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terça-feira, 26 de janeiro de 2016

7 coisas que eu gostaria que soubessem sobre o meu homossexualismo

Por Jean Lloyd

Passaram-se mais de 30 anos desde que a minha atracção homossexual emergiu de dentro da minha visão do mundo como criança de 12 anos. Esta atracção foi espontânea e indesejada, mas foi ao mesmo tempo forte e atraente. Como Cristã, o conflicto entre a minha sexualidade e a minha fé tornar-se-ia no mais intenso e o mais profundo da minha vida.

Hoje, na casa dos 40, passei de estar no armário, para lésbica assumida, para celibatária, para casada heterossexualmente. O facto de ter que qualificar a minha união marital como heterossexual revela o quanto que a paisagem cultural mudou durante todo esse tempo - da mesma forma que a minha também mudou, mas de forma muito diferente. Durante a minha infância, ouvi muitos sermões fogosos em torno do homossexualismo. Actualmente, eu oiço declarações em torno do amor. Eles fazem-me gritar de alegria. Amén! As coisas deveriam ter sido sempre assim.

Mas ao mesmo tempo, no entanto, muitos pastores começaram a acompanhar este amor com afastando-se da moralidade sexual Bíblica qualificando-a de opressiva, pouco razoável, ou pouc caridosa. Consequentemente, amar os homossexuais começa a significar afirmar e encorajar o comportamento homossexual e as relações homossexuais. Embora eu esteja de acordo com este desejo de agir com base no amor, este não é o amor genuíno que pessoas como eu precisam. Amem-me melhor do que isso!

O estudioso da obras de Tomás de Aquino Josef Pieper colocou as coisas desta forma:

O amor não é sinónimo de aprovação indiferenciada de tudo o que a pessoa amada pensa ou faz com a sua vida..... [e nem é] desejar que a pessoa amada se sinta bem em todas as situações, e que essa pessoa seja, em todas as circunstâncias, poupada da dor ou da mágoa. A mera "bondade" que tolera tudo menos o sofrimento [da pessoa amada] de maneira alguma está relacionado com o amor genuíno. . . . Nenhuma pessoa que ama pode olhar com facilidade e observar a pessoa que ama a escolher o conveniente acima do bem.

Amar-me com este tipo de amor não é rápido e nem é fácil, mas o conhecimento e a verdade podem-nos ajudar a lutar contra a crescente onda de capitulação moral. À luz disto, eis aqui 7 coisas que eu gostaria que vocês soubessem sobre o homossexualismo.

1. Gostaria que vocês soubessem que, apesar de eu não ter escolhido esta orientação [sic], não segue que eu tenha "nascido assim" ou que "Deus me tenha feito assim".

Embora a genética tenha influência sobre estas características, não existe uma pré-determinação imutável; ela não se encontra embutida tal como um olho ou a cor da pele. Eu posso olhar para trás na minha vida, e ver onde foi que ela [a preferência sexual] surgiu. Claro que as experiências dos outros podem ser distintas da minha, mas, de forma geral, a etiologia não importa.

A actividade homossexual está fora do design e dos plano perfeito de Deus. Alegar o contrário exige que se ignorem as Escrituras, a autoridade do Cristianismo histórico, e a lei natural. Portanto, eu preciso de ajudar para viver uma vida casta, independentemente da forma como surgiram os meus desejos homossexuais.

2. Gostaria que vocês conhecessem uma forma melhor de honrar o meu corpo vivendo de acordo com o design do Criador.

Eu nasci desta forma: fêmea. Deus criou-me como mulher. Por favor não caiam no dualismo gnóstico que divide a minha vida espiritual da vida que eu vivo actualmente no corpo. Cristo encarnou; o meu corpo agora faz parte do Seu Corpo, o tempo do Espírito Santo. Agir contra o seu design em actividade homossexual prejudica a dignidade do meu corpo.

Para os meus irmãos que têm atracção homossexual, o sexo homossexual prejudica os seus corpos mais ainda devido ao seu design fisiológico e os efeitos físicos de agir contra esse design. Estes corpos serão ressuscitados, e eles são importantes.

3. Gostaria que soubessem que não me estão a ajudar a seguir a Jesus quer seja a exigir que as minhas atracções mudem ou ao não permitirem que elas mudem.

Ninguém me pode prometer que as minhas atracções irão mudar; certamente que Jesus não prometeu isso. Mas não me neguem também essa possibilidade (especialmente se sou uma adolescente!). Tanto a ciência secular como a experiência humana atestam em favor da fluidez sexual e o potencial para mudar.

4. Gostaria que conhecessem uma forma mulher para definir "mudança".

Durante muitos anos, a minha experiência com a atracção homossexual passou de estar num fogo contínuo, para estar num estalido ocasional. O homem que ainda sente atracção homossexual mas que está feliz casado com uma mulher, quando ele não via possibilidade de ocorrer algum tipo de relacionamento heterossexual, de facto mudou.

5. Gostaria que soubessem que devem-me creditar a mesma capacidade e a mesma responsabilidade moral que a qualquer pessoa da comunidade homossexual.
Se os heterossexuais solteiros são chamados ao celibato, e presume-se que, em Cristo, eles têm o poder para viver segundo os Seus Mandamentos, o mesmo pode ser dito de mim. Lidar comigo segundo um outro padrão é reduzir a minha dignidade perante Deus; também eu fui chamada para ser santa.

6. Gostaria que soubessem que Deus ensina muito mais que "Não" em torno da conduta homossexual.

Ele de facto ensina isso, mas a verdade em torno do corpo, do sexo, e  design e o telos da criação revelam muito mais.

7. Gostaria que soubessem que não honra a Deus, e nem a mim, quando pedem desculpas pelo Seu design ou pelo Seu plano.

Gosto da empatia em relação à dor que os meus anseios mal canalizados podem causar, mas Deus não está a reter algo de bom para mim de modo arbitrário. Ele está a mostrar o que leva à vida e ao florescimento humano, ao mesmo tempo que mantém longe de mim o que irá causar dor. "Que o amor seja sem dissimulação". Amem-me e digam-me a verdade.

Posso fazer um pedido? Continuem a amar-me mas vocês não podem ser mais misericordiosos que Deus. E não é misericórdia afirmar que os actos homossexuais são bons. Practiquem a compaixão de acordo com o significado original de "compaixão": sofram comigo. Não distorçam a verdade; ajudem-me a viver de acordo com ela.

Peço que me ajudem a pegar na minha cruz e a seguir Jesus.

-  http://bit.ly/1W8b2iu

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Os meus momentos de "monogamia" como homem homossexual e a impossibilidade dum mundo sem mulheres.

Por Joseph Sciambra

Embora eu não o soubesse na altura, a minha primeira e genuína relação "homossexual" foi também a minha primeira incursão para dentro da "monogamia" homossexual. 

Por essa altura, eu não estava conscientemente em busca de algo a longo prazo mas uma vez que eu estava tão sozinho, amedrontado e desesperadamente carente, eu teria ido para casa com qualquer pessoa que me esse a mínima atenção.

Quando alguém me deu atenção, e como normalmente acontece, ele era um homem mais velho e mais experiente, uma incrível sensação de aceitação, afirmação e segurança varreram-me como a droga mais poderosa da Terra; eu não conseguia estar satisfeito e queria ficar nesse estado semi-dormente para sempre.

Durante algum tempo, o facto de nós os dois estarmos junto era o suficiente para gerar uma quantidade incrível d calor, e esse fogo era o que me levava a voltar como forma de sentir o amor. Quase imediatamente, paramos de sair - quer fosse individualmente ou como casal [sic]. Ficávamos em casa muitas vezes, e só ocasionalmente é que socializávamos com duplas igualmente emparelhadas. Mas, e de modo rápido, comecei a perceber que ele estava a ficar farto. Olhando para trás, posso dizer que eu precisava mais dele do que ele de mim.

Numa noite, enquanto estávamos com outro assim-chamada dupla "monogâmica", o meu namorado sugeriu que os quatro fôssemos para o quarto. Eu não estava de maneira alguma chocado visto que, embora eu fosse relativamente novo na cena homossexual, eu já sabia como era que as coisas funcionavam. E, mais ainda, eu faria de tudo para agradar alguém que eu pensava que se preocupava comigo e que me amava.

Esta situação prosseguiu durante algumas semanas até que todos nós avançamos a festa para os bares e para os clubes de dança na Castor [distrito homossexual de São Francisco]; não muito lentamente, o nosso círculo de parceiros sexuais casuais expandiu-se e então nós tornamo-nos numa daquelas duplas que fingia ser um casal; inicialmente, eu pensei que fazia o que fazia para o manter feliz, mas apercebi-me mais tarde que estava a ficar mais e mais atraído a outros homens.

Eu reparava que este homem era mais masculino que o meu namorado, ou que aquele outro era mais agressivo, ou que outro ainda tinha uma voz mais grossa ou braços mais longos ou mãos maiores. Na minha mente, eu estava a criar e a procurar por um tipo de ícone homossexual masculino - um ídolo perfeito da masculinidade que me poderia salvar. Era uma fixação incessante derivada da minha infância passada com uma obsessão pela pornografia, e período durante o qual o corpo masculino se havia transformado num super-homem, e depois monstruoso nas suas proporções exageradas e foco compulsivo no tamanho.

Depois disto, a minha primeira relação homossexual "monogâmica" acabou calmamente: numa visita particular a um dos antros homossexuais da Castro,  e dentro dum dos jogos mutuamente aceites, eu pura e simplesmente sai com outro homem.

Com cerca de 25 anos, e no meio da minha carreira dentro da vida homossexual, voltei-me a juntar com outro homem, mas com alguém com uma idade mais próxima da minha. Desta vez, no entanto, em vez de ser o rapaz fracote em busca de orientação e segurança, senti-me como alguém no mesmo nível e queria ter esta união dentro das minhas regras.

Mas o que realmente me levou a buscar um tipo de abrigo no relacionamento um-com-um foi o meu medo crescente da morte e a minha frustração total com um estilo de vida que matou cada um dos amigos que eu havia feito quando tinha 18 anos. Agora, a meio dos meus anos 20, estava a pressentir uma solidão crescente que me fazia sentir como se eu tivesse voltado a ser um rapaz.

Eu não sabia o que fazer, e como tal, tomei a decisão de viver na periferia do homossexualismo; voltar para casa todas as noites com o mesmo homem, mas mantendo ainda a minha aliança com tudo: tomando parte das paradas, festivais e comícios como um pleno homem homossexual.

No entanto, este auto-exílio só durou alguns meses visto que, tal como tinha acontecido com o meu namorado de há 8 anos atrás, comecei gradualmente a ficar aborrecido e inquieto. Igualmente, o meu parceiro estava a sentir o mesmo e devido a isso, abrimos as coisas um bocado e convidamos um terceiro homem, e depois um quarto, e depois um quinto. Finalmente, dentro do nosso grupo de amigos, nós havíamos criado a nossa pequena sauna gay.

Mais uma vez, eu avancei, e à medida que o círculo de parceiros homossexuais continuou a expandir, ele eventualmente consumiu qualquer sentido de relacionamento e nós passamos a ser o que muitos dão o nome de "f##kbuddies".

Alguns anos mais tarde, eu voltei a tentar tudo outra vez, só que desta vez eu estava perto dos meus 30 anos, e o meu parceiro tinha 40 e qualquer coisa. Uma vez que eu já estava dentro do estilo de vida homossexual há mais de 10 anos, já havia tentado quase tudo, ficado desiludido vez após vez, e ainda estava mesmo assim decidido e ainda em busca, as coisas tornaram-se particularmente doentias para mim.

Quase todas as semanas o meu novo parceiro trazia para casa um homem jovem pateticamente inexperiente e normalmente demasiado drogado. As coisas tornaram-se canibalescas; havia sempre este sensação sombria de conquistar e submeter: o impulso era avançado através duma fome insaciável que nunca permitia ficar de barriga cheia; era um certo tipo de bulimia: o devorar e a satisfação temporária seguida duma auto-purga e depois então o regresso imediato do desejo sobrepujante de voltar a ser satisfeito.

A psique pervasiva de todos envolvidos é o desconhecimento avassalador da nossa imperfeição; logo, a nossa existência centra-se em obter algum tipo de inteireza.

Depois de duas décadas a experimentar todas estas fúrias e estes devaneios, cheguei a uma conclusão: um mundo sem mulheres é impossível. Parece simples, mas para mim foi uma revelação. Porque, havendo crescido durante o "poder feminino" dos anos 70, do ERA, e dos anúncios publicitários da Charlie, sempre pensei que a única diferença que existia entre os homens e as mulheres resumia-se a algo entre as pernas.

Inicialmente, a realidade das distinções entre os sexos tornou-se totalmente óbvia quando me envolvi pela primeira vez com uma mulher prostituta, e, para choque e desalento  meu, ela revelou-se um bocado puritana. Vejam: até aquele momento, todas as minhas experiências sexuais haviam sido com homens homossexuais. Estupidamente, eu pensei que as mulheres se comportavam da mesma maneira - pelo menos as mulheres mais promiscuas.

Só que não era verdade.

Em Berkeley, durante uma prolongada fase bissexual, namorei outra estudante, uma rapariga hippie sem qualquer tipo de inibição que, apesar da sua forma livre de pensar, precisava de ser romanceada constantemente antes que pudesse ocorrer algo físico. Como alguém habituado a usar outros homens como escape sexual, rapidamente descobri que as mulheres eram demasiado exigentes e faziam com que eu perdesse muito tempo.

No distrito de Castro, eu nem precisava de falar com um potencial parceiro; um contacto visual através da discoteca cheia era o suficiente - tu simplesmente ias para a casa de banho e esperavas. 

Nenhuma mulher, nem mesmo a mulher de rua (a menos que seja mentalmente doente), irá seguir um homem desconhecido para uma casa de banho (sem porta) e terá relações sexuais com ele perto dum banheiro público sujo. No entanto, os homens "gays" fazem isto todos os dias.

Os excessos sexuais do mundo homossexual masculino são indisputáveis, só que, ao contrário de muitos que promovem uma nova imagem higienizada, livre de doenças, do homem homossexual moderno, esta perversidade é inevitável - até mesmo entre os assim-chamados "casados" e "monogâmicos". Isto prende-se principalmente com o simples facto de que uma sociedade totalmente masculina entrará em colapso porque a testosterona dos homens nunca é moderada com o estrogénio das mulheres.

Na verdade, o domínio não controlado dos hormonas masculinos gera o síndrome sexual da China, onde os homens, e especificamente os homens homossexuais que cresceram alienados e desesperados por afeição masculina, congregam-se juntos, encontram um fornecimento infindável de outros homens igualmente magoados dispostos a ter sexo. Então, e sem malícia, e através dos seus excessos, eles dão início a uma cascata de morte.

Depois do movimento de emancipação homossexual dos anos 70, este desastre tomou a forma da SIDA; hoje, embora a ciência tenha aperfeiçoado novas formas de manter os homens homossexuais vivos, o colapso continua com um sempre crescente número de infecções sexualmente transmitidas resistentes a anti-bióticos que só parecem surgir dentro das entranhas dos homens homossexuais.

O inevitável destino parece ser sempre a doença e a morte, até mesmo entre aqueles que tentam escapar a este horror fazendo uma parceria e abraçando alguma forma estranha de "monogamia homossexual" - quando mais de metade das infecções com o HIV entre os homens homossexuais ocorrem quando estes estão num relacionamento.

A inquietação generalizada e a necessidade de idolatrar a masculinidade sempre mostra a sua cara feia; em termos de homens e mulheres, há uma diferença incrível entre o fascínio que os homens têm com a pornografia, com a muito menor percentagem das mulheres que assistem a pornografia; "os homens são 543% mais susceptíveis de assistir a pornografia que as mulheres."

Logo, os homens que têm atracção um pelos outros formam uma cultura sem mulheres, e as forças sexuais dentro do masculino são libertadas sem que haja a moderação das mulheres: o corpo é objectificado até a um ponto que se torna doentio; o sexo é constante e desenfreado, e a única coisa que pára a perversidade é a doença.

O todo-feminino mundo das lésbicas, embora tenha taxas muito baixas de DST, também têm os seus problemas.

Sem a testosterona, o excesso de estrogénio gera um universo de emocionalismo excessivo que tende para drama excessivo a roçar a violência.
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The evidence:
“Almost half of the participants (48.7%) were monogamous, slightly fewer (42.1%) reported non-monogamous sexual agreements with some conditions or restrictions, and a relatively small number (9.2%) reported sexual agreements with absolutely no restrictions on sex with outside partners. A third of the participants (32.4%) reported breaking their agreement in the preceding 12 months and 14.8% reported having UAI in the preceding 3 months with an outside partner of discordant or unknown serostatus.”
“Development and Validation of the Sexual Agreement Investment Scale”
Torsten B. Neilands, PhD, et al.
J Sex Res. 2010 Jan; 47(1): 24–37.

“Ninety nine percent of couples reported having an agreement. Specifically, 45% had monogamous agreements, 47% had open agreements, and 8% reported discrepant agreements.”
Relationship Characteristics and Motivations behind Agreements among Gay Male Couples: Differences by Agreement Type and Couple Serostatus
Colleen C. Hoff, PhD, et al.
AIDS Care. 2010 Jul; 22(7): 827–835.

“Nearly 70% of HIV+ MSM (men who have sex with men) are estimated to have contracted HIV from a main partner…Our data suggest that reported monogamy may sometimes reflect intent or a non-traditional definition of monogamy rather than engagement in sex with only one partner. Nearly a quarter of men who indicated that they had only had sex with their partner for the duration of their relationship also reported engagement in anal sex with at least one non-main partner in the past 90 days. This supports previous research showing “monogamy” to be an ambiguous term…”
“Open, Closed, or In Between: Relationship Configuration and Condom Use among Men Who Use the Internet to Seek Sex with Men”
Sonya S. Brady, et al.
AIDS Behav. 2013 May; 17(4): 1499–1514.

“The Monopoly data indicate that while a majority of gay and bisexual men report having a ‘regular partner’, a very substantial proportion of these, probably more than half, may be ‘f##kbuddy’‐style arrangements rather than the ‘boyfriend’‐style ‘relationships’ that is often implied by the use of the term ‘regular partner.’”
“Monopoly A study of gay men’s relationships 2014”
Garrett Prestage, et al.
The Kirby Institute, University of New South Wales. 2015.

“Sixty-eight percent of HIV transmissions were from main sex partners…”
Estimating the proportion of HIV transmissions from main sex partners among men who have sex with men in five US cities.
Sullivan PS, et al.
AIDS. 2009 Jun 1;23(9):1153-62.

“78% of lesbians report that they have either defended themselves or fought back against an abusive partner.”
“Domestic Violence and Lesbian, Gay, Bisexual and Transgender Relationships”
The Public Policy Office of the National Coalition Against Domestic Violence
http://www.uncfsp.org/projects/userfiles/file/dce-stop_now/ncadv_lgbt_fact_sheet.pdf.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

"Aceitando a minha desordem homossexual e apercebendo-me que só Jesus me poderia curar"

Por Joseph Sciambra
"Deus criou-nos para amar e para sermos amados, e desde logo, é um teste de Deus escolher um caminho ou o outro. Qualquer negligência em amar pode levar uma pessoa a dizer Sim ao mal, e quando isso acontece, nós não temos ideia de como isso se pode propagar. Essa é a parte má. Quando alguém escolhe o mal, é então levantado um obstáculo entre essa pessoa e Deus, e a pessoa que se encontra sobrecarregada de maneira alguma consegue ver Deus." ~ Madre Teresa de Calcutá
É possível que eu tenha uma interpretação demasiado ampla, ou demasiado limitada, da citação prévia da Madre Teresa, mas a frase que é muito crucial em termos de homossexualismo é esta:

Qualquer negligência em amar pode levar uma pessoa a dizer Sim ao mal.

Tendo como base a minha experiência como um ex-homossexual, e a experiência de muitos outros que desesperadamente ou de forma convincente gritaram "Sim, sou homossexual!", a negligência a que ela se refere é aquela que ocorre na infância daqueles que ela chamou de "os sobrecarregados". 

Neste ponto, vários estudos demonstraram de forma consistente que os homossexuais adultos são significativamente mais susceptíveis de ter passado por abuso infantil, negligência, ou sentimentos de indiferença por parte de um ou dos dois pais (nos homens homossexuais, é com o pai), e/ou abuso sexual, violência física, ou intimidação por parte de pessoas do mesmo sexo. (Ver notas  1-3)

Desde logo, aqueles que estão sobrecarregados pela sua educação deficiente, ou sadista, são frequentemente abandonados como adultos que têm que lidar sozinhos em termos do seu homossexualismo. Aceitar a orientação e "sair do armário" são considerados actos de coragem, enquanto que pensamentos relativos à cura practicamente não existem ou são considerados como falsa ciência ou homofobia psiquiátrica.

No entanto, os homens homossexuais sofreram um certo tipo de negligência - quer tenha sido por parte dos pais ou devido à rejeição proveniente dos outros rapazes - resultando numa mal-canalizada atracção por pessoas do mesmo sexo. Consequentemente, o desejo por afeição e por amor masculino que os homens homossexuais têm é transferido para os homens, normalmente com a fantasia da afirmação masculina confirmada por uma figura paterna hiper-masculina.

Isto explica a imensa e perene popularidade da assim-chamada pornografia do "papá" dentro da comunidade homossexual. Por este motivo, não é de todo incomum descobrir uma enorme diferença etária entre os parceiros homossexuais masculinos, com o parceiro mais jovem a assumir com frequência o papel passivo e o parceiro mais velho o papel mais dominante. (Ver notas 4 e 5).

Quando são questionados sobre o porquê de voluntariamente enveredarem por comportamentos sexuais de elevado risco, a maior parte dos homossexuais mencionou:

... ansiedade, solidão, depressão....[e] uma forma de buscar prazer e união emocional com outros homens. (6)

Devido ao facto de se experimentar excitação imediata de afirmação masculina através do sexo, o jovem homossexual, já de si extremamente só e em busca de atenção masculina, mal ele entra no mundo homossexual embarca numa viajem normalmente desenfreada e, essencialmente, auto-destrutiva de excesso sexual porque pela primeira vez na vida, ele sente como se a necessidade há muito enterrada está a ser satisfeita.

Um estudo focado nos homens homossexuais e nos seus hábitos sexuais iniciais apurou que os mesmos "eram caracterizados por taxas relativamente elevadas de sexo anal sem protecção e por um reportório sexual em expansão acelerada." (7)

A minha própria vida encaixa-se de forma perfeita neste cenário do rapaz perdido e isolado que entra na comunidade homossexual inicialmente não em busca de sexo , mas simplesmente em busca de amor. Mas, e tal como avisou a Madre Teresa, sem nunca perceber o quão longe isto avançaria. Como o Homem foi feito para dar e receber amor, quando nos apercebemos que nem recebemos e nem damos amor, passamos a ficar inquietos e mais inclinados a fazer qualquer coisa para que isso aconteça.

Foi devido a isto que eu, e no ponto mais alto da primeira crise da SIDA, arrisquei a minha própria vida para encontrar o amor que eu desesperadamente precisava. Tal como muitos da minha geração, dei por mim com homens com o dobro da minha idade. Inicialmente, foi uma experiência surpreendente ser gostado e desejado por outros homens, depois de passar anos e anos à parte, fazendo amizade com as raparigas e não com os rapazes, e a desesperadamente admirar os homens de longe.

De repente, eu já não era um estranho e tudo parecia certo e bom. Era como se a minha vida anterior, cheia de dor, solidão e isolamento, tivesse finalmente chegado ao fim; que ser homossexual, e aceitar que eu era homossexual, tivesse dado início à realização de quem eu realmente estava destinado a ser; lá, pensei eu, iria por fim encontrar felicidade duradoura.

O problema é que o sexo é fugaz, e as associações e as relações dentro do mundo homossexual são normalmente transitórias, na melhor das hipóteses, e altamente susceptíveis à pervasiva monotonia sexual do homossexualismo masculino que rotineiramente precisa de "aberturas" da relação a parceiros externos. (8) Porque, ao contrário das duplas heterossexuais que envelhecem e vão ficando mais confortáveis um com o outro, a agitação normalmente é a regra dentro dos espinhosos relacionamentos 100% masculinos, que continuamente se desintegram à medida que a novidade das primeiras aventuras sexuais juntos se vão tornado mais rotineiras. (9)

Descobri que isto é o que aconteceu vez após vez, à medida que os meus namorados, que eram sempre mais velhos - especialmente nos primeiros anos depois de ter "saído do armário", -  terem de certa forma preenchido a minha necessidade adolescente por atenção e encorajamento masculino. De forma bem doentia, fiquei para sempre atrofiado como um rapaz.

Por exemplo, tu finges e começas a chamá-lo de "papá" durante o acto sexual, e de forma curiosa começas a sentir confiança e de certa forma reconhecido na tua masculinidade.  Só que mais tarde te apercebes que este homem não é o teu pai, e nem é o rapaz que gozou contigo quando eras criança, e nem é o rapaz heterossexual por quem te apaixonaste na escola secundária - aquele que nem sabia que existias.

Consequentemente, sentir atracção por homens e ter sexo com eles não resolve nada; de facto, quando nos conformamos com a orientação, subscrevemos a ideia de que estas atracções são saudáveis, ou pelo menos proporcionalmente benignas, e que, apesar da vasta maioria da população masculina ser heterossexual, nós não somos anormais mas apenas únicos.

É então que a dor da infância é enterrada mais profundamente a cada relação subsequente. Só que quanto mais tempo ficamos no mundo homossexual, mais rapidamente nos apercebemos que estamos longe de sermos excepcionais, e que quase todos os outros homens homossexuais partilham uma história espantosamente semelhante à nossa.

Depois de 10 anos no mundo homossexual, e depois de, involuntariamente, mas mesmo assim, de forma metódica, ter reencenado quase todos os traumas que ocorreram durante a minha infância - desde a minha obsessão pré-púbere pela pornografia para a minha tristeza sobrepujante por ter sido rejeitado por muitos dos homens da minha vida - entendi de maneira subconsciente que já nada estava a funcionar, e fiquei cada vez mais desesperado e disposto a correr ainda mais riscos.

Curiosamente, eu ainda busquei a salvação nos braços de outro homem; quem quer que fosse esse rapaz perturbado fosse dentro de si, ele apenas foi empurrado mais para o fundo. Na minha cabeça, a resposta ainda existia fora de mim, algures dentro da realidade da minha orientação homossexual; devido a isso, eu ainda precisava de um homem e tinha que ser amado por um. Por vezes esta fixação era tão forte que eu deixava tudo, e dirigia-me apressadamente para a loja pornográfica mais próxima, ou sauna mais próxima, como forma de me encontrar com qualquer estranho.

Tudo isto era triste e descuidado, mas pelo menos era alguma coisa. No entanto, esta atitude faz parte do estilo de vida homossexual: quanto mais tu ficas dentro dele, mais preso tu ficas. Invariavelmente tu és usado e largado pelos teus primeiros amantes, contrais algumas DSTs, vais ficando cada vez mais amargo e desconfiado, o tormento da infância regressa à medida que te começas a sentir rejeitado e esquecido por parte dos homens.

Podes até passar a ser seropositivo, e nesse ponto, ficas com a sensação de que pouco ou nada tens a perder. Mais perto do fim, não havia nada que eu não fizesse como forma de, duma vez por todas, acabar com esta dor no meu coração - mesmo que tivesse que morrer tentando.

Antes disso, assisti impotente os meus amigos a serem abatidos pela SIDA; um deles havia crescido sem o amor do pai; o outro havia sido [emocionalmente] sufocado pela mãe; o outro havia sido vítima dum horrível abuso infantil. Acho que todos nós lidávamos com as coisas como podíamos. A dada altura, os nossos caminhos convergiram até São Francisco, e de forma colectiva, nós pensamos que havíamos encontrado a nossa cidade sobre o monte.

Quando eles morreram, um a um, a minha reacção foi relativamente estanha; não cheguei a lamentar, mas caminhei penosamente para frente, rumo ao meu objectivo. Orgulhosamente, pensei comigo que seria diferente. Só que acabei por me afundar no mesmo poço de desolação e trevas dentro do qual eles haviam mergulhado. Mas mesmo assim, eu ainda acreditava. O sonho homossexual nunca chegou a morrer na minha imaginação. De alguma forma, e algum lugar para além do arco-íris, este peso iria milagrosamente desaparecer.

Só que não desapareceu. Lentamente, voltei ao isolamento da minha juventude; os meus amigos e os meus amantes morreram; os poucos que continuaram vivos envolveram-se em cenas fetiches bizarras. Outros houve que se uniram e saíram da ansiedade [da vida homossexual], e de modo intermitente convidaram-me para um trio sexual. Longe estava a explosão e excitação que senti quando, com 18 anos, fui pela primeira vez abordado quando me encontrava num bar homossexual, pouco depois de ter "saído do armário".

Eu sabia instintivamente que ninguém me iria salvar. Eu não sabia o que fazer visto que não havia nada mais em que acreditar. Devido a isso, não fiz nada. Eu não conseguia ver uma saída; eu era homossexual e não existiam outras opções.

Eu não sei o porquê de eu ter sido poupado enquanto outros não o foram, mas eu não sou diferente deles visto que eu teria ficado. No entanto, e totalmente do nada, apareceu um Homem. Inicialmente, tal como todos os homens que eu havia encontrado no passado, tive vontade de estar com Este Homem, mas ao mesmo tempo. tive medo. Dentro do meu deturpado sentido de cosmologia, unido com a percepção que unia tudo com o sexo homossexual, pensei para comigo:

Será que Ele será o meu Novo "papá", o meu novo Pai? Mas Ele não era também o Filho?

Pelo contrário, Cristo transcendia tudo isso, mas ao mesmo tempo, Ele transformava e preenchia tudo. Porque quando Cristo me tocou, Ele tocou-me como Pai e como Filho; como compassivo, protector, a Figura Forte que eu havia passado toda a minha vida em busca. Mas, Ele também era o Filho - no sentido Pai-Filho.

Elevado até ao Divino, passei por um processo de cura através do qual partilhei com Cristo a Sua infância até Se tornar num Homem. Tudo começou com a minha adopção como o "filho de José", "Não é Este o Filho de José?" (Lucas 4:22)

Muito provavelmente esta foi a parte mais dolorosa e mais realizadora do processo de cura - aceitar o papel e a importância da paternidade e da masculinidade na minha vida; como as coisas haviam corrido mal durante a minha infância, incluindo os meus sentimentos de inadequação, rejeição masculina, e o frequente e sobrepujante desejo de receber aprovação por parte dos outros homens - e estas conflituosas e dolorosas emoções que por fim me levaram a acreditar que era homossexual, e me levaram a entrar dentro do estilo de vida homossexual.

Durante esta viagem inicial, uma presença constante era o arquétipo masculino representado por São José - alguém que era forte e silencioso, mas pacientemente cuidadoso; enormemente masculino, mas só atingido o estado de perfeição ao dar amor ao Filho; em Cristo, este amor atinge a sua afirmação mais completa. Finalmente, consumado e recebido através do Espírito Santo; então, houve a cura decisiva quando ouvi as palavras:

Tu és o Meu Filho Amado, em Ti Me comprazo. - Lucas 3:22

Em Cristo, encontrei o Único homem que me poderia consertar: que poderia curar o amedrontado rapaz que se encontrava no interior, aquele que não sabia atirar uma bola, que foi espancado na escola, que se sentiu mal-amado, que pensou que era homossexual. Jesus tomou todo o peso e deu-me algo novo; Ele mostrou-me o que nenhum toque dum homem humano poderia suplantar, ou substituir, o que Deus já havia pré-determinado: que eu partilhava de modo infinito no Amor completo do Pai pelo Seu Filho.

- http://goo.gl/2YFWwU

1. “This retrospective study compares memories of the father-son relationship between lifelong socially well-adjusted, non-patient homosexual and heterosexual men. No homosexual subject reported the presence of a reasonably intact, positive relationship with his father or father surrogate during preadolescent years, whereas 12 of the 17 heterosexual men did. Previous investigators have hypothesized that a constructive, supportive father-son relationship precludes the development of homosexual orientation. This hypothesis stemmed from investigation of men who in general suffered from significant global psychopathology. The data in the present investigation supports the notion that a meaningful association, which is not attributable to confounding psychopathology, exists between quality of father-son relationship during early life and male sexual orientation.”
“Fathers, sons, and sexual orientation: replication of a Bieber hypothesis.”
Friedman RC, Stern LO.
Psychiatr Q. 1980 Fall;52(3):175-89.

2. “Homosexual/bisexual men reported higher rates than heterosexual men of childhood emotional and any physical maltreatment (including major physical maltreatment) by their mother/maternal guardian and major physical maltreatment by their father/paternal guardian. In contrast, homosexual/bisexual women, as compared to heterosexual women, reported higher rates of major physical maltreatment by both their mother/maternal guardian and their father/paternal guardian. Differences among individuals with differing sexual orientations were most pronounced for the more extreme forms of physical maltreatment.”
“Reports of parental maltreatment during childhood in a United States population-based survey of homosexual, bisexual, and heterosexual adults.”
Heather L. Corliss, Susan D. Cochran, corresponding author and Vickie M. Maysb
Child Abuse Negl. 2002 Nov; 26(11): 1165–1178.

3. “Results indicated that homosexual seminarians feel more emotional distance from their fathers than heterosexual seminarians. Whether these accurately reflect the emotional distance between the father and seminarian during earlier childhood is not definitive. Attachment theory (Bowlby, 1969, 1973, 1980) and family of origin theory posit that the structure of relationships with one’s parent is lifelong, a ‘straightforward continuation’ (Bowlby, 1969, p. 208) of attachments in childhood. More recent studies suggest that attachments can be modified through ongoing interactions (Bartholomew & Perlman, 1994; Shaver & Hazan, 1993). These findings are consistent with the ‘weak father’ theory of the etiology of homosexuality, however, cross-sectional associations do not directly address the underlying causal role of emotionally absent fathers. These findings can speak of a lack of childhood male role model (Bieber et al., 1962; Socarides, 1990), especially in the area of intimacy and relationships, or they could speak of the poverty of a present satisfying emotional connection with the father, needed to promote the development of a healthy sexual identity (Alexander, 1997).”
“Emotionally Absent Fathers: Furthering the Understanding of Homosexuality”
Ray A. Seutter, Martin Rovers
Journal of Psychology and Theology
2004, Vol. 32, No. 1, 43-49

4. http://www.josephsciambra.com/2015/06/gay-marriage-its-not-about-being-gay-or.html

5. “Do differences in age between sexual partners affect sexual risk behaviour among Australian gay and bisexual men?”
Prestage G, Jin F, Bavinton B, Scott SA, Hurley M.
Sex Transm Infect. 2013 Dec;89(8):653-8.

6. “Assessing motivations to engage in intentional condomless anal intercourse in HIV-risk contexts (“bareback sex”) among men who have sex with men.”
José A. Bauermeister, MPH, PhD, Alex Carballo-Diéguez, PhD, Ana Ventuneac, PhD, and Curtis Dolezal, PhD
AIDS Educ Prev. 2009 Apr; 21(2): 156–168.

7. “Early male partnership patterns, social support, and sexual risk behavior among young men who have sex with men.”
Glick SN, Golden MR.
AIDS Behav. 2014 Aug;18(8):1466-75.

8. “Specifically, 45% had monogamous agreements, 47% had open agreements, and 8% reported discrepant agreements.”
“Relationship Characteristics and Motivations behind Agreements among Gay Male Couples: Differences by Agreement Type and Couple Serostatus.”
Colleen C. Hoff, PhD et al.
AIDS Care. 2010 Jul; 22(7): 827–835.

9. “As relationship length increased, the proportion of couples who disagreed about their current agreement type increased. No direct trend was found for recent adherence to an agreement; however, the likelihood of ever breaking an agreement increased as relationship length increased.”
“Aspects of gay male couples' sexual agreements vary by their relationship length.”
Mitchell JW
AIDS Care. 2014;26(9):1164-70.

10. “…36.0% reported participating in at least one GSE [group sex event] in the prior year. In multivariable logistic regression analysis, attendance at a GSE in the past year was significantly associated with older age, full/part time employment and being HIV positive. Of the men who attended a GSE, more than half reported condomless anal sex (CAS) with at least one of their partners (insertive: 57.7%; receptive: 56.3%).”
“Engagement in group sex among geosocial networking mobile application-using men who have sex with men.”
Phillips G, Grov C, Mustanski B.
Sex Health. 2015 Aug 10.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Como Dennis Jernigan deixou de ser homossexual

Por Dennis Jernigan


Antes de dar início à minha história, vocês têm que saber que eu tenciono honrar o meu pai terreno e a minha mãe terrena, bem como o meu Pai Celestial. O motivo que me leva a partilhar estas coisas prende-se com o facto de eu acreditar que muitas pessoas serão capazes de se identificar pelo que "eu passei".

O meu maior desejo é que vocês venham a conhecer o Pai de uma forma ainda mais íntima do que eu conheço. Porque todos nascemos pecadores e temos algumas necessidades básicas. Sim, também temos necessidades físicas, mas eu estou a falar das muitas necessidades emocionais e espirituais com as quais todos nós nascemos.

As crianças pequenas obtêm a sua identidade através do seu pai. Lembro-me de ser uma criança pequena e desejar a aprovação e a aceitação do meu pai em todas as áreas da minha vida. Sendo pai tanto de rapazes como de raparigas, consigo ver a forma como os meus filhos precisam de mim para os ajudar a aperceberem-se de quem são, mas também como as minhas filhas igualmente precisam de mim. Uma das minhas pode "fazer" o seu cabelo, mostrá-lo à minha esposa e perguntar como é que ele está. Mas é preciso o selo de aprovação do pai antes de ela acreditar que o seu cabelo realmente está aceitável.

E não é esta a forma como deveria ser com o nosso Pai Celestial? Será que eu tenho o desejo de obter o meu valor e aceitação por parte do meu Pai Celestial? Eu tenho o desejo de obter o meu valor e a minha aceitação por parte do meu Pai Celestial e o que Ele diz que eu sou. Como pai, tenho o desejo de nutrir os meus filhos de tal modo que eles não fiquem dependentes de mim, mas consigam transferir as suas necessidades profundas para o seu Pai Celestial. Sei que nunca serei um pai perfeito, um marido perfeito, um líder de louvor perfeito, ou uma pessoa perfeita. Mas o meu Pai é Perfeito de todas s formas! A minha cura veio e continuará a vir à medida que eu buscar um relacionamento íntimo e tonificante com Ele.

História

Eu nasci em Sapulpa, Oklahoma. Pouco depois do meu nascimento, os meus pais mudaram-se para a quinta que os meus avós (Samuel Washington e Myrtle Mae Snyder) haviam construído, a quinta onde o meu pai havia sido criado. Vivíamos a três milhas da pequena povoação de Boynton, Oklahoma (População: aproximadamente 400) onde os meus irmãos iam à escola.

Desde a mais tenra idade, o Senhor deu-me o dom de tocar o piano. Por volta dos 9 anos, eu tocava com regularidade nos momentos de adoração na "First Baptist Church". Esta foi também a igreja que o meu avô Herman Everett Johnson pastoreou. Esta foi a igreja onde os meus pais - Samuel Robert Jernigan e Peggy Yvonne Johnson - se conheceram. O meu pai havia também estado a cantar aqui desde que me posso lembrar.

Quando eu tinha cerca de seis ou sete anos, a minha avó Jernigan mudou-se de volta para a quinta num reboque junto a antiga casa de fazenda onde nós vivíamos, e cada dia que passava eu poderia ser encontrado na casa da minha avó a tocar piano e convenientemente a esquecer-me de fazer os meus deveres.

Foi através da minha avó Jernigan que o Senhor me ensinou a tocar o piano. Uma vez que vivíamos longe duma povoação com um professor de música, tu tive que aprender a tocar piano de ouvido. A minha avó era muito paciente comigo, e ensinou-me a fazer "acordes" para "tocar na igreja". Foi também a minha avó que me disse que, no relacionamento com o Senhor Jesus, havia mais que apenas ser salvo.

A minha avó disse-me uma vez que haveria de conhecer o meu avô Jernigan mal ela chegasse ao céu porque o Senhor lhe havia dito o Seu "Novo Nome na Glória!" Eu fiquei pasmado! Deus falou com a minha avó...mas eu nunca O ouvia a falar comigo. Escusado será dizer isto, mas eu cresci muito próximo desta senhora devota. Haveriam de passar muitos mas muitos anos antes de me aperceber do impacto total que ela teve, e ainda tem, na minha vida.

Uma memória antiga (e importante) que ajudou a que eu me colocasse no caminho da identidade homossexual ocorreu num Domingo quando eu tinha cerca de 10 anos. O meu irmão e os meus primos estavam a brincar na escadaria da igreja antes do culto começar, totalmente alheios aos homens que se encontravam bem à nossa frente. No entanto, os meus ouvidos ficaram aguçados quando o tópico da conversa passou a usar termos tais como ‘fagging’ e ‘queering’ porque que sabia que eles falavam de MIM, embora eles não o soubessem.

Estes eram os homens que me haviam ensinado sobre Deus. Estes eram os homens cujas imagens Deus havia gravado na minha mente.  Adivinhem, então, o que eu achava que Deus pensava de mim? Eu pensava que Deus me odiava e este pensamento torturou a minha alma durante muitos anos.

Embora eu equivalesse as minhas habilidades musicais/artísticas e as minhas sensibilidades emocionais com o facto de ser efeminado, Deus usou essas habilidades para me salvar do tormento e, na verdade, para preservar a minha vida e a minha sanidade. Quando os rapazes da minha escola me gozavam e me provocavam, eu podia sempre perder-me no piano mal chegasse à casa da minha avó (depois das aulas), e aí ninguém me poderia magoar.

Eu tinha também a capacidade de sonhar o mesmo sonho todas as noites. Nos meus sonhos, eu vivia no USS Enterprise e o meu pai era o Capitão James Tiberius Kirk. Todos os sonhos tinham o mesmo tema recorrente de eu ser capturado pelos aliens, e o meu pai, o Capitão Kirk, a aparecer no último instante e a destruir os meus raptores.

No final do sonho, a minha mãe (Doris Day!) cantava ‘Que sera, sera! Whatever will be, will be. The future’s not ours, you see! Que sera, sera!’ Mesmo dentro do meu desespero, o Senhor usava os meus dons e as minhas sensibilidades que Ele tinha colado em mim (que eu pensava que faziam parte da minha natureza efeminada)( como forma de me preservar e me proteger!

A minha relação com os meus pais, e levando em conta o que fiquei a saber falando com outras pessoas, era bastante típica da minha geração. Nós não éramos uma família afectuosa. Embora eu sentisse o carinho da minha mãe, eu não me lembro de alguma vez receber afecto físico do meu pai, ou entre os meus irmãos e eu.

O meu pai era um homem bastante trabalhador. Nós não éramos financeiramente pobres, mas também não éramos ricos. Para além de trabalhar na quinta, o meu pai trabalhava numa empresa de serviços públicos, e eventualmente trabalhou como mecânico durante muitos anos.

Desde que envelheci, Deus tem-me lembrado as muitas formas através das quais o meu pai expressava afeição e amor por mim enquanto eu crescia. O meu problema não era o meu pai, mas sim o facto de eu ter acreditado numa mentira. Mal Satanás colocou o seu pé na porta no meu coração, qualquer rejeição - independentemente do quão grande ou pequena ela fosse - era vista como falta de amor por parte do meu pai (ou por parte de quem eu sentisse que me tivesse rejeitado o tempo todo).

Um incidente em particular foi usado para me colocar em marcha para me identificar como homossexual.

Um dia, quando eu tinha cerca de 5 anos e me encontrava a brincar com os meus irmãos e com os meus primos num local onde os meus familiares tinham um negócio, senti a necessidade de usar a casa de banho. Corri para umas instalações públicas que estavam por perto, e não reparei na presença do homem velho atrás de mim até que acabei de fazer o que tinha que fazer. No preciso momento em que eu me voltava para trás, ele baixou as suas calças, expondo-se totalmente perante mim. Eu fiquei, ao mesmo tempo, aterrorizado e cativado pelo que vi.

Eu nunca tinha visto um adulto desta forma, e como tal, a curiosidade natural tomou contra de mim, mas o medo sobrepôs-se quando ele me perguntou se eu queria tocá-lo "ali". Corri dali para fora o mais rápido que pude, mas nunca cheguei a dizer a alguém o que tinha acontecido. Nesse preciso momento comecei a ouvir uma pequena voz na minha cabeça a dizer, "Porque é que aquele homem te haveria de pedir para fazeres aquilo? Deve haver algo de errado contigo, Dennis." E sim, um rapaz pequeno pode pensar desta forma porque foi assim mesmo que pensei.

Isto colocou em marcha o processo de eu olhar para mim como "diferente" dos outros rapazes e, de alguma forma, "menos que um rapaz". Por essa altura, eu nem era capaz de me convencer a colocar as minhas mãos nos meus bolsos (como era comum junto dos homens) porque eu pensava que eu não merecia ser identificado como um rapaz, e certamente que eu não me via como masculino. Por essa altura, comecei a focar-me exclusivamente em mim e tentei desesperadamente manipular a forma como os outros olhavam para mim.

Em retrospectiva, apercebo-me agora que eu era uma criança muito egoísta. Daquilo que me posso lembrar, eu sempre achei muito difícil acreditar que alguém me amava. Eu sentia-me um inútil. Visto que eu acreditava que ninguém me amava, era difícil eu receber amor. O que eu descobri, no entanto, foi que se eu fizesse bem as coisas, as pessoas iriam gostar de mim. Consequentemente, tentei ser o melhor em todas as coisas: trabalhos de casa, basquetebol, música, etc...... Mas fui ficando frustrado porque, independentemente do quanto que eu me esforçasse, nunca era o suficiente.

Eu estava triste e sentia-me sozinho (embora eu não estivesse sozinho). O desporto e as notas não me estavam a dar muita esperança, e nem a música. Devido às escolhas que eu fiz baseadas na forma . . que eu pensava que as pessoas me viam, tornei-me numa pessoa muito egoísta, muitas vezes à custa dos outros, e frequentemente à custa dos meus irmãos mais novos. O que as pessoas olhavam como algo bom - a minha performance exterior - rapidamente começou a esconder a mais profunda das dores e dos falhanços do meu coração.

Eu devo ressalvar que nem a minha mãezinha e nem o meu paizinho faltaram a um único evento enquanto eu crescia; isto deveria ter sido bem significativo para mim, mas mesmo assim, resolvi acreditar numa mentira.

Tenho que vos falar daquela que eu considero ser a parte mais dolorosa da minha vida, a parte que tentei esconder. Uma vez que me sentia rejeitado, permiti que isso permeasse todas as partes da minha vida. O que eu não me apercebi na altura é que Satanás me estava a mentir ao mesmo tempo que ele tentava me manter afastado do plano que Deus tem para mim. Isto incluía a parte sexual da minha vida. Nesta área eu sentia-me tão envergonhado e assustado com a rejeição que me tornei ainda mais egoísta e pervertido na minha forma de pensar.

Quando eu era um rapaz, eu precisei dum exemplo que me mostrasse como ser um homem, mas como me sentia rejeitado pelo principal homem da minha vida, eu, em vez disso, rejeitei-o e comecei a ansiar por intimidade com um homem mas duma forma pervertida. Devido a esta forma de pensar, comecei a acreditar que era homossexual. Isto deve ter sido bem cedo na minha vida porque lembro-me de ter sentimentos por pessoas do mesmo sexo desde a mais tenra idade.

Escondi isto das outras pessoas durante a minha presença na escola secundária e durante os meus 4 anos no "Oklahoma Baptist University" embora isso não estivesse oculto junto das pessoas com quem tinha relações. Devo acrescentar que, embora eu tenha estado envolvido no homossexualismo durante os meus anos universitários, ainda olho para esse período com ternura. É olhando para trás que posso ver a Poderosa e Espantosa Mão de Deus a ministrar-me o Seu amor no meio do meu pecado e da minha confusão.

Devido à minha falta de treino musical durante o meu crescimento, os meus estudos musicas na OBU foram quase como aprender uma nova língua. Poder ser capaz de ler e escrever a música que eu conseguia ver ou ouvir era como se um novo mundo se abrisse para mim. Isto foi-me muito útil mais tarde na minha vida quando comecei a expressar o meu coração e os meus sentimentos com a canção.

Um ponto de viragem importante na minha ocorreu no meu último no na OBU. Desesperado por me esconder dos outros, vivi sozinho durante o meu primeiro semestre como aluno do último ano. Durante esse tempo, eu olhava para mim como uma pessoa gasta e sem valor, indigna do tempo de alguém que me tentasse conhecer. Imaginem, portanto, a minha surpresa e a minha satisfação quando um homem mais velho - um marido, pai e líder Cristão junto da comunidade - todas as semanas me perguntava pelos estudos, e me levava para beber uma Coca-Cola e a orar por mim, pelos meus problemas e pelas minhas preocupações, e ser a meu amigo.

Eu nunca senti que podia confiar em alguém como eu confiava nele visto que ele investia tempo e energia para me conhecer; eu voltei a sentir que tinha valor. Nunca irei esquecer o momento da minha confissão honesta quando eu partilhei com ele o meu segredo mais profundo e sombrio. Foi como se todo o peso do mundo, que se tinha acumulado sobre mim durante os meus 21 anos de vida, tivesse sido subitamente erradicado. Sentia-me livre e leve e afirmado mais uma vez. Este sentimento durou alguns momentos........até que o meu amigo, o meu mentor, fez um avanço sexual sobre mim.

Depois desse encontro, fui para o meu apartamento, liguei o meu fogão de gás mas não acendi a chama. Enquanto me encontrava no chão, lembro-me de pensar que isto seria para o bem de todos (isto era eu a focar-me em mim, e decidir o que era bom para mim; egoísta até o último segundo!). Passados que estavam alguns minutos, comecei a ter pensamentos do tipo:

Estás pronto para a eternidade? Sabes mesmo o que te espera do outro lado? Será que estás realmente pronto para isto?

Fiquei com tanto medo que desliguei rapidamente o fogão, e fiz a seguinte declaração para mim mesmo:

Esta é a forma como nasci. Vou parar de lutar e simplesmente SER quem eu sou.

Vivi dessa forma desde essa noite em 1980, até bem depois da minha licenciatura em 1981.

Depois da minha graduação da OBU em 1981, Deus começou a mover-Se de formas sobrenaturais que eu nem conseguia ver! Uma dessas instâncias foi um simples concerto musical. Um grupo com o nome de "O Segundo Capítulo de Actos" estaria em concerto em Norman, Oklahoma, e eu sabia que era suposto eu assistir. Por essa altura da minha vida eu buscava por alguém que fosse real, alguém que realmente caminhasse com o Senhor. Entre os músicos Cristãos, eu buscava mais que entertainers. Portanto, fui ao concerto.

Pude saber pelas palavras que eles diziam, e pela música que eles cantavam, que estas pessoas eram genuínas, e que a mensagem era fruto do desespero das suas próprias vidas. Eu precisava de esperança. À medida que ouvia a Annie Herring a falar e a cantar, fiquei sobrepujado com o amor do qual ela falava. Este era o amor com o qual eu sonhava mas que ainda não acreditava estar disponível para mim. Portanto, ouvi atentamente e com grande expectativa - até que ela chegou à canção "Mansion Builder".  Esta canção cativou a minha atenção profunda devido à uma frase simples:

"Why should I worry? Why should I fret? I've got a Mansion Builder Who ain't through with me yet?"(18)

De repente ela parou no meio da canção e disse:

Existem pessoas aqui presentes que estão a lidar com coisas que nunca disseram a ninguém, e estão a suportar esses fardos; isso está errado, e isso é pecado. Vocês têm que deixar essas mágoas de parte e entregar tudo ao Senhor. Nós vamos cantar esta canção mais uma vez e quero que vocês levantem as vossas mãos para o Senhor - juntamente com todos os fardos que carregam - e quero que os coloquem sobre as vossas mãos e entreguem tudo ao Senhor.

Tudo isto era novo para mim - adoração e louvor. Eu sempre pensei que isto era uma resposta emocional que não tinha valor algum, mas querem saber o que isso fez por mim?  À medida que levantava as minhas mãos, Deus tornou-Se mais Real do que alguma vez havia imaginado! O levantar de mãos foi mais que um acção física; as minhas mãos eram uma extensão do meu coração.

Apercebi-me que que o Senhor Jesus havia levantado as Suas Mãos por mim - na cruz. Apercebi-me que Ele realmente estava ao meu lado e que Ele estava Disposto a caminhar comigo, levantar-me e ser Honesto comigo. E eu poderia ser honesto com Ele. Nesse momento, clamei a Deus entreguei esses fardos ao Senhor, e disse:

Senhor Jesus, eu não consigo mudar quem eu sou e nem consigo mudar confusão na qual eu me meti - mas Tu podes!

E querem saber? Ele realmente me mudou!

No momento em que eu reconheci o facto de eu estar totalmente indefeso, entreguei tudo na minha vida ao Senhor Jesus - os meus pensamentos, as minhas emoções, o meu corpo físico e o meu passado. Basicamente, assumi a responsabilidade pelos meus pecados e entreguei todos os direitos ao Senhor - o direito de ser amado e até o meu direito pela vida. Devido à minha escolha em favor do pecado, eu merecia a morte e o inferno - e foi nesse momento que o Senhor Jesus chegou.

Por essa altura, começou a acontecer uma coisa maravilhosa: comecei a ouvir o Senhor a falar comigo:

Dennis, Eu amo-te. Eu sempre te amei. Dennis, tu és o meu filho - Eu amo-te independentemente do que aconteça. Dennis, Eu sempre te vou amar!

Foi nesse momento que perdi a necessidade de ser aceite ou amado pelos outros porque me apercebi que o Senhor Jesus me amava e me aceitava independentemente do que acontecesse - mesmo quando eu era rejeitado pelos outros. Foi também nesse momento que todos aqueles pensamentos e desejos sexualmente perversos foram mudados e Ele começou  substituí-los com pensamentos santos e puros em torno do que deveria ser a sexualidade. O impulso sexual é um impulso criativo, e Satanás sabe que se ele conseguir pervertê-lo, ele pode matar e perverter a criatividade de Deus em nós.

Hoje, tudo isto parece estar no seu lugar. Quando eu tinha 9 anos, senti o Senhor a falar comigo e a dizer-me que um dia eu teria a minha família grande, e com 9 filhos. Pensei:

Senhor, deves estar Maluco! Como é que eu posso ter filhos se tenho desesos (anti-naturais) homossexuais?

Repararam no que Satanás estava a tentar fazer? Não só Deus me está a abençoar com um maravilhoso casamento e com muitos filhos, como Ele continua a derramar a Sua música no meu coração. É devido à gratidão do meu coração para com o Senhor que irei todas as crianças com as quais Ele me vai abençoar, e irei continuar cantar louvores ao Seu Nome. O segredo-chave para mim é saber que o Senhor Jesus me ama, e que eu preciso desesperadamente Dele todos os dias e cada vez mais, e aperceber-me que Ele me quer mudar - mudar o meu coração - todos os dias. O meu desejo é chegar até à sua Presença (deitar-me no altar) de modo a que Ele me possa moldar à Sua Imagem.

Quando eu tinha 9 anos, o Senhor Jesus começou a chamar-me para Ele. Em Setembro de 1968, perguntei à minha mãe como é que eu poderia ser salvo. Ela explicou-me qual era o Divino da salvação - que todos nós somos pecadores e que todos nós merecemos o inferno. Fui salvo nesse Domingo à tarde, e fui baptizado na mesma noite. Eu acreditei que estava salvo quando tinha 9 anos, mas devido ao facto de ter olhado para o meu Pai Celestial segundo a minha imagem pervertida do pai terreno, eu não pude receber tudo o que Ele tinha reservado para mim - como a aceitação e o perdão.

É realmente espantoso que Ele me tenha amado o suficiente para me preservar com vida da forma como Ele me preservou numa altura de promiscuidade, perversão, e doenças sexualmente transmitidas tais como a SIDA. Uma coisa que me manteve em marcha durante os primeiros anos da vida em que pensei em abandonar tudo e viver a minha vida de pecado, foi o facto do Senhor Jesus estar sempre a chamar-me. Se Ele era Deus, então certamente que havia esperança para mim.

A coisa mais preciosa no meio disto tudo é que Ele ama-me com todo o Seu Coração, e é dessa forma que eu O quero amar. Devido ao meu relacionamento com o Senhor Jesus, a minha ura tem sido e vai continuar a ser um processo contínuo até ao dia da minha morte, e até ao dia em que eu O posso ver Cara a cara

Outro ponto de viragem na minha vida chegou por essa altura - em 1981 - e com mais uma armação Divina. Um amigo próximo ficou a saber do meu passado, e eu tinha a certeza que cairia em desgraça e seria rejeitado. Quando ele me confrontou, corri para fora da casa e continuei a correr até quando já não conseguia correr mais.

Por essa altura, eu simplesmente clamei a Deus de modo a que Ele falasse comigo. Ao mesmo tempo, os meus olhos foram direccionados directamente para dentro da escuridão que era o céu nocturno onde eu vi o esboço duma nuvem a voar lá em cima. Esta nuvem tinha a aparência duma homem velho barbudo com os seus braços esticados. Perto dessa nuvem estava outra nuvem mais pequena com a aparência dum cordeiro.

À medida que eu olhava, o homem barbudo absorveu o pequeno cordeiro nos seus braços. Soube imediatamente que Deus estava a falar comigo, e que isto era o que Ele me queria fazer neste momento de necessidade. Depois disso tive a graça de regressar e "enfrentar a música". Mas não foi isso que aconteceu. Este amigo realmente era meu amigo. Ele disse que me amava e que estava disposto a ficar do meu lado à medida que eu caminhava através deste processo de libertação na minha vida. E sabem o que aconteceu? Deus começou a trazer até mim pessoas que estavam dispostas a amar-me de forma incondicional e a caminhar comigo através das provações da minha vida - independentemente do que acontecesse - até eu estar totalmente curado.

Em 1983, Deus chamou-me para me casar com a minha esposa Melinda. Assumi que, como eu me considerava curado, não havia necessidade de partilhar o meu passado com ela, mas rapidamente me apercebi o que eu estava a tentar fazer era esconder o passado - o que significava que eu ainda carregava comigo os fardos, e que eu ainda estava mais preocupado com o que os homens pensavam de mim do que o que Deus pensava de mim.

Pouco depois de nos termos casado, os bebés começaram a chegar, e com os bebés, a pressão adicional da responsabilidade de lidar com a questões genuínas da cura total na minha vida. Esconder a verdade iria afastar de mim a cura que Deus queria para a minha vida. Uma vez que eu escondia estas coisas dos outros, os meus relacionamentos nunca seriam o que Deus realmente queria que eles fossem - porque no amor verdadeiro, não há temor. Eu tinha sempre medo de contar aos outros porque pensava que ninguém me iria amar.

Porque é que estou a contar isto agora? Bem, no dia 3 de Julho de 1988 apercebi-me que Deus queria pegar num dos maiores falhanços e das maiores fraquezas da minha vida, e fazer disso a minha maior força - e que Satanás queria manter isso em segredo de modo a que ele pudesse usar isso contra mim. Mas tal como a prostituta Maria Madalena, apercebi-me que esconder essas coisas mantinham-me fora da comunhão e fora de amar genuinamente Aquele a Quem eu mais amava - o Senhor Jesus. Não só, mas se eu abertamente confessa o meu passado, Satanás não teria qualquer tipo de munição contra mim.

Eis então o que eu fiz: em Julho de 1988, partilhei o que acabei de relatar com a minha igreja (embora duma forma mais resumida), e uma coisa linda aconteceu. As pessoas que haviam sido feridas como eu, ou até mais, começaram a revelar o seu passado - homens que haviam estado envolvidos no homossexualismo (sodomia), mulheres que haviam sido abusadas pelos pais, aqueles que haviam sido sexualmente abusados e nunca haviam dito nada a ninguém, e até aquelas que haviam feito abortos.

À medida que as pessoas iam confessando os seus pecados e as suas dores, o Senhor Jesus foi capaz de dar início à cura dos seus passados. Nesse dia, eu coloquei de parte a minha reputação e a minha vida como forma de servir ao Senhor Jesus duma forma impressionante. No entanto, eu quero que a minha vida seja uma vida quebrada e despejada tal como o perfume que Maria Madalena usou para lavar os Pés do Senhor Jesus, embora eles tenham dito que era uma coisa sem nexo. Quero colocar de parte a minha vida e a minha reputação pelos outros, tal com o Senhor Jesus fez por mim. Imaginem só - o Perfeito Senhor do Universo humilhou-Se e abandonou todo o Seu Poder e a Sua Glória porque me amava! Eu não posso fazer menos que isso.

Desde o dia em que partilhei publicamente o meu passado que Deus me chamou para contar  aos outros o que Ele havia feito por mim - para liderar e chamar os outros para terem um relacionamento íntimo com o Senhor Jesus através da avenida da música e da adoração. Foi depois de um tal tempo de partilha na minha cidade natal de Boynton em 1989 que comecei a aperceber-me da genuína profundidade e da extensão do grande amor de Deus por mim, e do chamado na minha vida e do papel que a visão e a oração da minha avó Jernigan tiveram sobre o meu ministério.

Depois de liderar a adoração no "Boynton Community Center", uma das parceiras de oração da minha avó veio ter comigo e disse:

Não é maravilhoso que as orações da tua avó tenha sido respondidas?

Entre sentimentos de choque e lágrimas de alegria, respondi, "Que orações?" Ela respondeu,

Não sabias?!! A tua avó contou-me da forma como ela costumava ficar por trás de ti, enquanto practicavas o piano na sua casa todos os dias, e pedia a Deus que Ele te usasse de forma poderosa no Seu Reino de modo a que viesses a liderar com a música e com a adoração. E Ele respondeu às suas orações!

As tuas circunstâncias, os teus pecados, as tuas feridas, etc, podem ser diferentes do que aconteceu comigo, mas a resposta é ainda a mesma - Jesus. Pode acontecer que alguém tenha pecado contra ti, e te ferido de forma profunda. Em situações como estas tu não és culpado. Se por acaso foste usado de alguma forma, tu podes receber a cura. Não aceites a falsa culpa que Satanás tentará colocar sobre ti visto que as circunstâncias estavam fora do teu controle.

Faço um apelo para que tu lides com o teu coração e com as coisas pelas quais tu és responsável - tal como a atitude, as acções, e os sentimentos. Há esperança para quem se encontra ferido. Se por acaso és como eu, é bem provável que estejas a precisar duma cirurgia radical, e esta cirurgia pode levar mais tempo do que colocar um penso rápido sobre uma ferida. Mas a cirurgia normalmente foca-se na causa e não se limita apenas a cobrir ou apaziguar os sintomas da ferida. Se estiveres disposto, podes chegar à raiz do(s) teu(s) pecados(s).

Faço um apelo para que chegues à raiz e comeces a lidar com o que quer que estejas a enfrentar. Eu já estive nessa posição e encontrei uma saída - e eu tenho que contar a minha história, a história de Jesus com aqueles que estão a sofrer. Será que, duma forma ou outra, não estamos todos a sofrer?

O ponto a reter é este: eu não consigo sobreviver um só dia sem o Senhor. Eu peço-Lhe que me encha diariamente e a cada momento com o Seu Espírito, e me oriente. Todos nós estamos perdidos e necessitados dum Pai que cuide de nós. E Ele é o Pai que nunca nos irá deixar ou abandonar. Ele é o Pau que gosta da nossa presença mais do que nós gostamos da Dele.

Já não tenho medo do que os outros pensam de mim (pelo menos estou a pedir ao Senhor que me ajude nessa área). Por favor, orem por mim e pela família à medida que buscamos a orientação de Deus na nossa vida.

Amo-vos.

No Seu Amor e na Sua Graça.

Dennis

domingo, 5 de abril de 2015

A escolha: Deus ou o homossexualismo

Por Joseph Sciambra  (ex-homossexual)

Como Católicos, a nossa escolha é simples; podemos ser obstinados e sermos magoados, ou podemos escolher a humildade e a cura. Quando o estilo de vida homossexual perdeu todo o seu brilho pela última vez, eu não saí dele mas rastejei-me para fora dele. Ou, para ser mais correcto, fui carregado para fora dele por Cristo. Segundo este ponto de vista, Ele tomou a última decisão para mim.

Tal como muitos dos meus compatriotas homossexuais, a minha cabeça havia sido preenchida com demasiadas muitas mentiras: Eu havia nascido homossexual; o sexo homossexual era bom - durante os anos 90, só se fosse sexo seguro; eu estou bem; eu estou feliz; são os outros - os que não me aceitam - que precisam de ajuda.

Os meus 12 anos de educação Católica foram demasiado leves e não-específicos chegando ao ponto de serem etéreos; o Jesus Cristo de Quem eu me lembrava era  supremamente desinteressado e não fazia qualquer tipo de julgamento. Ele parecia ser Histórico mas distante. Durante o tempo em que estive na escola secundária, de modo geral, Ele desapareceu, relegado para um posição honorária de Fundador Estimado, mas agora practicamente inacessível; tudo se tornou numa forma justiça social comunal.

O que a Igreja recomendava era vago e sempre secundário para o indivíduo e para o bem comum. As disciplinas Religiosas tornaram-se filosóficas - baseadas menos no concreto mas mais nas opiniões do professor; um era a favor do aborto, o outro pensava que o sexo antes do casamento era aceitável. Para mim, como adolescente, tudo isto parecia flutuante e sem substância. Busquei respostas e a Igreja só me deu perguntas.

Mal terminei a escola secundária e comecei com o estilo de vida homossexual, a pouca fé que tinha em Cristo e na Igreja rapidamente se dissiparam. Os meus pais, aparentemente preocupados quando eu tinha vinte-e-poucos anos, organizaram um tipo de intervenção espiritual onde me apresentaram um amigo deles, um padre Católico. Ele chamou-me para o lado e disse-me para não causar alarido; eu estava bem sendo como era...."volta para isso!" - este foi o seu conselho.

Mais tarde, um socialite masculino super-sofisticado, que de alguma forma na sua cabeça continuava a ser um "Católico", apesar da sua propensão sexual, empurrou-me para os braços dum Jesuíta USF numa das suas deslumbrantes festanças na Pacific Heights; tanto ele como o meu amigo haviam estado na escola teológica da Nancy Pelosi. O meu amigo acenou quando este clérigo desdenhosamente descreveu a forma como a Igreja estava sob o controle dum medieval autocrata Polaco [Papa João Palo II]; depois da morte do Papa, segundo ele, tudo iria mudar.

Nada disto tinha algum sentido para mim. As minhas suspeitas haviam sido confirmadas: a Igreja estava confusa e torcida. A Madonna fazia mais sentido e as suas exigências eram bem mais simples: “Express Yourself.” A vida como homossexual era repleta de prazer e claramente era uma vida activa; eu nunca estava solitário, mas estava magoado e a actividade constante frequentemente me deixava vazio. No entanto, eu estava sozinho; sozinho por algo mais. O quê? Eu não sabia.

Depois dum bocado, a vida homossexual deixou de ser salvífica; os amigos mudaram-se, ou morreram; as festas passaram a ser como velórios - as mesmas pessoas, as mesmas músicas, e as saídas rápidas com o aquele que supostamente era o homem dos teus sonhos. Será que havia mais? Eu pensei que não até ao momento em que a complacência foi varrida e até ao momento em que o Senhor me ofereceu uma escolha. Por essa altura, a escolha era bastante simples: vive ou morre.

Escolhi viver, mas o que é que isso significava? Eu sou o que sou....e eu era homossexual. Mas foi então que Deus me deu a Sua Mão - eu sabia que era Jesus Cristo através das perfurações nas Suas Mãos. Imediatamente eu entendi o que a Sua Presença significava: a Igreja Católica. Mas o que é que isso implicava? Mas, instintivamente eu soube que Este Cristo não era o Jesus "hippie" da minha adolescência; Ele era Diferente - Ele era Bonito, e Ele era Real - e Ele conhecia-me, e amava-me. Isso, eu conseguia aceitar, mas a igreja era algo totalmente diferente.

O que eu não sabia ou não entendia é que o Papa João Paulo II se encontrava entre a minha má educação Católica, e o abandono da Fé, e o meu eventual regresso. De suprema importância, em 1992, quando eu me encontrava totalmente imerso no sexo homossexual e na pornografia, João Paulo aprovou e promulgou o "O Catecismo da Igreja Católica".

Quando eu era uma criança, o antigo Catecismo de Baltimore havia sido abandonado mas nada havia sido colocado em seu lugar. O vazio deixado para trás foi rapidamente preenchido; o movimento do potencial humano, a Teologia da Libertação, a Nova-Era - o que deixou pouco espaço para Cristo.

Era difícil ter respostas mas não havia falta de opiniões; as discussões eram inevitáveis. Olhando através da prateleira da minha mãe, peguei na "Bíblia" e reparei no "Catecismo". Embora eu não tivesse ideia alguma do que era o Catecismo, rapidamente voltei as páginas para a secção "H", e comecei a ler as passagens que lidavam com o homossexualismo. De modo particular, isto chamou-me a atenção:
As pessoas homossexuais são chamadas à castidade. Pelas virtudes do auto-domínio, educadoras da liberdade interior, e, às vezes, pelo apoio duma amizade desinteressada, pela oração e pela graça sacramental, podem e devem aproximar-se, gradual e resolutamente, da perfeição cristã.
Este foi o momento decisivo na minha vida. Isto revelou tudo para mim: Deus tinha um plano para mim - o que eu tinha que fazer, e no que eu me poderia tornar - visto que o Senhor me queria - e Ele queria-me pleno e curado. Como é que isto poderia acontecer? Através duma vida de pureza. Se eu dissesse sim a isto, eu estaria livre...Eu poderia ser perfeito. Na minha mente, a liberdade e a perfeição eram a mesma coisa; liberdade do homossexualismo significava a perfeição.

Tal como aconteceu durante toda a minha vida, o homossexualismo provou ser uma ferida que escoa que eu tentava sempre curar através do sexo, da intimidade com outro homem, através da crença numa igualdade em todos os relacionamentos - independentemente de quem eu escolhesse amar. Mas eu não havia escolhido estar ou amar outro homem - a orientação [sic] homossexual havia feito isso por mim; eu nunca havia dado o consentimento; eu apenas acreditei, tal como me disse o tal padre, que era apenas a forma como eu havia sido feito.

O que Cristo fez por mim, através do "Catecismo"  e pela mão da Igreja Católica, foi verdadeiramente dar-me de volta a minha vida; eu já não precisava de ser homossexual. Ao tomar essa decisão, escolhi Deus. Dentro de mim, admiti a minha necessidade e eu precisava Dele.

Eu havia sido humilhado e poderia aceitar os Seus Ensinamentos. Isso exigia que eu finalmente aceitasse coisas dolorosas: que eu havia sido magoado, que eu havia sido enganado, e que embora eu tivesse tentado resolver as coisas, eu havia falhado. Eu precisava Dele.





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