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quarta-feira, 20 de agosto de 2014

O HIV e a loucura do politicamente correcto.


Quando o jogo político e o politicamente correcto superam a medicina, a segurança e a saúde pública, todos nós sofremos com isso. Nós vemos isso a acontecer demasiadas vezes mas actualmente tornou-se procedimento padrão quando se fala do homossexualismo e do mortífero HIV. Por todo o mundo ocidental as elites governantes, os políticos, e até comunidades médicas politizaram o HIV/ SIDA e, consequentemente, colocaram vidas em risco. O deus do homossexualismo não pode nunca ser desafiado, questionado ou colocado em causa. Tudo tem que dar lugar a este estilo de vida perigoso e de elevado risco.

O governo Victoriano [ed: Austrália] é um exemplo perfeito do quanto que líderes descuidados e irresponsáveis dobraram o joelho em favor da religião homossexualista, colocando de lado o senso comum e o bem comunitário. O governo de Hon Denis Napthine está actualmente a distanciar-se da conferência pró-família que brevemente se irá realizar lá, qualificando-a de "homofóbica". Ao mesmo tempo. o Ministro da Saúde veio ao público afirmar que atacar aqueles que deliberadamente propagam o HIV está errado. Sim, ouviram-me correctamente. Eis o que uma agência noticiosa diz:
A única lei Australiana que criminaliza a transmissão intencional do vírus do HIV será alvo de uma reforma, afirmou o ministro da Saúde de Victória, David Davis, anúncio que foi alvo duma ovação por parte de pesquisadores do HIV . . . durante um evento satélite do "Aids 2014 Symposium" em Melbourne. (...) 
Actualmente, a lei diz que "causar intencionalmente uma doença séria" é uma ofensa criminosa em Victoria - com "doença séria" definida com o entendimento exclusivo de infecção por via do HIV. 
Davis declara ainda que, "Comprometemo-nos, juntamente com as comunidades médicas, de pesquisa e de apoio relativas ao HIV, a rever e reformar esta secção como forma de garantir que ela é não-discriminatória."
Que conversa sem sentido é esta de ser "não-discriminatória"? Nós já sabemos o que os factos revelam: a esmagadora maioria dos casos de HIV devem-se ao sexo entre homens, ou às drogas intravenosas. Se nós sabemos de modo preciso quais são os principais grupos de risco, então naturalmente que devemos colocar em foco esses mesmos grupos. E enquanto os governos fazem estas coisas, um pouco por todo o mundo as pessoas continuam a contrair o HIV devido às políticas medrosas, ao poder dos demolidores homossexuais, e também devido ao furioso politicamente correcto.

Pelo menos em alguns sítios este comportamento ainda é considerado perigoso e, consequentemente, ilegal. Levemos em consideração um caso que ocorreu no Missouri (EUA) onde um homem foi judicialmente acusado de propagar o HIV:

Magnum enfrenta agora acusações de exposição imprudente à infecção do HIV depois da polícia declarar que ele admitiu ter tido mais de 300 parceiros sexuais (..).

Como consequência do politicamente correcto entorpecedor mental e moralmente irresponsável, o HIV continua a ser uma problema enorme na Austrália. Um notícia revela:
O número de pessoas com o HIV na Austrália permanece em máximos de 20 anos. Dados anuais divulgados por parte do "Kirby Institute" revela que 1,235 novos casos foram diagnosticados no ano passado. Estes números foram divulgados antes da conferência global da SIDA que ocorrerá no próximo mês. Os dados mostram que as taxas de HIV têm estado a subir de modo consistente na Austrália desde 1999 e mais de 26,000 pessoas vivem actualmente com esse vírus. Os pesquisadores afirmam que estão preocupados com a complacência e com o facto do sexo desprotegido levado a cabo por parceiros casuais masculinos poder ser o contribuidor principal por trás do aumento.
Levemos também em consideração o que se segue, acabadinho de chegar dos EUA:
Novo relatório do "U.S. Centers for Disease Control and Prevention" declara que embora a taxa anual do diagnóstico de HIV tenha baixado em um terço na população geral, a percentagem está a aumentar entre os jovens bissexuais e homossexuais masculinos. O HIV, o virus que causa a SIDA, tem estado em queda junto dos heterossexuais, dos consumidores de drogas, e entre as mulheres, mas a taxa entre os jovens homossexuais e bissexuais aumentou em 100%.
No meu livro "Strained Relations" falo muito deste assunto, e como tal, permitam-me que finalize com algum do material do livro:

Uma vez que os procedimentos normais associados às doenças infectuosas não foram usados no caso da SIDA - devido ao medo do protestos homossexuais - é bastante claro, como já foi dito por alguns, que a SIDA tornou-se na primeira doença politicamente protegida da nação. Mas a SIDA tem que ser tratada como um assunto médico e não um tópico político. A SIDA é uma epidemia de saúde, que precisa de medidas rigorosas.

Estas medidas têm que incluir os métodos normais de prevenção de transmissão: os Departamentos de Saúde Pública devem ser capazes de saber quem tem a doença (através de monitorização de casos e rastreamento); testes de rotina têm que ser levados a cabo; a notificação dos portadores tem que ser obrigatória. Tal como disse um autor, "Temos que parar de romantizar a SIDA". Como o co-fudador da "Children’s AIDS Fund in America" colocou as coisas:

Nunca na história da medicina fizemos com que a responsabilidade pelo término duma epidemia recaísse no indivíduo portador duma doença infectuosa ou contagiosa. Durante os primeiros 15 anos da epidemia HIV/SIDA as comunidades médicas e de saúde pública retiraram-se do papel interventivo, através de diagnósticos agressivos e relatórios consistentes com a sua abordagem a doenças semelhantes.

É precisamente porque nos recusamos a tratar do HIV/SIDA como qualquer outro risco de saúde pública que actualmente pagamos um preço terrível. Um médico coloca as coisas desta forma:

Se uma nação estrangeira atacasse as nossas costas e matasse 10,000 Americanos, isso seria considerado um acto de guerra. No entanto, milhões de Americanos foram já desnecessariamente infectados por esta epidemia e irão quase de certeza morrer. A tragédia é que isto nunca deveria ter acontecido.

Basicamente, a SIDA não é primariamente um assunto de saúde mas sim um tópico que se centra num comportamento. Se o comportamento for parado (actividade homossexual, uso de drogas através de agulhas, etc), é bem possível que a doença seja parada. E isto não são os pensamentos de direitistas intolerantes, visto que uma lésbica coloca as coisas desta forma:

Vamos ser honestos. Há uma forma de parar a propagação da SIDA - chama-se abster-se do sexo. Ao contrário da doença do Alzheimer, da doença de Parkinson, ou das diabetes, pode-se tomar a decisão de não contrair a SIDA (com algumas excepções infelizes tais como a criança infectada pela mãe ou a vítima uma transfusão de sangue contaminado). Levando em conta a sua evitabilidade, não há desculpas para que a SIDA seja a maior crise de saúde que as pessoas enfrentam.

Outro homossexual, escrevendo para uma importante revista homossexual Americana, The Advocate, diz que os jovens homossexuais "encontram-se ignorantes duma doença que já está entre nós há mais de 20 ano. E se eles são homossexuais e homens, então eles são duplamente merecedores. Nós já vimos em primeira mão o que a SIDA pode fazer, mas escolhemos permanecer ignorantes em favor dos nossos desejos carnais."

Felizmente, alguma sanidade está a entrar no debate. Um importante grupo homossexual da Califórnia decidiu sair do armário - isto é, decidiu voltar para a verdade em torno da SIDA. O grupo "L.A. Gay and Lesbian Center" está a tentar atingir os homens homossexuais que se  tornaram complacentes em relação ao HIV e à SIDA. Este mesmo grupo deu início a uma enorme campanha publicitária com uma admissão franca:

O HIV é uma doença homossexual.


* * * * * * *
O motivo pelo qual o HIV não foi tratado como outra epidemia qualquer centra-se na utilidade ideológica do comportamento homossexual. Seria muito difícil para os terroristas culturais dar legitimidade ao comportamento homossexual (como forma de destruir o casamento natural) ao mesmo tempo que a comunidade médica frontalmente tenta acabar com uma das muitas consequências médicas desse mesmo comportamento.

Logo, em vez de tentar acabar com o perigo do HIV, o que teria que ser associado à propaganda contra o homossexualismo, a elite cultural do ocidente propositadamente deixou a ameaça propagar-se, evitando assim ter que se defender da sua posição pró-homossexualista.

Ou seja, as pessoas que nada fizeram para controlar o HIV são essencialmente as mesmas pessoas que defendem a normalidade do homossexualismo.

Para além disso, não é fora do contexto levar em conta os planos de "controle populacional" por parte da mesma elite que defende o homossexualismo. Segundo algumas fontes, algumas famílias globalistas usam o homossexualismo para reduzir a população do mundo (especialmente em África).

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Controle populacional e homossexualismo

Julio Severo

Resumo: O homossexualismo é um estilo de vida inteiramente compatível com as metas do controle populacional. Os controlistas querem reduzir drasticamente a “produção” de bebés no mundo inteiro. No homossexualismo, não existe a função natural de gerar bebés. Quanto mais homens adoptarem o comportamento homossexual, menos bebés haverá no mundo.

Até a década de 1960, não havia no Ocidente comentários sobre casamento gay, concessão do direito de adopção para “casais” gays, direitos especiais para gays, etc. As noticias também não davam nenhuma atenção às pretensões dos activistas gays, que eram em número tão reduzido que não representavam preocupação alguma.

Entretanto, alguns diziam que se devia promover o homossexualismo a fim de se reduzir a população mundial. De onde estavam vindo essas ideias? Dos controlistas — indivíduos que seguem a ideologia do controle populacional. Entre eles havia importantes autoridades internacionais, banqueiros, militares, políticos, filósofos, etc.

Aborto, controle da natalidade e homossexualismo

Os controlistas querem salvar o mundo. Eles acreditam que a terra não tem capacidade de sustentar uma população tão grande. Sua solução é criar meios, tecnológicos e educativos em massa, a fim de que haja menos pessoas neste mundo.

Assim é que eles estão por trás de todos os movimentos modernos eliminadores de seres humanos, do aborto até a eutanásia. Sob a liderança e inspiração de Margaret Sanger, que inventou o termo controle da natalidade e fundou a Federação Internacional de Planeamento Familiar em 1952, os controlistas se lançaram numa campanha sistemática para legalizar o uso de “anticoncepcionais” e o aborto.

A Federação Internacional de Planeamento Familiar, que tem o apoio da ONU, propôs as seguintes estratégias para reduzir o tamanho da população mundial e para que os casais tenham menos filhos:

· Aumento do homossexualismo;

· Crise económica;

· Estabelecimento de creches;

· Leis que levem as mulheres a trabalhar fora;

· Aborto compulsório para as gravidezes ilegítimas;

· Esterilização compulsória para todos os casais que já têm dois filhos (menos para alguns que teriam permissão especial de ter três);

· Limitar a maternidade a um número reduzido de mulheres;

· Licenças oficiais para se ter filhos.[1]

Sanger, que era teosofista, estava directamente por trás da criação da pílula anticoncepcional e sua federação teve papel decisivo na legalização do aborto nos EUA. Com a ajuda da ONU, sua federação promove a educação sexual nas escolas, diversidade sexual, contracepção e aborto para adolescentes e jovens do mundo inteiro.

Na década de 1960, os controlistas afirmavam, com o apoio de especialistas médicos envolvidos na mesma causa, que a legalização dos anticoncepcionais reduziria a prática do aborto.

Mas o que houve foi o contrário. A contracepção e o aborto acabaram sendo legalizados e suas práticas tiveram um aumento estratosférico, principalmente na Europa, EUA, Canadá e outros países industrializados. O que é irónico é que Sanger era racista e queria que o controle da natalidade livrasse a raça europeia branca das outras raças, mas o efeito foi inverso.

Seguindo o exemplo de Sanger e sua federação, os controlistas financiam no mundo inteiro a educação sexual nas escolas, os grupos ambientalistas, os grupos feministas, os grupos homossexuais, a pornografia e qualquer outra coisa que os ajude em suas metas. Para eles, o crescimento da população mundial é uma praga, um câncer.

O evangelho da morte

Os controlistas são capazes de qualquer artimanha. Se, a fim de alcançar seus objectivos de reduzir a população mundial, eles precisarem adoptar medidas pioneiras para condicionar as pessoas a aceitarem o sexo entre seres humanos e animais, eles não hesitarão em preparar o terreno social, legal, político e académico.

É claro que a propaganda daria ênfase ao termo amor — sexo com animais é a expressão mais pura de amor entre um animal e seu dono, diriam eles. Quem duvida da capacidade dos controlistas de deturpar a palavra amor, é só ver como o relacionamento homossexual foi adulterado de uma justa classificação de perversão sexual para a actual imagem de amor entre pessoas do mesmo sexo.

Embora pareça haver um respeito e consideração pelas crianças hoje, é só na aparência, pois mais recentemente as pesquisas científicas envolvendo o sacrifício de seres humanos durante as fases do desenvolvimento pré-natal são feitas com a desculpa de se criar novas curas.

Justifica-se assim então a destruição de uma vida para salvar outra. Todas essas medidas, e outras que virão, têm como único objectivo eliminar mais seres humanos e criar nas pessoas uma mentalidade que não considera a vida humana com valor moral absoluto, exactamente como querem os controlistas.

Os controlistas estão experimentando sucesso enorme. O aborto é hoje legalmente permitido para assassinar milhões de bebês inocentes, em todos os países com tradição evangélica. A tradição cristã de países como Alemanha, Inglaterra, Escócia, EUA e Canadá caiu facilmente diante do evangelho controlista.

Os controlistas podem aparentar representar uma ideologia científica, neutra e não religiosa, mas suas raízes religiosas mais importantes só são desconhecidas para os que não estão familiarizados com a história da teosofia.

No século XIX, os teosofistas estavam activamente envolvidos em campanhas pioneiras de controle da natalidade. As sementes brotaram. A partir do século XX, os controlistas entraram em acção, com muitas organizações espalhadas nos EUA e na Europa, cumprindo os próprios objectivos dos teosofistas. Os frutos desse intenso trabalho só começaram a aparecer em grande escala a partir da década de 1970.

Por que, além do aborto e da pílula anticoncepcional (e também muitos outros métodos de controle da natalidade), os controlistas escolheram o homossexualismo para reduzir a população mundial?

É claro que eles não inventaram o homossexualismo, pois esse comportamento — assim como o adultério, o estupro e o roubo — existe há milhares de anos. Tudo o que eles fizeram foi jogar gasolina nos focos onde havia alguma chama, inflamando os indivíduos estratégicos que contribuiriam para propagar o evangelho homossexual.

Assim, o evangelho homossexual juntou-se ao evangelho do aborto, do feminismo e da contracepção. Talvez nem mesmo os teosofistas pioneiros do controle da natalidade imaginassem as repercussões de suas ideias em futuro tão próximo.

Por isso, não se deve estranhar que grupos ambientalistas, feministas, pró-aborto e pró-controle da natalidade apoiem o homossexualismo. O homossexualismo é um estilo de vida inteiramente compatível com as metas do controle populacional. Os controlistas querem reduzir drasticamente a “produção” de bebés no mundo inteiro.

No homossexualismo, não existe a função natural de gerar bebés. Quanto mais homens adoptarem o comportamento homossexual, menos bebês haverá no mundo.

Ameaçando a família natural

O avanço do movimento homossexual ameaça a maior é única instituição humana responsável pela chegada de mais bebês a este mundo: a família natural. Os bebés, ou mais propriamente a sua eliminação (através de meios tecnológicos que impeçam sua chegada ou que provoquem sua destruição directa) são o principal alvo dos controlistas.

Para colaborar com os controlistas, os activistas gays querem que seu relacionamento naturalmente estéril seja reconhecido como casamento. Quanto mais homens e mulheres forem seduzidos e enganados para esse estilo de vida, menos bebês nascerão. Ponto para os controlistas.

O reconhecimento do “casamento” homossexual forçará a redefinição do casamento normal e afectará o modo como o governo protege as verdadeiras famílias.

Os recursos que poderiam ser distribuídos entre as famílias naturais deverão ser distribuídos igualmente entre as famílias pervertidas e naturalmente estéreis (famílias homossexuais). Uma família gay terá direito aos mesmos direitos, benefícios e privilégios de uma família natural responsável pela criação de filhos.

Casais homossexuais, pelo seu próprio estilo de vida antinatural, só podem ter filhos de um modo antinatural e pervertido: inseminação artificial com outro doador e adopção de filhos de outros casais normais. Sendo reconhecidos como famílias, os “casais” gays terão direito de fazer operação para troca de sexo e para ter meios tecnológicos para poderem ter os bebês que a natureza jamais lhes daria.

Não muitos homossexuais escolherão esse caminho difícil, porém tal escolha implica em gastos imensos. Se o governo tiver de arcar com os custos dessas perversões em seu sistema de saúde, quem mais sairá prejudicado serão as verdadeiras famílias que, tendo e criando filhos, deveriam ser alvos de total prioridade de investimentos — sem mencionar que, como sempre, os cidadãos é que pagarão a conta toda através de impostos.

Mas obtendo igualdade legal diante da lei, os “casais” gays receberão tanta atenção e recursos quanto os casais naturais. Os recursos serão igualmente distribuídos tanto para casais naturais, que estão construindo verdadeiras famílias, quanto para casais não naturais, que estão destruindo a importância vital que a família verdadeira tem na manutenção da sociedade através da criação de bebês.

Os recursos da sociedade só deveriam ser investidos em necessidades legítimas, principalmente das famílias. O uso desses recursos para atender às reivindicações dos “casais” gays em busca de inseminação artificial ou outros procedimentos caros saqueará das famílias verdadeiras os recursos tão necessários para sua existência.

Portanto, o casamento homossexual reforçará de modo absoluto as intenções dos controlistas, que querem que o casamento seja visto e considerado inteiramente desvinculado de seu papel como gerador de nova vida.

O papel do sexo gay — com prazer sexual (ainda que anormal), porém sem função de gerar bebês — atende perfeitamente a todas as exigências da ideologia controlista.

Para poder acomodar e proteger o casamento gay que a natureza não dotou para gerar bebês, as leis poderão acabar definindo o casamento como uma instituição sem ligação directa com a criação de bebês. Assim, o papel social vital da verdadeira família se perderá no redemoinho da confusão homossexual reinante nas novas leis e imposições sociais.

Ter filhos, dentro do casamento ou não, será apenas mais uma opção. Sendo assim, se o governo precisar intervir para que os casais gays tenham filhos de um modo antinatural (através do sistema de saúde que deverá garantir “direitos” reprodutivos não reconhecidos pela própria natureza), há probabilidade de que o governo venha a intervir para que todos os casais só tenham filhos com permissão do governo. Tudo deverá ser igual para todos.

Tal época ainda não chegou, mas a reestruturação total da família — começando hoje com as preocupantes tentativas para redefinir o que é casamento e família — já é um projecto em andamento dos engenheiros sociais, inclusive da ONU, que nunca menciona os termos marido e esposa em seus actuais documentos.

Seja com o aborto, com a contracepção ou com o homossexualismo, os controlistas estão avançando em seus objectivos de fazer com que menos bebês nasçam. O preço, porém, tem sido a completa perversão de todas as responsabilidades e funções naturais da família.

O que essas criaturas “inteligentes” não enxergam é que, se a família natural sofrer, toda a sociedade sofrerá. O preço final da morte da família natural é a inevitável extinção da sociedade.

A sociedade pode viver sem o homossexualismo, sem o aborto, sem a contracepção e sem o feminismo, mas não pode sobreviver por muito tempo sem famílias que geram bebês. A sociedade só é sustentada pelas famílias naturais que têm filhos.

Preço elevado para europeus e americanos

Há outro problema grave com os planos dos controlistas. Eles queriam que o mundo inteiro fosse condicionado por suas ideias, e eles não têm medido esforços para usar a ONU nesse sentido. Contudo, quem mais está seguindo suas ideias de aborto, contracepção e homossexualismo são os europeus e americanos.

Para alegria dos controlistas, é imenso o número de europeus e americanos que não querem ter filhos. Quando querem, é apenas um ou no máximo dois.

Para tristeza dos controlistas, os muçulmanos não estão seguindo essas idéias. Suas famílias são grandes. Cada família muçulmana vê a chega de mais bebês como mais muçulmanos para propagar sua religião. Para tristeza dos europeus, o número de muçulmanos na Europa está aumentando sem parar, enquanto o número de europeus só diminui.

Enquanto europeus e americanos e outros estão mergulhados no aborto, contracepção e homossexualismo, para atender aos desejos dos controlistas de menos bebês no mundo, os muçulmanos levam muito a sério a importância de suas famílias e religião.

Cristãos, hindus, budistas, animistas, espíritas e outros religiosos no mundo inteiro estão cedendo em massa às pretensões dos controlistas. Mas os muçulmanos continuam demonstrando uma resistência formidável.

Com a “ajuda” dos grupos pró-aborto, pró-ambientalismo, pró-feminismo e pró-homossexualismo, haverá menos europeus para habitar a Europa. Mas esse espaço vazio não ficará vago por muito tempo. Por causa de seu respeito às suas famílias e à sua religião, os muçulmanos estão tendo muitos bebés, que serão os futuros cidadãos do mundo e alegremente preencherão os lugares vagos deixados pelos europeus e outros.

O jornalista Mark Steyn, do jornal Chicago Sun-Times, comentou: “Os problemas da Europa — seus programas sociais que já estão fora das possibilidades económicas, sua demografia que já está no leito de morte, sua dependência de números de imigrantes que nenhuma nação estável já conseguiu absorver com sucesso — foram todos criados pela própria Europa.

As projecções de alguns especialistas indicam que 40 por cento da população da União Europeia será muçulmana no ano 2025. O que já é realidade é que semanalmente mais pessoas frequentam as orações de sexta nas mesquitas do que os cultos de domingo nas igrejas cristãs”.[2]

Os prognósticos menos pessimistas indicam que em menos de cem anos os muçulmanos serão maioria em grande parte da Europa. Eles só conseguirão dominar a Europa porque nunca se submeteram às políticas de controle populacional. Os europeus de hoje que vivem de acordo com os valores impostos pelos controlistas estão lançando as bases para a futura UEI (União Européia Islâmica).

Por esse e outros motivos, nada temos a agradecer aos controlistas por seus esforços de “salvarem” o mundo do “excesso” de seres humanos. A “salvação” proposta por eles — que trouxe aumento do aborto, do homossexualismo, do sexo livre e do desrespeito ao valor da vida humana — está contribuindo decisivamente para a destruição de muitas famílias e para a redução dos europeus.

Algum dia os muçulmanos serão imensamente gratos por toda a “limpeza” étnica, cultural e religiosa que as idéias de controle populacional estão trabalhando na Europa em nossos dias.

Os homossexuais também sofrerão

As feministas, os ambientalistas e os homossexuais não percebem que são manipulados pelos controlistas.

Hoje, os activistas gays atacam os Cristianismo e a Bíblia, que condena claramente os actos homossexuais. Eles atacam a próprio livro que apresenta a única Pessoa que pode livrar um homem do homossexualismo. Eles colaboram intensamente com os controlistas para livrar o mundo do Cristianismo, redefinir a família tradicional e reduzir a população mundial.

O Evangelho de Jesus Cristo oferece gratuitamente libertação para os prisioneiros do homossexualismo. A religião muçulmana não oferece esperança alguma para eles.

Se algum dia os muçulmanos realmente se tornarem maioria na Europa, as leis muçulmanas se tornarão leis nacionais e os praticantes do homossexualismo sofrerão tudo o que os homossexuais sofrem em países muçulmanos: castigos duros e morte.

Aí a futura minoria europeia na Europa, inclusive os homossexuais, sentirá a diferença entre Cristianismo e islamismo.

A Europa ainda vai sentir saudades dos cristãos e seus valores.

Julio Severo é autor do livro O Movimento Homossexual, publicado pela Editora Betânia. .

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