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terça-feira, 10 de novembro de 2015

As crianças não estão bem: Filha de lésbica revela a verdade.

Por Brandi Walton

Caros membros da comunidade lgbt:

Não sou filha vossa. Nunca levantei uma bandeira numa das vossas paradas de orgulho homossexual. Nunca escrevi uma carta em vosso nome a um congressista ou a qualquer outra pessoa, e nunca senti a necessidade de fazer as pessoas aceitar o facto de eu ser filha duma lésbica. Isto talvez seja consequência do facto dela nunca ter tido necessidade de forçar as pessoas a aceitar como ela era.

Não, eu nunca me iria alinhar com uma comunidade tão intolerante e tão imersa dento dela mesma como a comunidade lgbt, uma comunidade que exige tolerância com fervor e com paixão, no entanto é incapaz de dar isso aos outros - por vezes, nem mesmo aos seus próprios membros. De facto, esta comunidade ataca qualquer pessoa que não concorde com ela, independentemente do quão amorosa a diferença de opinião seja expressa.

Eu mesmo sou o produto da Revolução Lésbica dos anos 80. A minha mãe sempre soube que gostava de raparigas, mas fez um esforço enorme para ser uma boa, heterossexual, rapariga sulista da igreja Baptista. Quando eu tinha 1 ano, ela deixou o meu pai por outro homem, com quem viveu até eu ter cerca de 4 anos. Depois do divórcio, ela disse ao meu pai para se ir embora, e ele foi porque, segundo ele, "eu sabia que não haveria de lutar contra toda a família para ter ver."

Não me lembro bem do homem com quem ela passou a viver depois de ter deixado o meu pai, mas lembro-me de ter sido feliz com ele. Não durou muito tempo, e quando ela o deixou. deixou-o por outra mulher.

Impedir as pessoas de falar sobre o homossexualismo não mudará o que as crianças conseguem ver

Eu sabia desde a minha tenra idade que viver com duas mulheres não era natural. De modo especial, eu poderia ver isso nas casas dos meus amigos que tinham uma mãe e uma pai. Eu passava o máximo de tempo que podia com eles. Eu ansiava pela afeição que os meus amigos recebiam dos seus pais. Eu queria saber como era ser recolhida nos braços dum homem, ser estimada por um, e como era viver com um diariamente.

Tanto quanto eu sabia, eu já tinha uma mãe; não precisava de outra. O meu sonho era que a minha mãe tomasse a decisão de voltar a estar com os homens outra vez, mas, obviamente, esse sonho nunca se chegou a realizar. Os meus avós e os meus tios fizeram os possíveis para levar a cabo as actividades pai-filha, mas não era o mesmo que ter um pai a tempo inteiro, e eu sabia disso. Eu via estas tentativas como actividades de segunda categoria.

Crescer sem a presença dum homem em casa danificou-me de modo pessoal. Tudo o que eu queria desde que era uma menina pequena era ter uma família normal. Quando acabei a escola secundária, os meus pensamentos não se encontravam onde eles tinham que estar. Enquanto os meus amigos estavam ansiosos por chegar a altura da universidade, eu sabia que me faltava uma parte de mim, e sabia que nunca me sentiria plena sem a encontrar.

Os homens precisam das mulheres e as mulheres precisam dos homens.

Ao contrário de muitas outras pessoas, eu tinha o desejo de criar a minha própria família e ter estabilidade, e isto causou a que eu tivesse relacionamentos muito pouco saudáveis. Felizmente, consegui ver-me livre de ambos, mas depois de ter sido magoada e usada de forma tão maligna, tomei a decisão de que a felicidade não era para mim. Pouco depois conheci o meu marido, e tudo se encaixou.

Pela primeira vez, senti-me viva e completa. Ter filhos e pela primeira vez ver um homem a cuidar duma criança era bonita e inspirador. Isso só reforçou a minha crença de que a criança precisa duma mãe e dum pai, e que a "paternidade" homossexual e as casas onde só há um pai são muito inferiores à paternidade heterossexual quando esta última é feita da forma correcta.

Saber quase nada sobre os homens dificilmente é a parte mais complicada de ser educado por duas mulheres. De certeza que não é surpresa para ninguém que crescer em  Podunk, Oklahoma, não foi fácil. Ao contrário das outras crianças que que aparentemente são educadas em utopias homossexuais, eu cresci sozinha e isolada. Eu era filha única e perto de mim não existiam outras crianças com quem falar ou com quem me relacionar. Ninguém perto de mim sabia o que eu passava todos os dias, e eu não tive outra opção se não guardar tudo dentro de mim.

Quando cheguei à idade adulta, tentei falar com a minha mãe sobre o quão difícil a minha vida foi, mas ela não se consegue identificar porque ela cresceu com um pai e com uma mãe. Quando eu era criança, também não teria falado sobre a forma como estava a ser educada. Amo a minha mãe. Ela era o centro da minha vida e a ideia de dizer algo aos de fora que lhe pudesse magoar devastava-me. Escrever esta carta neste momento já é devastador.

Os homossexuais e as suas crianças não pensam da mesma forma.

Mas mesmo assim, eu escrevo a carta. Estou a fazer isto porque as pessoas têm que saber que nem tudo são rosas. Os efeitos de se crescer da forma como cresci ainda desempenham um papel na minha vida actual. Eu estava para além de auto-consciente quando era criança, e estava constantemente preocupada com o que os outros iriam pensar de mim.

Eu tinha um medo terrível de alguém vir a descobrir que a minha mãe era uma lésbica e nunca mais querer ter algum tipo de contacto comigo. Durante a maior parte da minha vida, aquilo que eu pensava serem as opiniões dos outros em relação a mim dominaram, s só recentemente é que fui capaz de deixar isso de lado.

Isto é só a ponta do iceberg. Os estudos que alegam que nós [crianças criadas por homossexuais] temos um desempenho superior ao dos nossos pares criados por heterossexuais dificilmente podem ser considerados científicos, e nem chegam a ser representativos. As pessoas têm que saber que algumas crianças de pais homossexuais não concordam com a adopção e nem com o "casamento" homossexual, tal como alguns homossexuais também não concordam. Mas irão notar que esse facto não se encontra nas manchetes.

O Huffington Post publicou duas respostas à recente carta de Heather Barwick aqui para o The Federalist, e ambas foram escritas por pessoas que foram criadas por membros do sexo oposto - um homem criado por mulheres e uma mulher que tinha os irmãos presentes. Faz todo o sentido que as suas experiências não tenham sido iguais à minha ou a da Heather visto que ambas fomos educadas por mulheres.

E só porque um produto da inseminação artificial não sente que ela foi roubada não significa que os outros não o sintam. Estou ciente que existem por aí crianças que discordam com o meu ponto de vista, tal como há muitos homossexuais por aí que não não concordam com o ponto de vista da comunidade lgbt.

Mas sugerir que isto não é motivo para validar ou escutar um punhado de crianças educadas por homossexuais, e que são contra isso, é ridículo. Afinal de contas, só um pequeno grupo de pessoas é que está a militar em favor da redefinição do casamento e da paternidade, e todos nós estamos a ver como isso está a avançar.
Sinceramente Não Vossa, 
Brandi Walton

segunda-feira, 29 de junho de 2015

"Os vossos filhos estão a sofrer"

Por Heather Barwick

Caros membros da comunidade homossexual: eu sou vossa filha.  A minha mãe criou-me com a sua parceira lésbica nos anos 80 e 90. Ela e o meu pai estiveram casados durante algum tempo. Ela sabia que era homossexual mesmo de se ter casado, mas por aquela altura as coisas eram diferentes. Foi assim que eu cheguei aqui.

Tal como podem imaginar, foi complicado. Ela deixou-o quando eu tinha 2 ou 3 anos, porque ela queria uma chance de ser feliz com alguém que ela realmente amasse: uma mulher.

O meu pai não era um pessoa espectacular, e depois dela o ter deixado, ele não mais se preocupou em ficar por perto. Lembram-se do livro “Heather Has Two Mommies”? Essa foi a minha vida. A minha mãe, a sua parceira e eu, vivíamos numa pequena casa acolhedora nos subúrbios dum área pequena mas muito liberal e muito de mente aberta.

A parceira da minha mãe tratava-me como se fosse filha dela. Juntamente com ela, eu também herdei a sua lista de amigos próximos dentro da comunidade de gays e lésbicas. Ou será que eles me herdaram?

De qualquer das formas, eu ainda sinto que os homossexuais são o meu povo. Aprendi muito convosco. Aprendi a ser corajosa, especialmente quando é difícil. Vocês ensinaram-me a empatia. Vocês ensinaram-me a ouvir, e ensinaram-me a dançar. Vocês ensinaram-me a não ter medo das coisas que são diferentes. E vocês também me ensinaram como me defender, mesmo que isso significasse ficar sozinha.

Estou a escrever-vos estas coisas porque estou a sair do armário.: eu não apoio o "casamento" homossexual. Mas não é pelas razões qeu vocês pensam.

As Crianças Precisam dum Pai e duma Mãe

Não é porque vocês são homossexuais. Eu amo-vos muito. É devido à própria natureza dos relacionamentos homossexuais.

Enquanto eu crescia, e até aos meus anos 20, eu apoiava e defendia o "casamento" homossexual. Só quando passou a haver algum tempo e distância em relação à minha infância que eu fui capaz de reflectir mais sobre as minhas experiências e reconhecer as consequências a longo prazo que a paternidade homossexual teve sobre mim. E só agora, à medida que eu observo os meus filhos a serem amados pelo seu pai diariamente, que eu posso ver a beleza e a sabedoria da casamento e da paternidade tradicional.

A paternidade e o "casamento" homossexual impede que a criança tenha contacto com a mãe e com o pai, ao mesmo tempo que lhe diz que isso não é importante, que é tudo igual; mas não é. Muitos de nós, muitas crianças, estamos a sofrer. A ausência do meu pai criou um vazio enorme em mim, e eu sofria todos os dias ansiando por um pai. Eu amava a parceira da minha mãe, mas outra mãe nunca poderia substituir o pai que eu havia perdido.

Cresci rodeada de mulheres que diziam que não precisavam de homem algum, mas quando eu era uma menina, eu desesperadamente queria um pai. É estranho e confuso andar um pouco por todo o lado com esta dor profunda por um pai, por um homem, numa comunidade que diz que os homens não são necessários. Houve alturas em que me senti zangada com o meu pai por não estar junto a mim, e houve outras alturas em que me senti zangada comigo mesma por querer um pai. Há partes de mim que até hoje, sentem a perda.

Eu não estou a dizer que vocês não podem ser bons pais; certamente que podem, e eu tive uma das melhores. Não quero também dizer que ser educada por pais heterossexuais é garantia de que tudo vai correr bem. 

Todos nós sabemos que há muitas formas através das quais a unidade familiar pode acabar e causar a que as  crianças sofram: divórcio, abandono, infidelidade, abuso, morte, etc. Mas, de forma geral, a melhor e a mais bem sucedida estrutura familiar é aquele onde as crianças estão a ser criadas tanto pela mãe como pelo pai.

Porque é que as crianças educadas por homossexuais não podem ser honestas?  O "casamento" homossexual não só redefine o casamento, mas também o faz à paternidade. Ele promove e normaliza uma estrutura familiar que necessariamente nega algo tão precioso e fundamental.

Ele nega-nos algo que precisamos e ansiamos, ao mesmo tempo que nos diz que não precisamos aquilo que nós naturalmente tanto ansiamos, que tudo vai ficar bem. Mas não estamos bem. Nós estamos em sofrimento.

Os filhos de pais divorciados são livres para dizer:
Pai, mãe, eu amo-vos mas o divórcio acabou comigo e tem sido difícil. Despedaçou a minha confiança e fez-me sentir como se fosse culpa minha. É tão difícil viver em duas casas diferentes.
As filhos adoptados são livres para dizer:
Pais adoptivos, eu amo-vos, mas isto tem sido difícil para mim. Sofro porque porque o meu relacionamento com os meus primeiros pais foi quebrado. Estou confuso e sinto a falta deles, embora eu nunca os tenha conhecido.
Mas os filhos criados por homossexuais não receberam a mesma liberdade. E não sou só eu a dizer isto. Muitos de nós estamos demasiado assustados para falar e dizer-vos mais sobre o nosso sofrimento e sobre a nossa dor porque, não sei porquê, parece que vocês não estão a prestar atenção, ou que vocês não querem ouvir. Se por acaso nós dissermos que estamos e, sofrimento porque fomos criados por pais homossexuais, somos ignorados ou qualificados de pessoas cheias de ódio.

Isto não tem nada a ver com ódio. Eu sei que vocês entendem a dor dum rótulo que não se ajusta e a dor dum rótulo que é usado para nos atacar ou nos silenciar. E eu sei que vocês realmente foram odiados e que vocês sentiram dor. Eu estava lá, nas marchas, quando eles tinham sinais que diziam "Deus odeia os homossexuais" e "A SIDA cura o homossexualismo!" Eu chorei e fiquei vermelha de raiva naquele momento, na estrada convosco.

Mas essa não sou eu. Nós não somos assim.

Sei que é uma conversa dura, mas nós temos que falar nisso. Se há alguém que pode falar de coisas difíceis, esse alguém sou eu. Vocês ensinaram-me isso.

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