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segunda-feira, 29 de junho de 2015

"Os vossos filhos estão a sofrer"

Por Heather Barwick

Caros membros da comunidade homossexual: eu sou vossa filha.  A minha mãe criou-me com a sua parceira lésbica nos anos 80 e 90. Ela e o meu pai estiveram casados durante algum tempo. Ela sabia que era homossexual mesmo de se ter casado, mas por aquela altura as coisas eram diferentes. Foi assim que eu cheguei aqui.

Tal como podem imaginar, foi complicado. Ela deixou-o quando eu tinha 2 ou 3 anos, porque ela queria uma chance de ser feliz com alguém que ela realmente amasse: uma mulher.

O meu pai não era um pessoa espectacular, e depois dela o ter deixado, ele não mais se preocupou em ficar por perto. Lembram-se do livro “Heather Has Two Mommies”? Essa foi a minha vida. A minha mãe, a sua parceira e eu, vivíamos numa pequena casa acolhedora nos subúrbios dum área pequena mas muito liberal e muito de mente aberta.

A parceira da minha mãe tratava-me como se fosse filha dela. Juntamente com ela, eu também herdei a sua lista de amigos próximos dentro da comunidade de gays e lésbicas. Ou será que eles me herdaram?

De qualquer das formas, eu ainda sinto que os homossexuais são o meu povo. Aprendi muito convosco. Aprendi a ser corajosa, especialmente quando é difícil. Vocês ensinaram-me a empatia. Vocês ensinaram-me a ouvir, e ensinaram-me a dançar. Vocês ensinaram-me a não ter medo das coisas que são diferentes. E vocês também me ensinaram como me defender, mesmo que isso significasse ficar sozinha.

Estou a escrever-vos estas coisas porque estou a sair do armário.: eu não apoio o "casamento" homossexual. Mas não é pelas razões qeu vocês pensam.

As Crianças Precisam dum Pai e duma Mãe

Não é porque vocês são homossexuais. Eu amo-vos muito. É devido à própria natureza dos relacionamentos homossexuais.

Enquanto eu crescia, e até aos meus anos 20, eu apoiava e defendia o "casamento" homossexual. Só quando passou a haver algum tempo e distância em relação à minha infância que eu fui capaz de reflectir mais sobre as minhas experiências e reconhecer as consequências a longo prazo que a paternidade homossexual teve sobre mim. E só agora, à medida que eu observo os meus filhos a serem amados pelo seu pai diariamente, que eu posso ver a beleza e a sabedoria da casamento e da paternidade tradicional.

A paternidade e o "casamento" homossexual impede que a criança tenha contacto com a mãe e com o pai, ao mesmo tempo que lhe diz que isso não é importante, que é tudo igual; mas não é. Muitos de nós, muitas crianças, estamos a sofrer. A ausência do meu pai criou um vazio enorme em mim, e eu sofria todos os dias ansiando por um pai. Eu amava a parceira da minha mãe, mas outra mãe nunca poderia substituir o pai que eu havia perdido.

Cresci rodeada de mulheres que diziam que não precisavam de homem algum, mas quando eu era uma menina, eu desesperadamente queria um pai. É estranho e confuso andar um pouco por todo o lado com esta dor profunda por um pai, por um homem, numa comunidade que diz que os homens não são necessários. Houve alturas em que me senti zangada com o meu pai por não estar junto a mim, e houve outras alturas em que me senti zangada comigo mesma por querer um pai. Há partes de mim que até hoje, sentem a perda.

Eu não estou a dizer que vocês não podem ser bons pais; certamente que podem, e eu tive uma das melhores. Não quero também dizer que ser educada por pais heterossexuais é garantia de que tudo vai correr bem. 

Todos nós sabemos que há muitas formas através das quais a unidade familiar pode acabar e causar a que as  crianças sofram: divórcio, abandono, infidelidade, abuso, morte, etc. Mas, de forma geral, a melhor e a mais bem sucedida estrutura familiar é aquele onde as crianças estão a ser criadas tanto pela mãe como pelo pai.

Porque é que as crianças educadas por homossexuais não podem ser honestas?  O "casamento" homossexual não só redefine o casamento, mas também o faz à paternidade. Ele promove e normaliza uma estrutura familiar que necessariamente nega algo tão precioso e fundamental.

Ele nega-nos algo que precisamos e ansiamos, ao mesmo tempo que nos diz que não precisamos aquilo que nós naturalmente tanto ansiamos, que tudo vai ficar bem. Mas não estamos bem. Nós estamos em sofrimento.

Os filhos de pais divorciados são livres para dizer:
Pai, mãe, eu amo-vos mas o divórcio acabou comigo e tem sido difícil. Despedaçou a minha confiança e fez-me sentir como se fosse culpa minha. É tão difícil viver em duas casas diferentes.
As filhos adoptados são livres para dizer:
Pais adoptivos, eu amo-vos, mas isto tem sido difícil para mim. Sofro porque porque o meu relacionamento com os meus primeiros pais foi quebrado. Estou confuso e sinto a falta deles, embora eu nunca os tenha conhecido.
Mas os filhos criados por homossexuais não receberam a mesma liberdade. E não sou só eu a dizer isto. Muitos de nós estamos demasiado assustados para falar e dizer-vos mais sobre o nosso sofrimento e sobre a nossa dor porque, não sei porquê, parece que vocês não estão a prestar atenção, ou que vocês não querem ouvir. Se por acaso nós dissermos que estamos e, sofrimento porque fomos criados por pais homossexuais, somos ignorados ou qualificados de pessoas cheias de ódio.

Isto não tem nada a ver com ódio. Eu sei que vocês entendem a dor dum rótulo que não se ajusta e a dor dum rótulo que é usado para nos atacar ou nos silenciar. E eu sei que vocês realmente foram odiados e que vocês sentiram dor. Eu estava lá, nas marchas, quando eles tinham sinais que diziam "Deus odeia os homossexuais" e "A SIDA cura o homossexualismo!" Eu chorei e fiquei vermelha de raiva naquele momento, na estrada convosco.

Mas essa não sou eu. Nós não somos assim.

Sei que é uma conversa dura, mas nós temos que falar nisso. Se há alguém que pode falar de coisas difíceis, esse alguém sou eu. Vocês ensinaram-me isso.

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sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Pornografia homossexual involuntariamente revela as causas do homossexualismo

Por Joseph Sciambra

Na pornografia homossexual, uma das cenas mais antigas que há é a do pai envolvido sexualmente com o filho: esta cena normalmente nada mais é que um homem mais velho a seduzir um homem mais novo. Por vezes ocorrem referências simuladas a um relacionamento incestuoso entre um pai e o seu filho, ou um tio e o sobrinho, ou ainda um irmão com um irmão mais novo.

Na cultura pop, este truísmo remota às novelas homossexuais de celulose dos anos 50 e 60; essas novelas foram as primeiras manifestações da pornografia homoerótica comercialmente produzida. Um dos primeiros filmes pornográficos que eu alguma vez vi foi um vídeo dos anos 80 com o título de “Chip off the Old Block”, que descrevia detalhadamente um acampamento levado a cabo por um grupo de pais e os seus filhos. Durante o fim de semana, todos eles envolvem-se nas mais variadas relações sexuais.

Com a explosão da pornografia nos anos 90 e no início do século 21, a maior parte dos homens dispostos a se envolver na pornografia, incluindo aqueles com mais de 50 e 60 anos, expandiram o sub-texto incestuoso; consequentemente, houve também um grande influxo de homens bem jovens, muitos só com 18 anos, a entrar na indústria do sexo. Infelizmente, os octogenários mais velhos e os adolescentes eram frequentemente emparelhados. E da mesma forma que a pornografia heterossexual banaliza e distorce o acto conjugal entre o homem e a mulher, a pornografia homossexual corrompe o Divinamente ordenado laço entre o pai e o filho.

Mas de que forma é que esta obsessão com o sexo intergeracional está relacionada com as origens do homossexualismo? Tal como escrevi no meu livro, muitos, se não a larga maioria, dos homens homossexuais que conheci eram frequentemente assombrados com relacionamentos inexistentes ou insatisfatórios com os seus pais. Isto gerou um ânsia subconsciente por amor e aceitação masculina. Esta ferida é subsequentemente mal interpretada, ou determinada por outros, como homossexualismo.

Depois disto, tem início a busca pelo amante final que irá, de maneira mágica, apagar toda a dor. Tragicamente, isso nunca acontece. E um amante segue-se atrás de outro amante, até que passam a ser demasiados para serem contados. A pornografia homossexual alimenta esta busca por uma figura paterna ao publicitar um rol infindável de devaneios sexuais que falsamente caracterizam os deformados emparelhamentos de pais protectores e afectuosos preocupados com os seus alienados e necessitados filhos homossexuais.

É um ciclo que também ressoa no "mundo real" homossexual. Tal como eu rapidamente descobri, quando entrei no estilo de vida homossexual, quando era um miúdo estúpido de 19 anos, a primeira coisa que encontrei na Castro [zona homossexual da Califórnia] foi uma enorme parede de homens homossexuais mais velhos a babar através dos quais todos tinham que passar de modo a que fossem aceites no universo masculino do sexo homossexual. No final de tudo, a pessoa sai disto tudo não a sentir-se amada mas sim usada.

A maior verdade a emergir da cultura homossexual nas últimas décadas provavelmente foi a música de Elton John com o nome de “The Last Song” (1992), que fala dum jovem rapaz a morrer de SIDA, e que pôde finalmente seguir o seu caminho em paz depois da visita do seu alienado pai. Inevitavelmente, tudo isto é triste.

A imagem predominante: o pai a levantar o seu filho no ar, algo feito pelo artista Keith Haring (que também morreu de SIDA nos anos 90 com 31 anos.) Este é o clamor definitivo do século 20: a necessidade que o rapaz tem que o pai o sustente acima dos males do mundo e o proteja de todo o mal

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