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terça-feira, 30 de maio de 2017

Lobby LGBT põe de joelhos Judiciário do Mato Grosso do Sul

Jornalista condenado por possível complô político

Recentemente, as mídias LGBT divulgaram festivamente a condenação do Jornalista Roberto Flávio Cavalcanti na cifra de R$ 15 mil reais numa Ação Civil Pública movida pela Promotoria de Direitos Humanos do Mato Grosso do Sul, cujos pedidos foram acatados pelo Juiz David de Oliveira Gomes Filho, onde se pedia uma indenização pelos “danos morais” causados a travestis e transexuais locais.

A ação teve como móvel uma publicação de 2007 em que o blogue do Jornalista criticava uma enquete da Câmara Municipal de Campo Grande, capital do Estado, endereçando ao público pergunta se devia ser aprovado ou não o repasse de verbas públicas à Associação de Travestis e Transexuais do Mato Grosso do Sul (ATMS).

Eis a íntegra dos comentários impugnados como ofensivos pela Promotoria de Direitos Humanos:

É o cúmulo da patifaria cogitar distribuição de recursos provenientes de nossos impostos para os próprios e principais hospedeiros de doenças infecto-contagiosas como AIDS e Sífilis. Note que a verborragia da apologia homossexual sempre inclui palavras de toque gentil como ‘tolerância’ e ‘fim ao preconceito e combate à discriminação.’

Se o cidadão de Campo Grande não concorda com isso, poderá manifestar sua opinião numa enquete no sítio eletrônico da Câmara Municipal de Campo Grande, indagando se a pessoa é a favor ou contra a que a Associação das Travestis seja declarada de utilidade pública — título que permitirá à referida associação ser subsidiada pelo poder público.

Obviamente, existem em Campo Grande aplicações mais prioritárias e morais para o dinheiro público do que o subsídio a uma associação de travecos. Daqui a pouco poderão propor recursos públicos a pedófilos. Se você também é contra que o Estado financie o homossexualismo e a baitolagem, entre no sítio e vote NÃO.”

Fatos estranhos cercam a condenação do Jornalista em Primeira Instância

Em meados de 2014, foi criada a 67ª Promotoria de Justiça dos Direitos Humanos titulada pela Promotoria de Justiça Jaceguara Dantas da Silva Passos[1], autora da “ação-piloto” daquela promotoria, distribuída em dezembro daquele ano contra o Jornalista Roberto Flávio Cavalcanti.

Nesta ação, a Promotora buscava emplacar “tese de mestrado”, segundo a qual as manifestações homofóbicas (e também transfóbicas), deveriam ensejar a mesma proteção do Estado outorgada aos crimes de racismo, não obstante inexistir no Brasil qualquer lei penal neste sentido, no intuito de condenar o Jornalista por “danos morais” a travestis neste papel social.

O Jornalista alegava, em síntese, que o Ministério Público do Mato Grosso do Sul não podia substituir-se à Associação de Travestis e Transexuais do Mato Grosso do Sul (ATMS) como titular de uma ação coletiva; que não havia lei alguma punindo “discriminação por transfobia”; que os travestis neste exato papel social não poderiam desfrutar de honra alguma a ser zelada e, conseqüentemente, reparada; e que a ação já estava absolutamente prescrita, haja vista o fato de a publicação datar de setembro de 2007 e o Jornalista ter contestado espontaneamente a ação no início de 2015, prazo bastante superior aos 5 (cinco) anos que a jurisprudência fixa como limite para intentar ações desta natureza.

Todas essas alegações foram rechaçadas de forma telegráfica pelo juiz da causa, David de Oliveira Gomes Filho, que, coincidentemente, sempre elogiou publicamente medidas em amparo às pretensões jurídicas do movimento gay, inclusive em telejornais locais da Rede Globo[2], sendo a toda evidência um juiz suspeito para julgar o caso.

Juiz David de Oliveira Gomes Filho

A Promotora Jaceguara Dantas da Silva Passos, promovida em setembro de 2015[3], era pessoa mais suspeita ainda para acusar o Jornalista.  Tentava emplacar sua tese de mestrado na sua Ação Civil Pública intitulada “Mandados de Criminalização decorrentes de Tratados de Direitos Humanos”, escolhendo o Jornalista como alvo para sua “experiência laboratorial”.

Importante que se diga que a promotora em questão conserva fortes laços ideológicos com a agenda LGBT, como se comprova, a título de exemplo, nesta reportagem institucional do MPMS:

"A Procuradora de Justiça Jaceguara Dantas da Silva Passos, Coordenadora do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça dos Direitos Constitucionais do Cidadão e dos Direitos Humanos (CAO dos Direitos Humanos), e o Promotor de Justiça Luciano Furtado Loubet, da 67ª Promotoria de Justiça de Direitos Humanos de Campo Grande, vão palestrar nesta sexta-feira (11/3/2016), a partir das 16h30min, durante o XXI ENTLAIDS (Encontro Nacional de Travestis e Transexuais que Atuam na Prevenção e Luta contra a AIDS), filiado à ANTRA (Articulação Nacional de Travestis e Transexuais), que acontece de 10 a 13 de março no Hotel Internacional, situado no centro de Campo Grande/MS."[4]

O Jornalista acabou sendo condenado em primeira instância pelo Juiz David de Oliveira Gomes Filho por “danos morais” a travestis e transexuais no importe de R$ 15 mil reais, e decidiu apelar ao tribunal para reverter sua condenação.

Fatos ainda mais estranhos em instância superior

Em segunda instância, uma Apelação é distribuída por sorteio àquele que se chama “Relator”, que presidirá o julgamento de uma turma composta por 3 (três) julgadores.  Dificilmente o voto de um relator é revertido pelos seus colegas de turma por uma questão de política da boa vizinhança.

Por uma destas incríveis “coincidências”, num colégio composto de 35 desembargadores do Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul, a Apelação acabou sendo distribuída para a Desembargadora Tânia Garcia de Freitas Borges, e, portanto, Relatora da Apelação, apesar de uma probabilidade inferior a 3% para que tal fato se sucedesse.

Tânia Garcia de Freitas Borges é a única mulher a compor o colégio e feminista declarada[5]:

Temos números mínimos de vagas para as mulheres nas disputas de eleições nos partidos mas que não são preenchidos. Creio que os partidos não devem ser punidos mas que sim, devemos promover ações pedagógicas para que mais mulheres ingressem na carreira política”.

A Desembargadora Tânia Garcia de Freitas Borges e a Promotora Jaceguara Dantas da Silva Passos palestraram conjuntamente em prol dos “direitos das mulheres”:

No dia 9, às 19 horas, acontecerá um seminário sobre a Lei Maria da Penha com a desembargadora Tânia Garcia de Freitas Borges e a procuradora Jaceguara Dantas da Silva Passos.”[6]

Desembargadora Tânia Garcia de Freitas Borges

Outra reportagem nos conta que a Desembargadora Tânia Garcia de Freitas Borges é egressa do MPMS e, portanto, foi colega da Promotora Jaceguara Dantas da Silva Passos:

Tânia foi promovida ao cargo de Procuradora de Justiça no ano 2000, quando também compôs o Conselho Superior do Ministério Público e foi Coordenadora do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça Cíveis.” [7]

Como Corregedora Geral da Justiça do Tribunal do Mato Grosso do Sul, Tânia Garcia de Freitas Borges baixou o Provimento nº 80/2013, cuidando da conversão das “uniões homoafetivas” em “casamento homossexual”.  A respeito do fato, assim destacou reportagem de 2013 de diário local: "MS é o primeiro estado no Centro-Oeste a regulamentar casamento homoafetivo"[8].

Mas a coincidência mais marcante e que dá evidência insofismável das correntes ligações do lobby LGBT ao Judiciário local, é que tanto a Promotora Jaceguara Dantas da Silva Passos quanto a Desembargadora Tânia Garcia de Freitas Borges tomaram parte de um mesmo evento, sendo agraciadas com o “Troféu Apolo Amigos da Causa”, da Rede Apolo/Rede de Homens Gays e Bissexuais de Mato Grosso do Sul, honraria concedida a “personalidades de segmentos e setores sociais, dentre autoridades dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, Ministério Público, jornalistas, comunicadores, educadores, juristas, ativistas, escritores, religiosos e mídias.”[9]


Procuradora Jaceguara Dantas da Silva Passos

Por tudo isso, podemos observar o quão notável é a influência do lobby LGBT sobre o Judiciário e o Ministério Público locais, tornando o julgamento do Jornalista Roberto Flávio Cavalcanti um possível jogo de cartas marcadas.  A condenação do Jornalista, ao que tudo indica, tornou-se uma questão de honra de um Judiciário e um Ministério Público bastante comprometidos com a agenda LGBT!


[1]        Disponível em <http://www.asmmp.org.br/leitura.php?id=2359> Último Acesso em 17/05/2017
[2]        Disponível em <https://www.youtube.com/watch?v=9wgQ9imr9yM> Último Acesso em 17/05/2017
Disponível em <https://www.youtube.com/watch?v=qv1JJC8CEuw> Último Acesso em 17/05/2017
Disponível em <https://www.campograndenews.com.br/cidades/decisao-do-tj-tira-casais-gays-da-informalidade-diz-juiz-da-vara-de-familia> Último Acesso em 17/05/2017
[6]        Disponível em <http://www.oabms.org.br/noticias.php?id=17755> Último Acesso em 17/05/2017
[8] Disponível em <http://diarionline.com.br/index.php?s=noticia&id=56556> Último Acesso em 17/05/2017

quarta-feira, 20 de maio de 2015

É a ciência, estúpido!

Por JOÃO MIGUEL TAVARES

Não é aceitável fingir que não existe um problema e desatar a lançar a cartada homofóbica sem analisar minimamente o que está em causa.

Como imaginam, o que nunca me falta todas as semanas é gente a discordar de mim, e muitas vezes por boas razões. Mas o nível de destrambelhamento das reacções ao meu texto sobre a impossibilidade de os gays doarem sangue foi tão elevado que me sinto obrigado a regressar ao tema.

Se as reacções em matilha nunca devem muito à inteligência, aquelas que confundem questões médicas sérias com combates ideológicos são, além de estúpidas, perigosas. Praticamente ninguém se deu ao trabalho de parar 30 segundos para pensar no que estava a dizer ou justificar as razões da sua discordância com algo mais do que o batido argumento homofóbico. Para alguém, como eu, que defendeu publicamente o casamento gay e a co-adopção por casais homossexuais, a acusação é indecente e bizarra.

Miguel Vale de Almeida chegou a resumir no seu Facebook o meu texto da seguinte forma: “No fundo, [ele] diz que eu pertenço a uma subespécie. Deve ser o Homo Sapiens Homo.” Na verdade, a ter de escolher uma subespécie para Miguel Vale de Almeida, eu optaria pelo Homo Sapiens Brutus: a proibição de os gays (ou, para ser mais exacto, de os homens que têm sexo com homens) doarem sangue, seja indefinidamente seja através da exigência de abstinência sexual superior a um ano, está em vigor em países como a Alemanha, a França, o Reino Unido, a Suécia, a Dinamarca, a Finlândia, a Noruega, a Holanda, o Canadá, os Estados Unidos, a Austrália, e muitos, muitos mais. Há excepções, como a Espanha, mas perante tal lista, que inclui alguns dos países mais liberais do mundo, dificilmente alguém com dois dedos de testa poderá achar que a principal justificação para tal proibição é uma homofobia galopante.

No último surveillance report europeu sobre VIH/sida da OMS, encontramos os seguintes dados de 2013, respeitantes a Portugal: 330 novos indivíduos infectados por MSM (“men who have sex with men”) e 665 através de relações heterossexuais. Muita gente chegou então à brilhante conclusão de que estes números demonstravam que a incidência de contágio era o dobro nos heterossexuais, esquecendo um pequeno detalhe: a dimensão dos dois grupos. Se considerarmos os homossexuais masculinos 5% da população portuguesa, isso significa que a probabilidade de infecção por MSM é dez vezes superior à probabilidade de infecção por contacto heterossexual.  

E quando olhamos para a evolução dos números de novos contágios ao longo dos últimos anos, o que encontramos é isto: 1273 infecções por relações hétero em 2004, contra 260 infecções por MSM no mesmo ano. E no caso de contágio devido à toxicodependência: 608 em 2004 contra 78 em 2013. Ou seja, no intervalo de uma década, o contágio VIH hétero caiu para metade, o contágio devido ao uso de drogas diminuiu 87%, e o contágio por MSM aumentou 27%. Repito: aumentou 27% quando todos os outros caíram. Razão: à medida que a mortalidade por sida diminui, os comportamentos de risco entre gays tendem a aumentar.

Ora, a infecciologia trabalha com dados estatísticos, que valorizam grupos em detrimento de comportamentos individuais, pela razão óbvia de que uns são muito mais estáveis do que os outros. O inquérito é só um dos meios de despistagem. Donde, se há aqui alguma fobia, é em relação à ciência. Mais uma vez: nada disto significa que a questão da doação não mereça ser discutida. Claro que merece. O que não é aceitável é fingir que não existe um problema e desatar a lançar a cartada homofóbica sem analisar minimamente o que está em causa.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Sangue, gays e discriminação

Por JOÃO MIGUEL TAVARES

Criar um novo negacionismo médico em função da orientação sexual é uma péssima ideia.

Nós vivemos num país onde a homossexualidade só deixou de ser crime em 1982, e onde os homossexuais ainda são vítimas de inadmissíveis preconceitos. Mas se lutar contra esses preconceitos é uma obrigação, convém que o combate à discriminação não seja cego, sobretudo quando o assunto em causa é a transmissão do VIH.

Atacar o presidente do Instituto Português do Sangue por este ter afirmado no Parlamento que está definido como factor de exclusão para a dádiva de sangue “ser um homem que tem sexo com homens” não é lutar contra o preconceito — é um reflexo pavloviano que inverte direitos (o direito fundamental em causa não é dar sangue mas sim receber o sangue mais seguro possível), apouca questões científicas e saca da pistola só porque se está a falar de um tratamento diferenciado entre gays e heteros.

Ora, esta questão ou é científica ou não é uma questão. Não se trata aqui de debater política, filosofia, direito de minorias ou sociologia: ou há razões médicas legítimas para considerar os homossexuais masculinos um grupo de risco no que à transmissão do VIH diz respeito, ou a proibição de alguém ser discriminado devido às suas práticas sexuais é obviamente inadmissível. 

A questão que deve ser colocada, portanto, é esta: há ou não razões médicas atendíveis para que essa discriminação se mantenha? Havendo uma janela imunológica em que é possível o VIH estar presente sem ser detectado pelas análises, há ou não mais probabilidades de um gay estar infectado do que um heterossexual?

Para estas perguntas não há respostas gay friendly ou unfriendly. Interessa tanto para aqui as convicções políticas e sociais de cada um como eu saber se o cirurgião que me vai operar às varizes vota no CDS-PP ou no Bloco de Esquerda.

É por isso que convém fazer notar aos campeões da antidiscriminação que esta prática do Instituto Português do Sangue está em vigor em inúmeros países ditos civilizados, e que ela só pode ser avaliada através de uma análise quantitativa e qualitativa das infecções por VIH em cada país. 

Ora, que eu saiba, os números mais recentes são os que constam no surveillance report VIH/sida de 2013 da OMS, e eles não oferecem dúvidas quanto à prevalência dos contágios MSM (“men who have sex with men”), que o relatório considera ser ainda hoje “o modo predominante de transmissão” do VIH na União Europeia. 

Sei também que estes números não coincidem com outros que pululam por blogues e redes sociais, mas a bem da literacia matemática, deixo duas notas: 
1) mesmo nos estudos em que o número de contágios heterossexuais supera o número de contágios MSM (sublinhe-se que não há qualquer problema com lésbicas), convém tomar em conta a enorme diferença na dimensão das duas comunidades;  
2) o argumento de que os heterossexuais também praticam sexo anal é muito coxo, porque o praticam menos (mais opções à disposição) e porque o fazem no seio de uma comunidade proporcionalmente menos exposta ao VIH.
É claro que se os meios de diagnóstico melhorarem até à eliminação dos falsos negativos, se a qualidade dos inquéritos atingir a perfeição ou se as estatísticas demonstrarem uma diminuição dos contágios MSM que torne as actuais medidas desproporcionadas, a proibição que impede os gays de doar sangue deve ser eliminada.

Mas, em qualquer dos casos, enfrente-se esta questão com dados científicos, e não com bandeirinhas arco-íris. Criar um novo negacionismo médico em função da orientação sexual é uma péssima ideia.

domingo, 30 de novembro de 2014

Luis Pabon: "Já não quero ser homossexual"

Por Luis Pabon

Já não quero ser homossexual. Sei que superficialmente esta declaração tresanda a negação, auto-aversão, e homofobia internalizada, coisas tipicamente associadas à aceitação e à integração da sua própria homossexualidade, mas a verdade é que eu já não quero ser homossexual. Este estilo de vida durou para além do seu prazo de utilidade. Vivi todos os aspectos dessa vida e posso afirmar com segurança que ela já não está de acordo com a pessoa que sou ou quero vir a ser.

Nem sempre me senti assim. Inicialmente vim para esta comunidade em busca de amor, intimidade, e irmandade. Em vez disso, obtive trevas, infidelidade, solidão e desunião. A auto-aversão que existe dentro da comunidade homossexual leva-nos a encontrar uma série de homens emocionalmente desequilibrados que são auto-destrutivos, nocivos, cruéis e vingativos uns para com os outros.

Lutei para modificar o meu código moral de modo a que se ajustasse aos comportamentos concomitantes inerentes ao estilo de vida, mas parece que esse estilo de vida está a forçar-me para longe de tudo o que amo e valorizo. Por mais que eu tente purgar a minha percepção das suas crenças estabelecidas e preconceitos distorcidos, os mesmos estereótipos clássicos dos homens homossexuais continuam a aparecer na minha mente. O sexo indiscriminado, a superficialidade, os relacionamentos instáveis, o auto-ódio, o síndrome Peter-Pan, as uniões ocultas, o preconceito com a idade ["ageism"], os momentos sombrios, a solidão, a preocupação com o sexo, o preconceito, e a aversão à intimidade são coisas que parecem surgir do chão onde eu pensava que elas estavam enterradas.

Parece que os homens homossexuais têm dificuldade em transcender os estereótipos e os clichés associados ao seu estilo de vida, e isso está tornar-se desanimador.

Já se passaram 7 anos desde que tomei a decisão de abertamente viver a minha vida como um homem homossexual, e a caminhada não tem sido fácil. A mesma tem estado  cheia de dor e angústia, que inicialmente eu tentei esconder com o álcool, com as drogas, com o sexo e com as festas. Inicialmente, foi difícil admitir que eu gostava de outros homens, mas gostava de homens e isso era uma experiência libertadora. Ela deu-me a oportunidade de afirmar a minha identidade depois de ter passado anos a batalhar com isto. Ela deu-me também a oportunidade de ser o meu próprio activista e enfrentar a oposição da minha família, dos meus amigos, e da sociedade como um todo.

Eu sentia orgulho no meu orgulho homossexual, e sentia como se isso fizesse parte de algo maior do que a minha vida - um movimento de homens que amava outros homens e que não tinha receios em exibi-lo. Era suposto o nosso amor ser um acto revolucionário, mas a realidade dos factos é que nós não nutríamos amor uns pelos outros; nós apenas estávamos apaixonados com a ideia de pertencermos a algo, e com a ideia de estarmos na contra-mão.

Nós gostávamos da liberdade e do tabu de nos revoltarmos contra os costumes sociais. O amor que nós pensávamos que fazia parte da afirmação da nossa revolução nada mais era que uma faca que nós viramos contra nós próprios sob a máscara de entretenimento e de momentos de diversão.

Pessoalmente, eu acho que amor é sacrifício, e actualmente não há muitos homens homossexuais que estejam dispostos a se sacrificar pelos seus irmãos. Inicialmente, o espírito de auto-sacrifício esteve saliente durante a crise da SIDA, no princípio dos anos 80, quando os recursos eram poucos e as pessoas estavam assustadas. Mas hoje, parece existir uma preocupação com a sedução do risco à medida que os homens homossexuais vão brincando com o fogo, tentando dar início a uniões com significado na sua perpétua auto-descoberta.

O prémio maior da intimidade é normalmente deixado de lado em favor da gratificação imediata dum encontro casual na craigslist ou num encontro geo-social no Grindr. Os carros passaram a ser os novos quartos, e o sexo não precede conversas de almofada mas sim conversas do tipo, "Blo and Go", “Pump and Dump” e “Skeet and Leave”. Esta vida começa a parecer (e muito) como uma morte lenta a ferver sobre fogo brando, e para mim, ela já não tem o mesmo apelo que no passado chegou a ter. Esta é uma vida a precisar desesperadamente de renovações.

Antigamente os homens eram homens, e aproximavam-se de ti com uma pitada de coragem cavalheiresca. Hoje em dia, eles escondem-se por trás de máscaras electrónicas ou posicionam-se na tua vizinhança dentro dos clubes, esperando que tu dês início ao contacto apenas e só para arrogantemente recusar os teus avanços numa tentativa de projectar o seu desconforto. Eles querem homens que não os querem, homens que se assemelham à distância emocional ou ausência dos seus pais.

Sou demasiado novo para ter saudades dos bons dias do passado, mas esta vida faz com que tenhas saudades do que significava ser homossexual. Faz com que tenhas saudades dos tempos em que um homem te saudaria e te ofereceria uma bebida, em oposição a ele dizer-te o tamanho do seu pénis e as suas estatísticas sexuais. O meio termo da cortesia foi eliminado e em seu lugar foi colocado um diabo imoral que diariamente te assiste na tua destruição.

Embora eu reconheça a minha atracção por homens, escolho não mais me associar com uma vida que existe fora da moralidade e da bondade. O estilo de vida homossexual é como o amor dum bad boy cuja atenção e amor tu inicialmente buscas, mas eventualmente avanças para além desse estado. Já não é aí que eu me revejo.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Estudo de Mark Regnerus cientificamente válido

A Universidade do Texas em Austin afirmou que levou a cabo uma investigação e não encontrou qualquer evidência de má-conduta no estudo que apurou que as crianças de "famílias" homossexuais "são mais susceptíveis de 1) reportarem estar sem emprego, 2) serem menos saudáveis, 3) serem mais deprimidos, 4) terem traído o/a esposo/a  ou o/a parceiro/a, 5) fumar,  6) ingerir drogas, 7) terem tido problemas com a lei" do que as crianças de famílias tradicionais pai-mãe. Num comunicado da Universidade do Texas, emitido recentemente, lê-se:

A Universidade do Texas determinou que nenhuma investigação formal é necessária em torno das alegações de má-conduta científica apresentadas contra o professor assistente Mark Regnerus em relação ao seu artigo de Julho último publicado na revista Social Science Research.

O comunicado dizia ainda que o painel consultivo composto por 4 altos-membros do corpo docente da universidade foi consultado, para além dum consultor externo com o nome de Alan Price, a quem foi pedido que revisse as acusações como parte do inquérito que a universidade estava a fazer devido às alegações feitas pelo homossexual  Scott Rosensweig numa carta enviada à escola.

A conclusão foi a de que os assuntos listados englobavam-se na cláusula de que "erros comuns, diferenças bem intencionadas de interpretação dos dados, desacordos académicos ou políticos, opiniões pessoais ou profissionais bem intencionadas, ou comportamentos ou pontos de vista morais e éticos não são má-conduta."

A universidade disse que considera o assunto fechado depois de Robert Peterson, Oficial da Integridade na Pesquisa, ter dito aos oficiais que "nenhuma das alegações de má conduta científica avançadas pelo senhor [Rosensweig]  foram confirmadas pelos dados físicos, pelo material escrito ou pela informação disponibilizada durante as entrevistas." Ele escreveu que "não existiam evidências" que apoiavam a inferência de Rosensweig de que, como ele acreditava que havia falhas no estudo, então tinha que ter ocorrido má-conduta científica.

Regnerus (na foto) havia escrito um comentário em torno do seu estudo no Slate.com, onde ele dizia que um "tema recorrente" entre os adultos, educados por "pais" do mesmo sexo e que reportavam "mais parceiros e parceiras sexuais, mais vitimização sexual, e eram mais prováveis de olhar negativamente para a sua infância" que as crianças de famílias pai-mãe, era "a instabilidade familiar, e muita dela."

Ele explicou que este estudo "recolheu dados de modo aleatório entre os jovens adultos Americanos - que, para além dos censos, foi o maior conjunto de dados populacional preparado para responder a questões em torno de famílias onde as mães ou os pais estavam num relacionamento homossexual."

Regnerus disse que todos os participantes que responderam de modo afirmativo foram entrevistados:

Como viemos a saber mais tarde, as diferenças eram numerosas. Por exemplo, 28 porcento dos adultos que foram educados por mulheres envolvidas numa relação homossexual encontravam-se presentemente sem emprego, comparados com os 8 porcento daqueles que foram educados em famílias compostas por um pai e uma mãe.

Quarenta porcento dos primeiros [educados por lésbicas]  admitem terem tido um caso enquanto já se encontravam casados ou em regime de coabitação, comparados com os 13 porcento daqueles que foram educados por um pai e uma mãe.

Dezanove porcento dos primeiros disse que se encontravam por essa altura, ou haviam estado recentemente, em psicoterapia devido a problemas com a ansiedade, depressão, ou com relacionamentos, comparados com os 8 porcento dos últimos. 
Estas são apenas 3 das 25 diferenças que descobri.

Ele disse que o ponto principal do estudo é que "os cientistas sociais, os pais, e os proponentes fariam uma decisão mais sensata se daqui para a frente simplesmente evitassem assumir que as crianças estão bem."

Num comentário também presente no Slte, William Saletan escreveu:

Mark Regnerus é intolerante e cheio de ódio. ... A sua mais recente pesquisa em torno da paternidade homossexual [sic] é intencionalmente enganadora, e busca rebaixar os pais gays e as mães lésbicas .... A sua "ciência-lixo" não merece cobertura ou credibilidade.

Rosensweig havia alegado que existiam problemas com o estudo de Regnerus devido ao facto dele ter "aparentemente falsificado os dados", "ter construído a metodologia de pesquisa duma forma aparentemente inadequada e inapropriada", ter sido "mal-intencionado, usado comparações inválidas" e que ele "aparentemente alimenta a confusão difamatória da NOM que associa os homossexuais com os pedófilos."

Mas a universidade determinou que "visto que nenhuma evidência foi disponibilizada que confirmasse que o comportamento em questão tenha sido fruto de má-conduta científica, nenhuma investigação formal é necessária.”

A Alliance Defending Freedom disse que o estudo da New Family Structures “sugere que existem distinções nos resultados para os jovens adultos criados nos mais variados ambientes, com experiências familiares distintas”. David Hacker, consultor jurídico sénior da ADF, afirmou:

As universidades Americanas devem sempre servir de mercados livres de busca da verdade. Discordar com as conclusões dum estudo não é o suficiente para se levantarem acusações de má-conduta. ... Nós não estamos surpreendidos com o facto dessas acusações terem sido determinadas como sem fundamento. Este estudo compreensivo, revisto por pares, foi composto por académicos e pesquisadores das mais variadas disciplinas e com pontos de vista ideológico distintos, num espírito de cordialidade e razoável averiguação dos factos. Concordamos com as conclusões do inquérito levado a cabo pela AT-Austin.

Fonte http://bit.ly/1mKXTys

* * * * * * *

Agora que o estudo cientifico do Professor Mark Regnerus está confirmado como válido, as suas conclusões têm que ser levadas em conta por quem realmente acha que o ambiente homoerótico é um ambiente saudável para o desenvolvimento normal duma criança. A ciência claramente revela que esse ambiente não é benéfico para as crianças, mas as nossas elites, na sua sede de destruir a ordem social, continuarão a avançar com a sua agenda. Quem perde com isso são as crianças.



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