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quinta-feira, 19 de julho de 2018

Homossexual esfaqueado no Porto foi morto pelo ex-namorado


A Polícia Judiciária confirmou, esta quinta-feira, que o jovem esfaqueado esta quarta-feira no Porto foi morto pelo ex-namorado. 

A confirmação foi feita através de comunicado enviado à comunicação social. O homem de 28 anos foi detido por homicídio qualificado.

O detido é um logista sem antecedentes criminais e vai ser presente a primeiro interrogatório judicial para aplicação das medidas de coação tidas por adequadas. Miguel Ribeiro foi esfaqueado múltiplas vezes no interior da sua própria casa pelo ex-companheiro.


Fonte: http://bit.ly/2uK9iFO
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- Minds.com
- Medium.com

sábado, 6 de janeiro de 2018

E se um homem se sentir galinha?

Por José António Saraiva 

UMA NOITE destas, a horas improváveis – que são aquelas a que vejo televisão, para descontrair após um serão a trabalhar – vi um documentário aterrador. O pior que se pode ver antes de ir para a cama.

O documentário era sobre um transexual. Já escrevi sobre este tema, mas não resisto a voltar a ele, pois é das coisas mais aberrantes que a evolução da medicina trouxe. Refiro-me à ‘transformação’ de homens em mulheres e vice-versa. Se as intrusões na natureza são sempre duvidosas – quer se trate de mutações do milho ou de raças de cães produzidas artificialmente – as trocas de sexo por via cirúrgica são de uma inaudita brutalidade. 

ALÉM DE QUE são enganosas. São burlas. Embustes. Porque é impossível por via cirúrgica transformar um homem em mulher (ou o contrário), pela simples razão de que homens e mulheres não são apenas diferentes pelo facto de terem pénis ou vaginas: são diferentes em tudo. Os cromossomas são diferentes (os homens têm um X e um Y, enquanto as mulheres têm dois X). 

O cérebro é diferente (as mulheres têm mais conexões entre os dois hemisférios, enquanto os homens têm mais trocas de informação dentro de cada hemisfério), a circulação sanguínea é diferente (menor nas mulheres, por isso são em geral mais friorentas), etc.

NO MOMENTO em que comecei a ver o documentário, passavam no ecrã imagens de uma operação às cordas vocais. 

Como ainda não sabia qual era o tema, pensei que o paciente teria nódulos ou outra qualquer excrescência que fosse necessário extirpar. Mas não. Tratava-se de cortar as cordas vocais às tiras longitudinais para as tornar mais finas. Aí comecei a desconfiar. Cordas mais finas deviam tornar a voz mais aguda… E mais aguda para quê? Talvez para deixar de ser uma voz de homem e se parecer com a de uma mulher. Acertei!

Depois da operação, entrevistavam o fulano que se queria transformar em fulana. Numa voz estranha, deu umas respostas que tornaram óbvio estarmos perante uma pessoa débil mental. Dizia umas patetices. Mostrava-se ansioso por se tornar uma mulher. 

Mas aí eu pergunto: se em vez de lhe operarem o corpo para se parecer com uma mulher, por que não optaram por tratá-lo psicologicamente para adaptar a mente ao físico que realmente tinha? Argumentar-se-á que, desse modo, ele nunca seria completamente um homem. Mas com a operação ao corpo ele será alguma vez completamente uma mulher?

DEPOIS da cirurgia às cordas vocais, o documentário mostrava com todo o pormenor o corte dos atributos masculinos e a construção de uma vagina. 

A médica cirurgiã atuava com grande frieza e explicava o que ia fazendo. Depois de cortar o escroto para extrair os testículos, agarrava num deles com a mão, mostrava-o à câmara e dizia: «São grandes», como quem diz: o fulano era muito macho.

Depois cortou o pénis, explicando que ia aproveitar uma parte deste para fazer o clítoris. Neste ponto, não consegui ver mais e mudei de canal.

EMBORA seja um liberal convicto, entendo que estas operações deveriam ser pura e simplesmente proibidas. As pessoas que são vítimas delas tornam-se depois umas infelizes – porque não são carne nem peixe. Deixaram de ser homens mas não são mulheres – ou o contrário. 

Se a sua cabeça já era confusa, tornar-se-á muito mais confusa depois da operação. Nunca poderão ter uma vida familiar normal: não podem ter filhos e qual é o homem que se vai casar com uma mulher que já foi um homem? Só por caridade alguém condescenderá em fazê-lo.

Se todas as intrusões na natureza são perigosas, estas são criminosas – porque significam experiências limite feitas com pessoas. Criam uns entes desgraçados, uns despojos humanos que serão sempre olhados de lado pela sociedade e ostracizados.

SE UM HOMEM pensar que é uma galinha, os médicos não vão transformá-lo em galinha. Tentarão tratá-lo, levando-o a convencer-se de que é um ser humano. Por que razão, quando um homem pensa que é uma mulher, não se faz o mesmo – tratá-lo – em vez de o transformar num monstro híbrido?

Numa sociedade saudável, os médicos que fazem estas operações, usando pessoas como cobaias, seriam chamados a explicar e sustentar solidamente os seus actos. E as pessoas vítimas dessas operações deveriam ser depois acompanhadas e objecto de um estudo, para avaliar o seu estado de felicidade. 

Estou em crer que os resultados seriam devastadores.

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quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Pela liberdade, resistir ao lobby LGBT

Por André Azevedo Alves

O ódio que move os radicais do lobby LGBT deve aliás começar por enojar e causar repulsa às próprias pessoas com tendências homossexuais que não partilham do radicalismo dos activistas.

Nos dias que correm, defender a liberdade implica, cada vez mais, resistir à ofensiva do poderoso lobby LGBT. Para que não haja confusões, importa começar por explicar que denunciar a ameaça do lobby LGBT não equivale, naturalmente, a ter qualquer hostilidade para com as pessoas em função da sua orientação sexual. Não se trata sequer necessariamente de denunciar quem defende posições ditas “progressistas” nestas matérias. Há, felizmente, muitos exemplos de pessoas que defendem essas posições e com as quais é possível ter debates produtivos e mutuamente enriquecedores.

O que está aqui em causa é denunciar uma minoria activista de pendor claramente totalitário que visa usar o poder do Estado para moldar a sociedade na exacta medida dos seus planos de engenharia social pervertida. O perigo dessa minoria é directamente proporcional à sua ampla influência nas estruturas políticas (em especial nas transnacionais), na comunicação social e nos sistemas de ensino e investigação: veja-se, por exemplo, o império dos chamados “estudos de género” e a orientação dominante – para não dizer hegemónica – desse tipo de estudos.

O ódio que move os radicais do lobby LGBT deve aliás começar por enojar e causar repulsa às próprias pessoas com tendências homossexuais que não partilham do radicalismo dos activistas. Um bom exemplo desse ódio foram as reacções contra declarações do insuspeito Ricardo Araújo Pereira, em que este se terá queixado da crescente opressão do politicamente correcto nestes domínios.

Um exemplo irónico porque RAP tem sido desde há anos um instrumento útil nas campanhas do lobby mas também paradigmático porque, como a história política dos movimentos radicais amplamente demonstra, chega sempre o momento em que a Revolução decapita os seus filhos pródigos.

No contexto das reacções, este artigo de Isabel Moreira merece destaque por ter a virtude de dissociar explicitamente a esquerda (ou pelo menos a esquerda na qual Isabel Moreira e outros activistas similares se inserem) da defesa da liberdade, colocando-se euforicamente no campo anti-liberal. Como explicou Maria João Marques:

A defesa da liberdade não é de esquerda. De esquerda é a igualização (à força, se preciso) dos indivíduos. E são Isabel Moreira e seus amigos (os deuses nos livrem e guardem) que sabem aquilo em que devemos usar a nossa autocontida liberdade. Não é de esquerda a defesa da liberdade de expressão, tal como não é de esquerda a defesa da liberdade de cada um de nós dar o destino que bem entende ao dinheiro que ganha com a sua profissão. Também conhecida como liberdade de não sermos continuamente e crescentemente abalroados na conta bancária por via fiscal.”

É a esta ofensiva anti-liberal que urge resistir, organizando meios de resistência que devem unir todos quantos defendem a liberdade contra o ódio e a intolerância do radicalismo do lobby LGBT. A recente criação em Espanha da Plataforma por las Libertades é um bom exemplo mas está quase tudo por fazer neste domínio, ainda para mais considerando a magnitude dos poderes e interesses que é preciso enfrentar.

Chegados a este ponto, importa recordar uma passagem da importante palestra dada pelo liberal Hayek na conservadora Heritage Foundation no início dos anos 1980, intitulada “Our Moral Heritage” (pedindo desde já desculpa por não arriscar uma tradução rápida do eloquente original):

"If you look at the present world, you will find that, with the exception of communism, all the worldwide religions (whether the monotheistic creeds of the West, or the exotic religions of the East) support the two principles of private property and the family. Even though thousands of religious founders have reacted against this and have advocated religious beliefs opposed to these two institutions, their religions have not lasted very long. ‘Not very long’, in this sense, means not more than roughly a hundred years. I think that we are presently watching one such experiment already in the state of decline before its hundred years are over. Communism is, of course, one of these religions, which are anti-property, and anti-religion, which had its time, and which is now declining rapidly. We are watching one instance where the process of the natural selection of religious beliefs disposes of yet another mistaken one, and restores the basic beliefs in property and the family.”

Embora o comunismo – pelo menos na sua versão “científica” clássica – se encontre hoje quase completamente desacreditado, o testemunho da guerra contra a família passou nos nossos dias para o lobby LGBT e para os defensores da agenda radical “do género”. Tal como aconteceu múltiplas vezes no passado, importa que todos quantos valorizam a preservação e continuidade da civilização europeia e ocidental e da sua ampla matriz de liberdades se posicionem solidamente do lado certo.

Votos de um Santo Natal para todos os leitores.

Professor do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa

Fonte: Observador http://bit.ly/2htHKPz

quarta-feira, 20 de maio de 2015

É a ciência, estúpido!

Por JOÃO MIGUEL TAVARES

Não é aceitável fingir que não existe um problema e desatar a lançar a cartada homofóbica sem analisar minimamente o que está em causa.

Como imaginam, o que nunca me falta todas as semanas é gente a discordar de mim, e muitas vezes por boas razões. Mas o nível de destrambelhamento das reacções ao meu texto sobre a impossibilidade de os gays doarem sangue foi tão elevado que me sinto obrigado a regressar ao tema.

Se as reacções em matilha nunca devem muito à inteligência, aquelas que confundem questões médicas sérias com combates ideológicos são, além de estúpidas, perigosas. Praticamente ninguém se deu ao trabalho de parar 30 segundos para pensar no que estava a dizer ou justificar as razões da sua discordância com algo mais do que o batido argumento homofóbico. Para alguém, como eu, que defendeu publicamente o casamento gay e a co-adopção por casais homossexuais, a acusação é indecente e bizarra.

Miguel Vale de Almeida chegou a resumir no seu Facebook o meu texto da seguinte forma: “No fundo, [ele] diz que eu pertenço a uma subespécie. Deve ser o Homo Sapiens Homo.” Na verdade, a ter de escolher uma subespécie para Miguel Vale de Almeida, eu optaria pelo Homo Sapiens Brutus: a proibição de os gays (ou, para ser mais exacto, de os homens que têm sexo com homens) doarem sangue, seja indefinidamente seja através da exigência de abstinência sexual superior a um ano, está em vigor em países como a Alemanha, a França, o Reino Unido, a Suécia, a Dinamarca, a Finlândia, a Noruega, a Holanda, o Canadá, os Estados Unidos, a Austrália, e muitos, muitos mais. Há excepções, como a Espanha, mas perante tal lista, que inclui alguns dos países mais liberais do mundo, dificilmente alguém com dois dedos de testa poderá achar que a principal justificação para tal proibição é uma homofobia galopante.

No último surveillance report europeu sobre VIH/sida da OMS, encontramos os seguintes dados de 2013, respeitantes a Portugal: 330 novos indivíduos infectados por MSM (“men who have sex with men”) e 665 através de relações heterossexuais. Muita gente chegou então à brilhante conclusão de que estes números demonstravam que a incidência de contágio era o dobro nos heterossexuais, esquecendo um pequeno detalhe: a dimensão dos dois grupos. Se considerarmos os homossexuais masculinos 5% da população portuguesa, isso significa que a probabilidade de infecção por MSM é dez vezes superior à probabilidade de infecção por contacto heterossexual.  

E quando olhamos para a evolução dos números de novos contágios ao longo dos últimos anos, o que encontramos é isto: 1273 infecções por relações hétero em 2004, contra 260 infecções por MSM no mesmo ano. E no caso de contágio devido à toxicodependência: 608 em 2004 contra 78 em 2013. Ou seja, no intervalo de uma década, o contágio VIH hétero caiu para metade, o contágio devido ao uso de drogas diminuiu 87%, e o contágio por MSM aumentou 27%. Repito: aumentou 27% quando todos os outros caíram. Razão: à medida que a mortalidade por sida diminui, os comportamentos de risco entre gays tendem a aumentar.

Ora, a infecciologia trabalha com dados estatísticos, que valorizam grupos em detrimento de comportamentos individuais, pela razão óbvia de que uns são muito mais estáveis do que os outros. O inquérito é só um dos meios de despistagem. Donde, se há aqui alguma fobia, é em relação à ciência. Mais uma vez: nada disto significa que a questão da doação não mereça ser discutida. Claro que merece. O que não é aceitável é fingir que não existe um problema e desatar a lançar a cartada homofóbica sem analisar minimamente o que está em causa.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Sangue, gays e discriminação

Por JOÃO MIGUEL TAVARES

Criar um novo negacionismo médico em função da orientação sexual é uma péssima ideia.

Nós vivemos num país onde a homossexualidade só deixou de ser crime em 1982, e onde os homossexuais ainda são vítimas de inadmissíveis preconceitos. Mas se lutar contra esses preconceitos é uma obrigação, convém que o combate à discriminação não seja cego, sobretudo quando o assunto em causa é a transmissão do VIH.

Atacar o presidente do Instituto Português do Sangue por este ter afirmado no Parlamento que está definido como factor de exclusão para a dádiva de sangue “ser um homem que tem sexo com homens” não é lutar contra o preconceito — é um reflexo pavloviano que inverte direitos (o direito fundamental em causa não é dar sangue mas sim receber o sangue mais seguro possível), apouca questões científicas e saca da pistola só porque se está a falar de um tratamento diferenciado entre gays e heteros.

Ora, esta questão ou é científica ou não é uma questão. Não se trata aqui de debater política, filosofia, direito de minorias ou sociologia: ou há razões médicas legítimas para considerar os homossexuais masculinos um grupo de risco no que à transmissão do VIH diz respeito, ou a proibição de alguém ser discriminado devido às suas práticas sexuais é obviamente inadmissível. 

A questão que deve ser colocada, portanto, é esta: há ou não razões médicas atendíveis para que essa discriminação se mantenha? Havendo uma janela imunológica em que é possível o VIH estar presente sem ser detectado pelas análises, há ou não mais probabilidades de um gay estar infectado do que um heterossexual?

Para estas perguntas não há respostas gay friendly ou unfriendly. Interessa tanto para aqui as convicções políticas e sociais de cada um como eu saber se o cirurgião que me vai operar às varizes vota no CDS-PP ou no Bloco de Esquerda.

É por isso que convém fazer notar aos campeões da antidiscriminação que esta prática do Instituto Português do Sangue está em vigor em inúmeros países ditos civilizados, e que ela só pode ser avaliada através de uma análise quantitativa e qualitativa das infecções por VIH em cada país. 

Ora, que eu saiba, os números mais recentes são os que constam no surveillance report VIH/sida de 2013 da OMS, e eles não oferecem dúvidas quanto à prevalência dos contágios MSM (“men who have sex with men”), que o relatório considera ser ainda hoje “o modo predominante de transmissão” do VIH na União Europeia. 

Sei também que estes números não coincidem com outros que pululam por blogues e redes sociais, mas a bem da literacia matemática, deixo duas notas: 
1) mesmo nos estudos em que o número de contágios heterossexuais supera o número de contágios MSM (sublinhe-se que não há qualquer problema com lésbicas), convém tomar em conta a enorme diferença na dimensão das duas comunidades;  
2) o argumento de que os heterossexuais também praticam sexo anal é muito coxo, porque o praticam menos (mais opções à disposição) e porque o fazem no seio de uma comunidade proporcionalmente menos exposta ao VIH.
É claro que se os meios de diagnóstico melhorarem até à eliminação dos falsos negativos, se a qualidade dos inquéritos atingir a perfeição ou se as estatísticas demonstrarem uma diminuição dos contágios MSM que torne as actuais medidas desproporcionadas, a proibição que impede os gays de doar sangue deve ser eliminada.

Mas, em qualquer dos casos, enfrente-se esta questão com dados científicos, e não com bandeirinhas arco-íris. Criar um novo negacionismo médico em função da orientação sexual é uma péssima ideia.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

SIDA: Mais infecções em jovens gays e bissexuais

Dados provisórios divulgados pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge mostram uma elevada percentagem de infecções em pessoas heterossexuais de meia-idade, mas um aumento de novos diagnósticos de infecção por VIH em jovens do sexo masculino que tiveram relações sexuais com outros homens.

Metade destes homens tinha 32 anos ou menos na data do diagnóstico, alertaram hoje, Dia Mundial de Luta Contra a Sida, as associações Intervenção Lésbica, Gay, Bissexual e Transgénero (ILGA) e a associação de jovens lésbicas, gays, bissexuais, transgéneros e simpatizantes (rede ex aequo). 

Estes dados, notam as organizações, alertam para a especial vulnerabilidade de jovens gays ou bissexuais, sendo que, consideram, “a própria experiência da discriminação em função da orientação sexual continua a limitar a força da sua construção identitária e a ser um obstáculo a uma eficaz educação para a saúde”. 

Portugal é o terceiro país da União Europeia (UE) com maior taxa de casos de SIDA, quer em termos de prevalência, quer em termos de incidência. Quase três casos por dia de infecção por VIH/SIDA foram diagnosticados no ano passado no país, num total de 1.089 novas situações.

Por outro lado, segundo o Núcleo de Estudos da Infecção ao VIH da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna, mais de 60% dos diagnósticos são realizados tardiamente, o que põe em causa a eficácia dos tratamentos, o bem-estar de doentes, a sua qualidade de vida e a própria incidência da infecção. 

“A redução do número de pessoas não diagnosticadas só acontecerá quando o rastreio da infecção pelo VIH se tornar parte integrada dos cuidados de saúde”, consideram ainda a ILGA e a ex aequo.


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Eu tenho outra sugestão: que tal se a ilga militasse contra um comportamento que claramente aumenta o risco de contágio?

O que causa o aumento das taxas de contágio entre os homoeróticos não é “a própria experiência da discriminação em função da orientação sexual" mas sim o facto desse estilo de comportamento sexual ser clinicamente auto-destrutivo.







quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

"Apesar de invisível, a violência nas relações homossexuais é tendencialmente mais elevada"

Apesar de invisível, a violência nas relações homossexuais é “tendencialmente mais elevada”. Esta é a ideia-chave de um estudo que acaba de ser feito na Universidade do Minho (UM): 39,1 por cento dos participantes admitiram ter adoptado algum comportamento violento e 37,7 revelaram ter sido vítimas de, pelo menos, um acto abusivo no ano anterior.

“A amostra é pequena e específica”, ressalva Carla Machado, co-autora com Laura Gil Costa e Rute Antunes. Responderam ao inquérito 151 indivíduos dos 15 aos 60 anos ligados a associações de defesa dos direitos dos homossexuais – 37,7 por cento eram estudantes, 19,9 exerciam profissões intelectuais e científicas, e as pessoas “mais escolarizadas tendem a identificar como violentos comportamentos banalizados pelas menos escolarizadas”.

Analisando o que cada um admite já ter praticado, a violência psicológica é mais frequente (30,5) do que a física (24,5). Analisando o que cada um diz já ter sofrido, a tendência mantém-se: 35,1 por cento foram vítimas de, pelo menos, um acto de violência emocional e 24,5 de uma agressão física no último ano.

O mais comum é insultar, difamar, humilhar, partir ou danificar objectos de propósito ou deitar a comida no chão para assustar, gritar ou ameaçar, dar uma bofetada. Foi encontrada uma forma específica de abuso: o “outing” ou ameaça de “outing” (revelação indesejada da orientação sexual do parceiro se este tentar acabar a relação). O que pode causar “perda de emprego, abandono de familiares e amigos ou da custódia de um filho”.

Igual a outros países

Estes resultados vão ao encontro das taxas encontradas noutros países. A tendência para maior violência é clara: numa investigação sobre violência conjugal heterossexual, que teve por base 2391 famílias, 22,2 por cento dos sujeitos assumiram-se como vítimas e 26,22 por cento como agressores.

A professora da UM diz que a violência entre casais [sic] do mesmo sexo tem sido “negada ou ocultada” pela comunidade homossexual, já que reforça estereótipos negativos, e pelos investigadores da área, já que interroga o pressuposto feminista de que a violência é filha da desigualdade de género. As questões de género “são relativas”, já que estão “associadas a diferenças de poder e as diferenças de poder ocorrem independentemente do género”, advoga.

Como nas relações heterossexuais, “a vítima sente-se isolada, vulnerável, presa à relação”. Prende-a o amor. Prende-a o factor financeiro quando a relação implica rendimentos, negócios, aquisições conjuntas. Há, porém, uma “importante diferença”: o preconceito.

Teia de silêncio

Diversos mitos ajudam a construir uma teia de silêncio. A sociedade tende a encarar as “relações homossexuais como igualitárias”, “imunes à violência íntima”. E a acreditar na suposta “facilidade (emocional e financeira) que a vítima teria em abandonar a relação”. Como se as suas relações fossem “meramente sexuais”.

Múltiplos estudos sugerem que os homossexuais são “profundamente discriminados em diversos sectores da sociedade”. Na família, no acesso a trabalho e morada, no emprego, na escola, na polícia, no exército e noutras instituições. Podem “sentir que estão sós contra o mundo – e esse sentimento pode alimentar a relação, mas também torná-la mais tensa”, explica.

A homofobia pode gerar “baixa auto-estima ou sentimento de inadequação sexual, que o sujeito procura compensar através da subjugação do parceiro”. Também pode “funcionar como um legitimador da violência sofrida, uma vez que o indivíduo acredita que é merecedor ou até mesmo culpado da violência”.

As vítimas homossexuais têm em regra menos apoio. Por vezes, os familiares nem sabem que elas têm uma relação íntima. Revelar a violência também pode ser encarado como uma forma de reforçar a imagem negativa que a família tem da homossexualidade. As vítimas chegam a preferir “manter um relacionamento íntimo violento a permitir comentários do tipo: 'Eu bem te avisei.’”

E os serviços? Não há casas abrigo para homens. E Carla Machado questiona-se sobre a sensibilidade que terá quem trabalha em casas abrigo destinadas a mulheres e crianças para lidar com lésbicas vítimas de violência doméstica.

“A prevalência alerta-nos para a necessidade de maximizarmos a visibilidade deste fenómeno”, conclui o artigo científico, que foi há uns dias para publicação numa revista científica. “Num contexto social preconceituoso, sem campanhas de informação adequadas ou serviços específicos, muitas vítimas de violência íntima não são sequer capazes de reconhecer as suas relações como abusivas”.

As investigadoras julgam importante criar serviços ou, pelo menos, alargar os já existentes aos homossexuais. Acham que “o maior desafio face à violência nas relações homossexuais continua a ser a cegueira inerente à homofobia”.


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O artigo é claramente tendencioso em favor do homossexualismo, mas o que interessa reter é que as relações homoeróticas são, em média, mais violentas que as relações dentro dum casal.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Bloco de Esquerda lança petição contra referendo no Parlamento Europeu

A petição promovida pelas bloquistas Marisa Matias e Alda Sousa apela ainda ao Presidente da República Portuguesa, Cavaco Silva, e às "instituições responsáveis" para que "não cedam perante a agenda conservadora".

"Em democracia não se sujeita a plebiscito o exercício de direitos humanos. Em democracia não se deve referendar os direitos das minorias, porque estas não se podem confundir com a vontade das maiorias", pode ler-se na petição promovida pelas bloquistas Marisa Matias e Alda Sousa.

A missiva refere que "em fevereiro do ano passado, o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos apontou Portugal como um dos países que viola a Convenção Europeia dos Direitos Humanos, ao não permitir que ambos os membros de um casal do mesmo sexo possam adotar, em conjunto, um criança".

"Consideramos que a coadopção de crianças não é uma matéria referendável porque é um direito fundamental e acima de tudo deve estar o direito das crianças aos melhores pais adoptivos ou coadoptivos", advogam os peticionários.

O BE refere que a petição, cujos dez primeiros subscritores são eurodeputados de todas as famílias políticas do Parlamento Europeu, é aberta a todos os eurodeputados e deputados nacionais de toda a União Europeia.

Na terça-feira, o Presidente da República enviou para o Tribunal Constitucional (TC) a proposta de referendo sobre a coadoção e adoção de crianças por casais do mesmo sexo, aprovada a 17 de Janeiro apenas com os votos do PSD.

Os juízes do ´Palácio Ratton' têm 25 dias para se pronunciar sobre a constitucionalidade da proposta. Contando a partir de quarta-feira, o prazo terminará a 22 de Fevereiro. Contudo, visto ser um sábado, o prazo poderá estender-se até segunda-feira, dia 24 de Fevereiro.

Se o TC declarar a proposta conforme à Lei Fundamental, Cavaco Silva decide sobre a convocação do referendo no prazo de 20 dias após a publicação da decisão do Palácio Ratton.

A resolução da Assembleia da República propõe que os eleitores sejam chamados a pronunciar-se sobre duas questões, uma relativa à coadopção e outra à adoção por casais homossexuais.

Fonte

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Aqueles que temem a vontade do povo certamente que têm algo a esconder.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

O "fait divers" da esquerda

"Só existe uma forma de família e essa é constituída por um homem e uma mulher, os quais, são o único garante da continuidade de um povo através dos seus filhos. Como tal, não existe família tradicional, porque assim subentender-se-ia que existem outras formas de família, o não é certo.
Segundo ponto, sim, existe um superior interesse da criança, a qual, por motivos vários, poderá ver esses mesmos interesses lesados.

Dizer não à co-adopção não é irresponsabilidade alguma, dizer não à co-adopção é uma atitude que revela, isso sim, uma responsabilidade maior para com as crianças, já que tem em conta precisamente a estabilidade emocional da criança e o seu crescimento num ambiente são.

Sejamos claros, esta ideia da co-adopção tem subjacente obedecer à vontade de uma estrita minoria, os homossexuais. Estes, como não reconhecem que são pessoas padecentes de uma deficiência psicossomática, a qual os impossibilita entre si de procriarem NATURALMENTE, porque a NATUREZA lhes é contrária, procuram subterfúgios que visem alcançar os seus caprichos.

Ora bem, em forma de exemplo, o que a co-adopção permitirá é que o fulano A, divorciado da senhora B, pais da criança X, possa, no momento da sua união de facto, ou casamento, com o indivíduo Y, este último passe a ser igualmente o pai da criança X. Equação simples.

Levanta-se a questão; acaso a criança X não tem já a sua mãe e pai? Para que precisa de um outro pai ou outra mãe? Porque ficam os papéis dos avós, padrinhos e tios excluídos de toda esta equação? E a criança X, quererá ela ter um pai para além do seu pai biológico? Ou outra mãe que não a sua progenitora?

Relativamente à questão das crianças ficarem ao encargo de instituições sociais e orfanatos é um sofismo que só tem adesão entre os ignaros, pois revela ser falaciosa e facilmente desmontável.

A co-adopção é mais um "fait divers" do lóbi homossexual magistralmente controlado pela esquerda, desde há muito apostado na destruição do agregado familiar. Basta ler Engels ou Marcuse para saber disso, porque pensar que isto é uma marcha evolutiva só revela candura de espírito, tão bem aproveitada pelos inimigos da civilização, vulgo esquerdistas." 


- J.M.

Fonte: http://ow.ly/sQQEh

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Sida atinge gays cada vez mais cedo

Os homens que têm sexo com outros homens são infectados com VIH/Sida cada vez mais cedo.

De acordo com dados divulgados nesta tarde de sexta-feira pela Direcção Geral de Saúde, a idade média da infecção entre os homossexuais e bissexuais ocorria aos 36 anos, em 1990, enquanto que em 2012 a idade baixou para os 32 anos.

No total, 70% das infecções no género masculino, na faixa etária entre os 30 e 34 anos, ocorrem entre homossexuais. Os homens que têm sexo com outros homens são 65% dos casos entre os 25 e 29 anos. E na faixa etária dos 20 aos 24 anos representam 45%.

A transmissão da infecção nos homossexuais aumentou 33% entre 2005 e 2011, revela o relatório sobre a situação do VIH/Sida em Portugal em 2012.

Dados oficiais referem que a transmissão da infecção através das relações sexuais em homens que têm sexo com homens atinge hoje 25% do total de casos notificados.

António Diniz, a propósito dos '30 anos do VIH/SIDA em Portugal' e do Dia Mundial de Luta Contra a Sida, que se assinala domingo, referiu a necessidade de obter respostas com urgência.

“Precisamos saber porque é que estas pessoas se voltaram a infectar e isso implica sabermos que pessoas são, como é que elas encaram a infecção VIH e de que forma é que a adquiriram para podermos traçar estratégias, quer seja de prevenção, quer seja de diagnóstico”, explicou o director do Programa Nacional para a Infecção do VIH/SIDA.

Fonte

sábado, 28 de setembro de 2013

Manuel Luís Goucha vai processar estado português

O programa 5 para a Meia-Noite, ainda quando era exibido na RTP2, elegeu Manuel Luís Goucha como «a melhor apresentadora de 2009». O apresentador do Você na TV! não gostou da brincadeira e acusa agora o tribunal de ter sido discriminatório aquando da decisão de não pronúncia dos arguidos: Carlos Moura, coordenador do formato, Filomena Cautela, apresentadora da emissão, e RTP2, canal onde se deu a polémica. O caso está na Europa e poderá sair cara aos portugueses.

Manuel Luís Goucha não gostou que a decisão do Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa falasse em «atitudes», «formas de expressar», «roupas coloridas próprias do universo feminino» e apresentou recurso no Tribunal Europeu dos Direitos do Homem. A instância europeia aceitou o caso em Outubro de 2012 e agora o apresentador da TVI aguarda a sentença. Manuel Luís Goucha explica que «recorreu porque não ficou contente com a decisão do tribunal», mas remete todas as explicações para o advogado, João Milagre. 

Este, à Notícias TV, adianta que no despacho, que não dá provimento à acusação de difamação e injúrias agravadas, o Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa escreve que «o assistente [no caso Manuel Luís Goucha] é uma figura pública e, como tal, tem de estar habituado a que os humoristas captem uma ou outra característica da sua maneira de ser para fazer humor.». 

«Sendo que todos lhe reconhecem características comportamentais que refletem atitudes atribuídas ao sexo feminino, tal como a sua forma de expressar, as roupas coloridas próprias do universo feminino, tendo sempre vivido num mundo de mulheres, veja-se os programas que sempre apresentou na TV», lê-se ainda no documento. 

O advogado do apresentador esclarece à referida revista que «O assistente assumiu há algum tempo a sua homossexualidade, orientação sexual que em momento algum foi criticada pelos arguidos.».

Fonte

terça-feira, 4 de junho de 2013

O Acordo Queerográfico


Chamam-lhe "compromisso brincalhão" e o objectivo é provocar o debate. O duplo plural, o plural feminino genérico e o uso da arroba (@s), do x (xs) ou do asterisco (*s), em vez de 'os' para considerar os dois géneros são algumas das propostas para um novo acordo da língua portuguesa.

O Acordo Queerográfico, já subscrito por mais de 100 pessoas, surgiu "da pura necessidade", como explica Pedro Feijó, 21 anos, estudante de Estudos Gerais da Universidade de Lisboa e uma das caras por trás do movimento que pretende "mostrar como a linguagem é instrumento de dominação social".

Querem tornar "caótica" a representação do género e inventar palavras como "a Presidenta", ou "a Mulher" como símbolo da Humanidade. "E não estamos a criar uma forma de escrita normativa. Tem a ver com desestabilização e não com a criação de um correcto", explica.

Propõem ainda palavras como "tod*s", "xs pessoas" ou "velh@s", mas o "silencioso" asterisco (*) ou o "incómodo" x  ou a arroba (@) não têm leitura e não existem ainda opções para a oralidade. Uma lacuna em que estão agora a trabalhar.

Linguistas duvidam do sucesso de um acordo deste género

Mas especialistas, como João Veloso, professor na Universidade do Porto e presidente da Associação Portuguesa de Linguística, não acreditam no projecto. "Já existiram, noutros países, movimentos semelhantes e a intenção é louvável, mas o argumento de que na linguagem o género feminino é subjugado ao masculino não é válido porque não há razões científicas para isso, é uma questão gramatical e não cultural", afirma.

Segundo João Veloso, as línguas são elementos naturais que não evoluem "por decreto". Já o professor da Universidade da Beira Interior e especialista em evolução da linguagem, Paulo Osório, não estranha que a proposta tenha vindo de jovens, naturalmente mais abertos à inovação.

Pedro Feijó, em conversa com o Expresso, utilizou sempre o plural no feminino, como manda o manifesto publicado online , pois "o plural masculino apaga as mulheres". O alvo é a sociedade heteropatriarcal: uma sociedade onde a regra imposta é a da família nuclear e as relações binárias e heterossexuais. A ideia é convidar os outros a utilizarem o acordo e a construí-lo.

"Esta proposta é muito complexa porque os usos orais são marcados pelos hábitos mas a ortografia é marcada por normas regulamentadas. É complicado que as pessoas integrem esses usos, até porque eles demoram muito tempo a entrar na língua, para que sejam estandardizados pode demorar séculos", explica o professor Paulo Osório que não acredita que as mudanças se alastrem além do grupo.

O manifesto, escrito por Pedro Feijó e que teve o contributo e revisão de outras pessoas, serve para atestar a existência deste modo de escrever. "Já fiz um teste em que comecei por dizer: 'Este texto está redigido em concordância com o Acordo Queerográfico', agora estou à espera da nota", conta orgulhoso o autor. 

Paulo Osório admite que, como professor, não iria aceitar um teste escrito assim.


quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

O ridículo da geração


Nos múltiplos referendos anexos às últimas eleições americanas, três estados votaram a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Na França, a medida foi aprovada há pouco e Nova Zelândia, Inglaterra e Escócia preparam-se para a adoptar. Existe claramente uma onda triunfal, sobretudo entre países ricos, que parece inverter o panorama neste tema. Assim esta geração muda a milenar definição de matrimónio. O mais espantoso nisto é ninguém parecer dar-se conta do ridículo da situação.

Primeiro, esta suposta grande conquista dos direitos humanos não envolve nada de realmente importante. Não estão em causa pessoas mortas, feridas, presas ou sequer incomodadas na sua vida pessoal. É literalmente uma questão de secretaria. Quando a nossa geração pretende emular as lutas dos tempos heróicos contra escravatura, pena de morte ou pelos direitos dos trabalhadores e minorias, o melhor que consegue é isto. A seguir deve ir tratar de maçanetas para canhotos ou semáforos para daltónicos. Não é por falta de assuntos graves, pois, entre muitas outras injustiças clamorosas que passam impunes, temos milhões de embriões chacinados pelo aborto todos os anos. Mas esta geração toma isso como conquista democrática.

O segundo aspecto é que o tema escolhido cai logo na área em que as nossas instituições têm feito ultimamente os maiores disparates. Durante milénios, o Estado não casava ninguém, deixando isso ao costume social ou às entidades religiosas. Em Portugal, o casamento civil só surgiu em 1832, obrigatório a partir de 1911. Na Inglaterra foi apenas em 1837, na Alemanha em 1875; até a França, a mais antiga, teve-o unicamente em 1792. A situação anterior é razoável por ser sumamente aberrante o rei pretender regulamentar o amor. Só um tempo como o nosso, com uma doentia ânsia legislativa, aspira a tal coisa.

O pior é que nestas poucas décadas o Estado conseguiu fazer uma salganhada de uma responsabilidade tão importante. Neste momento, em Portugal, custa mais despedir a criada do que o marido, pois o contrato de casamento é mais frágil do que o de trabalho ou sociedade. Como além disso a lei fez questão de estender aos solteiros os direitos dos casados, através da promoção das uniões de facto, a instituição do casamento civil é hoje quase inepta. Afinal os antigos tinham razão. De fora até pode parecer que o Estado ocupou-se da instituição apenas para a abandalhar.

Não admira que as pessoas ultimamente se tenham deixado disso. Os valores de 2010, último ano disponível, são de 3.8 casamentos por mil habitantes, descendo de mais de sete em 1992 e quase dez em 1973. Parece que hoje em dia os homossexuais são os únicos que querem casar-se. Aliás nem esses, pois, após séculos de repressão, o surto inicial de casamentos civis entre pessoas do mesmo sexo gerado pela Lei 9/2010 de 31 de Maio foi de... 266 em 2010. Uma marcante conquista da civilização, como se vê!

O pior é que este campo, onde tantos activistas se esforçam generosamente por conseguir avanços, é precisamente aquele em que se situam as grandes calamidades desta geração. Só que não é desse lado, mas precisamente do oposto. Os dramas da solidão, traição, traumas infantis, promiscuidade são consequência directa da mesma ideologia antifamília que triunfa nestes supostos avanços. A taxa de divórcio já é 2.6 por mil habitantes. Ou seja, por cada 19 uniões novas desfazem-se 13. A nossa taxa de fertilidade, 1.3 filhos por mulher, das mais baixas do mundo, está ao nível de catástrofe demográfica. Os problemas psicológicos, educacionais, culturais, sociais, económicos e financeiros que isto cria seriam inimagináveis se não os observássemos quotidianamente. É um processo de demolição da sociedade e civilização portuguesa e ocidental sem precedentes.

Será difícil as gerações futuras entenderam como foi possível ignorar problemas tão vastos, graves e influentes, indo perder tempo com questões laterais e menores. Mas seremos pouco castigados, pois a devastação desta geração tornará as seguintes pequenas, esparsas e traumatizadas.


quarta-feira, 15 de agosto de 2012

O Bloco de Esquerda quer contaminar o país?

Notícia vista aqui.

No passado mês de Junho, a partir de um caso concreto de discriminação de um homossexual na doação de sangue, o Bloco de Esquerda questionou o Governo através do ministério da Saúde, perguntando se tinha conhecimento da situação exposta; que medidas foram desencadeadas pelo Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST) - Instituto Público (IP) para implementar o disposto na Resolução da Assembleia da República nº 39/2010, publicada a 7 de maio de 2010 e quantas dádivas foram recusadas nos anos de 2010, 2011 e 2012 tendo como motivo a orientação sexual.

Segundo o site do jornal “Público”, a resposta chegou esta semana. O Ministério da Saúde diz que foi retirada do questionário entregue aos candidatos a dador a pergunta: "Sendo homem, teve contacto sexual com outro homem?", após a aprovação da recomendação da Assembleia da República. Mas argumenta a favor da discriminação, dizendo que há entidades, uma europeia e outra norte-americana, que sugerem questões semelhantes e lembra que um grande número de países não permitem que os homossexuais dêem sangue e evita comentar o caso denunciado pelo grupo parlamentar do Bloco, afirmando: "Não foram, portanto, recusadas quaisquer dádivas devido à orientação sexual, mas sim ao risco acrescido de transmissão de infecções.

Em declarações ao “Público”, o dirigente do Bloco de Esquerda José Soeiro afirma:

"O Governo em vez de dizer que vai averiguar e fiscalizar se está a haver discriminação, o que faz é argumentar em favor do que o Parlamento considerou que era discriminatório”. E lembra que a Assembleia da República aprovou em 2010, por proposta do Bloco, uma resolução que recomendava ao Governo “a adopção de medidas que visem combater a actual discriminação dos homossexuais e bissexuais nos serviços de recolha de sangue”.

O presidente do IPST, Hélder Trindade, em declarações ao “Público” negando que haja discriminação, acaba por justificar o acto discriminatório denunciado pelo Bloco e por defender a discriminação ao afirmar, segundo o jornal, que a selecção dos dadores releva os estudos científicos que indicam que o sexo entre homens constitui um factor de risco acrescido na transmissão de infecções.

José Soeiro esclarece que os estudos existentes, apontam para o aumento do risco na prática de sexo anal desprotegido, que aumenta o risco de contágio de infecções (por haver frequentemente pequenos ferimentos durante o acto), tanto quando é praticado por homossexuais como por heterossexuais. E põe a alternativa: "Porque não se pergunta: "Fez sexo anal? Usou preservativo?", reafirmando que "a ideia de que a homossexualidade em si mesmo é um comportamento de risco tem de ser combatida". [Então ele que o faça através da Medicina e não através da pressão política.]

Ouvido pelo “Público”, Fernando Araújo, director do serviço de sangue no Hospital de São João, no Porto, diz que é "mais favorável a uma avaliação dos comportamentos de risco do que da orientação sexual" e lembra que há estudos que mostram que a proibição de os homossexuais doarem sangue pode ter o efeito perverso de estes mentirem sobre as suas práticas sexuais.

É escusado tentar mostrar aos esquerdistas o que a Medicina diz do comportamento homossexualista, e como tal, faço minha a sugestão de Jair Bolsonaro; todos os hospitais deveriam ter dois conjuntos de sangue: sangue de heterossexuais e sangue de sodomitas e lésbicas.

Todas as pessoas que aceitam a doação de sangue por parte de sodomitas deveriam ser obrigadas a aceitar o sangue doado pelos mesmos - em nome da "não-discriminação" que eles querem impor no resto da sociedade. (Não só eles, mas os seus filhos menores).

Das duas uma: ou eles fogem dessa irresponsabilidade mais depressa do que alguém consegue dizer "gulag" (e acaba-se logo com esta supremacia da ideologia esquerdista sobre a Medicina,) ou os esquerdistas são todos contaminados e o seu número vai-se reduzindo gradualmente.

De qualquer das formas, o resto do país agradece. Em nome da não-discriminação, obviamente.


quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Eles podem dizer estas piadas

Como ambos são sodomitas, este tipo de piadas não são levadas a mal. No entanto, se um homem com sexualidade normal diz exactamente o mesmo tipo de piada, ele é qualificado de "homofóbico".

A dualidade de critérios é gritante.


sábado, 16 de junho de 2012

Sair do armário com a psicóloga Ana Caetano

Texto enviado por MaxV2.
Escrito por MaxV2

Mais uma vez estamos depara-mo-nos aqui com alguém a insistir no erro anteriormente já falado. Será ignorância ou pura maldade? Estou inclinado a subscrever a segunda hipótese.

Nas linhas que se seguem veremos aquilo que só numa obra de ficção seria possível, isto é, o exercício do absurdo ou talvez pior.

Começamos com uma mensagem enviada por uma mulher em apuros familiares:

Boa tarde, assim muito resumido, tenho um irmão que é homossexual. Descobri faz 3 anos. A minha mãe sabe e aceita, mas sofre, eu sinto. O meu pai não sabe, nem nunca vai saber. Eu sofro, não entendo... respeito. Sofro ainda mais com medo de o meu pai descobrir.

Não consigo seguir com a minha vida em frente, sair de casa e morar com namorado. Às vezes esqueço e fico bem, mas volta a tristeza. Não sei o que fazer. Não devo ter aceite assim tão bem. Só sei que me prejudica imenso.

Procurei um psiquiatra, mas de nada ajudou. Peço, por favor algumas palavras.

Maria, Porto, 27 anos

Eis a "resposta" que ela recebeu:
Cara Maria,

Sente-se nas suas palavras sofrimento e, acima de tudo, bloqueio. Se o pai descobre, a tristeza, não conseguir sair de casa talvez para estar perto se alguma coisa acontecer.

As normas com que vivemos em sociedade ajudam-nos a conviver uns com os outros com mais respeito. Há normas mais explícitas e outras menos explícitas. O cumprimentar-nos, por exemplo, demonstra que estamos atentos ao outro. Quantas vezes já ouviu comentar um acto de má educação, porque o Manuel não cumprimentou o Joaquim?

Outras normas são mais implícitas do que outras. Sobre o que é normal em termos sexuais, por exemplo. Apesar da sociedade estar mais tolerante em relação ao amor [sic] entre pessoas do mesmo sexo, existem centenas de anos em que se condenou tal comportamento. Por isso, talvez, tenha dificuldades em aceitar a preferência do seu irmão.

Apresento-lhe o termo Queer, baseado no trabalho de Michel Foucalt. Este filósofo [sic] dos anos 80 do século passado apresentou a ideia do que é cultural e do que é biológico na sexualidade humana.

O acto de me apaixonar pode incluir qualquer pessoa, que pode ser ou não do mesmo sexo. A sociedade, principalmente desde a Idade Média, tem imposto que o natural são as relações entre sexos diferentes, com o objectivo de ter filhos.

No entanto, relembro que na antiga Grécia a homossexualidade era vista com naturalidade. Na mitologia grega, Zeus, o senhor dos deuses do Olimpo, manteve uma relação com o belo Ganimedes e Apolo viveu um grande amor com Jacinto.

Assim, alguém que se assume como queer, aceita que o amor surge num encontro entre dois seres humanos, para além do seu género sexual.

Voltando a si e ao bloqueio que sente sobre sair de casa ou não, pense que tem de viver a sua vida. Se a sua ideia é proteger o ambiente familiar desta notícia, “não-vá-qualquer-coisa-acontecer” também o poderá fazer fora de casa.

A minha sugestão é que contacte um psicólogo em vez de um psiquiatra. Os psicólogos têm uma compreensão do ser humano em termos biológicos, psicológicos, sociais que a poderá ajudar a compreender o seu irmão e ajudar a sua família.

Desejo que corra tudo pelo melhor!

Ana Caetano | psicóloga clínica

Vamos então analisar o texto em questão, começando pelo problema que a Maria do Porto expõe:
Boa tarde, assim muito resumido, tenho um irmão que é homossexual. Descobri faz 3 anos. A minha mãe sabe e aceita, mas sofre, eu sinto. O meu pai não sabe, nem nunca vai saber. Eu sofro, não entendo... respeito. Sofro ainda mais com medo de o meu pai descobrir. Não consigo seguir com a minha vida em frente, sair de casa e morar com namorado. Às vezes esqueço e fico bem, mas volta a tristeza. Não sei o que fazer. Não devo ter aceite assim tão bem. Só sei que me prejudica imenso. Procurei um psiquiatra, mas de nada ajudou. Peço, por favor algumas palavras.
Vou destacar as seguintes afirmações "tenho um irmão que é homossexual","A minha mãe sabe e aceita, mas sofre, eu sinto.","Eu sofro, não entendo... respeito. Sofro ainda mais com medo de o meu pai descobrir."

Há razões legítimas para o sofrimento da Maria uma vez que ter um familiar praticante dum "estilo de vida" auto-degradante é, no mínimo, preocupante. Por trás do receio que o pai venha a descobrir provavelmente existe um pai com a saúde debilitada, e, como consequência, a notícia de ter um filho praticante do homossexualismo seja um desgosto enorme.

Não devo ter aceite assim tão bem. Só sei que me prejudica imenso. Procurei um psiquiatra, mas de nada ajudou.
O facto da Maria não aceitar que o irmão entregue o seu corpo para a degeneração do homossexualismo demonstra genuína preocupação. Embora as pessoas sejam livres para practicar o homossexualismo, clinicamente e socialmente falando, não só o homossexualismo não é um comportamento algo que se deva aceitar de ânimo leve como é normal que isso prejudique imenso os outros membros da família.

Esta senhora não precisa de psiquiatra ou psicólogo, pois não há nada errado com ela. No entanto o irmão dela, sim precisará de ajuda clínica e psiquiátrica para deixar este comportamento auto-destrutivo que está a provocar tensão e mal estar na família.

Passemos ás palavras da "psicóloga":

Cara Maria,

Sente-se nas suas palavras sofrimento e, acima de tudo, bloqueio. Se o pai descobre, a tristeza, não conseguir sair de casa talvez para estar perto se alguma coisa acontecer." A constatação do óbvio.

As normas com que vivemos em sociedade ajudam-nos a conviver uns com os outros com mais respeito. Há normas mais explícitas e outras menos explícitas. O cumprimentar-nos, por exemplo, demonstra que estamos atentos ao outro. Quantas vezes já ouviu comentar um acto de má educação, porque o Manuel não cumprimentou o Joaquim? Outras normas são mais implícitas do que outras. Sobre o que é normal em termos sexuais, por exemplo.
Aparentemente a psicóloga Ana Caetano acredita que precisamos de "psicólogos" e outros "especialistas" para que confirmem aquilo que faz parte do senso comum.
Apesar da sociedade estar mais tolerante em relação ao amor [sic] entre pessoas do mesmo sexo, existem centenas de anos em que se condenou tal comportamento. Por isso, talvez, tenha dificuldades em aceitar a preferência do seu irmão.
A sociedade sempre foi tolerante com todo o tipo de pessoas, mas até na sociedade mais liberal sempre houve comportamentos que foram criticados - como o comportamento descrito acima. Não foram só centenas de anos foram milhares, pois comportamentos deste tipo sempre foram prejudiciais ao individuo e à sociedade.

Mas é claro que ela [Maria] tem dificuldade em aceitar um comportamento que é, a todos os níveis, nocivo para o corpo humano. O irmão tem um estilo de vida que está clinicamente comprovado como prejudicial para a saúde, mas esta "psicóloga" não quer ver isso. Pior ainda, ela qualifica a práctica do homossexualismo como uma "preferência".

A forma como ela apresenta a alternativa "queer", baseado no "trabalho" de Michel Foucalt, é digna dum filme.

Uma breve análise ao termo Queer:

A Teoria queer, oficialmente queer theory, é uma teoria sobre o género que afirma que a orientação sexual e a identidade sexual ou de género dos indivíduos são o resultado de um constructo social e que, portanto, não existem papéis sexuais essencial ou biologicamente inscritos na natureza humana, antes formas socialmente variáveis de desempenhar um ou vários papéis sexuais."
O texto de cima foi tirado da wikipedia, se é que isso vale alguma coisa.

Tendo como base esse entendimento, somos levados a concluir que os papeis dos indivíduos (homens e mulheres) na sociedade são "construídos socialmente" e que a biologia nada tem a ver com isso. Se isto é assim, porque é que não colocamos mulheres de metro e meio a servir de segurança nas discotecas cheias de pessoas alcoolizadas? Ou porque não colocar míopes a pilotar aviões intercontinentais? Mais importante ainda, porque é que são só as mulheres a ter filhos? Não será isso um claro exemplo de descriminação contra os homens?


[Meu comentário - Lucas] - Achei engraçada a forma como ela diz "ah ele é gay? Apresento-lhe então o queerismo!"

Vamos usar a mesma forma de pensar com outros comportamentos:

  • Ah ele fuma e isso é mau para a saúde? Apresento-lhe um SG Gigante.
  • Ele bebe muito? Apresento-lhe uma caixa de Moet Chandon.
  • Ele leva uma vida promiscua, tendo relações sexuais com várias mulheres todas as semanas? Apresento-lhe a minha irmã de 21 anos, solteira, bonita e igualmente promiscua.
  • Ele é viciado em pornografia? Apresento-lhe aqui uma lista dos melhores sites pornográficos da internet.
  • Ele está a ficar extraordinariamente obeso e não quer fazer exercício físico nem levar a cabo um dieta saudável? Apresento-lhe a minha colecção de filmes e jogos de computador. Ele que os jogue e os veja todos os dias - em casa. Apresento-lhe também estas 10 caixas de Kit Kat para ele comer enquanto vê os filmes e joga os jogos.

Não creio que o trabalho dum psicólogo seja o de aprofundar a tendência das pessoas em direcção a comportamentos auto-destrutivos. Mas dizer isso é "homofobia" e "preconceito".


Continuando:
Este filósofo nos anos 80 do século passado apresentou a ideia do que é cultural e do que é biológico na sexualidade humana. O ato de me apaixonar pode incluir qualquer pessoa, que pode ser ou não do mesmo sexo.
Mais uma vez faz a apologia do "vale tudo sexual" citando o trabalho de um "filosofo" sodomita e pedófilo que defendia a legalização da pedofilia. Ou seja, podemos subentender que esta "psicóloga" defende as mesmas ideias de tal individuo que, como sabemos, teve uma vida cheia de excessos e morreu de SIDA.

Para além disso, é preciso que se diga aquilo que Foucault disse que era a sua própria verdade. Ele, para além de homossexual, foi um pederasta assumido, chegando a defender - durante uma entrevista em uma rádio parisiense em 1968 - a legalização da pedofilia (Fonte).

A sociedade, principalmente desde a Idade Média, tem imposto que o natural são as relações entre sexos diferentes, com o objectivo de ter filhos."
Não é a sociedade que impôs o que é natural, mas sim os indivíduos - homens e mulheres saudáveis, seguindo o seu instinto natural - que sempre se organizaram de maneira a formar famílias, criar um projecto de vida e dar continuidade ao desejo de segurança e estabilidade que todos nós temos e que só pode ser atingido através da família natural. E o natural sem dúvida é a relação entre os dois sexos opostos. Não há qualquer lei que possa mudar isto.

O ser humano é heterossexuado por natureza, e como tal não há nada que possa mudar isto. Somos feitos a partir dum homem e duma mulher - o resto é puro devaneio.
No entanto, relembro que na antiga Grécia a homossexualidade era vista com naturalidade.
Isto é falso uma vez que era só uma minoria - a elite - que a praticava. Junto do resto da sociedade o homossexualismo não era muito bem visto. Poderia ser tolerado mas não era uma prática recomendável.
Na mitologia grega, Zeus, o senhor dos deuses do Olimpo, manteve uma relação com o belo Ganimedes e Apolo viveu um grande amor com Jacinto.
Será verdade que a psicóloga está a tentar usar a mitologia grega como forma de legitimar um comportamento sexual?
Assim, alguém que se assume como queer, aceita que o amor surge num encontro entre dois seres humanos, para além do seu género sexual.
Repetindo o que está em cima: como o ser humano provém dum homem e duma mulher, nós somos heterossexuados por natureza.

Cito partes de um texto de um blog que costumo seguir:

A diferença entre as mundividências da maioria da sociedade e da minoria gay está estritamente ligada à diferença entre as formas como a sexualidade é encarada pelo homossexual e pelo heterossexual.

Para o hetero, a sua sexualidade é consentânea com o seu corpo e com a sua natureza, ele não tem problemas de identidade, e portanto tudo “corre sobre rodas” e sem problemas de maior.

Seria absurdo vermos uma “parada heterossexual”, ou vermos um hetero sentir a necessidade de se “assumir” publicamente como heterossexual; não faz sentido, porque a fisiologia reprodutiva do hetero está de acordo não só com a sua natureza intrínseca mas também com a ordem natural da realidade (Natureza) ― isto é, no heterossexual, “tudo bate certo”.

Pelo contrário, o homo assenta a sua sexualidade exclusivamente no desejo ― aqui entendido não como “desejo natural” decorrente da acção fisiológica, mas como “desejo psicológico” construído ―, nas fantasias sexuais, e na subjectividade do homossexual na relação que mantém com os seus desejos e fantasias sexuais. Portanto, o problema do homossexual na afirmação de uma identidade é um enorme pesadelo, porque a própria identidade do homo depende exclusivamente dos seus desejos (psicológicos) particulares e fantasias sexuais, que por inerência são subjectivos.

O intuito gayzista é eminentemente político e pretende estigmatizar culturalmente a heterossexualidade, isto é, negar a realidade da Natureza por via da coacção cultural que se pretende que venha a assumir contornos crescentes de violência cultural, psicológica e mesmo física perpetrada sobre a maioria, utilizando para o efeito os instrumentos de repressão ao dispor do Estado ― que, pelo contrário, deveria representar, de forma prioritária, os interesses da maioria natural e garantir o futuro da sociedade.

Voltando à "psicóloga":
Voltando a si e ao bloqueio que sente sobre sair de casa ou não, pense que tem de viver a sua vida. Se a sua ideia é proteger o ambiente familiar desta notícia, “não-vá-qualquer-coisa-acontecer” também o poderá fazer fora de casa. "
Como pessoa consciente que esta senhora é, é claro que ela não quer abandonar a família pois os pais são idosos e o pai terá a saúde debilitada. Ela, como mulher de consciência, quer proteger a família do comportamento desviante do irmão.
A minha sugestão é que contacte um psicólogo em vez de um psiquiatra. Os psicólogos têm uma compreensão do ser humano em termos biológicos, psicológicos, sociais que a poderá ajudar a compreender o seu irmão e ajudar a sua família.
Ou seja a "psicóloga" diz que o problema não é o irmão dela ter um comportamento doentio e clinicamente auto-destrutivo; o problema é a família que não aceita o "estilo de vida" decadente do irmão. Esta inversão da lógica e dos valores faz algum sentido?

O psiquiatra está acima do psicólogo no entendimento clínico das várias perturbações a nível físico e psíquico pois estudou medicina e é especializado em psiquiatria .

Como foi dito acima, ela foi a um profissional de saúde e daí não houve resultados positivos. Certamente um psicólogo não fará melhor uma vez que ela não tem nada de errado. É o seu irmão que precisa de ajuda, e não ela.

Conclusão:

Mais uma vez vemos o cumulo do absurdo sem que ninguém se preocupe com isso. Devido a inactividade geral não é de admirar que esta "psicóloga" esteja a debitar estas barbaridades.

Psicóloga Ana Caetano.

Referencias:

http://www.maxima.xl.pt/consult%C3%B3rio-de-psicologia/14214-tema-sair-do-arm%C3%A1rio.html

http://espectivas.wordpress.com/2011/08/19/2-da-populacao-e-homossexual-mas-e-responsavel-por-61-de-novas-infeccoes-de-sida-hiv/


http://espectivas.wordpress.com/2009/12/01/o-gayzismo-multifacetado-e-as-suas-diferentes-estrategias-politicas/


http://espectivas.wordpress.com/2009/03/14/agenda-politica-gay-%C2%ABquem-nao-e-homofilo-e-%E2%80%9Clele-da-cuca%E2%80%9D%C2%BB/


http://espectivas.wordpress.com/2008/12/30/the-gay-report-pesquisa-de-habitos-sexuais-gays/


http://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_queer

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