A companhia Coca-Cola encontra-se a defender as suas acções depois de
receber críticas por parte dos activistas homossexuais por ter cortado
uma cena dum comercial de televisão que foi emitido na Irlanda. A
companhia de bebida está actualmente a publicitar o seu produto na
Europa correndo um comercial que faz parte da sua mais recente campanha
"Reasons to Believe" [Razões para Acreditar].
A dita campanha tem como propósito inspirar o público mostrando que
para cada situação negativa na vida há uma experiência positiva. A
anúncio comercial inclui uma sequência de experiências negativas, tais
como perder um combate ou vandalismo público, contraposto com uma
situação positiva, tal como uma mãe a preparar um bolo ou pessoas a
dançar ao som de música pública.
A maior parte das versões do novo anúncio, tal como as versões
Holandesas, Norueguesas e Britânicas, terminam mostrando uma dupla
homossexual a "casar-se". No entanto, a versão Irlandesa termina
mostrando uma casal interracial caminhando pelo corredor duma igreja
(em vias de casar) sob a frase: "
Para cada demonstração de ódio, há
5,000 celebrações de amor."
A decisão de substituir a cena do pseudo-casamento homoerótico com um
casal interracial fez com que os activistas homossexuais rapidamente
passassem a lançar críticas à companhia através da
internet. A
Coca-Cola tornou-se num termo em voga na Irlanda à medida que as
pessoas de ambos os lados partilhavam a sua opinião em relação à
crítica.
Um porta-voz da companhia disse ao
TheJournal.ie
(jornal Irlandês) que a companhia não incluiu uma imagem da dupla
homoerótica na Irlanda porque o "casamento" homossexual ainda não foi
legalizado no pais, e cada anúncio publicitário levou em conta as
sensibilidades culturais de cada país. Por exemplo, a versão do Reino
Unido do comercial mostrou um árbitro com um cartão vermelho num jogo
de futebol enquanto que a versão Irlandesa mostrou uma celebração do
Dia de São Patrício
["St. Patrick’s Day celebration"].
Falando do incidente, o porta-voz da companhia afirmou:
O objectivo principal é o de que as vinhetas nos anúncios ressoem com as
pessoas de cada país e que elas sejam realmente representativas dos
tópicos culturais com os quais eles estão acostumados e que eles
valorizam. Observarão, por exemplo, que a cena do Dia de São Patrício
só está presente na versão Irlandesa da campanha uma vez que, em termos culturais, é só lá que isso é relevante.
Como vocês correctamente dizem, as imagens de casamento usadas no Reino
Unido e em outras partes da Europa exibem dois homens a casar [sic]. O
motivo pelo qual isto foi alterado na Irlanda é que, embora a união
civil seja legal, o casamento [sic] gay ainda não é. Isto será alvo de
referendo em 2015. Nós queríamos que cada cena de casamento fosse
relevante e válido para cada um dos mercados.
A explicação do porta-voz foi considerada razoável por quase todos, mas
muitos activistas homossexuais continuaram a exigir que a cena do
"casamento" homossexual fosse recolocada no anúncio, embora o
"casamento" homossexual não seja ainda legal na Irlanda. Jerry
Buttimer, um político e homossexual assumido, pertencente ao partido
"Ireland’s Fine Gael", tem sido uma das pessoas a apelar que a Coca
Cola volte a colocar a cena dos dois homens a "casar" na versão
Irlandesa da campanha:
Eu
proporia que eles reinstalassem essa parte do anúncio. A Coca Cola já
fez grandes campanhas no passado, e como tal, eles não deveriam
marginalizar ou alienar ou discriminar nenhuma pessoa da ilha.
Alguns activistas homossexuais estenderam as suas críticas à Coca Cola,
acusando a companhia de concordar em ser um patrocinador de peso dos
Jogos Olímpicos de Inverno em Sochi, Rússia. Apesar da companhia Coca
Cola ser presença habitual nos eventos olímpicos passados, e estando
sempre presente nos maiores eventos desportivos, os activistas
homossexuais afirmaram que a companhia deveria boicotar os Jogos na
Rússia visto que o país aprovou recentemente legislação que proíbe os
homossexuais de publicitarem o seu estilo de vida junto dos menores.
Os
activistas homossexuais usaram a aprovação da nova legislação como
forma de criticar o país, embora muitos tenham vindo a público afirmar
que os activistas de outras nações deveriam respeitar a escolha dos
Russos de se governarem segundo as suas leis.
Entretanto, o Comité Olímpico Internacional expressou total confiança
na capacidade da Rússia de receber os Jogos Olímpicos de Inverno, para
além de terem dito numa declaração que estavam "totalmente satisfeitos" com as leis Russas em torno do homossexualismo.