entre os valores mantidos por algumas organizações religiosas, de um lado, e aqueles mantidos por organizações profissionais, científicas e de direitos LGBT, de outro. Alguns indivíduos e grupos têm promovido a ideia de que a homossexualidade é um sintoma de defeitos ou falhas no desenvolvimento espiritual e moral e têm argumentado que tais terapias, incluindo esforços psicoterapêuticos e religiosos, poderiam alterar os sentimentos e comportamentos homossexuais. Tais técnicas têm um grave potencial de prejudicar as pessoas que as buscam porque apresentam a visão de que a orientação sexual de jovens LGBT é uma doença mental ou um distúrbio e porque muitas vezes enquadram a incapacidade de mudança da orientação sexual dessas pessoas como um fracasso pessoal e moral. Muitos desses indivíduos e grupos parecem ser incorporados dentro do contexto mais amplo de movimentos políticos religiosos conservadores que apoiam a estigmatização da homossexualidade no âmbito político ou religioso. O co-fundador e outros ex-líderes da organização de ex-gays Exodus Internacional emitiram um pedido de desculpas público e formal por seu trabalho como líderes ex-gays e os danos que causaram aos que tentaram ajudar.
    Alguns movimentos paraeclesiásticos, ou seja, criados para servirem às igrejas, mas geralmente sem bandeira denominacional, também têm promovido conceitos contrários aos homossexuais e têm feito esforços para contrariar a inclusão dos mesmos, tais como são, propondo que a homossexualidade pode e deve ser alterada. Alguns exemplos desses grupos são a Exodus International, o G.A. (Grupo de Amigos), o Ministério Deus se Importa, o Movimento Pela Sexualidade Sadia (MOSES), grupo brasileiro que propõe ser possível reverter o comportamento homossexual, dentre outros.

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  8. No entanto, Sergio Viula, um dos fundadores do MOSES e ex-pastor batista, concedeu uma entrevista à revista Época afirmando que os movimentos que prometem uma reversão da orientação sexual de uma pessoa são falsos e que tais tratamentos não funcionam. Desde que assumiu sua homossexualidade, Sergio Viula divorciou-se, deixou o ministério e a igreja, e tornou-se ateu (não necessariamente nesta ordem). Sergio Viula matém um blog no qual continua dando apoio aos direitos civis dos homossexuais, combatento ideias homofóbicas, denunciando posturas e dogmas antigays, e compartilhando ideias que estimulem a autonomia, a auto-estima e o orgulho de gays, lésbicas, travestis, transexuais e bissexuais, assim como compartilhando suas vivências com seu parceiro Emanuel Silva. Tal entrevista repercutiu amplamente, contribuindo para a rejeição do projeto de lei apresentado por Édino Fonseca, pastor da Assembléia de Deus e então deputado estadual no Rio de Janeiro, que pretendia transferir verbas públicas para grupos de "terapia" para homossexuais interessados em reverter sua homossexualidade em
    heterossexualidade, o que é visto como impossível, desnecessário e até nocivo para a saúde psíquica dos "candidatos" a este tipo de "terapia", pela principais organizações de saúde mental do Brasil e do mundo.

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  9. Atingidos diretamente (desde a infância, para muitos) por esse turbilhão de “verdades”, os cristãos homossexuais acabam adquirindo doenças psíquicas sérias tais como: baixa autoestima, complexos de inferioridade, sentimentos de indignidade, homofobia internalizada (quando o homossexual não aceita sua orientação sexual) frustração (ao não conseguir mudar), autocondenação, mágoas, depressão e tendência suicida! Ao contrário do que se apregoa nos arraiais cristãos convencionais, a homossexualidade não é doença nem é capaz de provocar sofrimento por si só. O que ocorre é exatamente o contrário: as doenças adquiridas pelos homossexuais são, sim, produto do meio em que vivem! Qualquer um adoeceria quando visto como abominação, indigno do reino de Deus, doente, endemoninhado, antinatural e ameaça às famílias. Dificilmente um homossexual se mantém mental e psicologicamente saudável em um contexto com tais opressões.

    Ninguém sofre por causa de orientação sexual. A verdadeira causa do sofrimento dos homossexuais está em como são vistos e tratados pelos vários setores da sociedade – igreja, família, escola, etc. Preconceito e discriminação são as verdadeiras enfermidades que devem ser tratadas e eliminadas de nosso meio, a começar pelos governantes.
    Embora oficialmente os psicólogos estejam impedidos de oferecer terapias de “reorientação”, algumas igrejas possuem tratamentos espirituais (e psicológicos) com esse objetivo. Tais terapias de “reorientação” apenas prejudicam as pessoas homossexuais. O sofrimento é maximizado pela frustração, afinal, os resultados esperados (e prometidos) não são alcançados. Dessa forma, as igrejas contribuem, diretamente, para o aumento do sofrimento de tais pessoas, quando deveriam promover-lhes conforto e alívio. (Mateus 11.28-30). Recentemente, Alan Chambers, presidente da Exodus Internacional (entidade cristã engajada na “cura” de homossexuais) pronunciou-se sobre a questão, reconhecendo a ineficácia de tais “tratamentos” e condenando as terapias reparadoras. Essa notícia abalou o mundo cristão, pois Chambers (que se apresentava como ex-gay) admitiu que ainda luta contra desejos homossexuais, apesar de viver um casamento heterossexual.

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  10. Muito se falou do sofrimento psíquico que os homossexuais enfrentam e do direito que eles têm de buscar ajuda psicológica, entretanto, nada se falou sobre a gênese desse sofrimento. Esse foi o discernimento que faltou na audiência. A homossexualidade não é doença, anomalia ou patologia a ser tratada. Essa verdade foi praticamente unânime entre os participantes que compunham a mesa. O grande erro da audiência foi atribuir, explícita e implicitamente, o sofrimento psíquico dos homossexuais à sua orientação sexual, o que é um grande mito! O homossexual não sofre por conta de sua orientação sexual, mas porque lhe foi imposta historicamente a condição de anormal, abominável (conceito advindo da tradição judaico-cristã) doente e pervertido. O homossexual sofre porque é alvo do preconceito, da discriminação e da exclusão.

    Portanto, o sofrimento psíquico de muitos homossexuais será curado quando:

    1) A família acolhê-los e amá-los, em vez de expulsá-los;
    2) A Igreja abraçá-los em vez de excluí-los;
    3) A homossexualidade for entendida como uma variação normal da sexualidade humana, tal qual a heterossexualidade;
    4) A homossexualidade deixar de ser vista como abominação;
    5) As uniões homoafetivas forem vistas como expressão de amor;
    6) As famílias homoparentais forem reconhecidas como família;
    7) O bullying homofóbico acabar;
    8) Os crimes ocasionados pela homofobia cessarem;
    9) Todos tiverem os mesmos direitos... E tantos outros reflexos da homofobia.

    A solução para o sofrimento psíquico que muitos homossexuais enfrentam não são as terapias de “reorientação”, pois estas não funcionam! A solução está no fim da homofobia. Esta, sim, deve ser tratada e eliminada! Educação (que inclui a mudança de paradigmas teológicos para as igrejas cristãs convencionais) e criminalização são o primeiro passo. Infelizmente nossa geração não presenciará o fim da homofobia, mas estamos plantando sementes, que virarão árvores.

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  11. O Royal College of Psychiatrists, do Reino Unido, afirmou:
    Esta história lamentável demonstra como a marginalização de um grupo de pessoas que têm traços de personalidade em particular (neste caso a homossexualidade) pode levar a prática médica nociva e a uma base para a discriminação na sociedade. Existe agora um grande corpo de evidências de pesquisas que indica que ser gay, lésbica ou bissexual é compatível com uma saúde mental e um ajustamento social normais. No entanto, as experiências de discriminação na sociedade e uma possível rejeição por amigos, familiares e outros, tais como empregadores, significa que algumas pessoas LGB têm uma experiência maior que a esperada na prevalência de problemas de saúde mental e de uso indevido de substâncias. Embora tenha havido reclamações por grupos políticos conservadores nos Estados Unidos de que esta maior prevalência de problemas de saúde mental é a confirmação de que a homossexualidade é um transtorno mental em si, não há qualquer evidência para fundamentar tal afirmação.

    A Associação Americana de Psiquiatria, aAssociação Americana de Psicologia e aAssociação Nacional dos Trabalhadores Sociais declararam: Em 1952, quando a Associação Americana de Psiquiatria publicou o seu primeiro Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM), a homossexualidade foi incluída como uma desordem. Quase imediatamente, no entanto, essa classificação começou a ser submetida ao escrutínio crítico em uma pesquisa financiada pelo Instituto Nacional de Saúde Mental. Esse estudo e a pesquisa subsequente falharam em conseguir apresentar qualquer base empírica ou científica para considerar a homossexualidade como um distúrbio ou anormalidade, ao invés de uma orientação sexual normal e saudável. Como resultado dessa pesquisa acumulada, os profissionais em medicina, saúde mental e em ciências comportamentais e sociais chegaram à conclusão de que era incorreto classificar a homossexualidade como uma desordem mental e que a classificação do DSM refletia pressupostos não testados com base em normas sociais prevalentes e impressões clínicas a partir de amostras representativas compostas por pacientes que procuram tratamento e por indivíduos cujo comportamento trouxe para o sistema de justiça criminal. Em reconhecimento da evidência científica, a Associação Americana de Psiquiatria retirou a homossexualidade do DSM em 1973, afirmando que "a homossexualidade em si não implica qualquer prejuízo no julgamento, estabilidade, confiabilidade ou capacidades gerais sociais e vocacionais." Depois de uma profunda revisão de dados científicos, a Associação Americana de Psicologia adotou a mesma posição em 1975, e exortou todos os profissionais de saúde mental "para assumir a liderança em eliminar o estigma de doença mental que há muito tem sido associado com orientações homossexuais.

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  12. A Associação Nacional dos Trabalhadores Sociais adotou uma política similar. Assim sendo, os profissionais e pesquisadores de saúde mental há muito reconheceram que ser homossexual não constitui obstáculo inerente à liderança de uma vida feliz, saudável e produtiva, e que a grande maioria dos gays e lésbicas funcionam bem em toda a gama de instituições sociais e de relações interpessoais.

    A Sociedade Chinesa de Psiquiatria retirou a homossexualidade da Classificação Chinesa de Transtornos Mentais em 2001, após cinco anos de estudo pela associação.
    Não há estudos empíricos ou pesquisas que suportem teorias que atribuem a orientação sexual a disfunção familiar ou traumas (Bell et al., 1981; Bene, 1965; Freund & Blanchard, 1983; Freund & Pinkava, 1961; Hooker , 1969; McCord et al., 1962; Peters & DK Cantrell, 1991 Siegelman;, 1974, 1981; Townes et al., 1976)

    A Associação Americana de Psiquiatria, a Associação Americana de Psicologia e a Associação Nacional dos Trabalhadores Sociais, em 2006, declararam:
    Atualmente, não há consenso científico sobre os fatores específicos que levam um indivíduo a tornar-se heterossexual, homossexual ou bissexual, incluindo possíveis efeitos biológicos, psicológicos ou sociais da orientação sexual dos pais. No entanto, as evidências disponíveis indicam que a grande maioria das lésbicas e adultos homossexuais foram criados por pais heterossexuais e que a grande maioria das crianças criadas por pais gays e lésbicas crescem como heterossexuais.

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  13. O Royal College of Psychiatrists, em 2007, afirmou:
    Apesar de quase um século de especulação psicanalítica e psicológica, não há nenhuma evidência substantiva para apoiar a sugestão de que a natureza da criação dos filhos ou que as primeiras experiências da infância desempenham qualquer papel na formação da orientação fundamental de uma pessoa heterossexual ou homossexual. Parece que a orientação sexual é de natureza biológica, determinada por uma complexa interação de fatores genéticos e do ambiente uterino precoce. A orientação sexual não é, portanto, uma escolha.

    A Academia Americana de Pediatria afirmou, em Pediatria, em 2004:
    A orientação sexual, provavelmente não é determinada por apenas um fator, mas por uma combinação de influências genéticas, hormonais e ambientais. Nas últimas décadas, as teorias baseadas no fator biológico têm sido favorecidas por especialistas. Ainda continua havendo controvérsia e incerteza quanto à gênese da diversidade das orientações sexuais humanas, não há nenhuma evidência científica de que pais anormais, abuso sexual ou qualquer outro evento adverso da vida influenciem a orientação sexual. O conhecimento atual sugere que a orientação sexual normalmente é estabelecida durante a infância.

    A Associação Americana de Psicologia afirma que: "há provavelmente muitas razões para a formação da orientação sexual de uma pessoa e as razões podem ser diferentes para pessoas diferentes" e diz que a orientação sexual da maioria das pessoas é determinada em uma idade precoce. A pesquisa sobre como a orientação sexual em homens pode ser determinada por fatores genéticos ou outros fatores pré-natais desempenha um papel no debate político e social sobre a homossexualidade e também levanta temores sobre impressão genética e testes pré-natais.
    O professor Michael King afirma: "A conclusão dos cientistas que pesquisaram as origens e a estabilidade da orientação sexual é que essa é uma característica humana que se forma no início da vida e é resistente a mudanças. Evidências científicas sobre as origens da homossexualidade são consideradas relevantes para o debate teológico e social porque prejudicam as afirmações de que a orientação sexual é uma escolha."

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  14. https://drauziovarella.com.br/drauzio/dna-e-homossexualidade/

    www.saense.com.br/2016/08/homossexualidade-e-genetica-e-nao-ha-cura

    https://drauziovarella.com.br/sexualidade/gays-e-heterossexuais-incuraveis/

    http://hypescience.com/o-cerebro-dos-gays-e-igual-ao-do-sexo-oposto/

    http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL602802-5603,00-HOMEM+GAY+TEM+CEREBRO+FEMININO+COMPROVA+ESTUDO.html

    https://drauziovarella.com.br/sexualidade/homossexualidade-dna-e-a-ignorancia

    https://drauziovarella.com.br/sexualidade/gays-e-heterossexuais-incuraveis/

    https://drauziovarella.com.br/sexualidade/a-imposicao-sexual/

    https://drauziovarella.com.br/sexualidade/causas-da-homossexualidade/
    Até agora, muitas pesquisas têm sido conduzidas para determinar a influência da genética, da ação hormonal, da dinâmica de desenvolvimento, das influências sociais e culturais - o que levou muitos a pensar que a biologia e os fatores ambientais desempenham um papel complexo na sua formação. Uma vez pensou-se que a homossexualidade era o resultado de desenvolvimento psicológico defeituoso, resultante de experiências de infância e relações problemáticas, incluindo abuso sexual na infância. Verificou-se que isso se baseava em preconceitos e desinformação.
    A pesquisa identificou vários fatores biológicos que indica estar relacionados ao desenvolvimento da orientação sexual, incluindo genes, hormônios pré-natais e estrutura cerebral. Nenhuma causa controladora única foi identificada, e a pesquisa continua nessa área.
    Embora os pesquisadores geralmente acreditam que a orientação sexual não é determinada por qualquer fator, mas por uma combinação de fatores genéticos, hormonais e ambientais, com fatores biológicos envolvendo uma complexa interação de fatores genéticos e do ambiente uterino precoce, eles favorecem modelos biológicos para a causa . Eles acreditam que a orientação sexual não é uma escolha, e alguns deles acreditam que ela é estabelecida na concepção. Ou seja, os indivíduos não escolhem ser homossexuais, heterossexuais, bissexuais ou assexuados.

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  15. NÃO EXISTE EX-GAY. Como esses aí que se dizem "curados", eu já vi muitos!!! Atacando fora o que nunca vai matar dentro. Vai pra igreja porque não se aceita, não se ama, nem se respeita… e não se ajusta na sociedade. Levou um fora do namorado e não consegue ser feliz no amor?…. Ou cansou da futilidade que muitos gays optam por viver, num mundo de veneno e desrespeito próprio dos que não se ajustam a sua sexualidade e se deixam influenciar pelos preconceitos sociais. Se odeiam e odeiam outros gays. Que triste! Tomam as decisões erradas. E depois fogem pra uma igreja.

    Alguns dizem poder se livrar das ''práticas'', mas nunca da homossexualidade em si. Igual a esses há muitos… até casados, com filhos ”abençoados” e que se juram ”libertos”, blablabla. Mas não duram nessa farsa. Logo, logo os desejos homo estarão explodindo. Pode ficar nessa capa até por anos, mas sabe como é duro resistir e o manter as aparências e o ”testemunho”… Como devem se reprimir e ser neuróticos!

    Nunca poder se ''manter hetero”, pois sua ESSÊNCIA é gay. Sim, não há escolha. Ninguém escolhe ser e nem deixar de ser. Vocês apenas repetem as falácias do sr. Silas Malafaia e afins, mas no fundo sabem que é tudo mentira! VIVEM UMA FANTASIA UT'ÓPICA.
    Não existe cura para o homossexual, pois ser homossexual não é uma doença, o indivíduo nasce. O que pode acontecer com esses que se dizem curados, é que se ligaram a uma religião e abstiveram-se da pratica e com isso levam uma vida como se não desejassem mais esse tipo de envolvimento, quando na verdade desejam, e para sanar esse desejo recorrem ao jejum e a oração. Caso tivessem sido "libertos" não seria necessário nenhuma prática desse tipo, pois não vemos nenhum heterossexual não evangélico jejuando e orando para serem o que são: héteros. Homossexual é homossexual e não existe nenhuma religião que mude isso.
    Vejam a ciência, a Psicologia: Se não se nasce assim, se torna... sem ter optado por nada! Quantas falácias e idealizações nos testemunhos. Homo Faz parte da natureza, da humanidade, quer gostem ou não. Se aceitasse no fundo, seria equilibrado. Não é fácil. Mas não precisaria de muletas da religião.

    Essa história todos já conhecem o fim, já viram um caso na igreja. Como tantos por aí, os ''ex-gays'' vão voltar as práticas sexuais (se é que um dia deixou) e provocar escândalos ou abafá-los pelo bem do ''evangelho''. E culpar o diabo. Depois a crentalhada vai dizer que ”ele nunca encontrou Jesus de verdade”, fazer fofoca e pisar nele. Sim, o mundo evangélico é hipócrita, cruel e coorporativista. Fazem acreditar em milagres que nem eles acreditam. Igreja... vocês perseguem gays, mas não salvam nenhum!! ACORDEM. Parem de iludir pessoas tristes.

    Dica: Deveria procurar um psicólogo hoje pra se ACEITAR e ser saudável como é. Mas não… preferem ser infeliz por uma crença falsa e viver se frustrando e perseguindo gays ajustados. Que pena pois assim apenas magoam a si mesmos, perdem tempo, juventude, energia e pior, prejudica outros homossexuais confusos com seus dogmas Não há PROVAS sobre ex-gays.
    Pesquisem Lana Holder e Sergio Viula (do MOSES) e tantos outros que pararam de mentir pra si, Deus não exige que você ''deixe'' de ser gay! Os homens, sim.

    ”Não existe pecado maior que a estupidez”! (Oscar Wilde)

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  16. As denominações evangélicas, a maioria (não generalizando), mas principalmente as maiores que estão sempre na mídia com horários pagos, argumentam que o homossexualismo é escolha. Como no caso citado que estou utilizando como exemplo, é difícil entender como alguém escolhe ser gay, quer seja homem ou mulher. Que nem o Jô soares disse uma vez a um pastor em seu programa de entrevista: "Como que alguém escolhe ser gay? Tipo assim, o rapaz esta pensando em que vai ser , ai ele pensa: advogado? Talvez. Médico? não sei! Gay? hum, isso sim. Já sei, eu vou ser gay, nunca vou me casar ou ter filhos, vou sofrer o preconceito e discriminação de toda minha família e da sociedade e ainda por cima ser condenado ao inferno cristão por toda a eternidade. É isso Vou escolher ser gay"

    Essa ironia do apresentador Jô Soares, reflete o pensamento de muitos cristãos, que a pessoa acorda um belo dia e escolhe ser gay.

    Se você tentar obrigar a um heterossexual a ter relações com outro homem, ele não vai conseguir. Porque para o homem, é diferente da mulher a relação sexual, uma vez que o homem depende de uma ereção. Por isso que existem mais homossexuais assumidos do sexo masculino que o feminino, porque muitas mulheres, mesmo que não sintam atração ou desejo pelo sexo oposto, conseguem ter relações sexuais com o mesmo e ainda engravidarem e gerarem filhos. E da mesma forma, o homem que é homossexual não conseguiria ter relações sexuais com o sexo oposto.

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  17. Sempre houve e haverá mulheres e homens que desejam pessoas do mesmo sexo, porque essa é uma característica inerente à condição humana. Com persistência e determinação, eles podem controlar o comportamento sexual, mas o desejo não. O desejo é uma força da natureza mais íntima de cada um de nós; é água que corre montanha abaixo.

    A homossexualidade é um fenômeno de natureza tão biológica quanto a heterossexualidade. Esperar que uma pessoa homossexual não sinta atração por outra do mesmo sexo, é pretensão tão descabida quanto convencer heterossexuais a não desejar o sexo oposto.

    Os que assumem o papel de guardiões da família e da palavra de Deus para negar às mulheres e homens homossexuais os direitos mais elementares, não são apenas sádicos, preconceituosos e ditatoriais, são ignorantes!

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  18. Homem gay tem cérebro feminino, comprova estudo

    Da mesma maneira, cérebro de lésbica parece o de um homem heterossexual.
    Estudo dá as provas mais sólidas de que a orientação sexual é característica biológica.
    Marília Juste
    Do G1, em São Paulo
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    O cérebro de um homem gay é mais parecido com o de uma mulher do que com o de um homem heterossexual. É o que mostra um estudo feito na Suécia e divulgado nesta segunda-feira (16), que revelou as provas mais sólidas até hoje de que a sexualidade não é uma opção, mas uma característica biológica.

    [x] Tomografia por emissão de pósitrons revela que fluxo de sangue na área do cérebro que controla emoções de homossexuais é parecido com o do sexo oposto (Foto: Divulgação)

    A equipe de Ivanka Savic, do Instituto Karolinska, mostrou, com a ajuda da ressonância magnética, que o tamanho e a forma do cérebro variam de acordo com a orientação sexual. O cérebro de um homem gay parece o de uma mulher hétero – com os dois hemisférios mais ou menos do mesmo tamanho. O de uma lésbica, no entanto, parece o de um homem hétero – pois os dois têm o lado direito um pouco maior que o esquerdo.

    Trabalhos anteriores já tinham detectado uma diferença na atividade cerebral, mas eles analisaram apenas a resposta sexual dos indivíduos. Por exemplo, na hora de ver um rosto atraente. Esse tipo de coisa, afirma Savic, pode ter sido “aprendida” ao longo dos anos. Por isso, a pesquisadora preferiu estudar parâmetros fixos, como o tamanho e a forma do cérebro, que se mantêm os mesmos desde o nascimento.

    A equipe também analisou o fluxo de sangue na amígdala, a área do cérebro que controla o aprendizado emocional, o humor e a agressividade. Novamente, o padrão masculino homossexual correspondeu ao feminino heterossexual e vice-versa.

    Ao todo, o grupo estudou 90 participantes (25 heterossexuais e 20 gays de cada um dos sexos). Os resultados foram apresentados na edição desta semana da revista da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, a “PNAS”.

    http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL602802-5603,00-HOMEM+GAY+TEM+CEREBRO+FEMININO+COMPROVA+ESTUDO.html

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  19. Simon Le Vay em 1991 com seus estudos com animais mostravam que uma parte do hipotálamo, na base do cérebro, estava relacionada à regulação do comportamento sexual. "Quis checar se poderia haver ligação também com a orientação sexual", diz Le Vay. O pesquisador reuniu uma pequena quantidade de cadáveres de homens e mulheres héteros e homens gays e focou sua atenção num pequeno grupo de células do hipotálamo anterior chamado INAH3. Ao comparar o tamanho da estrutura entre os sujeitos dos dois grupos, verificou que ela era em média duas vezes maior entre os homens héteros. Mais do que isso, o tamanho do INAH3 dos gays se aproximava daquele encontrado em mulheres. Este ano o trabalho de Le Vay recebeu um importante reforço, ainda que indireto. Um estudo da Universidade do Oregon comparou os cérebros de cerca de 30 carneiros héteros e homossexuais. Sim, 10% dos carneiros são homossexuais. O estudo mostrou que, assim como em humanos, o tamanho de uma estrutura do hipotálamo associada ao comportamento sexual é menor em carneiros homossexuais, com proporções semelhantes às encontradas nos cérebros das fêmeas da espécie. "É claro que a sexualidade humana é mais complexa do que a das ovelhas, mas fiquei feliz ao saber do resultado", comenta Le Vay.

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  20. Em 2005, o debate dos genes versus ambiente ganhou dimensões inesperadas com a publicação na revista “Cell” de uma pesquisa impecavelmente conduzida na Academia Austríaca de Ciências, com drosófilas, as mosquinhas que sobrevoam bananas maduras, modelos de tantos estudos genéticos. Há vários anos foi descrita nas drosófilas a existência de um gene-mestre (fru), capaz de orquestrar um grupo de genes encarregado de coordenar um circuito de 60 neurônios, responsável pela condução dos estímulos sexuais masculinos ou femininos. Basta lesar um desses neurônios para que o inseto não consiga se acasalar adequadamente. O ato sexual nas drosófilas obedece a um ritual bem conhecido: quando se aproxima da fêmea, o macho encosta a perna na dela, toca uma música com as asas para enternecê-la, lambe o sexo da fêmea quando a música termina e, somente depois, copula com ela durante 20 minutos, rigorosamente. No trabalho citado, os austríacos transplantaram a versão masculina do gene fru das drosófilas machos para um grupo de fêmeas. E, num experimento paralelo, a versão feminina do mesmo gene para um grupo de machos. Para espanto geral, as fêmeas que receberam a versão masculina de fru, quando levadas à presença de outra fêmea, adotavam o ritual masculino: tocavam a perna da outra, usavam as asas para a música sedutora e tudo mais. Quando colocadas em ambientes com moscas de ambos os sexos, elas perseguiam sexualmente outras fêmeas sem dar a mínima para o sexo oposto. Ao contrário, quando a versão feminina de fru foi transplantada para os machos, eles se tornaram mais passivos, desinteressados pelas fêmeas e atraídos por outros machos. No final os autores concluíram: “Os dados mostram que comportamentos instintivos podem ser especificados por programas genéticos da mesma forma que o desenvolvimento morfológico de um órgão ou de um nariz”.
    Embora não haja certeza de que em mulheres e homens exista um gene equivalente ao gene fru da drosófila, é preciso lembrar que a genética humana sempre se valeu das drosófilas para elucidar nossos mecanismos básicos. É muito provável que o comportamento sexual esteja sob o comando do que chamamos de programa genético aberto.
    Na biologia moderna, o espaço para o velho debate genes versus ambiente está cada vez mais exíguo. O homem é resultado de uma interação complexa entre o programa genético contido no óvulo fecundado e o impacto que a experiência exerce sobre ele. Como disse o mestre Ernst Mayr, um dos grandes biólogos do século passado: “Não existe atividade, movimento ou comportamento que não seja influenciado por um programa genético”. Considerar a orientação sexual mera questão de escolha do indivíduo é desconhecer a natureza humana.

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    Respostas
    1. Esse experimento é de 2005. Já foram reportados novos dados que contestam o potencial desse gene ter uma relação séria com o comportamento sexual das moscas.
      O erro desse artigo foi ter considerado e observado poucas variáveis.

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