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segunda-feira, 12 de maio de 2014

Será que os homens homossexuais fomentam a masculinização das mulheres?

Por Colm O'Hehir

Os Cristãos tradicionalistas frequentemente condenam a revolução sexual homossexual - e estão certo nisso - mas recentemente comecei a ficar intrigado com o papel que os homens homossexuais têm em moldar a revolução sexual HETEROSSEXUAL (isto é, a cultura da promiscuidade do sexo casual que é hoje em dia a norma nas nações ocidentais). Será que a predominância de homens homossexuais nos média e na indústria da moda alterou de modo subtil a forma como os heterossexuais olham para os dois sexos? Eu acho que é plausível sugerir que sim.

Li recentemente uma coluna escrita por uma jornalista Britânica para o Daily Telegraph onde ela dizia que as mulheres "atraentes" dos anos 80 (tais como as meninas do programa de Benny Hill ou a modelo glamour Samantha Fox) tinham "corpos macios", totalmente diferentes das celebridades femininas actuais. Foi um comentário bastante descartável, mas ele fez-me ponderar se a ascensão do ideal feminino de mulheres com corpos "duros" não foi causada pela prevalência de homens homossexuais na indústria da moda e na publicação de revistas. Afinal, os homens homossexuais gostam da aparência magra, forte e musculada nos homens, e como tal, é perfeitamente lógico que eles também gostem dele nas mulheres. Até os seios duros e com a aparência de jogador de futebol de muitas das celebridades modernas têm uma inflexível qualidade estranhamente masculina.

Será que o ideal homossexual da beleza feminina é hoje em dia, e de forma paradoxal, a norma? E será que toda a glorificação das mulheres dominantes, competitivas, assumidamente promiscuas é, de alguma forma, um ideal homossexual?

Os homens modernos buscam mulheres masculinas

Descobri há muitos anos atrás que um amigo próximo era secretamente bissexual. Este homem era um perseguidor de saias obsessivo e também estava de acordo com a noção comum do homen alfa visto que gostava de carros desportivos, e era um homem de negócios com fomentado pela sua intensidade. No entanto, e apesar disto tudo, não fiquei surpreso quando descobri que ele tinha tendências homossexuais. E porquê? Um dos motivos era o facto das mulheres por quem ele se sentia atraído tenderem a ser extremamente personalizadas, dominantes, e competitivas - e ele sempre deixou bem claro que ele gostava delas precisamente por causa destas qualidades, e não apesar delas.

Ele acabou por casar com uma mulher que se enquadrava neste tipo - uma mulher atleta - de quem ele eventualmente se separou. Eu não diria que ele admirava a promiscuidade crescente nas mulheres, mas isso não o perturbava muito. Neste ponto acho que ele era diferente da maior parte dos homens. O Dr. Johnson disse uma vez que os homens preocupam-se mais com a virtude das mulheres do que com a sua, e acho que isso é uma grande verdade.

No fundo, no fundo, a maior parte dos homens heterossexuais idealiza demasiado as mulheres para algum dia ficarem felizes ao vê-las a adoptar um mau comportamento. No entanto, hoje em dia as mulheres recebem uma lavagem cerebral e são levadas a acreditar que o "homem de verdade" é um mulherengo compulsivo. Em termos puramente fisiológicos, isto é um absurdo, visto que nada diminui a potência dum homem de forma mais rápida que a actividade sexual obsessiva de qualquer tipo - tal como qualquer treinador de boxe ou treinador de futebol confirmará.

No entanto, desde pelo menos os anos 1950 tem sido a sabedoria transmitida o "facto" dos homens serem naturalmente promíscuos incorrigíveis. Será mesmo coincidência que o grande apóstolo moderno desta doutrina de promiscuidade intrínseca seja um homem que admite livremente que é bissexual - Hugh Hefner? Ou será coincidência que  a maior parte das séries e das novelas que glorificam a promiscuidade feminina, tais como Sex and the City, sejam escritas por homens homossexuais? Ou que as mulheres de aparência masculina tenham sido inicialmente promovidas por Yves Saint Laurent?

É importante ressalvar também que os homens homossexuais nunca poderão entender o enorme e perigoso poder da forma feminina para os homens normais, e como tal, serão menos susceptíveis de ver mal algum na imodéstia, na nudez, na pornografia, etc. Uma vez ouvi um programa de rádio que falava das mulheres que trabalhavam na indústria da construção, onde um homem do mesmo ramo dizia que não gostava de mulheres no local de trabalho em dias de muito calor uma vez que as partes do corpo à mostra eram uma distracção. 

Um homem homossexual não está na posição de entender as objecções feitas à imodéstia feminina nas roupas e no comportamento. Os homens homossexuais parecem estar naturalmente atraídos para a moda e para as profissões dentro dos média, mas a sua ubiquidade nestas áreas levou à transformação dos ideais e dos comportamentos heterossexuais.



quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

A Revolução Silenciosa

Por Mark Richardson

Sinto-me sempre deslocado quando se trata do assunto do casamento [sic] homossexual. Muitos Australianos acham que este tópico limita-se apenas a conferir um direito a um grupo de pessoas sem que com isso haja consequências negativas. Se tu és um desses Australianos, peço-te que leias o que se segue com mente aberta. Tiberge no blogue "Gallia Watch" traduziu parte dum debate que decorreu no senado Francês sobre a família. A França legalizou recentemente o casamento [sic] homossexual, apesar de considerável oposição pública. Agora, uma nova lei está a ser considerada - uma que irá promover uma "diversidade" de tipos de família.

O debate começa com um comentário de Dominique Bertinotti, Ministra para a Família do partido que se encontra no poder (Partido Socialista):

Estou convencida de que os esforços do senado serão rumo à consolidação deste avanço da igualdade. Esta lei faz parte da revolução silenciosa.
Ela declara abertamente no senado Francês de que o que está acontecer na França é uma "revolução silenciosa.". Ela não está a alegar que as coisas continuarão a ser tal como eram; em vez disso, é uma revolução que vem do topo feita por socialistas como ela.

Alain Gournac, do partido mais conservador UMP, lembra então à senadora as demonstrações populares maciças que estão a ser feitas em defesa da família tradicional por toda a França:
O silêncio de uma milhão de pessoas nas estradas!
Mas a legisladora socialista não vacila:
De agora em diante, a sexualidade fica dissociada da vida conjugal e da procriação.
Ela está a dizer que o casamento e os filhos não mais se baseiam nas duplas heterossexuais de marido e mulher. 

Outra senadora do Partido Socialista, Michelle Meunier, diz também:
Esta lei faz parte do slogan da nossa República. Ela permite que os homossexuais tenham uma família. Façamos aqui uma admissão: esta lei transporta a família para fora da fantasia "uma mãe, um pai, e uma criança"...
Ela classifica a família tradicional de "fantasia". O debate chegou a um ponto tal que a família tradicional é denegrida no senado Francês. Charles Revet, mais uma vez, membro do partido mais conservador UMP, pede permissão para declarar a sua oposição:
Não é uma fantasia. Mas o que é que você está a dizer?!!
Mas a senadora do Partido Socialista prossegue:
...porque a família nunca foi universal. Em todas as eras os pais trouxeram ao mundo crianças cuja responsabilidade eles não poderiam ou não queriam aceitar. Em todas as eras as crianças foram educadas por pessoas outras que não o pai e a mãe. Isto causa problemas à família "hetero-patriarcal-branca" idealizada que está cada vez mais longe da realidade. Como tal, a lei tem que se adaptar (...).
Mais uma vez, ela revela a sua hostilidade à família tradicional, que ela qualifica de família "hetero-patriarcal-branca", e declara que ela (a família) está gradualmente a afastar-se da realidade. Isto levou a que os senadores mais de direita reagissem com indignação aos seus comentários, mas isso não impediu que outra senadora esquerdista - Esther Benbassa - dos "Verdes" - continuasse com a mesma linha de pensamento:
Proteger a criança? Todos nós somos a favor disso! A criança precisa dum pai e duma mãe? Pura ideologia. Tal como o conceito da família tradicional, o padrão "paizinho-mãezinha-criança" é um modelo inútil que as famílias recompostas e as famílias monoparentais abandonaram há já algum tempo.
Ela declara que é "pura ideologia" a noção de que a criança precisa dum pai e duma mãe. Isto, com efeito, é a dissolução dos relacionamentos familiares. Se um homem, por exemplo, acredita que a sua presença na família é necessária, e ao abandoná-la ele causará danos à mulher e aos filhos, então é bem provável que ele permaneça e invista muito de si mesmo no seu papel de marido e no seu papel de pai. Ao mesmo tempo, se a esposa acredita que o papel do marido é necessário, tanto para ela mesma como para as crianças, ela é mais susceptível de agir de forma mante-lo dentro da família.

Mas assumamos que um homem realmente acredita no que Esther Benbassa disse no senado Francês, isto é, que a criança não precisa dum pai. Se isto é verdade, então porque é que um homem colocaria esforço algum na paternidade? Os seus filhos não precisam dele (pelo menos segundo os socialistas). Portanto, para quê se sacrificar pela família?

A lógica da nova família é o desinvestimento masculino na vida familiar. É bem possível que as socialistas intuitivamente se apercebam disso e recebam isto de bom grado nas suas tentativas de dissolver a família "hetero-patriarcal-branca". É bem possível que haja Franceses comuns que se apercebam do mesmo, o que explica as demonstrações em massa feitas contra as leis socialistas, e explica também os índices de aprovação abismais do Presidente Francês, Francois Hollande.

Parece-me que a única forma das coisas poderem funcionar na França é se houver uma divisão entre o que é oficialmente aprovado e o que as pessoas comuns pensam e acreditam. Se o governo toma como princípio a tese de que as famílias não precisam dum pai, mas os homens comuns forem de opinião contrária e afirmarem que o seu papel é significativo e necessário, então a sociedade pode-se manter unida.

Mas não há o perigo dos homens se deixarem influenciar com o passar do tempo com o que é classificado de "oficial" nos níveis mais elevados? Não há o risco dos homens se verem atraídos para uma cultura promovida pelo estado onde a presença dum pai dentro da família é tida como desnecessária?

* * * * * * * 
Respondendo à pergunta do Mark, sim, há esse perigo e nós já estamos a observar isso mesmo (isto é, homens a desistirem da paternidade e da vida matrimonial). O problema é que, embora a nível pessoal evitar de todo o casamento possa parecer (e até ser) "o menos mau" dentro da cultura ocidental sob a religião do feminismo e do esquerdismo, a nível social, uma cultura repleta de homens que não querem formar famílias, e de mulheres que não querem desempenhar o papel associado ao seu sexo (e não "género") é altamente prejudicial e até fatal para a cultura.
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