terça-feira, 1 de abril de 2014
Nos EUA, dizer "Apoio o casamento tradicional" pode valer despedimento
quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
“Adopção por homossexuais põe em causa civilização de milénios”
O Parlamento aprovou na sexta-feira a realização de um referendo sobre a legalização desta prática. Manuel Braga da Cruz teme que a sociedade fique enfraquecida caso seja aprovada.
“A co-adopção remete não apenas para a educação que nós queremos que seja dada a todos os portugueses, mas também para a organização da sociedade”, afirma.
“Admitir que uma adopção possa ser feita por um agregado que não integre esta diversidade de papéis no interior da família é particularmente grave não só porque debilita a criança que é educada, como debilita a própria instituição familiar e, por aí, também a família.”
“Está muito longe de ser apenas uma questão de saber quem pode adoptar uma criança, claro que é isso também, mas remete para questões muito mais vastas e de maior importância. Nos últimos anos temos vindo a assistir a uma deliberada orientação política que visa debilitar a sociedade, em nome do reforço da liberdade individual. Isso enfraquece a cidadania, enfraquece a sociedade civil e torna a sociedade facilmente manipulável por objectivos políticos”, considera Braga da Cruz.
“Estamos perante uma questão que altera a ordem civilizacional em que temos vivido ao longo de milénios. Não é coisa pouca, é uma questão muito importante que não pode ser decidida ligeiramente e apressadamente.”
Manuel Braga da Cruz considera ainda que a adopção por homossexuais não reflecte a vontade dos portugueses, mas está a ser avançada por “algumas vanguardas” que pretendem “impor modelos à sociedade portuguesa”.
“Essas vanguardas visam em primeiro lugar a liberdade do indivíduo, numa perspectiva muito egoísta, e que não têm em devida consideração não apenas os direitos da criança e os direitos educativos da criança, como não têm em consideração aquilo que deve ser uma sociedade civil forte, actuante e adulta numa democracia.”
O ex-reitor da Universidade Católica acha que a Igreja Católica deve assumir um papel durante a campanha para o referendo, caso este chegue a avançar: “O papel da Igreja na instituição deve ser de contribuir para o debate cívico, que também é político obviamente, através do esclarecimento daquilo que é a sua doutrina social, que resulta de uma longa e vasta, historicamente falando, sabedoria que amadureceu ao longo dos séculos na sua visão e compreensão do homem”.
“A Igreja deve contribuir para este debate, não apenas os bispos mas também os leigos, para que se compreenda todo o alcance do que está em causa e aquilo que deve ser ponderado antes de uma decisão neste domínio”, afirma Braga da Cruz, em declarações à Renascença.
sexta-feira, 4 de maio de 2012
29% dos filhos de "pais" homossexuais são vítimas de pedofilia por parte dum dos "pais"
A minha última crónica provocou reacções, nomeadamente de pessoas que me pediram para fundamentar cientificamente as dúvidas sobre a adopção por duplas homossexuais. Vou tentar responder-lhes no curto espaço de que disponho.
Partamos de uma evidência consensual entre os especialistas: a formação da identidade sexual da criança não se faz apenas em confronto com o pai ou a mãe, individualmente considerados, mas no contexto da relação entre o pai e a mãe (Brazelton e Cramer, The Earliest Relationship. Parents, Infants and the Drama of Early Attachment, 1991; tradução portuguesa: A Relação Mais Precoce, 1993).
Por outras palavras, a criança interioriza os papéis masculino e feminino observando o pai e a mãe, mas também observando o modo como o pai se relaciona com a mãe e a mãe com o pai.
É importante repetir isto porque as reservas à adopção gay não implicam que alguém com tendências homossexuais, seja qual for o grau, não possa ser um bom pai numa relação heterossexual. Implicam, isso sim, que uma relação homossexual pode ser um ambiente muito negativo para o desenvolvimento de uma criança.
Porquê?
Em primeiro lugar, porque os gays tendem a ter relações afectivas muito instáveis. Numa obra de 1973, M. Saghir e E. Robins sustentam que as relações homossexuais duram em média dois a três anos (Male and Female Homosexuality, 1973, p. 225), valor reafirmado em 1982 por M. Pollak (“L`homosexualité masculine, ou le bonheur dans le ghétto?”, in P. Ariès e A. Bejin, ed., Sexualités Occidentales, 1982, pp. 56-80), que o atribui à promiscuidade (“centenas de parceiros ao longo da vida”).
A este respeito, um estudo recente do perfil demográfico de 2583 homossexuais afirma que “a variação modal para o número de parceiros [da maioria dos indivíduos estudados] é de 101 a 500”, sendo de 501 a 1000 para cerca de 15% e de mais de 1000 para outros 15% (Paul Van de Ven et al., “A Comparative Demographic and Sexual Profile of Older Homosexually Active Men”, in Journal of Sex Research, 34, 1997, p. 354).
Ao citar estes números, não faço qualquer juízo moral. Cada um é livre de viver como bem entende, desde que não prejudique terceiros. O que contesto é que o estilo de vida da maioria dos gays, segundo tais estudos, seja o ideal para criar um filho, tarefa que exige relações familiares fortes e estáveis.
Será legítimo sujeitar crianças que vêm de uma primeira desagregação da família biológica à hipótese provável de uma segunda desagregação da família adoptiva – em nome do preconceito de que não há diferenças entre heterossexuais e duplas homossexuais?
Mais.
De acordo com D. Island e P. Letellier, “a incidência de violência doméstica entre os homossexuais masculinos é quase o dobro da que se verifica na população heterossexual” (Men Who Beat the Men Who Love Them. Battered Gay Men and Domestic Violence, 1991, p. 14), enquanto uma investigação sobre 1099 lésbicas, também de 1991, indicava que “ligeiramente mais de metade” tinha sofrido violência física ou verbal da parte das parceiras (Gwat Yong Lie and Sabrina Gentlewarrier, “Intimate Violence .in Lesbian Relationships. Discussion of Survey Findings and Practice Implications”, in Journal of Social Service Research, 15, 1991, pp. 41-59).
Sabe-se que as crianças tendem a reproduzir o comportamento violento, dentro e fora da família, dos adultos de referência.
Mas não só.
Como disse acima, os papéis sexuais tendem igualmente a ser replicados. A probabilidade de uma rapariga criada por lésbicas vir a ser uma lésbica activa é quatro vezes superior à de uma rapariga criada por heterossexuais (F. Tasker e S. Golombok, “Adults Raised as Children in Lesbian Families”, in American Journal of Orthopsychiatry, 65, 2, pp. 203-215).
No caso dos rapazes, segundo J. M. Bailey, a percentagem de homossexuais adultos criados por gays é de 9%, quando a taxa de homossexuais exclusivos no total da população é de 1 a 2% (“Sexual Orientation of Adults Sons of Gay Fathers”, in Developmental Psychology, 31, 1995, pp. 124-129).
Judith Stacey e Timothy Biblarz confirmaram a maior taxa de homossexualidade entre adultos criados em lares homoparentais, chegando mesmo a descrever esta conclusão como “politicamente incorrecta” (“How Does the Sexual Orientation of Parents Matter”, in American Sociological Review, 66, 2001, pp. 174 e 179).
Último dado, talvez o mais preocupante: segundo um estudo, 29% dos filhos de duplas homossexuais são vítimas de pedofilia por parte de um dos pais, pelo menos, contra 0,6% dos filhos de heterossexuais (P. Cameron e K. Cameron, “Homosexual Parents”, in Adolescence, 31, 1996, p. 772).
Não faço juízos de valor, repito, mas repito também que negar a adopção a duplas homossexuais não é discriminá-los - é proteger as crianças. Adoptar é dar uma família a uma criança e não uma criança a uma família.
A adopção não é um direito. Muito menos se exigido por um grupo que usa as crianças como escudo humano contra uma suposta injustiça, ao mesmo tempo que difunde uma cultura que tão claramente as prejudica.
Modificado a partir do original
ShareThis


