Por Joseph Sciambra
Embora eu não o soubesse na altura, a minha primeira e genuína relação
"homossexual" foi também a minha primeira incursão para dentro da
"monogamia" homossexual.
Por essa altura, eu não estava conscientemente
em busca de algo a longo prazo mas uma vez que eu estava tão sozinho,
amedrontado e desesperadamente carente, eu teria ido para casa com
qualquer pessoa que me esse a mínima atenção.
Quando alguém me deu atenção, e como normalmente acontece, ele era um
homem mais velho e mais experiente, uma incrível sensação de aceitação,
afirmação e segurança varreram-me como a droga mais poderosa da Terra;
eu não conseguia estar satisfeito e queria ficar nesse estado
semi-dormente para sempre.
Durante algum tempo, o facto de nós os dois estarmos junto era o
suficiente para gerar uma quantidade incrível d calor, e esse fogo era
o que me levava a voltar como forma de sentir o amor. Quase
imediatamente, paramos de sair - quer fosse individualmente ou como
casal [sic]. Ficávamos em casa muitas vezes, e só ocasionalmente é que socializávamos com duplas igualmente emparelhadas. Mas, e de modo
rápido, comecei a perceber que ele estava a ficar farto. Olhando para
trás, posso dizer que eu precisava mais dele do que ele de mim.
Numa noite, enquanto estávamos com outro assim-chamada dupla
"monogâmica", o meu namorado sugeriu que os quatro fôssemos para o
quarto. Eu não estava de maneira alguma chocado visto que, embora eu
fosse relativamente novo na cena homossexual, eu já sabia como era que
as coisas funcionavam. E, mais ainda, eu faria de tudo para agradar
alguém que eu pensava que se preocupava comigo e que me amava.
Esta situação prosseguiu durante algumas semanas até que todos nós
avançamos a festa para os bares e para os clubes de dança na Castor
[distrito homossexual de São Francisco]; não muito lentamente, o nosso
círculo de parceiros sexuais casuais expandiu-se e então nós
tornamo-nos numa daquelas duplas que fingia ser um casal; inicialmente,
eu pensei que fazia o que fazia para o manter feliz, mas apercebi-me
mais tarde que estava a ficar mais e mais atraído a outros homens.
Eu
reparava que este homem era mais masculino que o meu namorado, ou
que aquele outro era mais agressivo, ou que outro ainda tinha uma voz
mais grossa ou braços mais longos ou mãos maiores. Na minha mente, eu
estava a criar e a procurar por um tipo de ícone homossexual masculino
- um ídolo perfeito da masculinidade que me poderia salvar. Era uma
fixação incessante derivada da minha infância passada com uma obsessão pela pornografia, e período durante o qual o corpo masculino se havia
transformado num super-homem, e depois monstruoso nas suas proporções exageradas e foco compulsivo no tamanho.
Depois
disto, a minha primeira relação homossexual "monogâmica" acabou
calmamente: numa visita particular a um dos antros homossexuais da
Castro, e dentro dum dos jogos mutuamente aceites, eu pura e
simplesmente sai com outro homem.
Com
cerca de 25 anos, e no meio da minha carreira dentro da vida
homossexual, voltei-me a juntar com outro homem, mas com alguém com uma
idade mais próxima da minha. Desta vez, no entanto, em vez de ser o
rapaz fracote em busca de orientação e segurança, senti-me como alguém
no mesmo nível e queria ter esta união dentro das minhas regras.
Mas
o que realmente me levou a buscar um tipo de abrigo no relacionamento
um-com-um foi o meu medo crescente da morte e a minha frustração total
com um estilo de vida que matou cada um dos amigos que eu havia feito
quando tinha 18 anos. Agora, a meio dos meus anos 20, estava a
pressentir uma solidão crescente que me fazia sentir como se eu tivesse
voltado a ser um rapaz.
Eu
não sabia o que fazer, e como tal, tomei a decisão de viver na
periferia do homossexualismo; voltar para casa todas as noites com o
mesmo homem, mas mantendo ainda a minha aliança com tudo: tomando parte
das paradas, festivais e comícios como um pleno homem homossexual.
No
entanto, este auto-exílio só durou alguns meses visto que, tal como
tinha acontecido com o meu namorado de há 8 anos atrás, comecei
gradualmente a ficar aborrecido e inquieto. Igualmente, o meu parceiro
estava a sentir o mesmo e devido a isso, abrimos as coisas um bocado e
convidamos um terceiro homem, e depois um quarto, e depois um quinto.
Finalmente, dentro do nosso grupo de amigos, nós havíamos criado a
nossa pequena sauna gay.
Mais
uma vez, eu avancei, e à medida que o círculo de parceiros homossexuais
continuou a expandir, ele eventualmente consumiu qualquer sentido de
relacionamento e nós passamos a ser o que muitos dão o nome de
"f##kbuddies".
Alguns
anos mais tarde, eu voltei a tentar tudo outra vez, só que desta vez eu
estava perto dos meus 30 anos, e o meu parceiro tinha 40 e qualquer
coisa. Uma vez que eu já estava dentro do estilo de vida homossexual há
mais de 10 anos, já havia tentado quase tudo, ficado desiludido vez
após vez, e ainda estava mesmo assim decidido e ainda em busca, as coisas
tornaram-se particularmente doentias para mim.
Quase
todas as semanas o meu novo parceiro trazia para casa um homem jovem
pateticamente inexperiente e normalmente demasiado drogado. As coisas
tornaram-se canibalescas; havia sempre este sensação sombria de
conquistar e submeter: o impulso era avançado através duma fome
insaciável que nunca permitia ficar de barriga cheia; era um certo tipo
de bulimia: o devorar e a satisfação temporária seguida duma auto-purga
e depois então o regresso imediato do desejo sobrepujante de voltar a
ser satisfeito.
A psique pervasiva de todos envolvidos é o
desconhecimento avassalador da nossa imperfeição; logo, a nossa
existência centra-se em obter algum tipo de inteireza.
Depois
de duas décadas a experimentar todas estas fúrias e estes devaneios,
cheguei a uma conclusão: um mundo sem mulheres é impossível. Parece
simples, mas para mim foi uma revelação. Porque, havendo crescido
durante o "poder feminino" dos anos 70, do ERA, e dos anúncios publicitários da Charlie, sempre pensei que a única diferença que existia entre os
homens e as mulheres resumia-se a algo entre as pernas.
Inicialmente,
a realidade das distinções entre os sexos tornou-se totalmente óbvia
quando me envolvi pela primeira vez com uma mulher prostituta, e, para choque e
desalento meu, ela revelou-se um bocado puritana. Vejam: até aquele
momento, todas as minhas experiências sexuais haviam sido com homens
homossexuais. Estupidamente, eu pensei que as mulheres se comportavam
da mesma maneira - pelo menos as mulheres mais promiscuas.
Só que não era verdade.
Em
Berkeley, durante uma prolongada fase bissexual, namorei outra
estudante, uma rapariga hippie sem qualquer tipo de inibição que,
apesar da sua forma livre de pensar, precisava de ser romanceada
constantemente antes que pudesse ocorrer algo físico. Como alguém
habituado a usar outros homens como escape sexual, rapidamente descobri
que as mulheres eram demasiado exigentes e faziam com que eu perdesse
muito tempo.
No
distrito de Castro, eu nem precisava de falar com um potencial
parceiro; um contacto visual através da discoteca cheia era o
suficiente - tu simplesmente ias para a casa de banho e esperavas.
Nenhuma mulher, nem mesmo a mulher de rua (a menos que seja mentalmente
doente), irá seguir um homem desconhecido para uma casa de banho (sem
porta) e terá relações sexuais com ele perto dum banheiro público sujo.
No entanto, os homens "gays" fazem isto todos os dias.
Os
excessos sexuais do mundo homossexual masculino são indisputáveis, só
que, ao contrário de muitos que promovem uma nova imagem higienizada,
livre de doenças, do homem homossexual moderno, esta perversidade é
inevitável - até mesmo entre os assim-chamados "casados" e
"monogâmicos". Isto prende-se principalmente com o simples facto de que
uma sociedade totalmente masculina entrará em colapso porque a
testosterona dos homens nunca é moderada com o estrogénio das mulheres.
Na
verdade, o domínio não controlado dos hormonas masculinos gera o
síndrome sexual da China, onde os homens, e especificamente os homens
homossexuais que cresceram alienados e desesperados por afeição
masculina, congregam-se juntos, encontram um fornecimento infindável de
outros homens igualmente magoados dispostos a ter sexo. Então, e sem
malícia, e através dos seus excessos, eles dão início a uma cascata de
morte.
Depois
do movimento de emancipação homossexual dos anos 70, este desastre
tomou a forma da SIDA; hoje, embora a ciência tenha aperfeiçoado novas
formas de manter os homens homossexuais vivos, o colapso continua com
um sempre crescente número de infecções sexualmente transmitidas
resistentes a anti-bióticos que só parecem surgir dentro das entranhas
dos homens homossexuais.
O
inevitável destino parece ser sempre a doença e a morte, até mesmo
entre aqueles que tentam escapar a este horror fazendo uma parceria e
abraçando alguma forma estranha de "monogamia homossexual" - quando
mais de metade das infecções com o HIV entre os homens homossexuais
ocorrem quando estes estão num relacionamento.
A
inquietação generalizada e a necessidade de idolatrar a masculinidade
sempre mostra a sua cara feia; em termos de homens e mulheres, há uma
diferença incrível entre o fascínio que os homens têm com a
pornografia, com a muito menor percentagem das mulheres que assistem a
pornografia; "os homens são 543% mais susceptíveis de assistir a
pornografia que as mulheres."
Logo,
os homens que têm atracção um pelos outros formam uma cultura sem
mulheres, e as forças sexuais dentro do masculino são libertadas sem
que haja a moderação das mulheres: o corpo é objectificado até a um
ponto que se torna doentio; o sexo é constante e desenfreado, e a única
coisa que pára a perversidade é a doença.
O todo-feminino mundo das lésbicas, embora tenha taxas muito
baixas de DST, também têm os seus problemas.
Sem a testosterona, o
excesso de estrogénio gera um universo de emocionalismo excessivo que
tende para drama excessivo a roçar a violência.
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The
evidence:
“Almost
half of the participants (48.7%) were monogamous, slightly fewer (42.1%)
reported non-monogamous sexual agreements with some conditions or restrictions,
and a relatively small number (9.2%) reported sexual agreements with absolutely
no restrictions on sex with outside partners. A third of the participants
(32.4%) reported breaking their agreement in the preceding 12 months and 14.8%
reported having UAI in the preceding 3 months with an outside partner of
discordant or unknown serostatus.”
“Development
and Validation of the Sexual Agreement Investment Scale”
Torsten
B. Neilands, PhD, et al.
J
Sex Res. 2010 Jan; 47(1): 24–37.
“Ninety
nine percent of couples reported having an agreement. Specifically, 45% had
monogamous agreements, 47% had open agreements, and 8% reported discrepant
agreements.”
Relationship
Characteristics and Motivations behind Agreements among Gay Male Couples:
Differences by Agreement Type and Couple Serostatus
Colleen
C. Hoff, PhD, et al.
AIDS
Care. 2010 Jul; 22(7): 827–835.
“Nearly 70% of HIV+ MSM (men who have sex with
men) are estimated to have contracted HIV from a main partner…Our data suggest
that reported monogamy may sometimes reflect intent or a non-traditional
definition of monogamy rather than engagement in sex with only one partner.
Nearly a quarter of men who indicated that they had only had sex with their
partner for the duration of their relationship also reported engagement in anal
sex with at least one non-main partner in the past 90 days. This supports
previous research showing “monogamy” to be an ambiguous term…”
“Open,
Closed, or In Between: Relationship Configuration and Condom Use among Men Who
Use the Internet to Seek Sex with Men”
Sonya
S. Brady, et al.
AIDS
Behav. 2013 May; 17(4): 1499–1514.
“The
Monopoly data indicate that while a majority of gay and bisexual men report
having a ‘regular partner’, a very substantial proportion of these, probably
more than half, may be ‘f##kbuddy’‐style
arrangements rather than the ‘boyfriend’‐style
‘relationships’ that is often implied by the use of the term ‘regular
partner.’”
“Monopoly
A study of gay men’s relationships 2014”
Garrett
Prestage, et al.
The
Kirby Institute, University of New South Wales. 2015.
“Sixty-eight
percent of HIV transmissions were from main sex partners…”
Estimating
the proportion of HIV transmissions from main sex partners among men who have
sex with men in five US cities.
Sullivan
PS, et al.
AIDS.
2009 Jun 1;23(9):1153-62.
“78%
of lesbians report that they have either defended themselves or fought back
against an abusive partner.”
“Domestic
Violence and Lesbian, Gay, Bisexual and Transgender Relationships”
The
Public Policy Office of the National Coalition Against Domestic Violence
http://www.uncfsp.org/projects/userfiles/file/dce-stop_now/ncadv_lgbt_fact_sheet.pdf.